Sustentabilidade
Milliken lança nova tecnologia de encapsulamento de biológicos e anuncia parcerias no mercado brasileiro – MAIS SOJA

A fabricante global Milliken & Company anuncia o lançamento de nova tecnologia de encapsulamento para atender parceiros do setor agrícola no mercado brasileiro. A empresa está prestes a concluir a instalação de uma nova estrutura de última geração de prototipagem, análise e testes, com o objetivo de oferecer formulações inovadoras para insumos agrícolas, desenvolvidas com base em dados, garantindo inovação, conformidade regulatória e alta qualidade. Ajudando, assim, os clientes a se manterem à frente das demandas deste mercado em constante evolução.
Com décadas de experiência em microencapsulamento, a Milliken fornece mecanismos de liberação controlada que aumentam a estabilidade, prolongam a vida útil e melhoram a resistência aos raios UV de agroquímicos e biológicos. Essa tecnologia melhora a eficácia por meio de uma aplicação mais precisa, ao mesmo tempo em que minimiza o escoamento, reforçando práticas agrícolas mais responsáveis.
A novidade da empresa chega em um momento em que o crescimento dos biológicos no Brasil é rápido, impulsionado por um sistema regulatório favorável, sendo que mais da metade dos agricultores utiliza bioinsumos de alguma forma, segundo pesquisa da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). “Expandir nossa presença global em encapsulamento, especialmente com foco no segmento crescente de biológicos agrícolas no Brasil, reflete o compromisso da Milliken em utilizar ciência e tecnologia para proteger os recursos naturais por meio de estratégias de aplicação eficientes e responsáveis,” disse Cristina Neri, Vice-Presidente de Soluções em Polímeros da Milliken.
A nova unidade no Brasil marca a primeira expansão da exclusiva tecnologia de microencapsulamento Encapsys™ da Milliken para agricultura fora de seu centro de excelência nos Estados Unidos, localizado em Appleton, Wisconsin. Em ambas as unidades, especialistas internos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) irão facilitar o processo desde a inovação em laboratório até a produção em escala industrial, atuando com uma ampla gama de soluções químicas biodegradáveis, compatíveis com insumos, tanto convencionais, quanto biológicos.
Parceria entre Milliken e IdeeLab
Além do laboratório, a Milliken está ampliando suas parcerias com outras empresas inovadoras do setor agrícola no Brasil. A empresa anunciou um acordo (não exclusivo) com a IdeeLab, uma companhia brasileira especializada no desenvolvimento de soluções biológicas inovadoras para a agricultura. As empresas irão unir seus conhecimentos especializados para oferecer soluções integradas mais robustas aos clientes e impulsionar programas de P&D voltados para o mercado de biológicos.
A IdeeLab está na liderança no desenvolvimento de produtos agrícolas biológicos e sustentáveis no Brasil, impulsionando novas tecnologias em nome de seus clientes para o mercado de insumos. Recentemente, a empresa inaugurou sua unidade de fabricação em escala industrial no país. A tecnologia de microencapsulamento pode trazer estabilidade para formulações líquidas, prolongar a vida útil e oferecer resistência à radiação UV e à temperatura em produtos biológicos. Ambas as empresas colaborarão para acelerar projetos que possam trazer soluções exclusivas ao mercado brasileiro de biológicos. A Milliken continuará firmando novas parcerias para expandir seu portfólio e permitir que mais clientes no Brasil tenham acesso às soluções avançadas da empresa para a agricultura moderna.
Juntas, a Milliken e a IdeeLab participarão do evento internacional Biocontrol and Biostimulants Latam, em Campinas/SP, de 28 a 30 de julho, para apresentar suas tecnologias e reforçar as sinergias esperadas dessa parceria. Além disso, Ryan Michaud, Líder Global de Produto da Milliken, fará uma apresentação sobre o potencial do encapsulamento para melhorar o desempenho e a estabilidade dos insumos biológicos.
