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5 de maio de 2026

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‘Roça Sustentável’ aumenta produtividade da agricultura familiar

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A Roça Sustentável é um conjunto de tecnologias modernas, que alia custos acessíveis e sustentabilidade. Ela tem ajudado a aumentar significativamente a produtividade de culturas agrícolas de importância alimentar como mandioca, arroz, milho, feijão, entre outras em propriedades familiares.

A tecnologia consiste em um pacote de soluções referenciado no Sistema Bragantino da Embrapa, desenvolvido pela Embrapa Amazônia Oriental (AM) e adaptado pela Embrapa Maranhão (MA) para as condições do estado, que já resultou, por exemplo, em aumento de produtividade de 50% de arroz e milho, e em ganho temporal de sete meses para a colheita de mandioca.

A solução tecnológica surgiu em um processo de inovação aberta, dentro das propriedades dos agricultores familiares. O principal intuito é equacionar problemas de baixas produtividades e ausência de condições de uso de tecnologias em lavouras da agricultura familiar. Nestas regiões os produtores realizavam os cultivos em área compartilhada, sem qualquer coerência técnica ou econômica.

As técnicas e benefícios

Segundo o analista Carlos Santiago, responsável pela implementação da tecnologia em municípios maranhenses, sem o uso da Roça Sustentável, a produção média de mandioca é de 8 toneladas por hectare após 18 meses de cultivo.

Por outro lado, com a tecnologia, em 11 meses de cultivo a produção atinge 30 toneladas por hectare. “Trata-se de um policultivo das culturas mais produzidas pelos agricultores familiares, seja para consumo familiar ou comercialização. A ênfase é nas variedades em uso na região e preferidas pelos agricultores. A iniciativa aumentou o leque de produtos do agricultor familiar com excelentes resultados de produtividade e qualidade dos produtos”, explica.

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Em suma, a lógica do consórcio é diversificar a produção e otimizar a produtividade com sustentabilidade econômica, social e ambiental. Para isso, os cultivos são dispostos em fileiras de forma a não haver competição por nutrientes, água, luz e espaço.

Além do consórcio, o sistema preconiza a rotação de culturas com uso de “safrinha”, prática que intensifica o uso da terra e maximiza o aproveitamento do período chuvoso. O objetivo é que essas novas técnicas contribuam para modernizar sistemas de produção tradicionais, como o de “roça no toco” (no qual uma área de vegetação é derrubada, queimada e utilizada para plantio), sob bases sustentáveis, ou seja, sem necessidade de fogo e desmatamento.

Em termos ambientais, a reconfiguração da “roça no toco” evita a abertura de novas áreas e a prática de “derruba e queima” ao cultivar a terra e as lavouras de acordo com suas necessidades nutricionais e de prevenção de pragas e doenças.

Além disso, ao incentivar o consórcio e a rotação de culturas, a tecnologia permite incrementos na ciclagem de nutrientes, manutenção da biodiversidade, conservação do solo, controle de ervas daninhas e manejo de pragas e doenças das culturas.

Sustentabilidade e aperfeiçoamento

Francisco Elias de Araújo, do Assentamento Cristina Alves em Itapecuru-Mirim (MA), diz que a mandiocultura é a atividade de maior importância econômica e a tecnologia deu resposta positiva no que se refere à produtividade.

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Ainda mais, para ele, a Roça Sustentável promove a diversificação de culturas consorciadas e a adequação da demanda nutricional de cada uma delas para melhorar a produtividade do conjunto. “No assentamento, já completamos quatro anos consecutivos de produção na mesma área, com bom retorno do custo investido. Queremos deixar para as próximas gerações uma terra melhor do que achamos”, ressalta.

Os agricultores que seguem o manejo corretamente têm uma transformação significativa. Já no primeiro ano, eles sanam a questão alimentar. Com mais tempo, passam a ter excedente para venda. Dessa forma, a tendência é a ampliação da lavoura.

Assim, a elevação da produtividade faz com que tenham garantia de diversificação alimentar e quantidade, volume produzido suficiente para a alimentação da sua família e comunidade e para a troca e comercialização do excedente. “A dignidade do homem que cultiva a terra e produz o alimento para a família permite a permanência no campo, e a de seus filhos, que passam a enxergar o futuro que almejam na agricultura”, conclui Carlos Santiago.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

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“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

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Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

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Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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