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6 de agosto de 2026

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Projeto pauta o agronegócio a partir de perspectivas da cadeia produtiva

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Um workshop com a presença das entidades e apoiadores do projeto marcou o lançamento de mais uma edição do Santa Catarina e o Agro 5.0. Foi na terça-feira (08), na capital Florianópolis, com a presença de dirigentes e representantes dos parceiros que compartilham a realização do projeto. Em sua 8ª temporada, durante sete meses a iniciativa vai debater os desafios e oportunidades do agronegócio do estado a partir de temas que são comuns ao agronegócio em Santa Catarina e no Brasil.

Da sucessão no campo e no negócio, à sanidade na pecuária os conteúdos vão trazer à discussão assuntos como logística, transformação e inclusão digital e sustentabilidade. A oferta de milho, questão sensível no estado, um dos maiores produtores de proteína animal do país, também está entre as temáticas. Em uma reflexão sobre qualidade de vida, o projeto ainda vai abordar questões de habitação rural e mão-de-obra no campo e na agroindústria.

Workshop com a presença das entidades e apoiadores do projeto | Foto: Fecoagro

Entre os destaques do workshop está o olhar para a logística. Das estradas rurais às rodovias e ferrovias, é senso comum no agronegócio catarinense a necessidade de melhorar e se estabelecer, de fato, uma conexão multimodal. Outro ponto de atenção levantado diz respeito aos gargalos nos portos catarinenses, fator determinante à eficiência e competividade do estado quando o assunto é comércio internacional.

O propósito do SC e o Agro é discutir boas práticas, apontar exemplos de sucesso, mas sobretudo apresentar as demandas e necessidades do setor a partir da perspectiva de todos os elos da cadeia produtiva. E, assim, contribuir para conectar pessoas e contribuir com a formulação de política públicas que favoreçam o desenvolvimento do agronegócio.

Fórum

Os presentes também deliberaram sobre a realização do Fórum Santa Catarina e o Agro 5.0. Será no dia 14 de outubro, em São Francisco do Sul, litoral e zona portuária do estado. Com transmissão AO VIVO pelo Canal Rural, o evento terá como tema central a logística, com abordagem ampliada sobre milho, fertilizantes e exportações de um modo geral.

Por ocasião do Fórum, no mesmo dia, será organizada uma visita ao terminal portuário e indústria de fertilizantes da Fecoagro. O objetivo é apresentar aos participantes o fluxo reverso no comércio internacional do agronegócio brasileiro com a importação de fertilizantes.

Participaram do workshop dirigentes e técnicos da Fecoagro, Ocesc, Faesc/Senar, Sindicarne (Acav e Aincadesc), Sicoob, Assembleia Legislativa de Santa Catarina, além da Secretaria de Estado da Agricultura, com a presença do secretário Carlos Chiodini. Também integra o projeto o Icasa, instituto referência na defesa agropecuária de Santa Catarina.

Os grandes temas que serão pautados são: sucessão, infraestrutura e logística, transformação e inclusão digital, sanidade, sustentabilidade, oferta de milho e habitação rural.

Todos dos conteúdos serão distribuídos e podem ser acessados pela multiplataforma de comunicação do Canal Rural, TV, site e redes sociais.

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Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

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Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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