Sustentabilidade
ATTO Sementes produz sementes de qualidade para todo o país

O Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. E esses resultados só são possíveis devido a pesquisa, a tecnologia e o trabalho duro dos produtores da oleaginosa. E quem é do setor sabe: tudo começa com a escolha de uma semente de qualidade.
Para a ATTO Sementes, localizada em Alto Garças, Mato Grosso, o processo de produção envolve várias etapas, que começam muito antes da colheita e só terminam no momento da entrega ao produtor.
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Marcelo Laurente, diretor comercial, conta que tudo começou em 1980, a partir da dor do produtor rural Odílio Balbinotti. “A família já trabalhava com agricultura no Sul, mas quando vieram para o Cerrado, eles se deparam com uma dificuldade enorme em conseguir sementes de qualidade. O impacto disso na produtividade era muito grande. Então eles decidiram produzir as próprias sementes, pensando primeiro nas próprias áreas e o que era uma solução virou um negócio e se espalhou primeiro na região centro-oeste. Um negócio com propósito: fazer a melhor semente”, disse.
Hoje as sementes da ATTO estão em todo o Brasil. São 69 mil hectares dedicados exclusivamente à produção, com um manejo diferenciado. Culturas como milheto, crotalária e braquiária fazem parte da rotação para manter o solo saudável. “Essas culturas são fundamentais para recuperar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e ajudar no controle natural de pragas e doenças”, explica Fernando Resende, diretor agrícola da ATTO Sementes.
A colheita é um momento decisivo na produção de sementes. Segundo Resende, é essencial realizar o processo no ponto certo de maturação. “Semente boa se constrói no campo e precisa ser colhida no pico do vigor. A qualidade real começa aqui, com práticas agronômicas específicas para produção de sementes. A gente colhe no ponto máximo de vigor e só colhe o que está dentro do nosso padrão. Depois, o trabalho da indústria é manter esse vigor, não construir”, explica.
Laboratório credenciado pelo Mapa em uma sementeira no Brasil
Maíra Emílio, gerente do laboratório de análises da empresa, conta que o laboratório da ATTO Sementes foi um dos primeiros do Brasil a ser credenciado pelo MAPA dentro de uma sementeira. “O laboratório é o cérebro da produção. Fazemos mais de 100 mil testes por ano. Isso nos permite colher no ponto máximo de vigor, atuar com agilidade, garantir padrões e entregar lotes com o padrão ATTO de qualidade”, explicou.
A gerente destaca que o credenciamento junto ao Ministério da Agricultura é apenas o primeiro passo. “Além dos testes oficiais, temos metodologias internas que reforçam o nosso padrão de qualidade. Um exemplo é o uso de algoritmos próprios que cruzam os resultados de diferentes análises para gerar um índice confiável de vigor”, detalha.
Segundo Maíra, existe um índice próprio da empresa. “O IPA é o Índice de Vigor Exclusivo da ATTO. Ele é gerado por um algoritmo que cruza os resultados de muitos testes realizados em cada lote, desde a colheita à entrega. Esse algoritmo foi construído com base em 45 anos de experiência, e nos dá um número confiável sobre o vigor daquela semente. O agricultor pode usar esse índice para regular sua plantadeira com precisão, sem fazer testes. Inclusive recomendamos que o agricultor não faça testes, pois a responsabilidade sobre o vigor da semente é nossa”, afirma.
Para a Embrapa, o uso de uma boa semente permite o acesso aos avanços genéticos, com as garantias de qualidade e tecnologias de adaptação nas diversas regiões, assegurando maiores produtividades e garantindo a rentabilidade do setor.
Armazenamento: como preservar o vigor
Depois de analisadas e aprovadas, as sementes passam por beneficiamento onde são limpas, classificadas por tamanho e tratadas com produtos que oferecem proteção contra pragas e doenças. O armazenamento ocorre em ambientes controlados, com temperatura e umidade ajustadas para manter a qualidade.
Douglas Rotta, diretor industrial da ATTO Sementes, explica que a estrutura de armazenamento é projetada para preservar o vigor das sementes até o embarque. “Nossa capacidade de recepção chega a 100 mil sacos por dia e os silos têm espaço para 400 mil sacos. Essa estrutura nos permite colher e armazenar rapidamente, sem risco de perda de qualidade”, destaca.
Embora as câmaras frias sejam usadas como apoio, Douglas reforça que o diferencial vem antes. “A conservação começa no campo e passa por cada etapa da indústria. As câmaras frias funcionam como uma ferramenta adicional, mas o segredo é o cuidado em todas as fases”, completa.
Tecnologia e rigor no apoio ao agricultor
O uso de tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço na produção de sementes. Ferramentas digitais auxiliam no monitoramento de campo, previsão climática e acompanhamento da produtividade, permitindo ajustes rápidos e eficientes.
Douglas Rotta reforça que a integração entre campo, laboratório, indústria e logística é essencial. “Garantir que a semente chegue ao produtor com o mesmo vigor que tinha na colheita exige sincronia entre todas as áreas”, destaca.
É comum ouvir no setor a expressão: “semente boa é tudo igual”. Para Mariangela Albuquerque, diretora de Marketing da ATTO Sementes, esse é um mito que os números ajudam a derrubar. Ela cita o NPS (Net Promoter Score), indicador internacional usado para medir o nível de satisfação e a probabilidade de recomendação de uma empresa pelos clientes. “Acabamos de receber o resultado da nova pesquisa e novamente alcançamos um índice altíssimo: 88 pontos, o que nos coloca na zona de excelência. Isso mostra que a grande maioria dos nossos clientes não só está satisfeita, mas também recomenda nossos produtos”, afirma.
A percepção positiva do mercado reforça a responsabilidade de quem trabalha com sementes. Como destaca Marcelo Laurente, diretor comercial, cada lote entregue representa muito mais do que um insumo agrícola: é o início da próxima safra para milhares de produtores. “Produzir sementes é uma grande responsabilidade. Entregamos o primeiro passo de cada ciclo agrícola”, resume.
Para o agricultor, optar por materiais de alto padrão significa iniciar a safra com segurança, estabilidade e alto potencial produtivo. Por isso a ATTO Sementes cuida de cada fase — do campo ao armazenamento, passando por processos de controle de qualidade para impacta diretamente o resultado final da lavoura.
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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