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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Percevejos em trigo – MAIS SOJA

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O progresso da safra 2025, indica que a grande maioria das lavouras de trigo encontram-se em período de desenvolvimento vegetativo (figura 1). Esse período é uma fase determinante para a formação de componentes de produtividade como o número de espigas por planta, espiguetas por espiga, grãos por espigueta e grãos por metro quadrado, afetando diretamente a produtividade final da cultura.

Figura 1. Fenologia das lavouras de trigo safra 2025. Atualização de 6 a 12 de Julho.
Fonte: Conab (2025)

Nesse sentido, a ocorrência de estresses e/ou distúrbios de ordem biótica ou abiótica nesse período podem prejudicar a formação dos componentes de produtividade do trigo e com isso, reduzir a produtividade da cultura. Dentre os fatores bióticos de maior importância na cultura do trigo, destaca-se a ocorrência de pragas, especialmente aquelas com elevada capacidade em causar danos com os percevejos.

Conforme observado por Duarte; Ávila; Rohden (2010), o aumento populacional de percevejos afeta negativamente o rendimento de grãos de trigo. Embora distintas espécies de percevejos possam acometer o trigo, o percevejo barriga-verde, espécies Diceraeus furcatus & Diceraeus melacanthus são os percevejos de maior expressão econômica na cultura.

Sintomas

Na fase vegetativa, o ataque dos percevejos pentatomídeos provoca manchas esbranquiçadas nos locais de inserção do aparelho bucal, podendo causar enrugamento foliar, necrose, folhas filiformes, morte do colmo principal, redução de porte e entouceiramento excessivo. Já na fase reprodutiva, o ataque pode resultar em espigas deformadas, esbranquiçadas, com grãos abortados e menor desenvolvimento da planta (Salvadori et al., 2022).

Embora com menor expressão econômica, o percevejo Collaria scenica (figura 2) também é comum no trigo, e causa danos que se assemelham a ocorrência de doenças e/ou outras pragas. Diferente dos percevejos pentatomídeos, o percevejo C. scenica ataca principalmente folhas. Neste cenário, o principal sintoma decorrente da sua atividade alimentar, tanto na fase vegetativa quanto na reprodutiva, é o aparecimento de manchas foliares com aspecto esbranquiçado, frequentemente confundidas com raspagens (Salvadori et al., 2022).

Figura 2. Percevejo-raspador (Collaria scenica).
Foto: Eduardo Engel. Fonte: Salvadori et al. (2022)
Figura 3. Danos causados por percevejos em trigo: espigas chochas e folha deformada pela alimentação no colmo principal (A) e espiga deformada (B) por pentatomídeos; e folha “raspada” (C), sinais da alimentação de Collaria scenica.
Fonte: Salvadori et al. (2022)

Com isso em vista, monitorar e identificar as espécies dos percevejos é determinante para o adequado posicionamento de inseticidas para o controle dessas pragas. Para o percevejo barriga-verde, recomenda-se que o controle químico em trigo seja realizado quando observada a presença de 4 percevejo/m² durante a fase vegetativa para a espécie Diceraeus furcatus, e  1 percevejo/m² se tratando da espécie Diceraeus melacanthus (Almeida, 2024).

Tabela 1. Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de percevejos barriga-verde em trigo.
Fonte: Almeida (2024)

Veja mais: Períodos de definição dos componentes de produtividade do trigo


Referências:

ALMEIDA, J. L. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRAS 2024 & 2025. Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, 2024. Disponível em: < https://static.conferenceplay.com.br/conteudo/arquivo/infotecnitrigotriticalesafras20242025livrodigitalfinal-1721832775.pdf >, acesso em: 15/07/2025.

CONAB. FENOLOGIA DAS LAVOURAS 06-07 A 12-07. Companhia Nacional de Abastecimento, 2025. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-07-07-a-13-07-25/fenologia-das-lavouras-06-07-a-12-07.xlsx >, acesso em: 15/07/2025.

DUARTE, M. M.; ÁVILA, C. J.; ROHDEN, V. S. NÍVEL DE DANO DO PERCEVEJO BARRIGA-VERDE Dichelops melacanthus NA CULTURA DO TRIGO Triticum aestivum L. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 159, 2010. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/860150/1/COT2010159.pdf >, acesso em: 15/07/2025.

SALVADORI, J. R. et al. PRAGAS DACULTURA DO TRIGO. Embrapa Trigo, Documentos, n. 200, 2022. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1148374 >, acesso em: 15/07/2025.

 

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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