Connect with us

Sustentabilidade

Análise Ceema: Cotações do milho subiram nesta semana, fechando a quinta-feira em US$4,31 em Chicago – MAIS SOJA

Published

on


Por Argemiro Luís Brum

A cotação do milho, para o primeiro mês em Chicago, igualmente subiu nesta semana, com o bushel do cereal fechando a quinta-feira (03) em US$ 4,31, contra US$ 4,09 uma semana antes. A média de junho ficou em US$ 4,30/bushel, registrando um recuo de 4,2% sobre a média de maio.

O relatório de plantio, divulgado no dia 30/06, confirmou um aumento de área semeada nos EUA em 5% sobre o ano anterior, enquanto os estoques, na posição de 1º de junho, somaram 117,9 milhões de toneladas, significando um recuo de 7% sobre a mesma época de 2024.

Enquanto isso, no Brasil os preços do milho cederam mais um pouco. A média gaúcha fechou em R$ 62,45/saco, enquanto nas principais praças o produto ficou em R$ 60,00. Nas demais regiões do país os valores oscilaram entre R$ 45,00 e R$ 63,00/saco.

Dito isso, a Stone X avança que a safra de verão brasileira teria ficado em 25,6 milhões de toneladas, enquanto a segunda safra seria de 108,2 milhões (em números revisados). Assim, a produção total de milho, em 2024/25, chegaria a 136,1 milhões de toneladas (incluindo pouco mais de 2 milhões de toneladas da terceira safra nacional). Diante disso, o consumo interno seria de 89,5 milhões de toneladas, sustentado pela produção de etanol. Já as exportações somariam 42 milhões de toneladas.

Por outro lado, a colheita de milho da safrinha teria chegado a 19,5% da área semeada, contra 47,1% no ano passado nesta época e 27,3% na média histórica (cf. PátriaAgroNegócios).

Já a colheita no Centro-Sul brasileiro teria alcançado a 18% da área até o dia 26/06, contra 49% no mesmo período do ano anterior (cf. AgRural). Para esta consultoria, a safrinha chegaria a 103 milhões de toneladas e a produção total nacional alcançaria a 130,6 milhões de toneladas.

E a Conab informa que, até o dia 28/06, apenas 17% das lavouras da segunda safra haviam sido colhidas no país todo, contra 47,9% no mesmo período do ano passado e 28,2% na média das últimas cinco safras. A destacar que as recentes geadas provocaram prejuízos nas lavouras do Paraná.

Neste sentido, o Deral indicou que 68% das áreas a colher estavam em boas condições, 18% regulares e 14% como ruins.

Por sua vez, o Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) indicou que o preço médio do saco de milho no Mato Grosso fechou a semana anterior em R$ 39,84, deixando o produto abaixo dos R$ 39,91/saco estipulado como mínimo pela Conab. Lembrando que, quando o preço médio fica abaixo do Preço Mínimo, o governo pode intervir com políticas públicas como leilões para formação de estoque regulador, a fim de assegurar uma remuneração mínima ao produtor.

Enfim, estudos recentes indicam que, em relação a safra 2025/26, a combinação de custos elevados, oscilações cambiais e incertezas no mercado internacional tem preocupado especialistas e agricultores, especialmente nas regiões do Cerrado, Sul e Sudeste do país. Como o Brasil importa entre 70% a 75% dos feritilizantes que consome, um aumento de 10 centavos na taxa de câmbio pode significar quase R$ 5,00 a menos no preço do saco de milho (cf. Céleres). Em tal contexto, os produtores precisam de um rigoroso planejamento financeiro para fazer frente aos desafios do mercado do milho, o que vale igualmente para a soja e o trigo.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Setor da soja lidera pedidos de recuperação judicial

Published

on


Foto: Pixabay

O Brasil encerrou 2025 com recorde no número de recuperações judiciais. Ao todo, cerca de 5.600 empresas terminaram o ano nesse regime, uma alta de quase 25% na comparação anual. Entre 6% e 7% dos casos registrados estão ligados ao agro, incluindo produtores rurais e empresas da cadeia produtiva.

Segundo a advogada Lívia Paiva, o avanço é reflexo da combinação de juros elevados, que dificultam ou até inviabilizam a renegociação de dívidas, e da maior restrição na oferta de crédito.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

“Segmentos que antes sustentavam o crescimento do setor agora enfrentam um ambiente mais adverso. O cultivo de soja é o exemplo mais expressivo, liderando o número de pedidos de recuperação judicial no campo”, afirma.

Os produtores de soja vivem uma conjuntura desafiadora. Os preços das commodities recuaram, enquanto os custos de produção permanecem elevados, especialmente pela dependência de insumos dolarizados. Com margens comprimidas e crédito mais caro, a capacidade de honrar compromissos financeiros fica severamente comprometida.

O aumento das disputas contratuais e do endividamento operacional também tem impulsionado a busca por soluções extrajudiciais, na tentativa de evitar processos longos e preservar relações comerciais.

Uma dessas alternativas é a arbitragem. “Trata-se de um método privado de resolução de conflitos em que as partes, de comum acordo, escolhem um ou mais especialistas, os árbitros, para decidir sobre a disputa”, explica a advogada. Segundo ela, a decisão arbitral tem a mesma força de uma sentença judicial, mas o procedimento tende a ser mais rápido, flexível e confidencial, características que vêm atraindo empresas do agronegócio em meio ao ambiente de maior insegurança financeira.

O post Setor da soja lidera pedidos de recuperação judicial apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Negociações travadas para o milho em boa parte do país, com foco do mercado na soja – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de milho teve uma semana com ritmo de negócios travado em vários estados. Em algumas regiões as cotações do cereal subiram com uma disponibilidade de produto mais restrita, com produtores retraídos na fixação de ofertas e com a necessidade de aquisições por parte dos compradores, como observado em São Paulo e Paraná.

