Connect with us
22 de setembro de 2026

Business

Possível retorno do La Niña? Veja como fica o tempo no Brasil até agosto

Published

on

Um relatório divulgado na quarta-feira (10) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) apontou a possibilidade de retorno do fenômeno La Niña ainda este ano. A análise, destacada pela Rural Clima e repercutida pela consultoria Safras & Mercado, reacende o alerta para impactos do tempo no início da próxima safra de soja brasileira. Afinal, o fenômeno chega às lavouras ou não?

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

Inverno seco

O meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, projeta um inverno mais seco e quente no Brasil, sobretudo nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A tendência para julho e agosto é de pouca chuva e temperaturas mais elevadas.

Segundo Müller, a boa notícia é que as chuvas devem retornar a partir de setembro, com volumes acima da média nas principais regiões produtoras de soja. “O inverno será seco e quente, mas a chuva volta no momento certo para quem vai plantar soja”, afirma.

A dúvida que permanece é se o Pacífico continuará em neutralidade ou se o La Niña será oficialmente configurado. As próximas atualizações climáticas devem ser decisivas para a definição do cenário da safra brasileira.

Como fica o tempo no plantio da soja?

O agrometeorologista Marco Antonio dos Santos explica que, embora o fenômeno possa marcar o início do plantio, a tendência é de retorno à neutralidade a partir da primavera. “As condições indicam que a safra brasileira poderia iniciar sob efeito do La Niña, mas que, a partir da primavera, o clima voltaria para uma neutralidade”, afirma.

Segundo ele, o principal risco está na Região Sul, que pode enfrentar chuvas mais irregulares em dezembro. “Não se descarta que, entre novembro e fevereiro, áreas do Rio Grande do Sul apresentem alguns períodos de estiagem, com duração entre 20 a 30 dias”, comenta. No entanto, Santos ressalta que ainda é preciso aguardar novas rodadas de dados para confirmar se haverá uma queda consistente de temperatura no Pacífico, o que caracterizaria oficialmente o retorno do fenômeno.

Advertisement

Mesmo sem uma confirmação oficial de La Niña na safra passada, o especialista lembra que a atmosfera respondeu como se o fenômeno estivesse ativo. Isso provocou estiagens em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Previsão do tempo para os próximos dias

Para o curto prazo, Santos prevê tempo aberto em grande parte do país até domingo (14), com exceção do extremo norte da Região Norte e do litoral do Nordeste, onde podem ocorrer chuvas isoladas.

A partir de domingo, pancadas ocasionais de chuva devem atingir o Rio Grande do Sul e partes de Minas Gerais. Já entre os dias 16 e 17, está previsto o retorno das chuvas em maior volume ao território gaúcho, embora o tempo deva firmar novamente a partir do dia 18.

Com o predomínio das massas de ar polar, o meteorologista projeta um mês de julho marcado por dias de grande amplitude térmica, com manhãs frias e temperaturas mais elevadas ao longo do dia.

Chuvas nos Estados Unidos favorecem lavouras

Nos Estados Unidos, o cenário segue monitorado. As chuvas continuam no Texas, o que mantém as preocupações com alagamentos. Já para o Meio-Oeste norte-americano, onde se concentram grandes áreas de cultivo de milho e soja, as previsões apontam chuvas dentro da média nos próximos 15 dias, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras.

Advertisement

Continue Reading
Advertisement

Business

Conab compra 191 mil toneladas de milho para reforçar estoques públicos

Published

on


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) comprou 191 mil toneladas de milho em grãos em leilões realizados nos dias 18 e 21 de setembro. O volume representa 85,27% das 224 mil toneladas ofertadas nos pregões e teve custo total de cerca de R$ 228 milhões. A operação faz parte das medidas do governo federal para prevenir possíveis impactos do fenômeno El Niño no abastecimento e na oferta de grãos.

A maior parte do cereal adquirido será fornecida pela agricultura familiar. No leilão do dia 18, a Conab comprou 121 mil toneladas de milho em grãos, o equivalente a 64,92% do total adquirido pela companhia nos dois certames. Para essa operação, o desembolso previsto é de pouco mais de R$ 152 milhões.

Houve negociações em Irecê, Goiatuba, Imperatriz, Uberlândia, Uberaba, Iguatemi, Camargo e Santa Cecília do Sul. Os lotes arrematados foram destinados a unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Advertisement

Na última segunda-feira (21), a Conab comprou outras 70 mil toneladas de milho em grãos em leilão aberto à ampla concorrência, com participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes. A operação foi voltada à negociação dos lotes que não tiveram negócio no certame anterior e somou R$ 76 milhões.

Nesse segundo leilão, houve negociação para todos os lotes previstos no Distrito Federal, em Bom Jesus de Goiás, em Imperatriz e no Rio Grande do Sul, além de parte dos lotes ofertados em Rondonópolis, Gaúcha do Norte e Vera, em Mato Grosso.

