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Conab mira exportar excedente da agricultura familiar nacional à Argentina

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou de missão institucional na Argentina para ampliar as possibilidades de inserção de produtos da agricultura familiar brasileira no mercado internacional.
A agenda ocorreu entre os dias 23 e 25 de junho, na cidade de La Plata, capital da província de Buenos Aires.
A iniciativa busca estabelecer parcerias com a Obrera, a segunda maior cooperativa de consumo da América Latina e com a Federação Argentina das Cooperativas de Consumo, que, juntas, reúnem cerca de 3,8 milhões de consumidores associados.
A ação envolveu ainda representantes da União das Cooperativas da Agricultura Familiar (Unicafes), da União Nacional das Cooperativas da Reforma Agrária Popular do Brasil (Unicrab), da empresa Raízes do Campo (SP) e da Cooperativa Copterra (ES). Juntas, essas entidades representam 880 cooperativas e aproximadamente 90 mil associados em todo o país.
“Foi um momento bastante importante para conhecermos o público consumidor da Argentina e as possibilidades da agricultura familiar brasileira fornecer alimentos de qualidade. Ficamos bastante esperançosos de fechar, nos próximos dias, uma relação comercial sólida e uma parceria promissora com a Argentina”, avaliou a diretora da Raízes do Campo, Carla Guindani.
Agricultura familiar brasileira
Durante a missão na Argentina, foram apresentados alimentos produzidos pela agricultura familiar brasileira, como arroz orgânico, pimenta-do-reino, chocolate, palmito, castanha de caju, sucos, geleias, canjiquinha, fubá de milho e frutas desidratadas.
De acordo com os integrantes brasileiros da missão, os produtos foram avaliados positivamente pelos representantes argentinos quanto à qualidade e apresentação.
O presidente da Conab, Edegar Pretto, conta que a iniciativa integra a estratégia institucional da Companhia de apoio à estruturação de mercados para a agricultura familiar, promovendo a geração de renda, a diversificação da produção e o desenvolvimento regional.
A expectativa é de que os entendimentos iniciados resultem, nas próximas semanas, na formalização de parcerias comerciais entre cooperativas brasileiras e entidades argentinas.
A missão dá continuidade às tratativas iniciadas em maio, durante reunião realizada na sede da Companhia, em Brasília, com representantes da Cooperativa Obrera e de organizações da agricultura familiar nacional. As negociações seguem em curso para definição dos termos operacionais da cooperação.
Ainda em solo argentino, o presidente da Conab reuniu-se com representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário da Província de Buenos Aires para tratar de possíveis iniciativas de cooperação técnica entre os dois governos.
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Soja: veja como ficaram as cotações no fechamento de hoje

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com pouco reporte de negócios, mantendo o ritmo observado nos últimos dias. De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, as cotações oscilaram entre estáveis e mais altas no mercado físico, sustentadas pela demanda local em algumas regiões.
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Silveira destaca que o basis favoreceu a alta das cotações em algumas praças, como Minas Gerais, movimento também observado em outras regiões.
Em Chicago, a sessão foi marcada por oscilações contidas, enquanto o dólar recuou e os prêmios permaneceram firmes, praticamente nos mesmos níveis registrados ao longo da semana.
“Sem muitas novidades, com o relatório da próxima semana pela frente, ninguém quis fazer grandes movimentos”, resume o analista.
Preço da saca de soja hoje
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 139 para R$ 138
- Santa Rosa (RS): passou de R$ 140 para R$ 139
- Cascavel (PR): permaneceu em R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 129
- Dourados (MS): caiu de R$ 129 para R$ 128
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 127 para R$ 129
- Porto de Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 145
- Porto de Rio Grande (RS): seguiu em R$ 145
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas semanais – a posição novembro teve queda semanal de 0,95%. Em dia volátil, a previsão de clima favorável para o cinturão produtor dos Estados Unidos acabou preponderando e pressionou as cotações.
As perdas foram limitadas pela recuperação do petróleo e pela boa demanda chinesa pela soja americana, o que colocou os contratos boa parte do dia no território positivo.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 238.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.
As importações de soja em grão pela China no mês de julho somaram 11,48 milhões de toneladas, 1,6% inferior ao mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, as importações chinesas somaram 60,51 milhões de toneladas, ante 61,05 milhões em igual momento de 2025, o que representa um aumento de 0,7%.
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,76 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,91 1/4 por bushel, com retração de 1,50 centavo de dólar ou 0,12%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 1,01% a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,88 centavos de dólar, com ganho de 0,51 centavo ou 0,75%.
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Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul

As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.
De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.
O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.
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Na região de Santa Rosa, 6% das lavouras de trigo ingressaram na fase de floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou o acamamento das plantas. Ainda assim, a Emater registra expectativa de recuperação da maior parte do potencial produtivo.
O cenário da semana no Rio Grande do Sul combina bom desenvolvimento das lavouras de trigo com limitações operacionais provocadas pelas chuvas, enquanto parte das áreas mais avançadas já inicia fases reprodutivas e de floração.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Agro Mato Grosso
Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

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