Tecnologia do Agro
Mestre Tomateiro: Como o Pequeno Produtor Aliomar se Tornou um Gigante da Basf

O engenheiro agrônomo Francisco Aliomar Albuquerque Feitosa, “seu” Aliomar, tem 70 anos e vive na Serra da Ibiapaba, também chamada de Chapada da Ibiapaba, um conjunto de planaltos na divisa entre os estados do Ceará e Piauí, a 350 quilômetros de Fortaleza. Entre 700 e 1.100 metros acima do nível do mar, de terras férteis, o lugar se tornou um polo de fruticultura, hortaliças, café, flores e produção de hortigranjeiros no Nordeste. “Seu Aliomar” se tornou um mestre tomateiro, embora seja um craque também em maracujá e pimentão há 40 anos. O tomate é a hortaliça mais consumida no país: 4 milhões de toneladas por ano.
“A revolução científica é impressionante. De quando comecei até aqui, tudo mudou e para melhor”, diz ele, com tomates na mão enquanto explica para a Forbes as evoluções que a cultura sofreu ao longo dos anos. “Antigamente produzíamos tomates grandes, redondos e muito saborosos, mas que duravam somente quatro dias.”
A expertise de Aliomar não passou despercebida para a gigante alemã de insumos químicos e biológicos Basf, que há 26 anos trouxe o produtor para seu time de consultores agronômicos em tecnologia de aplicação, uma das áreas mais sensíveis da produção de hortifrutis. E não ficou restrita à região da serra. Hoje, ele realiza, em média, 60 mentorias por ano, para produtores em todo o país.
Na semana passada, em uma madrugada fria na qual a temperatura chegou a 5 graus com geada, ele estava em uma plantação de tomates em Santo Antônio de Posse, município do interior de São Paulo. “Se esses tomates fossem cultivados em estufas, a geada não teria causado estrago e a produtividade não seria afetada”, disse. O tomate é uma cultura sensível a extremos climáticos e a estufa criaria um microclima ideal e permitindo produzir sem o impacto de chuvas e ventos fortes, por exemplo.
Mas não são somente as estufas que ajudam na produção. Para Aliomar, também estão entre os principais avanços no manejo as carreiras largas para passar máquinas, redução do número de plantas por hectare e a utilização de enxertia, técnica que confere resistência a doenças de solo ou pragas, aumenta as raízes da planta e provoca maior absorção de água e nutrientes, melhorando a produtividade.

Julia Maciel Aliomar começou a plantar tomates depois de uma tentativa mal sucedida de cultivar mandioca
Ensinar os produtores rurais a aplicar essas e outras práticas de manejo e utilizar defensivos agrícolas ou tecnologias de forma correta é parte do trabalho de consultor. “Às vezes, as informações ou inovações demoram a chegar, especialmente para os pequenos. Então, meu papel é visitar a propriedade, fazer o diagnóstico e oferecer a solução. Meu maior prazer é receber mensagens dizendo que eu os ajudei. É melhor do que ser agricultor”, diz ele.
De bancário à produtor de HF
Aliomar conta que seus pais até tentaram “fazer sua cabeça” para um concurso público e “ficar rico”. Mas, segundo ele, o que o deixou rico foi a agricultura. Com a influência do avô, aos 24 anos, começou a plantar mandioca na Chapada do Araripe, também no Ceará. “Foi a minha primeira cultura, mas desisti porque tinha pouco valor agregado”, disse. Depois, trabalhou em uma empresa familiar espanhola, que produzia e exportava frutas e hortaliças nos anos 1980. “Foi nessa empresa que aprendi a plantar tomate de verdade. Cheguei à conclusão que em vez de lucrar com o tomate para eles, ia fazer para mim mesmo”, afirma.
Aliomar possui 30 hectares de tomate em estufa, e cultivos a pleno sol, com maracujá em 18 hectares, pimentão em 8 hectares e 1 hectare de pepino. Apesar de sua propriedade não chegar a 100 hectares, ele é fornecedor de tomate para um grande nome, o Grupo Mateus, controlador de 277 lojas divididas entre atacarejos, supermercados, mercadinhos, empórios e conveniências no Norte e Nordeste. É o terceiro maior do setor, ficando atrás do Carrefour e Assaí, segundo a Associação Brasileira de Supermercados.
