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22 de junho de 2026

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Fávaro rebate acusações de que Plano Safra não está sendo liberado: ‘Fake news’

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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a classificar como fake news as acusações da oposição de que o governo anuncia, mas não libera os recursos do Plano Safra. “O debate é essencial na democracia. Divergência e contraponto são relevantes e devem ser respeitados. Mas fake news, não!”, rebateu o ministro nas redes sociais.

“Está circulando por aí que o governo anuncia um Plano Safra recorde e não libera os recursos. Isso não é verdade”, refutou Fávaro.

O ministro afirmou que, no Plano Safra 2024/2025, dos R$ 92 bilhões de recursos equalizados anunciados, R$ 84 bilhões tinham sido operacionalizados até junho. “O total final deve ficar muito próximo do valor previsto. Nos recursos controlados, foram anunciados R$ 96 bilhões e, até meados de junho, mais de R$ 80 bilhões já tinham sido contratados. E a execução também deve se aproximar do teto”, projetou o ministro.

“Como o produtor sabe, quando o limite dos recursos equalizados se aproxima do fim, os bancos naturalmente reduzem as contratações para evitar prejuízo aos agricultores – já que a subvenção pode não ser garantida. Essa dinâmica sempre existiu, com todos os ministros da Agricultura”, justificou Favaro.
Sobre o crédito de Cédulas de Produto Rural (CPRs) originados de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), com isenção do imposto, Fávaro destacou que o resultado superou as expectativas, com R$ 185 bilhões liberados ante R$ 108 bilhões projetados inicialmente.

“Com governo Lula, o Plano Safra segue forte, responsável e transparente. A verdade está nos números. E quem vive do agro sente: o campo está em movimento, com crédito chegando e o Brasil colhendo os frutos”, defendeu o ministro.

A manifestação ocorre após declarações recentes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) de que o governo anuncia valores recordes, mas o crédito não é efetivado.

*(Com informações do Estadão)

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Brasil encara Escócia nesta quarta-feira (24) em jogo decisivo pela liderança do Grupo C

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Seleção de Carlo Ancelotti precisa da vitória em Miami para fugir de cruzamentos difíceis no primeiro mata-mata da Copa do Mundo

Depois de vencer o Haiti por 3 a 0 na última sexta-feira (19) com uma atuação convincente no primeiro tempo, a Seleção Brasileira já se prepara para o seu próximo desafio no Mundial. O Brasil voltará a campo na próxima quarta-feira, dia 24 de junho, para enfrentar a Escócia.

O confronto, válido pela terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, será realizado no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília).

O duelo contra os escoceses será decisivo para definir o futuro do Brasil no torneio. Atualmente, a equipe comandada por Carlo Ancelotti lidera o Grupo C com 4 pontos, empatada com o Marrocos, mas em vantagem no saldo de gols.

Uma vitória garante a classificação da Seleção Brasileira para as oitavas de final e consolida a liderança da chave, evitando cruzamentos teoricamente mais difíceis na primeira etapa de mata-mata.

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Abiove confirma crescimento do esmagamento de soja em 2026

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou suas projeções para o complexo soja em 2026 e confirmou a tendência de crescimento do processamento doméstico da oleaginosa. O novo levantamento aponta que o esmagamento de soja deverá alcançar 63 milhões de toneladas no próximo ano, representando uma alta de 0,8% em relação à estimativa anterior.

O avanço do processamento industrial reflete a combinação entre uma safra robusta e a demanda crescente por derivados da soja. Com isso, a produção de farelo está estimada em 48,6 milhões de toneladas, enquanto a produção de óleo de soja deve atingir 12,65 milhões de toneladas.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

De acordo com os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de soja está projetada em 180,25 milhões de toneladas em 2026. As importações devem permanecer em níveis reduzidos, com previsão de entrada de 900 mil toneladas de soja em grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

Segundo a Abiove, o aumento do esmagamento fortalece a agregação de valor à produção agrícola nacional, amplia a oferta de produtos industrializados e contribui para a previsibilidade do abastecimento interno, além de reforçar a competitividade da cadeia produtiva brasileira.

No mercado externo, as exportações de soja em grão estão estimadas em 114,1 milhões de toneladas. Já os embarques de farelo de soja devem alcançar 24,95 milhões de toneladas, crescimento de 0,6% em relação à projeção anterior. As exportações de óleo de soja, por sua vez, estão projetadas em 1,65 milhão de toneladas, avanço de 3,1%.

Em termos de receita, a expectativa é que o complexo soja gere aproximadamente US$ 60 bilhões em exportações ao longo de 2026, consolidando sua posição como um dos principais segmentos do agronegócio brasileiro.

Os números mais recentes também confirmam o ritmo acelerado da atividade industrial. Em abril de 2026, o processamento de soja somou 5,09 milhões de toneladas, volume 0,2% superior ao registrado em março e 6,7% maior que o observado em abril de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o processamento alcançou 18,124 milhões de toneladas, representando crescimento de 10,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho reforça a capacidade da indústria nacional de absorver a produção recorde e atender à crescente demanda pelos derivados da soja nos mercados interno e externo.

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De dengue a clima extremo: novo centro do Ministério da Saúde promete preparar Brasil para surtos

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Cbesp funcionará em rede com estados e municípios para garantir agilidade. Projeto de lei já está em andamento no governo federal

Até o final deste ano, o Brasil deverá criar um centro para o enfrentamento de emergências em saúde pública. A proposta é que o Centro Brasileiro de Emergências em Saúde Pública (Cbesp), como vem sendo chamado, seja uma instituição para tornar o país mais resiliente e preparado para enfrentar futuras epidemias, surtos e outras emergências sanitárias e até climáticas.

