Connect with us
5 de maio de 2026

Business

Pará: seminário reforça estratégias para fortalecer as cadeias do cacau e do açaí

Published

on

De 1º a 3 de julho, Belém foi palco do Seminário de Encerramento do Programa Rural Sustentável Amazônia no Pará (PRS/PA), iniciativa que reuniu produtores, especialistas, representantes do poder público e organizações da sociedade civil. O encontro, promovido pelo Projeto Rural Sustentável Amazônia (PRS Amazônia) em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), debateu caminhos para fortalecer as cadeias produtivas do cacau e do açaí no estado.

Durante o evento, foram apresentados os principais resultados alcançados pelo projeto, além de estudos de mercado e planos elaborados com participação ativa de organizações socioprodutivas (OSPs), compostas majoritariamente por comunidades tradicionais, mulheres e jovens. As propostas mostraram a viabilidade de novos modelos de desenvolvimento que conciliam geração de renda, valorização cultural e conservação ambiental.

“A proposta foi identificar sinergias e integrar ações de diferentes parceiros, promovendo as boas práticas do ABC+ de forma eficiente até quem realmente produz”, afirmou João Crescêncio, secretário adjunto da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo. Já Pedro Xavier, coordenador de Fortalecimento de Cadeias Produtivas do PRS, destacou que o seminário foi resultado de um processo de escuta ativa com diversos atores do setor. “As propostas apresentadas enfrentam gargalos estruturais e impulsionam o acesso a mercados e a valorização da floresta em pé”, disse.

O evento contou com a presença de autoridades como o secretário estadual Giovanni Corrêa Queiroz, o coordenador do Grupo Gestor Estadual, Tiago Catuxo, e o superintendente da Ceplac (PA e AM), Raul Guimarães, além de representantes da Emater, Embrapa, UFPA, produtores rurais e entidades do setor agropecuário.

A próxima etapa do PRS Amazônia acontece em Manaus, no dia 10 de julho, com o Seminário de Encerramento do Programa no Amazonas. A nova fase focará nas cadeias da castanha-do-Brasil e do pirarucu de manejo, com a apresentação de estudos e planos de fortalecimento.

Advertisement

O PRS Amazônia tem como objetivo mitigar as emissões de gases de efeito estufa no bioma Amazônico, a partir da promoção de cadeias produtivas sustentáveis, incentivo à produção responsável e disseminação de conhecimento. Fruto de uma cooperação entre o Mapa, o governo do Reino Unido (DEFRA), o BID e o IABS, o projeto foi ampliado em 2025 com novos recursos voltados à elaboração de planos de negócios e aquisição de benefícios coletivos e serviços técnicos. A execução das novas ações está prevista para iniciar em setembro.

Continue Reading
Advertisement

Business

Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

Published

on


Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

Advertisement

Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

Advertisement

O post Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

Advertisement

“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

Advertisement

Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

O post Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

Published

on


Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

Advertisement

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

O post Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT