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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Predomínio de tempo seco permitiu avanço significativo da semeadura, que atingiu 92% da área projetada – MAIS SOJA

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O predomínio de tempo seco desde o início de julho permitiu o avanço significativo da semeadura, que atingiu 92% da área projetada, superando índices dos anos anteriores para o mesmo período. A finalização dos trabalhos deve ocorrer dentro do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Os cultivos estão em fase de desenvolvimento vegetativo, e as plantas se recuperam de forma progressiva dos efeitos do excesso hídrico, ocorrido até o final de junho. As lavouras semeadas em maio e junho apresentam boa densidade populacional, crescimento uniforme e coloração verde mais intensa, indicativos de estado nutricional e atividade fotossintética apropriadas. Contudo, essa recuperação varia conforme a região: no Sul, a persistência de elevada umidade relativa e nebulosidade limitaram a evolução das plantas; no Noroeste, as temperaturas elevadas no período provocaram sintomas de amarelecimento foliar e a manifestação inicial de doenças fúngicas.

As áreas implantadas em julho se encontram nos estádios de germinação e emergência. Porém, são necessárias precipitações regulares para garantir o adequado estabelecimento das plântulas.

Em relação ao manejo cultural, seguem as aplicações de herbicidas em pós-emergência. Nas lavouras em estádio de elongação do colmo, foi realizada a segunda aplicação de adubação nitrogenada em cobertura, e observa-se satisfatória sanidade foliar e a integridade estrutural das plantas. No entanto, a elevada precipitação, registrada logo após a semeadura, comprometeu a eficácia do tratamento de sementes em algumas áreas, o que aumenta a atenção dos produtores em razão da suscetibilidade da cultura a patógenos de solo e doenças foliares.

A área cultivada no Estado está projetada inicialmente pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares. A estimativa inicial de produtividade é de 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o tempo seco favoreceu o avanço da semeadura. Entretanto, a área efetivamente implantada (cerca de 80%) permanece aquém do registrado no mesmo período de safras anteriores, em São Borja, Itaqui e Maçambará, onde se concentram as maiores produções. As intensas precipitações registradas desde a abertura da janela de semeadura impactaram negativamente o andamento das atividades a campo, e foram necessários replantios e ações corretivas em áreas comprometidas por processos erosivos, como erosão laminar e em sulcos.

Em Manoel Viana, o plantio foi concluído. No momento, há expectativa quanto à ocorrência de chuvas para a realização da primeira adubação nitrogenada em cobertura. De modo geral, há atraso no desenvolvimento das lavouras em decorrência das condições climáticas desde o início da semeadura. Na região da Campanha, o plantio evoluiu rapidamente e deve ser concluído até 31/07, quando se encerra o período recomendado. As lavouras semeadas mais recentemente apresentaram melhor germinação e estande superior em relação às implantadas em junho. Embora as baixas temperaturas sejam favoráveis ao perfilhamento do trigo, a deficiência de luminosidade vem comprometendo o crescimento. Em Bagé e em Caçapava do Sul, o plantio está próximo da conclusão. A operação se encontra atrasada em Aceguá e Hulha Negra, onde apenas 60% foram implantados.

Na de Caxias do Sul, a semeadura progrediu consideravelmente, e alcançou aproximadamente 50% do previsto. A conclusão dos trabalhos deve acontecer em final de julho. As condições de umidade do solo têm beneficiado os cultivos, assegurando a germinação adequada. Apesar da ocorrência de neblina nas primeiras horas do dia, a insolação e as temperaturas amenas favoreceram o desenvolvimento inicial das plantas.

Na de Erechim, 90% foram semeados. A cultura está em diferentes estádios fenológicos (entre semeadura e perfilhamento). As lavouras implantadas mais precocemente apresentam estabelecimento e desenvolvimento apropriados.

Na de Frederico Westphalen, a semeadura avançou significativamente, e chegou a 95% em virtude das boas condições de friabilidade do solo. As baixas temperaturas registradas no período contribuíram para o afilhamento, sem prejudicar o desenvolvimento das plantas.

Na de Ijuí, o tempo seco permitiu a conclusão da semeadura. No entanto, a área efetivamente semeada deve ser levemente inferior à estimativa inicial.

Na de Passo Fundo, houve avanço significativo na área cultivada: de 50% para 90%.

Na de Pelotas, a semeadura atingiu 72% do total estimado. Os produtores relatam atraso no desenvolvimento vegetativo devido à baixa luminosidade.

Na de Santa Maria, 90% foram implantados, incluindo áreas de replante. O desenvolvimento inicial da cultura foi prejudicado por baixa radiação solar e alta umidade relativa, as quais favoreceram a incidência de doenças foliares, como mancha-amarela e ferrugem. Em Cachoeira do Sul, a adubação nitrogenada em cobertura foi temporariamente suspensa para evitar perdas por lixiviação e a baixa eficiência de absorção, dado o solo encharcado e a limitada atividade fotossintética.

Na de Santa Rosa, 96% foram semeados. Há relatos reduzido uso de insumos como alternativa para a contenção de custos. Nas lavouras implantadas tardiamente, a emergência e o estande estão melhores do que nos cultivos semeados no início do zoneamento, os quais foram afetados pelo excesso hídrico. Pequenas áreas marginais, com limitações de drenagem e de acesso, foram implantadas no período. As temperaturas mais elevadas contribuíram para o aumento do risco de ocorrência de pragas, especialmente de pulgão e lagarta, que estão sob monitoramento.

Na de Soledade, a semeadura foi finalizada. As lavouras implantadas no início da janela do Zarc se recuperaram bem após o período de chuvas. Embora muitas áreas tenham sido afetadas por processos erosivos, como erosão laminar e em sulcos, o estabelecimento e o desempenho vegetativo das lavouras nas últimas semanas estão satisfatórios em função da estabilidade climática.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, ocorreu elevação de 0,09% quando comparado à semana anterior, de R$ 70,09 para R$ 70,15. Em Cruz Alta, o preço para produto disponível permaneceu em R$ 76,00.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1876 completo de 17 de julho de 2025, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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