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26 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Empresas chinesas desenvolvem novos transgênicos adaptados ao clima do Brasil

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O Brasil é o maior fornecedor de soja para a China, respondendo por cerca de 70% das compras externas chinesas, mas 97% da oleaginosa embarcada tem tecnologia de transgenia da Bayer. Esse cenário deve mudar nos próximos anos. Empresas chinesas e centros de pesquisa trabalham no desenvolvimento de novos transgênicos adaptados ao clima tropical para serem lançados no Brasil.

A investida chinesa pode acirrar a disputa no mercado de tecnologia de sementes, que hoje tem como principais concorrentes Bayer, Basf, Corteva e Syngenta. A China tem em fase comercial cinco variedades de soja, duas de milho e uma de algodão desenvolvidas por instituições do país.

As empresas Da Bei Nong Group (DBN), LongPing High-Tech, e KingAgroot já pediram autorização à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para testar suas sementes de soja no Brasil.

A DBN, que está no Brasil há quatro anos, conseguiu liberação da CTNBio para testar em campo três variedades de soja transgênica com resistência a insetos e herbicidas. “A gente trouxe eventos de soja que já têm aprovação na China, o que gera possibilidade de plantio quase que imediato no Brasil, porque o país compra essas variedades”, afirmou Othon Abrahão, gerente geral da DBN Brasil.

Segundo ele, a expectativa é ter sementes para venda aos produtores do Brasil em 2028. Abrahão disse ainda que a empresa desenvolve pesquisas no Brasil e na Argentina com algodão e milho, em parceria com o Grupo Don Mario (GDM).

O plano da DBN, afirmou o vice-presidente de negócios para América do Sul, Suping Geng, é submeter no Brasil pedido de liberação para testes com uma nova tecnologia de soja com resistência a insetos e a dois tipos de herbicidas. “Nossa meta é chegar em dez anos a 30% de participação de mercado no Brasil com nossos genes em variedades da GDM”, disse.

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O Laboratório Nacional da Baía de Yazhou, em Sanya, na província chinesa de Hain, firmou uma parceria recente com a Embrapa Soja para a troca de conhecimentos sobre agricultura tropical. “Acho bom o aumento da competição no setor, isso nos leva a produzir mais ciência e melhorar a qualidade da soja. Um país não pode depender da tecnologia de uma ou poucas empresas”, disse o pesquisador Weicai Yang, do Laboratório Nacional da Baía de Yazhou.

Ele e o pesquisador Zhixi Tian, do mesmo laboratório, participaram nesta semana do X Congresso Brasileiro da Soja, promovido pela Embrapa Soja, onde falaram sobre as pesquisas em desenvolvimento para agricultura tropical, que devem chegar ao Brasil nos próximos anos.

Um dos trabalhos consiste na seleção de genes que permitem à planta produzir mais nódulos nas raízes, favorecendo o fornecimento de açúcares para as bactérias responsáveis pela fixação de nitrogênio. “Isso pode aumentar a produtividade da planta em mais de 10%”, disse Zhixi Tian.

Segundo Weican Yang, a maioria das pesquisas tem como foco o aumento da produtividade da soja, com resistência a insetos, herbicidas e doenças, mas há tecnologias em desenvolvimento com outros fins, como uma soja com alto teor de GABA (ácido gama-aminobutírico), um neurotransmissor que tem efeitos na redução da pressão arterial e no relaxamento, e soja enriquecidas com vitaminas. Outra linha em estudo é de soja com alto teor oleico. “Nosso primeiro foco é a soja, o segundo será o algodão e o terceiro talvez seja a cana-de-açúcar”, disse Yang.

A LongPing High-Tech, do Grupo Citic, um dos maiores conglomerados econômicos da China, instalou-se no Brasil em 2017 e trabalha atualmente no país com híbridos de milho e sorgo, mas desenvolve pesquisas em biotecnologia, para trazer soja transgênica ao país. Procurada, a empresa não quis dar detalhes sobre o assunto.

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A KingAgroot, que também tem autorização da CTNBio para testar soja transgênica no Brasil, desenvolve sementes com resistência a insetos, herbicidas e doenças. No mundo, o grupo já solicitou mais de 1,9 mil patentes de inovação, e 482 foram concedidas. A empresa não respondeu ao pedido de entrevista.

Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, já esteve na China 12 vezes em missões técnicas e relata otimismo acerca da parceria da instituição com o laboratório chinês. “Eles têm muita gente e muito recurso. Estão usando a tecnologia para obter ganhos genéticos mais rapidamente. Nós exportamos 80 milhões de toneladas de soja para a China no ano passado e 97% tinham genética da Bayer. É muito importante ter mais competidores neste mercado”, disse.

A Embrapa Soja forneceu a hospedagem à jornalista

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VÍDEO: avião agrícola cai em creche com mais de 150 crianças em MT

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Um avião agrícola caiu e atingiu parte do prédio da Creche Coralina, em Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (23). Localizada no Jardim América, a creche atende cerca de 180 crianças de 1 a 5 anos e conta com 40 profissionais entre professores e equipes de apoio.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação, informou que nenhum aluno se feriu. Ainda segundo a Secretaria, o avião, usado para pulverização das lavouras, não transportava nenhum defensivo no momento da queda.

Um vídeo das câmeras de segurança mostram o momento em que o avião atinge o prédio. Após a queda, é possível ouvir o estrondo do impacto, além da fumaça (veja vídeo acima).

Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipe foram acionadas por volta das 14h30, após a aeronave cair em uma área localizada a aproximadamente 400 metros da pista de decolagem, nos fundos da creche. Segundo a Secretaria de Educação, esta parte do prédio não é utilizada pelos alunos.

Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução

Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução

No local, os militares encontraram o piloto, de 28 anos, consciente e sentado, fora da área de impacto. Durante a avaliação inicial, a equipe identificou um ferimento na lateral esquerda da cabeça, inchaço na região e dor, além de uma deformidade no tórax. Após receber os primeiros socorros e ser imobilizado pelas equipes de resgate, o piloto foi encaminhado ao Hospital Municipal Coração de Jesus para atendimento médico especializado.

Ainda segundo os bombeiros, houve derramamento de combustível no local. A área foi isolada, e as equipes realizaram medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndio, considerando a possibilidade de novos incidentes.

O prédio da creche foi evacuado e o local do acidente isolado até a chegada da polícia. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades responsáveis.

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Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri

Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri

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VÍDEO: avião é incendiado após perseguição e tentativa de interceptação pela FAB em MT

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Um avião de pequeno foi incendiado na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta sexta-feira (23). A queda da aeronave ocorreu a cerca de 80 km da área urbana da cidade, na região Fazenda Monte Azul.

Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista abaixo).

Segundo o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), as equipes estavam acompanhando uma ocorrência de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal e Polícia Militar, por suspeita de tráfico de drogas aéreo.

Durante a ação, houve a tentativa de interceptação da aeronave suspeita pela FAB. No entanto, segundo o Gefron, o avião desceu em uma pista clandestina e os ocupantes atearam fogo.

Nenhum suspeito foi localizado pelas equipes. Também não foram localizadas vítimas no local. O caso é investigado.

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Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

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STF autoriza concessão de rodovias estaduais de MT após disputa judicial

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O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o andamento da concessão de rodovias estaduais de Mato Grosso que integram o Lote 1 do Programa de Concessões Rodoviárias do estado. A decisão dada pelo ministro André Mendonça na quarta-feira (21) atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

O lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios. O investimento privado estimado é de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos.

Segundo o governo do estado, a disputa judicial começou após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. Na sequência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entendeu que o governo estadual havia adotado as medidas necessárias e derrubou a decisão do órgão de controle.

O TCE-MT recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu uma liminar para suspender novamente a formalização do contrato. Diante disso, a PGE recorreu ao STF, sob o argumento de que houve invasão de competência.

Ao analisar o pedido, André Mendonça reconheceu os argumentos apresentados pelo governo estadual e destacou que cabe ao Supremo analisar controvérsias que envolvam questões constitucionais. O ministro autorizou o prosseguimento da concessão e determinou o envio do pedido de suspensão para análise da Presidência do STF.

O lote inclui trechos de quatro rodovias estaduais: MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338. As obras abrangem os municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.

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Assinatura para concessões

Em setembro do ano passado o governo assinou três lotes para a concessões de 964,5 quilômetros de rodovias estaduais, incluindo o trecho acima, e o Lote 2 – Rota da Produção, que corresponde a 418,5 km das MTs 160/235/249/480 e o Lote 5- Rodovia da Integração, que corresponde a 308,3 km das MTs 020/326.

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