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25 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Empresas chinesas desenvolvem novos transgênicos adaptados ao clima do Brasil

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O Brasil é o maior fornecedor de soja para a China, respondendo por cerca de 70% das compras externas chinesas, mas 97% da oleaginosa embarcada tem tecnologia de transgenia da Bayer. Esse cenário deve mudar nos próximos anos. Empresas chinesas e centros de pesquisa trabalham no desenvolvimento de novos transgênicos adaptados ao clima tropical para serem lançados no Brasil.

A investida chinesa pode acirrar a disputa no mercado de tecnologia de sementes, que hoje tem como principais concorrentes Bayer, Basf, Corteva e Syngenta. A China tem em fase comercial cinco variedades de soja, duas de milho e uma de algodão desenvolvidas por instituições do país.

As empresas Da Bei Nong Group (DBN), LongPing High-Tech, e KingAgroot já pediram autorização à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para testar suas sementes de soja no Brasil.

A DBN, que está no Brasil há quatro anos, conseguiu liberação da CTNBio para testar em campo três variedades de soja transgênica com resistência a insetos e herbicidas. “A gente trouxe eventos de soja que já têm aprovação na China, o que gera possibilidade de plantio quase que imediato no Brasil, porque o país compra essas variedades”, afirmou Othon Abrahão, gerente geral da DBN Brasil.

Segundo ele, a expectativa é ter sementes para venda aos produtores do Brasil em 2028. Abrahão disse ainda que a empresa desenvolve pesquisas no Brasil e na Argentina com algodão e milho, em parceria com o Grupo Don Mario (GDM).

O plano da DBN, afirmou o vice-presidente de negócios para América do Sul, Suping Geng, é submeter no Brasil pedido de liberação para testes com uma nova tecnologia de soja com resistência a insetos e a dois tipos de herbicidas. “Nossa meta é chegar em dez anos a 30% de participação de mercado no Brasil com nossos genes em variedades da GDM”, disse.

O Laboratório Nacional da Baía de Yazhou, em Sanya, na província chinesa de Hain, firmou uma parceria recente com a Embrapa Soja para a troca de conhecimentos sobre agricultura tropical. “Acho bom o aumento da competição no setor, isso nos leva a produzir mais ciência e melhorar a qualidade da soja. Um país não pode depender da tecnologia de uma ou poucas empresas”, disse o pesquisador Weicai Yang, do Laboratório Nacional da Baía de Yazhou.

Ele e o pesquisador Zhixi Tian, do mesmo laboratório, participaram nesta semana do X Congresso Brasileiro da Soja, promovido pela Embrapa Soja, onde falaram sobre as pesquisas em desenvolvimento para agricultura tropical, que devem chegar ao Brasil nos próximos anos.

Um dos trabalhos consiste na seleção de genes que permitem à planta produzir mais nódulos nas raízes, favorecendo o fornecimento de açúcares para as bactérias responsáveis pela fixação de nitrogênio. “Isso pode aumentar a produtividade da planta em mais de 10%”, disse Zhixi Tian.

Segundo Weican Yang, a maioria das pesquisas tem como foco o aumento da produtividade da soja, com resistência a insetos, herbicidas e doenças, mas há tecnologias em desenvolvimento com outros fins, como uma soja com alto teor de GABA (ácido gama-aminobutírico), um neurotransmissor que tem efeitos na redução da pressão arterial e no relaxamento, e soja enriquecidas com vitaminas. Outra linha em estudo é de soja com alto teor oleico. “Nosso primeiro foco é a soja, o segundo será o algodão e o terceiro talvez seja a cana-de-açúcar”, disse Yang.

A LongPing High-Tech, do Grupo Citic, um dos maiores conglomerados econômicos da China, instalou-se no Brasil em 2017 e trabalha atualmente no país com híbridos de milho e sorgo, mas desenvolve pesquisas em biotecnologia, para trazer soja transgênica ao país. Procurada, a empresa não quis dar detalhes sobre o assunto.

A KingAgroot, que também tem autorização da CTNBio para testar soja transgênica no Brasil, desenvolve sementes com resistência a insetos, herbicidas e doenças. No mundo, o grupo já solicitou mais de 1,9 mil patentes de inovação, e 482 foram concedidas. A empresa não respondeu ao pedido de entrevista.

Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, já esteve na China 12 vezes em missões técnicas e relata otimismo acerca da parceria da instituição com o laboratório chinês. “Eles têm muita gente e muito recurso. Estão usando a tecnologia para obter ganhos genéticos mais rapidamente. Nós exportamos 80 milhões de toneladas de soja para a China no ano passado e 97% tinham genética da Bayer. É muito importante ter mais competidores neste mercado”, disse.

A Embrapa Soja forneceu a hospedagem à jornalista

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: pescador se distrai e leva mordida de dourado em MT

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Edimar Santos relatou que o peixe causou ferimento em um dos dedos e precisou de um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

O pescador Edimar Santos foi surpreendido pela mordida de um dourado enquanto pescava no Rio Sepotuba, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. As imagens foram registradas por colegas que estavam no barco e o vídeo viralizou nas redes sociais durante a semana (assista abaixo).

Edimar contou que o ocorrido se deu após uma situação de risco em que, ao tentar desviar de uma galhada na correnteza, o grupo conseguiu capturar o peixe com um anzol. Ele também detalhou o momento de descuido que permitiu o ataque enquanto o barco descia o rio.

“Eu estava preocupado com o anzol, para ele não enganchar na minha perna. Quando virei o rosto para jogar o anzol na água, descuidei e acabei colocando a mão no rumo da boca dele”, relatou.

Devido à força da mordida, Edimar contou que foi necessário utilizar um alicate para ajudar a abrir a boca do animal.

“A mordida dele é muito forte. Tivemos que pegar o alicate, colocar na boca dele e abrir para ajudar. Ele fez um buraco no meu dedo bem fundo e chegou a sair bastante sangue”, descreveu.

Rei do Rio

Considerado por muitos como “rei do rio” pelo comportamento agressivo e grande porte, o dourado (Salminus brasiliensis) é encontrado nos rios da Bacia do Prata, como os rios Paraguai e Paraná. O peixe demonstra um comportamento territorial que exige cuidado redobrado no manuseio fora da água.

O dourado é valorizado na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura, e se alimenta principalmente de outros peixes. Pode ultrapassar 1 metro de comprimento e pesar até 25kg. A espécie é bastante valorizada na pesca esportiva devido à força, resistência e rapidez durante a captura.

Lei do Transporte Zero

Vale lembrar que o dourado é uma das 12 espécies de peixes com transporte, armazenamento e comercialização proibidos até 2029, de acordo com a Lei do Transporte Zero. O projeto pretende dobrar o turismo de pesca esportiva com previsão de atrair turistas e gerar empregos, segundo o governo.

  • Cachara
  • Caparari
  • Dourado
  • Jaú
  • Matrinchã
  • Pintado/Surubin
  • Piraíba
  • Piraputanga
  • Pirara
  • Pirarucu
  • Trairão
  • Tucunaré

 

🎣 Quem pode pescar?

  • Povos indígenas, originários e quilombolas que tenham a pesca como atividade de subsistência, para comercialização e o transporte de iscas vivas, que deverão ser regulamentados por resolução do Conselho Estadual de Pesca do Estado de Mato Grosso (Cepesca);
  • Profissionais artesanais e a modalidade pesque e solte, desde que atendidas as condições previstas na lei, com exceção do período de defeso da piracema.

*Sob supervisão de Jardes Johnson.

VIDEO:

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Agro Mato Grosso

Dra. Mara fortalece ações de cidadania e leva serviços gratuitos na área de saúde na Capital I MT

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Caminhares da Fecomércio: Cuidando da saúde e o bem estar social da família.

A população da Região Oeste de Cuiabá terá, a partir do dia 22, acesso a uma importante ação da Fecomércio, no Centro de Eventos do Pantanal, com serviços gratuitos nas áreas de saúde, visão, beleza e atendimento voltado às mulheres.

A iniciativa chega à região por meio da articulação da vereadora Dra. Mara, que tem buscado parcerias e alternativas para aproximar serviços essenciais das comunidades e ampliar o acesso da população.

Para Dra. Mara, cuidar das pessoas também significa facilitar o acesso à saúde, à prevenção, à autoestima e à cidadania.

É trabalho que se transforma em benefício para a população: com diálogo, articulação e compromisso, Dra. Mara segue levando oportunidades para quem mais precisa.

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Agro Mato Grosso

Safra recorde de soja em MT pode encher 1 milhão de caminhões e formar fila que daria 7 voltas no Brasil

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