Ronaldo Dalio, CEO da IdeeLab, afirmou: “Trabalhar com as tecnologias de encapsulamento da Milliken nos ajudará a acelerar a inovação e permitirá que ambas as empresas entreguem soluções responsáveis aos agricultores brasileiros de forma mais eficiente. A IdeeLab tem liderado o desenvolvimento da próxima geração de bioinsumos no Brasil, e conectar-se ao legado da Milliken nos ajudará a explorar novas rotas para melhorar o desempenho dos produtos em campo para nossos clientes.”
Cristina Neri acrescentou: “A IdeeLab vem inspirando uma nova era na agricultura brasileira, e estamos entusiasmados em recebê-la em nosso ecossistema. À medida que a Milliken amplia sua oferta para fomentar a inovação em produtos biológicos — especialmente produtos de nova geração baseados em extratos vegetais, feromônios e microrganismos — parceiros como a IdeeLab nos ajudarão a gerar ainda mais impacto.”
Sobre a Milliken
A Milliken & Company é uma líder global em manufatura que foca em ciência de materiais para entregar as inovações do futuro hoje. De moléculas líderes de mercado a soluções sustentáveis, a Milliken cria produtos que melhoram a vida das pessoas e oferecem soluções para clientes e comunidades. Com milhares de patentes e um portfólio com aplicações nos setores têxtil, de revestimento de pisos, químicos e saúde, a empresa usa integridade e excelência compartilhadas para impactar positivamente o mundo por gerações. Saiba mais em milliken.com e nas redes sociais Facebook, Instagram e LinkedIn.
Sobre a IdeeLab
A IdeeLab Biotecnologia é uma CDMO (Organização de Desenvolvimento e Fabricação sob Contrato) pioneira em biológicos agrícolas no Brasil, integrando desenvolvimento científico avançado com capacidade robusta de escalonamento e fabricação de produtos biológicos de alto desempenho. Fundada a partir das pesquisas do Prof. Dr. Sérgio F. Pascholati e do Dr. Ronaldo JD Dalio, a empresa nasceu com a missão de transformar descobertas científicas em tecnologias prontas para o campo, de forma eficiente e sustentável.
Do descobrimento de microrganismos à produção em escala industrial, a IdeeLab oferece soluções completas que ajudam empresas do agronegócio a levar ao mercado a próxima geração de biológicos com mais rapidez e confiabilidade. Sua infraestrutura moderna, capacidade de produção ampliada e equipe altamente qualificada posicionam a empresa como um parceiro estratégico para players globais em busca de excelência em biotecnologia agrícola.
Fonte: Assessoria de Imprensa Milliken
Sustentabilidade
MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA

O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).
Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio.
O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%.
Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.
PERFIL – De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas). No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas). A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Importação de insumos e geopolítica pautam 4º Congresso Abramilho – MAIS SOJA

Dependente da importação de insumos, o produtor de milho e sorgo brasileiro precisa acompanhar de perto o cenário internacional antes de fazer planos para a próxima safra. Não à toa, a geopolítica é um dos destaques do 4º Congresso Abramilho, que ocorrerá no dia 13 de maio, no Unique Palace, em Brasília (DF). O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” analisa os reflexos de conflitos e tensões internacionais no setor.
O debate ocorre em um cenário de alta complexidade, onde a logística de fertilizantes, defensivos e diesel é diretamente afetada por instabilidades externas. Mesmo sendo o terceiro maior produtor de milho e um dos principais exportadores de alimentos do mundo, o Brasil enfrenta desafios logísticos. Um deles é a alta dependência externa, já que mais de 90% dos fertilizantes utilizados no país são importados. Além disso, parcela significativa do diesel e de moléculas essenciais para defensivos agrícolas vêm de mercados estrangeiros, como a China.
Para o diretor executivo da Abramilho e organizador do evento, Glauber Silveira, o momento exige atenção redobrada devido à sensibilidade da cadeia produtiva aos eventos externos. “A escolha desse tema foi feita porque vivemos um momento de geopolítica complexa. A instabilidade internacional afeta do preço do diesel à disponibilidade de defensivos agrícolas e fertilizantes”, ponderou Silveira.
Ele ressaltou que qualquer oscilação no mercado global atinge o produtor brasileiro rapidamente. O debate também abordará as negociações do Acordo Mercosul-União Europeia e outros tratados internacionais que influenciam o fluxo comercial. O objetivo é traçar diretrizes para que o agronegócio possa mitigar riscos e encontrar caminhos para reduzir a dependência de insumos estrangeiros.
Segundo ele, o painel buscará soluções que envolvam tanto políticas governamentais quanto iniciativas privadas. “Nossa perspectiva é trazer luz ao tema. O que nós, produtores, podemos ou devemos fazer a curto, médio e longo prazos? Existem soluções que podemos buscar junto ao Governo, ou então iniciativas setoriais que podem nos ajudar?”, questionou Glauber Silveira.
O painel “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?” será às 12h e terá a participação de Grace Tanno, chefe da Divisão de Política Agrícola do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Além dela, participarão Sueme Mori, diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA; Márcio Farah, diretor geral Brasil da Pivot Bio; e Arene Trevisan, diretor executivo de Suprimentos da JBS. A mediação será conduzida por Mauro Zafalon, da Folha de S. Paulo.
Serviço
Evento: 4º Congresso Abramilho
Data: 13 de maio de 2026, das 8h às 14h
Local: Unique Palace, Brasília/DF
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/4-congresso-abramilho/3364808
Fonte: Abramilho
Sustentabilidade
Oferta de Soja em MT deve recuar 4,47% na Safra 26/27, aponta Imea – MAIS SOJA

Em mai/26, a oferta de soja para a safra 26/27 em Mato Grosso foi estimada em 49,53 mi de t, queda de 4,47% em relação à temporada anterior. Essa redução está atrelada à projeção de menor produção de soja no estado, sustentada por um cenário de incertezas, principalmente, quanto ao nível de investimentos.
Apesar, do recuo, a produção projetada para a safra é a terceira maior de toda a série histórica do instituto. No que se refere à demanda pela oleaginosa, a previsão é que sejam consumidas 49,39 mi de t na safra 26/27, retração de 3,54% em relação ao ciclo anterior. Desse total, 13,65 mi de t deverão ser destinadas ao consumo no estado e 5,23 mi de t para outros estados.
Em relação à destinação, as exportações foram estimadas em 30,51 mi de t, queda de 4,98% no comparativo entre safras. Esse movimento é reflexo da menor disponibilidade do grão mato-grossense. Por fim, o estoque final da safra 26/27 foi estimado em 0,14 mi de t, retração de 78,46% em relação à safra anterior.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: diante da cautela quanto à oferta global, após a União Europeia rejeitar cargas oriundas da Argentina, o farelo de soja em Chicago registrou elevação de 1,85% em relação à semana passada.
- ACRÉSCIMO: o preço da oleaginosa em Mato Grosso encerrou o período na média de R$103,68/sc, incremento de 1,39% no comparativo semanal.
- AUMENTO: com a demanda aquecida pela soja em grão e a valorização nas cotações dos coprodutos da oleaginosa, o indicador Cepea apresentou alta de 1,20% frente à semana passada.
Imea divulga primeira projeção da safra 26/27 de soja com redução na produtividade em Mato Grosso.
A área de soja no estado foi projetada em 13,04 milhões de ha, alta de 0,25% em relação à safra 25/26. O avanço mais moderado reflete preços mais baixos da oleaginosa e custos de produção ainda elevados, o que pressiona as margens do produtor. Além disso, as condições de financiamento mais restritas, aliadas às altas taxas de juros, limitam a expansão sobre novas áreas.
Com relação ao rendimento, neste início, as projeções ainda incorporam incertezas associadas às condições climáticas e ao manejo fitossanitário das lavouras. Segundo a NOAA, no 1º trim de desenvolvimento da oleaginosa, a probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño é próxima de 80%, podendo intensificar a irregularidade das chuvas em MT.
Diante desse cenário, a produtividade da temporada foi estimada em 62,44 sc/ha, queda de 5,43% em relação à safra anterior. Por fim, com o recuo no rendimento, a produção de soja para a safra 26/27 foi projetada em 48,88 milhões de t, redução de 5,19% frente à safra 25/26.
Fonte: IMEA
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