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o que uma pesquisa dos EUA revela sobre o futuro?estudo detalha como tecnologias como piloto automático e mapas de produtividade estão transformando fazendas nos EUA, com impactos na produtividade e custos

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A digitalização e a automação de tarefas está transformando desafios da agricultura de precisão em soluções que realmente reduzem os custos de produção, a escassez de mão de obra e até trazem esperança sobre as mudanças climáticas.

Uma pesquisa recente do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) detalha a adoção de tecnologias em fazendas norte-americanas e seus impactos.

Piloto automático é líder de adoção

Entre as diversas ferramentas digitais disponíveis, os sistemas de piloto automático e orientação se destacam. Usados para guiar máquinas que espalham sementes e pesticidas, esses sistemas têm reduzido o tempo das operações, eliminando passagens redundantes, o que diminui o custo com diversos insumos.

Em 2001, eles eram usados em apenas 5,3% das áreas plantadas de milho nos EUA. Mas, em 2019, as taxas de adoção já chegavam a 72,9% para sorgo e 64,5% para algodão em áreas plantadas.

Ou seja, mais da metade das lavouras de commodities nos EUA já utilizam esses sistemas.

Mapas de produtividade e solo: ferramentas essenciais

Os mapas de produtividade, disponíveis desde o início dos anos 1990, são cruciais para quantificar e caracterizar a variabilidade da produção dentro do campo. Eles fornecem informações importantes para decisões de manejo e para prescrever aplicações de taxa variável de insumos.

A adoção desses mapas aumentou de 5,3% em 1996 para 43,8% nas áreas plantadas de soja em 2018.

Para o milho, a taxa foi de 43,7% em 2016, um aumento notável em relação aos 7,7% em 1997.

Mas a adoção de mapas de solo tem sido mais lenta, ficando consistentemente abaixo de 25% da área plantada nas culturas pesquisadas. Isso se deve, em parte, ao fato de que muitos agricultores realizam a amostragem de solo em intervalos longos, geralmente a cada 3 ou 4 anos.

Tecnologias de Taxa Variável (VRT) e drones

As Tecnologias de Taxa Variável (VRT) permitem aplicações personalizadas de sementes, calcário, fertilizantes e pesticidas. Em 2016, a adoção de VRT atingiu 37,4% nas áreas plantadas de milho e 25,3% nas de soja em 2018.

Essas tecnologias podem reduzir o escoamento de fertilizantes, contribuindo para uma produção mais sustentável.

Já o uso de drones, aeronaves ou imagens de satélite ainda é limitado. As taxas de adoção variaram de 7,0% para milho em 2016 a 9,8% para soja em 2018. Especialistas indicam que a complexidade tecnológica e o alto custo podem ser barreiras para a maior adoção dessas ferramentas.

Potencial futuro

A digitalização da agricultura nos EUA está em curso, com sistemas de orientação e mapas de produtividade mostrando forte crescimento. Embora existam desafios, como os custos iniciais e a complexidade, o potencial de aumento da produtividade, melhoria ambiental e redução de riscos é considerável.

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Negócios de soja travam e apenas uma região registra alta nos preços; saiba qual

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana travado, com poucos negócios efetivos e cotações operando de forma mista e nominal. Segundo a consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o produtor está distante dos negócios, enquanto as tradings já possuem o programa de exportação fechado e a indústria não demonstra demanda adicional.

No cenário externo, a Bolsa de Chicago voltou a operar em baixa, com prêmios estáveis e dólar registrando pequenas altas.

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Confira os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,50
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 136,50
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 127,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 143,50 para R$ 141,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos nesta segunda-feira (15) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi pressionado por dúvidas quanto à demanda chinesa e pelo bom desenvolvimento das lavouras sul-americanas. Tentativas de reação técnica não alteraram os contratos mais próximos.

Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) mostraram que fundos geridos de commodities haviam construído posição líquida comprada expressiva até meados de novembro, deixando o mercado mais suscetível à liquidação de posições compradas.

Esmagamento de soja

Segundo a Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa), o esmagamento de soja atingiu 216,041 milhões de bushels em novembro, ante 227,647 milhões no mês anterior, abaixo da expectativa de 220,285 milhões. Em novembro de 2024, foram 193,185 milhões.

Em relação às inspeções de exportação norte-americana, os números chegaram a 796.661 toneladas na semana encerrada em 11 de dezembro, ante 1.025.007 toneladas na semana anterior. Exportadores privados reportaram a venda de 136.000 toneladas à China, para entrega na temporada 25/26. As exportações líquidas dos EUA na temporada 2025/26 ficaram em 2.320 milhões de toneladas na semana encerrada em 20 de novembro.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 5,00 centavos de dólar a US$ 10,71 3/4 por bushel. A posição março caiu 5,50 centavos, cotada a US$ 10,81 1/4 por bushel. No farelo, janeiro subiu US$ 1,00 a US$ 303,50 por tonelada. No óleo, janeiro perdeu 0,59 centavo, fechando a 49,48 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou com alta de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,4193 para venda e R$ 5,4173 para compra, com mínima de R$ 5,4110 e máxima de R$ 5,4235.

