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13 de julho de 2026

Politica

Mauro alerta que é cedo para Lula ‘cantar vitória’ sobre eventual 4º mandato

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Conteúdo/ODOC – Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), disse à imprensa nesta segunda-feira (7), sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que pode disputar a reeleição em 2026 e garantir um feito inédito, se elegendo presidente pela quarta vez, que é “muito cedo” para comemorar vitória.

Mendes adotou cautela para comentar a fala do presidente. “É muito cedo para qualquer um comemorar uma vitória. Nem sabemos se ele vai realmente ser candidato, tampouco podemos prever o que a maioria do eleitorado brasileiro vai decidir”, observou o governador.

O presidente Lula da Silva fez a declaração na última sexta-feira (4), em agenda no Rio de Janeiro. Lula disse publicamente que pretende disputar as eleições de 2026 e que isso garantiria, em sendo eleito, “um presidente eleito quatro vezes”.

Questionado se pretende disputar o Senado em 2026, Mauro Mendes foi direto: “essa é uma decisão para março de 2026. Até lá, minha prioridade é governar Mato Grosso e cumprir com o que está em andamento”, afirmou.



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Agro Mato Grosso

“Estar empresário e na política não é mais possível”, afirma Blairo Maggi I MT

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O ex-ministro da Agricultura, ex-senador e ex-governador Blairo Maggi (PP) descartou qualquer possibilidade de voltar à política, seja disputando eleições ou aceitando um eventual convite para integrar um novo governo.

Segundo o megaprodutor rural, o atual ambiente de controle e compliance tornou incompatível exercer atividade política e administrar uma empresa com atuação internacional.

“No passado, era possível você estar empresário e estar na política. Não havia muito problema, mas hoje em dia não é mais possível. As pessoas que estão envolvidas ou próximas da política, até amigos de políticos, têm problemas de serem PPE: Pessoas Politicamente Expostas”, disse. (video abaixo)

Segundo ele, seu ciclo na vida pública está encerrado por uma decisão definitiva voltada aos negócios da família. Ele é um dos donos da Amaggi, gigante multinacional voltada ao agronegócio.

“A minha cota e passagem na política foi encerrada”, disse ele em conversa com a imprensa na última semana.

“E isso traz grandes problemas de compliance com bancos, com empresas internacionais e a Amaggi, felizmente, se transformou em uma empresa grande que tem contatos com o negócio no mundo inteiro. Eu não tenho como ficar fazendo política e todo dia ficar respondendo uma coisa ou outra, explicando isso ou aquilo”, emendou.

O ex-governador disse que entende que permanecer na política significaria conviver constantemente com questionamentos e exigências de instituições financeiras e parceiros comerciais.

“A opção é: você vai fazer política ou você vai fazer negócios. Eu preferi cuidar dos negócios meus, da minha família, porque aí está o nosso fundo. E eu acabo gerando muitos recursos para o Estado”, disse

“A gente tem hoje mais de 11 mil funcionários, recolhe uma imensidão de recursos todos os meses para os cofres públicos. Claro, os recursos não são meus, são daqueles que comercializam e tocam [os negócios] com a gente, mas é uma responsabilidade bastante grande”, completou.

Blairo Maggi deixou o cargo de senador da República em fevereiro de 2019, quando decidiu se afastar da política eletiva. Hoje, é presidente de honra do PP em Mato Grosso.

VIDEO:

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Agro Mato Grosso

A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

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Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.

Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.

Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.

A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.

Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.

Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).

Disputa pelo Senado

Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.

O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.

Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.

Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.

Apesar das movimentações, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças. As candidaturas só serão oficializadas após as convenções partidárias, quando os partidos definirão seus representantes para a eleição de outubro.
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Agro Mato Grosso

Gasolina com 32% de etanol será aprovada na quarta-feira (24), diz Alckmin

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mistura de etanol na gasolina deve subir de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), com a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin em visita a Mato Grosso, neste sábado (20).

De acordo com Alckmin, o aumento da proporção de etanol no combustível deve ter impacto direto na redução do preço da gasolina, além de trazer benefícios ambientais e estimular o setor agroindustrial brasileiro.

“Tem muito etanol de milho. [O país] produz o etanol e produz o DDG (Grãos Secos de Destilaria). Então, quarta-feira passa a gasolina que tinha 27,5% de etanol e passou para 30%, agora passa para 32%. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer para ração animal”, disse.

Segundo o governo federal, a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. O volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.

Em abril deste ano, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que a medida terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.

A proposta, segundo o governo, deve melhorar a logística do setor, liberando infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina e aumentando a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.

A medida integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório voltado à ampliação do uso de energias renováveis e à redução das emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma política elevou o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.

Produção de etanol de milho

A produção de etanol de milho no Brasil é um dos pilares da expansão dos biocombustíveis no país. A perspectiva de produção é de aproximadamente 9 bilhões de litros, representando mais de 25% do total de etanol produzido no Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

O Centro-Oeste é o grande motor da produção, com destaque para Mato Grosso que é o maior produtor de etanol de milho do Brasil, concentrando sozinho cerca de 70% de toda a oferta nacional. Em seguida está Goiás e Mato Grosso do Sul.

Na safra mais recente, a produção estadual atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros de etanol, com projeções apontando para um salto superior a 16% em novos ciclos.

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Agro MT