Agro Mato Grosso
Batalhão Ambiental aplica cerca de R$ 69 milhões em multas no primeiro semestre de 2025

As equipes realizaram operações de fiscalização próprias e de apoio às outras instituições, nos 142 municípios, dos 15 Comandos Regionais
O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental de Mato Grosso (BPMPA) aplicou cerca de R$ 69 milhões em multas e apreendeu 35 máquinas em ações de combate e enfrentamento ao desmate ilegal no primeiro semestre deste ano em todo o Estado. As equipes realizaram operações de fiscalização próprias e de apoio às outras instituições, nos 142 municípios, dos 15 Comandos Regionais.
Somente nos seis primeiros meses de 2025, os policiais militares recuperaram 1.595m³ de madeira extraída de maneira irregular, apreenderam 22 caminhões, cinco motosserras e 16 caminhões reboques/semi reboques. As equipes registraram 670 boletim de ocorrência, 23 Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), 79 termos de embargo, 59 de apreensão, 13 de destruição e outros cinco de doação.
O comandante do Batalhão Ambiental da PM, tenente coronel Fagner Augusto do Nascimento, afirmou que as ações de enfrentamento e combate aos crimes ambientais foram intensificadas a partir do Programa Tolerância Zero, criado pelo Governo de Mato Grosso, e das diversas entregas de viaturas, armamentos, equipamentos de proteção e recursos tecnológicos, que proporcionam melhores condições de trabalhos aos policiais militares, principalmente em locais de difícil acesso e distantes de zonas urbanas.
As equipes da unidade especializada atuam em operações próprias e em apoio à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outras instituições para proteger a fauna e a flora em Mato Grosso.
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“Essas ações têm sido bastante exitosas para preservação do meio ambiente, fauna e flora do nosso Estado. Além disso, os importantes investimentos por parte do governador Mauro Mendes reforçam as forças de segurança e contribuem para uma patrulhamento tático e ostensivo mais preciso, principalmente em áreas de difícil acesso. Nossas equipes realizam diversas ações para enfrentamento e prevenção de crimes ambientes em Mato Grosso”, afirmou o tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento.
Ainda nos seis primeiros meses do ano, os policiais militares registraram 125 Autos de Infração, apreenderam outros 13 veículos, 85 quilos de iscas, 126 quilos de pescados irregular e 265 apetrechos utilizados em pescas. Os militares recolheram 52 redes, 13 tarrafas, três pinhéis e sete quilos de entorpecentes. Além disso, equipes do BPMPA resgataram 665 animais.

Em junho, a Polícia Militar de Mato Grosso recebeu a entrega do segundo lugar do Prêmio Brasil+, concedido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em reconhecimento às ações desenvolvidas pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental no combate aos crimes contra o meio ambiente. A honraria foi entregue pela secretária estadual de Meio Ambiente, Mauren Lazzareti.
“Esse reconhecimento demonstra total empenho e dedicação dos policiais militares de Mato Grosso. A unidade é, ainda, referência no país para outras instituições com Curso de Operações Fluviais, que já formou agentes da segurança de vários estados brasileiros”, ressaltou o tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento.
Agro Mato Grosso
Mesmo com ajustes na safra, MT mantém liderança nacional com apoio de incentivos e crédito

Mato Grosso segue como o maior produtor de grãos do Brasil na safra 2025/2026, mesmo diante de ajustes na estimativa de produção apontados pelo 4º Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (15).
De acordo com o boletim, o estado deve colher cerca de 107,9 milhões de toneladas, mantendo posição estratégica no cenário nacional, apesar da leve redução provocada por fatores climáticos e queda de produtividade, um recuo de 4% em relação à safra recorde do ano passado.
A área cultivada em Mato Grosso alcança 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior, o que reforça o protagonismo do estado no Centro-Oeste, região responsável por quase metade da produção brasileira de grãos. A soja segue como principal cultura e com expectativa de colher 48,6 milhões de toneladas, sustentando o desempenho estadual.
Dentre os grãos produzidos no Estado, apenas a produção de sorgo tem previsão de aumento de 13,5% na produção. Isso ocorre pela busca dos produtores rurais por uma cultura de segunda safra mais estável e com menos dependência hídrica diante das incertezas climáticas e da redução da janela de plantio.
Conforme a Conab, irregularidade climática ao longo do ciclo é um dos fatores que devem fazer Mato Grosso ter uma produção 4% menor do que a safra passada. Apesar das chuvas acima da média em dezembro, o boletim registra períodos de estresse hídrico e térmico que afetaram o desenvolvimento e o enchimento dos grãos.
Além disso, mesmo com aumento da área plantada, a produtividade por hectare deve ser 5,9% menor ficando em 4,7 toneladas por hectare, o que reduziu o volume total colhido. O milho, especialmente na segunda safra, apresenta retração de produtividade. Já o algodão registra redução de área e rendimento, influenciada por custos elevados e menor atratividade econômica.
Apesar da soja manter estabilidade e ser a principal cultura do estado, não terá ganhos suficientes para compensar as perdas em outras lavouras.
Como o estado responde por cerca de um terço da produção brasileira de grãos, pequenas variações negativas têm impacto expressivo no volume total produzido.
Para enfrentar esse cenário e garantir a competitividade do setor, o Governo de Mato Grosso tem ampliado um conjunto de políticas públicas voltadas à redução de custos, estímulo à produção e ampliação do acesso ao crédito rural.
Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, as medidas adotadas pelo governo têm papel decisivo para dar segurança ao produtor rural.
“O governo prorrogou o diferimento do ICMS para fertilizantes até dezembro de 2026, uma medida importante que reduz os custos de produção para os agricultores. Além disso, mantemos incentivos fiscais estratégicos, como o Proalmat, voltado à cadeia do algodão, e ampliamos o acesso ao crédito por meio do Desenvolve Rural, que atende produtores de culturas temporárias, como a soja, com financiamentos que podem chegar a R$ 1,5 milhão”, destacou.
O secretário também ressaltou a importância do MT Garante, mecanismo que facilita o acesso ao crédito ao oferecer garantias complementares, especialmente para pequenos e médios produtores.
“Com o MT Garante, conseguimos reduzir barreiras e permitir que mais produtores tenham acesso a financiamento para investir, modernizar e manter a atividade no campo”, completou.
As ações do Estado buscam dar previsibilidade ao setor agropecuário, que responde por parcela significativa da economia mato-grossense, e garantir que Mato Grosso continue liderando a produção nacional de grãos, mesmo em um cenário de desafios climáticos e de mercado.
Agro Mato Grosso
Homem é preso suspeito de desmatar área para extrair minério de garimpo ilegal em MT