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Brasil abriu mais de 500 mercados internacionais para o agro desde 2023

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O Brasil avançou de forma significativa na ampliação de sua presença no comércio internacional e abriu mais de 500 novos mercados para produtos agropecuários entre 2023 e 2025. A expansão já resultou em US$ 3,4 bilhões em exportações e consolida o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

A marca foi celebrada durante a inauguração da nova sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília. O trabalho de abertura dos mercados envolve uma articulação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a ApexBrasil, o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e o setor produtivo.

De acordo com dados do Mapa, os novos mercados estão distribuídos em mais de 80 países e têm potencial de gerar exportações superiores a US$ 37,5 bilhões por ano. Entre os principais produtos habilitados estão carnes, algodão, frutas e pescados.

A estratégia adotada combina diplomacia comercial, certificações sanitárias e fortalecimento da imagem do produto brasileiro no exterior. Em 2025, o país obteve o reconhecimento internacional como livre de febre aftosa, fator considerado decisivo para ampliar o acesso a mercados mais exigentes.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o avanço é resultado direto da credibilidade sanitária e da capacidade produtiva nacional. Ele destacou ainda o reforço da presença brasileira no exterior, com a ampliação do número de adidos agrícolas de 29 para 40 representantes atuando diretamente junto a governos e empresários estrangeiros.

“A abertura de mercados é só o primeiro passo. Com o tempo, esses contatos se transformam em contratos duradouros, à medida que os compradores testam e ampliam as importações”, afirmou o ministro.

A ApexBrasil também teve papel central no processo. Entre 2023 e 2025, a agência participou de mais de 170 ações internacionais em 42 países, com negócios projetados em cerca de US$ 18 bilhões e atendimento a mais de três mil empresas brasileiras. No período, foram realizadas 19 missões oficiais presidenciais e cinco vice-presidenciais.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou a parceria com o setor privado e informou que a agência mantém convênios com 52 setores da economia para participação em eventos internacionais. Ao todo, o Brasil marca presença em cerca de mil feiras e rodadas de negócios por ano.

Criada em 2003, a ApexBrasil apoiou, apenas em 2025, mais de 20 mil empresas, sendo 66% micro, pequenas e médias, com atenção especial às regiões Norte e Nordeste, dentro da política de descentralização da promoção comercial.

Já o vice-presidente da República e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o país caminha para bater recorde de exportações em 2025, com expectativa de US$ 345 bilhões em vendas externas e corrente de comércio estimada em US$ 629 bilhões, mesmo em um cenário de desaceleração global.

Colaborou Agência Brasil 

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Agro Mato Grosso

Sararé é a Terra Indígena mais desmatada da Amazônia Legal em 2024, aponta relatório

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A Terra Indígena (TI) Sararé, localizada em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá, liderou o ranking das terras indígenas mais desmatadas do país na Amazônia Legal em 2024. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado na TI Sararé cresceu 729%. Os dados fazem parte do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro, que analisou nove estados que compõem a região.

Segundo o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal na região. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.

Operação da PF destrói túneis, minas e maquinários na Terra Indígena Sararé (MT)

Operação da PF destrói túneis, minas e maquinários na Terra Indígena Sararé (MT)

Na última semana, uma operação da Polícia Federal (PF) destruiu túneis, minas, maquinários e dezenas de acampamentos utilizados pelos garimpeiros. Durante a ação, também foram localizados 14 bunkers, com estoques de alimentos e grande quantidade de equipamentos e insumos usados nas atividades ilegais.

De acordo com o levantamento, o garimpo na TI Sararé cresceu 825% entre 2022 e 2024. A atividade passou a ser financiada e protegida por grupos armados envolvidos também com o tráfico de drogas e de armas na faixa de fronteira. “A TI Sararé dá indícios de ser o novo polo do garimpo amazônico após operações de desintrusão em outros estados”, aponta o relatório.

A pesquisa também identificou registros de cooperação entre garimpeiros e intermediários ligados ao Comando Vermelho (CV), além da atuação de células menores do Comando Classe A (CCA) e de facções bolivianas envolvidas no comércio ilegal de ouro.

Segundo o documento, essas redes criminosas utilizam os garimpos tanto para lavagem de dinheiro quanto para a aquisição de insumos químicos empregados no refino de cocaína, ampliando a interconexão entre as economias do ouro e do tráfico de drogas.

“O impacto é duplo: ambiental, com poluição e desmatamento intensos, e criminal, com aumento da violência armada e ameaças a lideranças indígenas Nambikwára”, diz o relatório.

O documento também ressalta que queimadas criminosas destruíram roçados e áreas consideradas sagradas pelos indígenas, além de apontar que a contaminação por mercúrio e óleo vem degradando rios e igarapés, afetando diretamente a saúde do povo Nambikwara.

Outros dados

Com a destruição e apreensão de maquinários durante as operações, a estimativa é de um prejuízo de R$ 237,5 milhões aos grupos criminosos. Entre os itens estão 10 caminhões, um caminhão-tanque, 16 caminhonetes, 40 veículos, 12 tratores, uma balsa de apoio com motor estacionário, 12 máquinas leves e 269 escavadeiras hidráulicas.

O levantamento identificou ainda a formalização fraudulenta da posse de terras dentro da reserva por meio da falsificação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A análise da sobreposição de imóveis inscritos no sistema revelou 30 registros irregulares dentro da TI Sararé.

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