Hoje, com tantas viagens pelo Brasil, Aliomar divide as tarefas da lavoura com o filho, mas não pretende tirar as mãos da terra. “Agricultura é um vício. É fazendo ela que a gente aprende de verdade, aplica conceitos e vê se realmente funcionam. Foram esses aprendizados que me levaram à consultoria. Só vou parar quando o corpo não aguentar mais”, disse ele.
Lavoura experimental
Com 26 anos de experiência na Basf, Aliomar organiza sua agenda entre visitas a fazendas de produtores, palestras e consultorias nas instalações de desenvolvimento de soluções para HF da empresa. Uma delas é Estação Experimental Agrícola da Basf, que fica em Santo Antônio de Posse, onde estava na semana passada. Há outra estação em Goiás, estado forte na produção de tomate industrial.

Divulgação – Basf Estação Experimental Agrícola da BASF em Santo Antônio, no interior de São Paulo
A estação paulista é a mais importante do país, por estar localizada no chamado cinturão verde de São Paulo, com 78 municípios que abastecem de hortifrútis a sua região metropolitana. No Brasil, o setor de hortifruti movimentou em 2024 estimados US$ 25,8 bilhões (R$ 141,9 bilhões na cotação atual), em 2024, e deve chegar em 2029 com US$ 33,6 bilhões (R$ 183,4 bilhões), segundo a consultoria global Mordor Intelligence.
É por isso que aqueles tomates expostos à geada, dos quais Aliomar falava, não estavam lá por acaso, ou por falta de estufas. A estação da Basf tem 110 hectares de área, dos quais em 57 hectares, além de tomate, são cultivadas cebola, cenoura, batata, uva, pimentão e couve, mais café e citrus. É nessa área que a Basf realiza parte de testes para o desenvolvimento de inseticidas, fungicidas e herbicidas para o setor. O local também serve para testar sementes híbridas da Nunhems, marca global da Basf.
No caso dos bioinsumos, a multinacional faz as pesquisas na Alemanha e as tropicaliza para o Brasil. “O mercado de HF no Brasil é muito expressivo. O produtor de frutas e hortaliças está buscando cada vez mais inovação, o que justifica o investimento da empresa em tecnologias de melhorias, para garantir maior produtividade e comercialização”, diz Katty Corrente, líder de marketing para HF, café e cana da Basf Soluções para Agricultura.
A estação experimental no Brasil tem 44 anos – a empresa está no país há 114 anos – e recentemente realizou investimentos da ordem de 7,6 milhões de euros (R$ 48,6 milhões) na reforma dos laboratórios e em novos equipamentos para testes e estudos em inovações que tornaram frutas e vegetais mais doces ou com mais tempo de prateleira. No ano passado, a empresa faturou globalmente 63,5 bilhões de euros (R$ 407,7 bilhões). Em pesquisa e desenvolvimento foram 915 milhões de euros (R$ 5,88 bilhões).
Para Aliomar, aplicar em ciência vai garantir o futuro. “A evolução dos alimentos hoje corresponde às pesquisas que foram feitas há 10, 20 anos”, disse ele, que faz um alerta: “As tecnologias no setor estão mudando a cada dois anos. Isso vai obrigar o produtor a estudar. E eu também.”
Agro Mato Grosso
Fendt avança na automação de máquinas para o algodão

Portfólio em destaque no Congresso Brasileiro do Algodão reunirá tratores, plantadeira, pulverizador e soluções digitais
A cotonicultura brasileira opera hoje com um dos mais altos níveis de tecnificação do mundo — e é nesse ambiente que a Fendt apresenta seu portfólio durante a 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no país, realizado entre 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).
Durante o evento, os visitantes do estande da Fendt, fabricante alemã de maquinário de alta potência e inovação, terão a oportunidade de conhecer as máquinas e tecnologias desenvolvidas para os desafios específicos do algodão, com destaque para os lançamentos mais recentes da marca e para soluções que contribuem para elevar a produtividade, a eficiência operacional e a sustentabilidade no campo.
“O Congresso Brasileiro do Algodão reúne produtores altamente tecnificados e entre os mais exigentes do mundo. Para a Fendt, estar presente nesse ambiente é fundamental para fortalecer o relacionamento com o setor, entender as necessidades do campo e demonstrar como nossas tecnologias podem contribuir para uma produção cada vez mais eficiente e sustentável”, afirma Rafael Antonio Costa, diretor Comercial da Fendt.