Polícia Militar apreendeu equipamentos de mineração e constatou desmatamento irregular na zona rural de Nossa Senhora do Livramento.
Um garimpo ilegal foi fechado na zona rural de Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, e um homem de 52 anos foi preso em flagrante no local por crime ambiental nessa quarta-feira (14). Equipes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizaram a ação após receberem uma denúncia sobre extração irregular de minério na Comunidade Pirapora.
Segundo a polícia, ao chegar ao local, os militares encontraram diversas pessoas que fugiram para a mata. O suspeito, apontado como proprietário do terreno, foi abordado e admitiu não possuir autorização para a extração de minério nem para o desmatamento da área.
Durante a operação, realizada com rondas a pé e apoio de drone, os policiais flagraram acampamentos improvisados e áreas degradadas. No local foram apreendidos motobombas, equipamentos de dragagem, geradores de energia, galões com combustível, equipamentos de internet, itens de mineração e máquinas pesadas como tratores.
Devido ao difícil acesso, os equipamentos de grande porte e difíceis de transportar foram inutilizados no local, enquanto os de fácil remoção foram levados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Agro Mato Grosso
Garimpo ilegal na TI Sararé avança 3 anos após decisão e União é cobrada para plano emergencial

Terra Indígena Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal.
O Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU) cobraram a apresentação imediata de um plano de ação da União e de órgãos federais para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena (TI) Sararé, em Mato Grosso.
Segundo o MPF, já se passaram três anos desde a decisão judicial proferida em janeiro de 2022, que determinou que a União e os demais órgãos federais atuassem de forma efetiva no enfrentamento do garimpo ilegal na região. Para o MPF e a DPU, a ausência de medidas concretas tem contribuído para a permanência e o agravamento da atividade criminosa no território indígena.
No curso da ação, foi destacado que cabe à União a responsabilidade exclusiva sobre os recursos minerais e a segurança pública:
- À Agência Nacional de Mineração (ANM), compete o gerenciamento e a fiscalização da atividade mineral;
- Ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a proteção ambiental;
- À Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a tutela da terra indígena;
- E ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a regularização das áreas de reforma agrária no entorno do território.
A reportagem entrou em contato com os órgãos federais citados, mas não obteve retorno até a ultima atualização desta reportagem.

Operação da PF destrói túneis, minas e maquinários na Terra Indígena Sararé (MT)
O território indígena se tornou um dos mais devastados do país em razão da exploração ilegal de ouro, que se intensificou nos últimos dois anos com a presença de integrantes de facção criminosa do Comando Vermelho.
Ao longo de 2025, diversas operações de combate ao garimpo ilegal foram realizadas na região, resultando na destruição de maquinário e de acampamentos utilizados na atividade. Em agosto do mesmo ano, uma operação integrada envolvendo órgãos federais e de três estados foi deflagrada com o objetivo de intensificar o enfrentamento ao garimpo.
A decisão, em 2022, determinou que os réus constituíssem um grupo de trabalho ou uma comissão interinstitucional, além de apresentar e executar um plano de ação integrado. As medidas deveriam abranger as áreas ambientais, de segurança pública e de gerenciamento minerário, além de prever a divulgação periódica, nos canais institucionais, de relatórios situacionais com análise de indicadores ambientais, de segurança pública e de gestão mineral.
Habilitada no processo em junho de 2025 como representante da Associação Indígena Sararé – Katitãurlu, a Defensoria Pública da União passou a atuar em conjunto com o MPF na defesa dos direitos coletivos do povo indígena.
Histórico de devastação
A Terra Indígena Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%. Os dados constam do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro de 2025, que analisou nove estados da região.
De acordo com o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.
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