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19 de junho de 2026

Politica

Taxa de lixo em Cuiabá não vai ser mais cobrada a partir de quinta-feira com fim de decreto

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Conteúdo/ODOC – O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou nesta terça-feira (1) que a taxa de lixo deixará de ser cobrada na capital a partir do encerramento do decreto de calamidade financeira, previsto para esta quinta-feira (3).

A extinção da cobrança foi aprovada pela Câmara Municipal e é uma das principais promessas de campanha de Abilio, que desde o início da gestão vinha criticando a taxa criada na administração do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

O anúncio ocorre em meio à retomada do equilíbrio fiscal do município, segundo o chefe do Executivo. Com o fim do decreto de calamidade, editado nos primeiros dias de seu mandato para reordenar as finanças da capital, o prefeito afirmou que a cidade voltará a gerar receita suficiente por meio de outras fontes, o que permitirá encerrar a cobrança da taxa.

“Tem muita gente que deve ao município e buscava algum tipo de negociação. Então, ao invés de a gente dar prioridade àquela pessoa que estava fazendo negociação com o município de algumas dessas dívidas, pelo menos no ano de 2025, a gente passou para elas a compensação da taxa do lixo enquanto o município de Cuiabá vai conseguir fazer a arrecadação no ano que vem direto das outras tributações”, explicou o prefeito.

A taxa de coleta de lixo, formalmente chamada de Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos (TRSU), foi instituída em 2022 durante o mandato de Emanuel Pinheiro, como forma de atender à determinação do novo Marco Legal do Saneamento Básico.

A cobrança, no entanto, foi alvo de intensas críticas por parte da população e de vereadores da oposição, que apontavam aumento no custo de vida e falta de transparência sobre os critérios da tarifa.

Desde que assumiu a prefeitura, Abilio tem sustentado que a taxa é injusta, especialmente por penalizar moradores de baixa renda. Ele também acusou a antiga gestão de usar o tributo para encobrir rombos financeiros.

Apesar da aprovação da revogação da taxa pela Câmara, havia incerteza quanto à possibilidade de mantê-la suspensa diante do cenário financeiro da capital. O decreto de calamidade servia como justificativa jurídica para suspender a cobrança temporariamente. Agora, com o encerramento do dispositivo, o fim definitivo da taxa será implementado.

A Prefeitura aposta no incremento da arrecadação por outras fontes, como o IPTU e ISS, e em medidas de contenção de gastos e revisão de benefícios fiscais para garantir o equilíbrio das contas públicas.

O assunto ainda pode gerar embates judiciais ou políticos, já que o Marco do Saneamento determina que os municípios devem manter mecanismos de sustentabilidade financeira para os serviços de coleta e destinação de lixo. O prefeito, no entanto, acredita que o município conseguirá manter o serviço sem a taxa, por meio de reorganização orçamentária.



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Agro Mato Grosso

ALMT derruba veto e garante programa MT Trifásico com investimento de R$ 1,4 bilhão

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, por unanimidade, o veto do Poder Executivo ao projeto de lei que institui o programa MT Trifásico, iniciativa voltada à ampliação da rede elétrica trifásica em áreas rurais e assentamentos do estado. A medida consolida juridicamente um dos maiores projetos de infraestrutura energética já planejados para o setor produtivo mato-grossense.

De autoria do deputado estadual Diego Guimarães, o projeto foi apresentado em novembro de 2024 após demandas apresentadas por produtores rurais, agricultores familiares e representantes do agronegócio preocupados com os problemas provocados pelas redes monofásicas, que frequentemente registram oscilações e interrupções no fornecimento de energia.

Com a decisão dos parlamentares, o programa passa a contar com respaldo legal e fiscalização permanente da Assembleia Legislativa.

Programa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos

O MT Trifásico foi estruturado por meio de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a concessionária Energisa.

O planejamento prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão entre 2026 e 2030, sendo:

  • R$ 700 milhões aportados pelo Governo de Mato Grosso;
  • R$ 700 milhões investidos pela Energisa.

Os recursos serão destinados à implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas em diversas regiões do estado.

Energia mais estável para o campo

O principal objetivo do programa é substituir gradativamente as antigas redes monofásicas por estruturas mais modernas e eficientes.

A energia trifásica oferece maior capacidade de carga e estabilidade, permitindo a utilização de equipamentos de alta potência utilizados na produção rural.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução das quedas de energia;
  • Menor oscilação no fornecimento;
  • Maior eficiência para sistemas de irrigação;
  • Operação de secadores de grãos e equipamentos agrícolas;
  • Ampliação da agroindustrialização nas propriedades rurais.

Segundo estimativas apresentadas durante o lançamento do programa, cerca de 1,7 milhão de consumidores atendidos pela Energisa poderão ser beneficiados direta ou indiretamente pelos investimentos.