A ideia foi idealizada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) e vem sendo estudada há alguns anos por especialistas de diversas instituições do país, que pensaram em criar uma estrutura que respeite as normas do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) e também seja integrada ao Sistema Único de Saúde e vinculada ao Ministério da Saúde. A governança deve ficar sob a responsabilidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo a proposta, as verbas para o funcionamento do centro seriam provenientes do Orçamento Geral da União. Também está prevista a captação de recursos complementar por meio de convênios internacionais e geração de receitas próprias.

“A proposta prevê que o centro funcione em lógica de rede, trabalhando de forma estreita e colaborativa com o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais, universidades e instituições de pesquisa”, explicou Gerson Penna, diretor-presidente do Instituto Todos pela Saúde (ITpS).

“Uma de suas grandes inovações será a intersetorialidade: ele promoverá a colaboração permanente entre diferentes setores do governo — como saúde, meio ambiente, agricultura, ciência, tecnologia e inovação —, além de garantir articulação com a sociedade civil”, completou.

Em entrevista à Agência Brasil, Penna ressaltou que o centro vem sendo planejado como uma política de Estado e não de governo, para não ser suscetível a intercorrências políticas, como ocorreu durante a pandemia de covid-19.

“Entendemos que uma estrutura permanente com foco em prevenção, preparação e resposta a emergências em saúde pública ajudará o Brasil a reagir mais prontamente às crises”, disse Penna.

Segundo ele, a pandemia de covid-19, que vitimou mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo 10% dessas mortes no Brasil, expôs as vulnerabilidades do sistema de saúde do país.

“Apesar da imensa capacidade do SUS, sofremos com a falta de coordenação do governo federal, com uma comunicação inconsistente e com os ataques do negacionismo científico. O centro trará uma perspectiva nacional unificada, pactuada e baseada exclusivamente nas melhores evidências científicas, fornecendo uma liderança forte e confiável para que os mesmos erros não se repitam”, reforçou.

Uma das funções do centro será o monitoramento de riscos e estratégias de prevenção, controle e combate a futuras epidemias e pandemias, de modo que o país não reaja tardiamente às crises sanitárias. Ele também deve ficar responsável pela implementação da Política Nacional de Emergências de Saúde Pública (Pnesp).

“O centro trabalhará em um cenário global cada vez mais complexo, fortemente impactado pelas emergências climáticas, pelo desmatamento e pelos deslocamentos populacionais em larga escala. Apenas em 2024, por exemplo, o Brasil enfrentou simultaneamente a maior epidemia de dengue da história, surtos de mpox, oropouche e a ameaça iminente da gripe aviária, sem falar nas emergências climáticas e desastres. O centro existirá exatamente para atuar nesse espectro amplo de ameaças”, destacou Penna.

Agilidade

Com o novo centro, as respostas para situações de emergência poderão ser mais ágeis e articuladas, destacam seus idealizadores.

“O que nós temos hoje funciona e é feito com muita dedicação por milhares de trabalhadores, técnicos e profissionais, epidemiologistas, matemáticos, médicos e enfermeiros”, afirmou o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, que fez parte do grupo de especialistas que ajudou a propor a criação do centro.

“Mas a gente avalia que a estruturação de uma organização específica e que cuide disso em conjunto com estados e municípios, e com uma área de inteligência epidemiológica, possa dar uma solução muito mais ágil e muito mais adequada”, reforçou o ex-ministro..

Entre as vantagens desse centro, estariam a constituição de uma governança específica e de uma equipe técnica de alta qualidade, que seria permanente para atuar nessas emergências. 

“Nessa nova governança você teria a oportunidade de criar um corpo técnico especializado, cobrindo as várias áreas que envolvem a questão da detecção, do manejo, do enfrentamento, da comunicação e da avaliação, evidentemente sob o controle do Ministério da Saúde e em estreita colaboração com os estados e municípios. Acho que é um salto de qualidade que o Brasil vai dar, com certeza”, disse o ex-ministro.

A expectativa do governo federal é que o centro seja criado ainda este ano, segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.   

“Temos um projeto de lei em andamento para instituir uma política de estado para emergência de doença – e que não fique à mercê de um gestor que resolve não reconhecer o que é evidência científica e fazer políticas fora do que é recomendado internacionalmente”, explicou durante um curso oferecido a jornalistas pelo ITpS.

“Isso ainda está sendo discutido no âmbito da Fiocruz, em uma nova Fiocruz, que teria mais agilidade para gestão desse tipo de processo”, disse a secretária.

De acordo com Gerson Penna, o Ministério da Saúde ainda está decidindo como será encaminhada essa proposta de criação do centro. Enquanto isso não ocorre, ele defende que o Brasil ainda precisa discutir a Política Nacional de Emergências de Saúde Pública e atualizar o seu arcabouço legal.

“As leis que vigoraram durante a pandemia de covid-19 foram feitas especificamente para o período e se extinguiram junto com a suspensão do estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (Espii). Diante de um cenário global incerto, que inclui até mesmo riscos geopolíticos, o país necessita de respostas inovadoras e duradouras com urgência. Nossa expectativa é que a discussão caminhe neste ano e que o centro comece a ser implementado em 2027”, afirmou o diretor-presidente do ITpS.

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