Entre os destaques estão os novos tratores Fendt 1000 Vario Gen4 e Fendt 800 Vario Gen5, desenvolvidos para atender operações de médias e grandes propriedades. Os modelos incorporam recursos voltados à redução do consumo de combustível, maior conforto ao operador e aumento da eficiência nas atividades agrícolas. A Fendt também apresenta a nova geração da plantadeira Fendt Momentum, equipada com tecnologias de distribuição de peso e controle individual das linhas de plantio, que favorecem a uniformidade da semeadura e a otimização do uso de insumos.
Ainda no campo das operações de alta demanda, a marca destaca o pulverizador autopropelido Rogator 934H, projetado para o elevado número de aplicações exigido pelo algodão. Com alta capacidade operacional e tecnologias que permitem aplicações mais precisas, o equipamento contribui para otimizar o manejo fitossanitário e reduzir custos operacionais.
A conectividade e a gestão de dados também ganham espaço com as plataformas digitais FarmENGAGE e Panorama, desenvolvidas para integrar informações de máquinas, monitorar operações em tempo real e apoiar a tomada de decisão no campo.
Inovações na lavoura
Outro tema que a Fendt leva ao CBA é o TIM (Tractor Implement Management, na sigla em inglês), conceito de gestão integrada em que o implemento deixa de ser um equipamento passivo e passa a comandar as funções do trator que realizam o trabalho — tomada de força, válvulas auxiliares e levante hidráulico -, além da velocidade de deslocamento e direção, de acordo com o que a operação exige em cada momento. Na prática, a máquina se ajusta sozinha ao trabalho que está sendo executado, sem depender da leitura e da reação do operador.
A aplicação mais recente desse conceito pela Fendt é o projeto de automação do subsolador, em desenvolvimento de acordo com os protocolos ISOBUS atuais. Nele, o implemento atua sobre um mapa de compactação, carregado no monitor do trator, realizando o trabalho conforme profundidade indicada no mapa, uma vez que o subsolador faz os ajustes necessários de profundidade em tempo real. Ao mesmo tempo, o sistema informa a profundidade real executada.
“O resultado esperado é uma descompactação mais precisa, com menor consumo de combustível, menor patinagem e menor desgaste do conjunto — ganhos especialmente relevantes em áreas de cana de açúcar e algodão, onde o tráfego intenso de máquinas pesadas torna o manejo da compactação uma decisão agronômica importante”, destaca Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt e responsável pela apresentação do painel sobre o tema.
A participação da Fendt no Congresso Brasileiro do Algodão também reforça o compromisso da marca com o desenvolvimento da cadeia produtiva. Há quatro anos, a marca apoia o movimento Sou de Algodão, iniciativa que promove a valorização da fibra nacional e incentiva práticas sustentáveis em toda a cadeia, do campo à indústria têxtil.
Agro Mato Grosso
Valtra reúne gerações de tratores em expedição na Bahia

Caravana percorre 206 km pelo Oeste Baiano com modelos históricos e máquinas equipadas com alta tecnologia
A história da mecanização agrícola brasileira estará em movimento durante a quinta edição do Viajando com V de Valtra – Caminhos do Oeste Baiano. Entre os dias 18 e 20 de setembro, uma caravana com 14 tratores percorrerá 206 quilômetros ligando os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa (BA). Realizada em parceria com a concessionária Nossa, a expedição promoverá um encontro inédito entre tratores clássicos da era Valmet e os mais modernos equipamentos da Valtra, demonstrando a evolução tecnológica do setor em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país.
Pioneira no setor ao se instalar no país em 1960 em Mogi das Cruzes (SP), a trajetória da Valtra reflete os grandes marcos da agricultura nacional. A jornada técnica teve início na Era da Força Bruta e Mecânica Simples (décadas de 1970 e 1980), focada em robustez, motores de injeção mecânica (como a linha MWM), tração 4×2 e postos de operação acavalados com alavancas centrais. A marca promoveu a revolução ergonômica e o pioneirismo do câmbio lateral (finais das décadas de 1980 e 1990) ao introduzir a primeira plataforma plana com câmbio lateral sincronizado do Brasil, além do sistema Multitorque (16×8) e motores de 6 cilindros.
Na sequência, a Consolidação das Séries A, BM e o Conforto Plataformado (anos 2000 a 2010) marcou a transição para a marca Valtra e a padronização dos motores AGCO Power Turbo Intercooler, maior capacidade hidráulica e tração 4×4 (TDA) de série. Atualmente, A Era da Cabine de Alta Tecnologia, Automação e Transmissão CVT (a partir de 2017) representa o salto para a agricultura moderna, trazendo transmissões continuamente variáveis sem escalonamento de marchas, gestão eletrônica Power Control DTM, reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, telemetria e piloto automático centimétrico.
“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Uma viagem pela evolução dos tratores
A diversidade de máquinas será um dos elementos que mais chamará a atenção durante a expedição. A caravana reunirá tratores atuais e modelos históricos, permitindo observar, lado a lado, como a tecnologia agrícola evoluiu ao longo das décadas sem deixar para trás características que sempre fizeram parte da identidade da marca, como robustez, confiabilidade, versatilidade e eficiência.
Entre os modelos mais atuais estão o A990 Cabinado e o A800 Cabinado, da Série A2R; o BM115 nas versões cabinada e plataformada; o T250, da Série T CVT; o A750 Plataformado, da Série A; e o A134 HiTech, da Série A4 HiTech. A relação também inclui modelos históricos da época da Valmet, como o 85 ID, 1280 Plataformado, 885 Plataformado, 985 Cabinado e 1680.
O resultado é uma composição que representa diferentes perfis de produtor, operações e necessidades do campo. De tratores compactos e versáteis, voltados a atividades como fruticultura e pecuária, a máquinas de maior potência destinadas a operações pesadas e de grande escala, a expedição apresenta um panorama da evolução dos equipamentos agrícolas e da própria trajetória da marca no Brasil.
Um dos exemplos dessa evolução está nos tratores A800 e A990 da Série A2R. A linha combina simplicidade, versatilidade e economia de combustível, com motores trabalhando em alto torque e baixa rotação. Segundo a Valtra, a Série A2R pode proporcionar até 10% de redução no consumo de combustível, além de capacidade de levante até 6% superior às opções de mercado. Os modelos contam ainda com diferentes opções de transmissão e versões com cabine de fábrica, ampliando o conforto para jornadas mais longas.
Já o BM115 cabinado e plataformado representam uma das linhas mais tradicionais da Valtra entre os produtores brasileiros. A família BM é reconhecida pela combinação de robustez, confiabilidade, simplicidade e baixo custo operacional. O BM115 possui 117 cv, motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão de 16 marchas à frente e oito à ré. A tecnologia Multitorque permite rapidez na troca de velocidade de operação e contribui para uma economia de combustível de até 15%, de acordo com a Valtra. A linha está disponível nas versões plataformada e cabinada.
A presença dos BM também reforça o caráter histórico da expedição. A linha tem mais de duas décadas de mercado e ganhou uma edição especial para celebrar os 65 anos da Valtra no Brasil, preservando os atributos que fizeram do modelo uma referência entre os produtores.
Quando se pensa em alta tecnologia, o T250 CVT simboliza o topo de linha da Valtra em desempenho, potência e inteligência embarcada. Com 250 cv e motor AGCO Power de seis cilindros, o modelo é destinado a operações de maior demanda, como preparo de solo, transporte e plantio em larga escala. Seu principal diferencial é a transmissão continuamente variável (CVT), que ajusta a rotação do motor a partir da velocidade, de acordo com a operação, permitindo trabalhar na faixa mais eficiente do conjunto. A Valtra destaca que a tecnologia pode proporcionar redução de consumo de combustível e maior eficiência operacional.
O T250 também representa a aproximação entre potência e agricultura de precisão. A Série T CVT pode sair de fábrica com piloto automático e recursos voltados ao controle das operações agrícolas, além de oferecer cabine projetada para jornadas prolongadas e integração com tecnologias de gestão e produtividade.
Outro representante da atual geração é o A134 HiTech, de 135 cv. O modelo integra a Série A4 HiTech e combina motor eletrônico AGCO Power de quatro cilindros com transmissão PowerShift, permitindo mudanças de marcha sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem. A configuração foi desenvolvida para proporcionar maior eficiência e reduzir o esforço do operador, além de estar preparada para receber recursos de agricultura de precisão.