Agricultura familiar também será beneficiada

Além das grandes propriedades rurais, o programa prevê impactos positivos para a agricultura familiar.

Com energia mais estável, pequenos produtores poderão ampliar processos de automação e investir em agroindústrias de pequeno porte, agregando valor à produção local.

A expectativa é que a melhoria da infraestrutura energética estimule novos negócios, gere empregos e fortaleça a economia de diversos municípios mato-grossenses.

Turismo no Pantanal entra no planejamento

Um dos pontos incorporados ao programa é a ampliação da rede trifásica para a região da Transpantaneira, em Poconé.

A medida busca fortalecer a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do turismo sustentável no Pantanal.

Empresários do setor avaliam que a melhoria do fornecimento de energia poderá favorecer hotéis, pousadas, restaurantes e empreendimentos turísticos instalados na região.

Assembleia terá papel na fiscalização

Com a aprovação definitiva da proposta, a Assembleia Legislativa passa a integrar o Conselho Gestor do programa.

O colegiado será responsável por acompanhar a execução dos investimentos e contará também com representantes da:

  • Casa Civil;
  • Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz);
  • Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf);
  • Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).

A participação do Legislativo tem como objetivo ampliar a transparência e o monitoramento da aplicação dos recursos.

Infraestrutura energética é vista como estratégica

A modernização da rede elétrica é considerada uma das prioridades para sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nos próximos anos.

Maior produtor de grãos do país e líder nacional em diversas cadeias do agronegócio, o estado depende de infraestrutura adequada para ampliar a competitividade do setor produtivo.

A expansão da rede trifásica também é vista como fator importante para atrair novos empreendimentos industriais, estimular investimentos privados e fortalecer a interiorização do desenvolvimento econômico.

Com previsão de execução até 2030, o MT Trifásico deverá se tornar um dos maiores programas de infraestrutura energética rural já implantados em Mato Grosso.

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Vereadora Dra. Mara convoca Assistência Social para esclarecer políticas voltadas à população em situação de rua na Capital

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A vereadora Dra. Mara protocolou na Câmara Municipal de Cuiabá um requerimento de convocação da secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre as políticas públicas destinadas à população em situação de rua no município.

O requerimento, protocolado sob o Processo nº 21601/2026, solicita que a secretária compareça ao plenário da Câmara para apresentar dados oficiais, relatórios e informações atualizadas sobre as ações desenvolvidas pela pasta. Entre os pontos cobrados estão a quantidade estimada de pessoas em situação de rua em Cuiabá, programas de acolhimento, assistência social, reinserção social, estrutura de atendimento e aplicação de recursos públicos.

Segundo a parlamentar, a convocação busca ampliar a transparência e fortalecer o acompanhamento das ações do Poder Executivo diante do aumento da demanda social relacionada à população em vulnerabilidade.

“O Poder Legislativo tem o dever de fiscalizar e acompanhar de perto as políticas públicas executadas pelo município, especialmente em temas sensíveis como a assistência às pessoas em situação de rua”, destaca o documento apresentado pela vereadora.

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Lideranças do agro destacam decisões de MT sobre Fethab I agro.mt

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O presidente da Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte), Moisés Debastiani, afirmou que os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso têm chegado também a regiões mais afastadas dos principais eixos de desenvolvimento.

A fala ocorreu durante a abertura da Norte Show 2026, nesta terça-feira (21), em Sinop.

“Às vezes a gente não percebe o que está sendo feito nos rincões do Estado. Para quem está aqui no eixo da BR-163, a duplicação já é uma realidade, mas o trabalho chega também ao interior. Eu tenho propriedade em Feliz Natal e sei o quanto aquele asfalto até a linha fez diferença para nós”, afirmou.

Moisés também destacou a importância da atuação conjunta entre entidades e poder público para atender demandas da população e do setor produtivo.

“As associações têm o papel de levar as demandas para quem pode resolver. Muitas melhorias, como infraestrutura e serviços, passam pelas decisões políticas”, disse.

Já o presidente do Sindicato Rural do município, Ilson José Redivo, destacou medidas recentes do Governo do Estado voltadas ao setor produtivo, especialmente em um cenário de custos elevados e dificuldades econômicas.

“Quero agradecer ao governador Otaviano Pivetta pela decisão de congelar o Fethab neste ano e por não reeditar o Fethab 2. O setor está passando por um momento difícil, com custo alto de insumos e preços baixos dos produtos, e essa decisão mostra sensibilidade com quem está produzindo”, afirmou.

Segundo ele, o momento exige equilíbrio para garantir a continuidade da produção no campo. “A gente entende que é um cenário que vai se ajustar, mas essas medidas ajudam o produtor a seguir trabalhando”, completou Redivo.

 

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