No Centro-Oeste e Sudeste as colheitas estão atrasadas devido às chuvas ocorridas ao longo das últimas semanas. Como destaca Safras & Mercado, em alguns pontos, como em São Paulo, consumidores estão buscando lotes para avanço de estoques, estudando pedidas mais altas dos produtores.

Muitos agentes do mercado estão focados na soja, tanto na colheita como escoamento, e o milho está ficando de lado. Isso oferece sustentação às cotações do milho. A evolução do clima, o atraso da colheita da soja, o plantio da safrinha e o encarecimento dos fretes são pontos de especulação no momento.

O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, caiu de R$ 5,253 para R$ 5,1933, acumulando baixa de 1,1% no período. O dólar fraco deixa mais lento o movimento de exportação no porto.

No balanço desta semana, entre as quintas-feiras 05 e 12 de fevereiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, subiu de R$ 62,00 a saca para R$ 63,00, alta de 1,6%. Em Campinas/CIF, o milho avançou de R$ 68,00 para R$ 71,50 a saca na base de venda neste intervalo, elevação de 5,1%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 65,00 para R$ 66,00 a saca, avanço de 1,5%.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação ficou estável na base de venda na semana em R$ 55,00 a saca. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu de R$ 65,00 para R$ 64,00 a saca (-1,5%).

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 63,00 para R$ 62,00 a saca (-1,6%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda ficou estável no comparativo semanal em R$ 60,00.

No Porto de Paranaguá/Paraná, preço estável na base de venda na semana em R$ 69,00. No Porto de Santos/São Paulo, cotação inalterada no comparativo semanal em R$ 70,00.

Fonte/Autor: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema: Trigo sobe em Chicago e atinge maior valor desde novembro – MAIS SOJA

Published

on


Comentários referentes ao período entre 19/12/2025 e 12/02/2026

Em Chicago, as cotações do trigo subiram no período dos últimos dois meses. O primeiro mês cotado saiu de US$ 5,07/bushel no dia 18/12 para US$ 5,36 no início da segunda semana de janeiro. Posteriormente, a mesma voltou a recuar, voltando aos US$ 5,07 no dia 21/01. Desta data em diante a mesma subiu para níveis de US$ 5,30 a US$ 5,40, sendo que o fechamento desta quinta-feira (12/02) avançou mais, ficando em US$ 5,52/bushel, o valor mais alto desde o dia 05 de novembro passado.

O relatório do USDA, deste dia 10/02, pouco trouxe de novidades para o ano 2025/26. O mesmo apontou uma safra mundial de 841,8 milhões de toneladas e estoques finais globais em 277,5 milhões, neste caso com recuo de cerca de 700.000 toneladas sobre janeiro. A produção e os estoques finais estadunidenses permaneceram em 54 e 25,3 milhões de toneladas respectivamente. A produção brasileira seria de 8 milhões de toneladas e a da Argentina um recorde de 27,8 milhões. Enquanto os argentinos exportariam 18 milhões de toneladas, o Brasil importará 7,3 milhões.

Dito isso, no Brasil os preços se mantiveram relativamente estáveis nestes dois meses. No Rio Grande do Sul as principais praças permaneceram em R$ 55,00/saco, enquanto no Paraná elas recuaram um pouco, ficando agora entre R$ 61,00 e R$ 65,00/saco. Isso tudo para o produto de qualidade superior.

A forte desvalorização do Real deixa o trigo importado mais barato, segurando os preços internos. Pelo lado das exportações, segundo a Secex, o Brasil exportou, em janeiro/26, um total de 370.600 toneladas, com trigo praticamente todo gaúcho. Em 12 meses, os embarques somam 2,1 milhões de toneladas, contra 2,45 milhões entre fevereiro/24 e janeiro/25. Por sua vez, o país importou, em janeiro, um total de 504.200 toneladas de trigo. Em 12 meses (fev/25-jan/26) o total importado chegou a 6,68 milhões de toneladas, contra 6,75 milhões importadas no ano anterior.

Já a produção final brasileira de trigo teria ficado em 7,87 milhões de toneladas em 2025, sendo, deste total, 3,58 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul e 2,77 milhões no Paraná.

Enfim, de forma geral, as negociações estão lentas, diante da pouca demanda interna. No Rio Grande do Sul, as negociações seguem travadas, com os vendedores pedindo em torno de R$ 1.100,00/tonelada no interior, enquanto os compradores buscam negócios para entregas em março, com pagamento em abril, entre R$ 1.050,00 e R$ 1.070,00/tonelada. A concorrência do trigo paraguaio e uruguaio é forte, com o paraguaio mostrando-se mais competitivo no noroeste gaúcho (com diferença próxima de R$ 120,00/tonelada em relação ao produto argentino). Por outro lado, em Santa Catarina, o trigo oriundo do Rio Grande do Sul chega aos moinhos do Leste do estado com valores entre R$ 1.230,00 e R$ 1.250,00/tonelada CIF, abaixo das ofertas locais, que variam de R$ 1.250,00 a R$ 1.300,00/tonelada FOB.

E no Paraná, os moinhos estão abastecidos até fins de fevereiro e demonstram interesse apenas em entregas para março, com pagamento em abril. Os preços ficam entre R$ 1.200,00 e R$ 1.280,00/tonelada CIF, dependendo da região. O trigo gaúcho e o paraguaio continuam sendo opções competitivas (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

FONTE

Autor:Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

Site: Ceema/Unijuí

Continue Reading
Advertisement

Agro MT