A diversidade também aparece no A750 Plataformado, de 75 cv, pensado para operações que exigem agilidade e manobrabilidade, como atividades de agricultura familiar, fruticultura e pecuária. O modelo combina dimensões compactas, facilidade de operação e baixo consumo de combustível, características que ampliam sua versatilidade em diferentes propriedades.
Do 85 ID ao 1680: máquinas que ajudam a contar a história do campo
Se os modelos mais modernos mostram o presente e o futuro da mecanização, os tratores históricos levam para a estrada a memória de diferentes fases da agricultura brasileira.
Entre eles está o 85 ID, associado à tradição dos tratores Valmet e reconhecido pela simplicidade mecânica, facilidade de manutenção e versatilidade operacional. O modelo foi desenvolvido para atender atividades de transporte, preparo do solo e acionamento de implementos, ajudando a consolidar a reputação de robustez e confiabilidade que acompanha a marca.
O 1280 Plataformado, por sua vez, integra a histórica linha de tratores pesados e foi desenvolvido para operações de maior exigência de tração. Com motor turboalimentado e elevada capacidade de torque, o modelo representa uma geração de máquinas concebidas para trabalhar com implementos de grande porte e enfrentar operações pesadas no campo.
Também estará presente o 885 Plataformado, modelo reconhecido pelo equilíbrio entre peso, potência e aderência. A máquina participou de diferentes etapas do ciclo produtivo, do plantio ao transporte, e ficou marcada pela longevidade de seu motor, facilidade de manutenção e capacidade de trabalho.
Outro clássico da caravana será o 985 Cabinado, trator de aproximadamente 100 cv que marcou época pela robustez mecânica e pela facilidade de manutenção. A versão cabinada representa também um momento importante da evolução dos equipamentos agrícolas, quando o conforto e a proteção do operador passaram a ganhar cada vez mais espaço no desenvolvimento das máquinas.
Fechando esse passeio pela história está o 1680, um dos modelos mais emblemáticos entre os tratores pesados da época Valmet. Desenvolvido para operações de preparo profundo de solo e tracionamento de grandes implementos, o modelo contava com motor turbo de seis cilindros e estrutura robusta, características que fizeram dele uma referência em força, aderência e resistência.
Uma expedição que atravessa gerações
Desde 2022, o Viajando com V de Valtra percorre diferentes regiões do Brasil. A primeira edição passou pelo Caminho da Fé, em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Em 2023, a caravana esteve nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, percorreu a Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.
A quinta edição mantém a mesma essência: utilizar os tratores como instrumentos para aproximar pessoas, mostrar diferentes realidades agrícolas e valorizar o Brasil que produz.
No Oeste da Bahia, essa história será contada por meio de uma caravana que reúne passado, presente e futuro. De modelos que ajudaram a construir a mecanização brasileira a máquinas equipadas com transmissão CVT, motores com gerenciamento eletrônico e recursos de agricultura de precisão, os tratores mostrarão que a evolução tecnológica não apaga a tradição, mas sim faz parte dela.
Ao longo dos 206 quilômetros, a expedição pretende colocar em evidência não apenas a evolução das máquinas, mas também a evolução do próprio campo brasileiro: um setor que preserva sua história, incorpora novas tecnologias e busca continuamente mais produtividade, eficiência e sustentabilidade.
A edição Caminhos do Oeste Baiano reforça, assim, o propósito do Viajando com V de Valtra de percorrer as principais regiões produtoras do Brasil e dar visibilidade às diferentes histórias que formam o agronegócio nacional. Ao atravessar estradas, fazendas, rios e comunidades, os tratores levam consigo uma mensagem que vai além da tecnologia: a de que cada região tem uma história para contar e que o campo brasileiro é formado por muitas realidades, culturas e gerações que, juntas, ajudam a movimentar o País.
Agro Mato Grosso
Do pequeno ao grande, tratores acompanham o agro brasileiro

Portfólio da Massey Ferguson reúne modelos para diferentes perfis de produtores, culturas e níveis de mecanização
Celebrado em 12 de setembro, o Dia do Trator destaca a importância de uma máquina que acompanha a transformação da agricultura há décadas. Da agricultura familiar às grandes áreas de produção, o trator evoluiu para atender às diferentes realidades do campo brasileiro. Hoje, além de fornecer potência para as operações agrícolas, os equipamentos incorporam tecnologias de agricultura de precisão, conectividade e automação, contribuindo para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e apoiar a tomada de decisão nas propriedades rurais.
Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Tratores da Massey Ferguson, a escolha do trator deve considerar muito mais do que a potência. “O Brasil possui uma agricultura extremamente diversa. Temos desde pequenas propriedades com produção de hortaliças, frutas e café até grandes fazendas de grãos e cana-de-açúcar. Cada realidade exige um conjunto diferente de características, como capacidade hidráulica, dimensão, transmissão, tecnologia embarcada e conforto para o operador. Por isso, hoje o produtor encontra máquinas desenvolvidas para atender necessidades bastante específicas”.
Essa diversidade também está presente no portfólio da Massey Ferguson, que reúne modelos voltados às diferentes etapas de crescimento das propriedades rurais. Nas pequenas propriedades e em culturas especializadas, como horticultura, fruticultura, cafeicultura, citricultura e arroz, os tratores das séries MF 2700 e MF 3700 atendem produtores que buscam máquinas compactas, robustas e de fácil operação. Com potências entre 35 cv e 85 cv, os modelos também são utilizados em atividades pecuárias e serviços gerais, oferecendo versatilidade para operações de menor escala.
O portfólio de tratores compactos da Massey Ferguson inclui as séries MF 3300 Xtra e MF 3400. O trator MF 3300 Xtra combina robustez e versatilidade para atender às demandas do dia a dia. A série conta com potências entre 59 cv e 78 cv e capacidade máxima de levante de 2.100 kg. Já a série MF 3400 oferece quatro modelos, que podem ser plataformados ou cabinados, com potências de 69 cv e 79 cv, equipados com motor de injeção mecânica, e de 89 cv e 99 cv, com motor de injeção eletrônica. Um dos diferenciais da série é a versatilidade nas opções de transmissão: 8×4, 12×8 (creeper), 12×12 com reversão mecânica e 16×8, que permitem diferentes configurações de acordo com a aplicação.
Para operações que demandam maior capacidade operacional, a série MF 5M atende produtores de grãos, pecuária, arroz e cana-de-açúcar. Com potências entre 105 cv e 145 cv, a linha reúne robustez e recursos tecnológicos, como piloto automático e telemetria, permitindo que tecnologias antes restritas a máquinas de maior porte também estejam disponíveis para propriedades de pequeno e médio porte.
A série MF 6M amplia a capacidade operacional com modelos voltados para atividades como preparo de solo, transbordo, cana-de-açúcar e operações florestais. O conjunto foi desenvolvido para oferecer maior resistência estrutural, elevada capacidade hidráulica e eficiência em operações que utilizam implementos de maior porte.
Já nas grandes propriedades agrícolas, onde as janelas de plantio e colheita são cada vez mais curtas, a série MF 8S Xtra combina potência, conforto e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. Recursos como piloto automático, tráfego controlado, hélice reversível e transmissão continuamente variável contribuem para melhorar o desempenho operacional e preservar o solo durante as operações.
A série MF 9S representa a faixa de maior potência do portfólio da Massey Ferguson. Com modelos de até 425 cv, foi desenvolvida para grandes áreas de produção de grãos e cana-de-açúcar, incorporando soluções de conectividade, automação e gerenciamento das operações que aumentam a precisão e a eficiência no trabalho com implementos de grande porte.
Segundo o especialista, a evolução dos tratores acompanha as transformações da agricultura e o crescimento das propriedades. “O trator passou a ser uma plataforma tecnológica. Hoje ele gera informações, se comunica com outros equipamentos, auxilia no planejamento das operações e contribui para reduzir custos e otimizar recursos. Essa evolução beneficia produtores de todos os portes, porque a tecnologia está cada vez mais acessível.”
Além da conectividade e da agricultura de precisão, a nova geração de tratores também prioriza conforto, ergonomia, eficiência energética e menor impacto ambiental. Cabines mais silenciosas, comandos intuitivos, iluminação em LED e sistemas inteligentes de gerenciamento das operações permitem que o operador trabalhe com mais segurança e produtividade, mesmo durante longas jornadas.
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