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6 de maio de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou em baixa com nova rodada de ameaças tarifarias de Trump – MAIS SOJA

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Por T&F agroeconômica, comentários referentes à 07/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 07/07

O contrato de agosto da soja em Chicago, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -1,81% ou $ -24,00 cents/bushel a $ 1031,50. A cotação de setembro fechou em baixa de -2,67% ou $ -27,75 cents/bushel a $ 1013,50. O contrato de farelo de soja para agosto fechou em baixa de -1,87% ou $ -5,20/ton curta a $272,20 e o contrato de óleo de soja para agosto fechou em baixa de -1,12% ou $ -0,61/libra-peso a $ 53,94.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta segunda-feira. As cotações caíram forte com o mercado reagindo negativamente à ausência de anúncios comerciais no discurso de Donald Trump em Iowa. A frustração dos traders, que esperavam sinalizações sobre compras chinesas ou novos acordos bilaterais, resultou em realização de lucros por fundos, ampliando as perdas.

A queda também foi intensificada pela desvalorização do real, que incentivou a liquidação da soja por parte dos produtores brasileiros, focados em liberar espaço nos armazéns para a colheita da safrinha de milho. O USDA reportou embarques semanais de 389 mil toneladas, dentro das expectativas, No mercado externo, a falta de movimentação por parte da China segue como fator limitante.

Apesar da projeção de alta de 10% nas exportações em 2025, as vendas para o gigante asiático caíram mais de 40%, aumentando a preocupação sobre a demanda global pela oleaginosa.

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NOTÍCIAS IMPORTANTES
DECEPÇÃO DO MERCADO (baixista)

Forte decepção dos traders após o discurso do presidente Donald Trump em Iowa, na noite da última quinta-feira, não ter incluído nenhum anúncio sobre novos acordos comerciais com os EUA ou compras chinesas de produtos agrícolas americanos, eventos que foram alvo de expectativa em rodadas de negócios recentes na semana passada e que impulsionaram as compras de grandes fundos de investimento.

O único anúncio ouvido do presidente foi sobre uma luta de UFC na Casa Branca no próximo ano, como parte das comemorações planejadas para o 250º aniversário da independência americana. “Alguém assiste ao UFC? O grande Dana White? Vamos ter uma luta de UFC — pense nisso — na Casa Branca. Temos muitas terras lá.” Tudo isso levou à realização de lucros por especuladores, com o consequente efeito baixista sobre os preços.

DESVALORIZAÇÃO DO REAL (baixista)

A desvalorização parcial do real em relação ao dólar hoje, próxima a 1,1%, contribuiu para a tendência de queda, pois estimulou as vendas dos produtores brasileiros, que também estavam desesperados para abrir espaço em seus armazéns para a chegada do abundante milho safrinha.

EUA-EXPORTAÇÕES DENTRO DO ESPERADO (altista)

Em seu relatório semanal sobre a inspeção de embarques dos EUA, desta vez referente ao período de 27 de junho a 3 de julho, o USDA relatou hoje embarques de soja totalizando 389.364 toneladas, acima das 236.714 toneladas do relatório anterior, dentro da faixa estimada pelos traders entre 150.000 e 400.000 toneladas.

EUA-ESTÁGIO DAS LAVOURAS DE SOJA

O USDA informou no final da tarde dessa segunda-feira que o plantio da soja está encerrado para a temporada 25/26. As plantas emergindo estão em 96%, ante 94% da semana anterior, 98% ano passado e 98% da média histórica As plantas em floração representam 32% da área semeada, ante 17% da semana passada, 32% do ano anterior e 31% da média histórica. As plantas criando vagem está em 8%, ante 3% da semana passada, 8% do ano passado e 6% da média histórica.

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EUA-CONDIÇÕES DAS LAVOURAS DE SOJA

O USDA informou uma manutenção na qualidade das lavouras americanas. 66% das lavouras de soja estão em condições boas/excelentes condições, ante 66% da semana passada e 68% do ano anterior. 27% em condições regulares, ante 27% da semana anterior e 24% do ano passado. 7% classificados como pobres/muito pobres, ante 7% da semana passada e 8% do ano anterior.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Plantio do milho segunda safra foi concluído em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O plantio do milho segunda safra 2025/2026 foi concluído em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. A área estimada destinada ao cereal é de 2,206 milhões de hectares.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o encerramento da semeadura marca o início de uma nova etapa de acompanhamento das lavouras em campo.“Com o plantio finalizado, o foco agora passa a ser o desenvolvimento das áreas e o comportamento climático nas próximas semanas, fatores que serão determinantes para o potencial produtivo da cultura”, explica.

Atualmente, 72,7% das lavouras de milho no Estado são avaliadas como boas, 16,9% como regulares e 10,4% como ruins. As equipes seguem monitorando, além das condições climáticas, a incidência de pragas e doenças nas principais regiões produtoras.

A estimativa inicial aponta produtividade média de 84,2 sacas por hectare, com produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

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Paralelamente ao encerramento do plantio do milho, a área colhida de soja safra 2025/2026 alcançou 99,8% em Mato Grosso do Sul. A região centro está com a colheita concluída, enquanto a região sul registra média de 99,8% e a região norte 99,6%. A área colhida até o momento é de aproximadamente 4,7 milhões de hectares. Com o avanço das amostragens de produtividade, a Aprosoja/MS revisou a média estadual para 61,73 sacas por hectare, índice 19,2% superior ao ciclo anterior.

“Os levantamentos de campo mostram uma safra de soja com resultados consistentes em boa parte do Estado. Mesmo com perdas pontuais em algumas regiões, a produtividade média foi revisada positivamente à medida que as amostras avançaram”.

A  expectativa é de produção de 17,759 milhões de toneladas de soja no Estado.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio.

O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%.

Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.

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PERFIL

De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas).

No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas).

A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.

Fonte: Cepea



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