Segundo a Conab, o reforço dos estoques públicos de milho ofertado pelo Programa de Vendas em Balcão vai atender pequenos criadores de animais em todo o país, principalmente os localizados em áreas mais distantes dos grandes centros e das regiões de maior produção, que utilizam o grão na alimentação dos plantéis.

Com a compra de 191 mil toneladas de milho, a Conab amplia a formação de estoques públicos para abastecer o Programa de Vendas em Balcão, em uma ação voltada à oferta do cereal e ao atendimento de pequenos criadores.

Fonte: gov.br

Advertisement

O post Conab compra 191 mil toneladas de milho para reforçar estoques públicos apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Preço do trigo sobe com temor sobre qualidade e tamanho da safra de 2026

Published

on


Os preços do trigo seguem em alta no Brasil, em meio às incertezas sobre o desempenho da safra de 2026. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as principais preocupações estão relacionadas à qualidade dos grãos, à produtividade das lavouras e ao volume que será colhido.

As condições climáticas desfavoráveis registradas ao longo do ciclo têm pressionado as lavouras. O excesso de chuvas, a elevada umidade do solo e a ocorrência de doenças em diferentes regiões produtoras prejudicaram o desenvolvimento das plantas e, em algumas áreas, já resultam em trigo de qualidade abaixo da esperada.

O cenário ocorre em uma temporada que já começou com menor investimento na cultura. De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores estavam desestimulados diante das perspectivas para o trigo, o que levou à redução tanto da área cultivada quanto da produção prevista para 2026.

Colheita revela problemas na qualidade

Com o avanço da colheita, os impactos do clima começam a aparecer com maior clareza. Agentes consultados pelo Cepea relatam redução do peso hectolítrico (PH), da força do glúten e do Falling Number, indicadores importantes para determinar a qualidade do cereal destinado, principalmente, à produção de farinha para panificação.

No Paraná e em São Paulo, colaboradores do Centro já identificam maior presença de trigo dos tipos 2 e 3 nos lotes colhidos, enquanto a disponibilidade de grãos do tipo 1 está mais limitada.

Advertisement

A menor oferta de trigo de qualidade superior no mercado doméstico pode elevar a necessidade de importações para complementar o abastecimento brasileiro, especialmente para atender às exigências da indústria moageira.

Nesse ambiente de oferta mais restrita e dúvidas sobre o resultado final da safra, as cotações do trigo permanecem sustentadas no mercado nacional.

O post Preço do trigo sobe com temor sobre qualidade e tamanho da safra de 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Colheita do milho safrinha chega a 98,7% da área, diz Conab

Published

on


A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 98,7% da área semeada até a última sexta-feira (18), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa avanço de 0,6 ponto porcentual sobre a semana anterior. Em relação ao mesmo período da safra passada, os trabalhos estão 0,9 ponto porcentual atrás, mas praticamente em linha com a média dos últimos cinco anos, de 98,8%.

Segundo a Conab, restam trabalhos de campo em Mato Grosso do Sul, com 99% da área colhida, Paraná, com 95%, e São Paulo, com 93%.

No algodão da safra 2025/26, a colheita alcançou 98,2% da área, avanço de 2,6 pontos porcentuais na semana. O ritmo está 0,2 ponto porcentual abaixo do registrado no mesmo momento da safra 2024/25 e também abaixo da média de cinco anos, de 99,3%. Entre os estados produtores, Minas Gerais soma 96% da área colhida e a Bahia, 92%.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

Advertisement

A colheita do trigo 2026 chegou a 21,6% da área semeada até o dia 18, com avanço semanal de 3,6 pontos porcentuais. O índice está 1,6 ponto porcentual abaixo do registrado em igual momento da safra passada e abaixo da média dos últimos cinco anos, de 23,3%. Mato Grosso do Sul já concluiu os trabalhos, enquanto Goiás atingiu 99%, Minas Gerais 92%, Paraná 29%, Bahia 20% e São Paulo 15%. Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda não iniciaram a colheita.

Na safra 2026/27, o plantio do milho verão atingiu 21,4% da área prevista, avanço de 3,8 pontos porcentuais na semana. O ritmo supera o de igual período da safra 2025/26, quando 20,8% da área haviam sido semeados, e também está acima da média de cinco anos, de 19,2%. Rio Grande do Sul lidera com 65% da área plantada, seguido por Paraná, com 43%, e Santa Catarina, com 25,6%.

A semeadura da soja começou e alcançou 0,5% da área prevista no país até o dia 18. O avanço semanal foi de 0,4 ponto porcentual. Paraná tinha 2% da área plantada, Mato Grosso do Sul 1% e Mato Grosso 6%. No arroz, o plantio chegou a 9,9% da área prevista, com avanço semanal de 6 pontos porcentuais.

O boletim semanal de progresso de safra da Conab mostra a reta final da colheita de milho safrinha e algodão, o avanço da retirada do trigo e o início do plantio de milho verão, soja e arroz no ciclo 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement

O post Colheita do milho safrinha chega a 98,7% da área, diz Conab apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT