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4 de novembro de 2026

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A ascensão das agritechs em MT: como a tecnologia está transformando o campo no coração do Brasil

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Mato Grosso há muito tempo é o celeiro do Brasil, produzindo volumes recordes de soja, milho e gado. Mas agora, outra “safra” está crescendo rapidamente na região: a tecnologia. Nos últimos anos, as agritechs (startups focadas em inovação agrícola) começaram a transformar a maneira como se faz agricultura no coração do país.

De drones que monitoram lavouras a decisões de plantio baseadas em dados e análises de solo com inteligência artificial, Mato Grosso vive uma revolução digital silenciosa, porém poderosa. No centro dessa transformação está Cuiabá, onde empreendedores locais, universidades e investidores estão ajudando a impulsionar a economia regional rumo ao futuro.

Um dos destaques dessa nova onda é a BovControl, uma startup que utiliza tecnologia blockchain para melhorar a rastreabilidade da cadeia produtiva, o controle de qualidade e a inteligência de mercado. Sua plataforma ajudou a aumentar a eficiência da pecuária em até 20%, oferecendo aos pecuaristas melhores ferramentas para gerenciar seus rebanhos e atender a padrões internacionais.

Ainda assim, apesar do tamanho do rebanho, Mato Grosso fica atrás de alguns concorrentes globais em produtividade. Um exemplo marcante vem do estado americano de Nebraska, que produz mais carne bovina que Mato Grosso com um rebanho quase seis vezes menor. Enquanto Nebraska abateu 6,9 milhões de cabeças em 2022,

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Mato Grosso processou apenas 5,7 milhões, mesmo tendo um rebanho de 34 milhões de cabeças, contra 6,5 milhões em Nebraska. Isso destaca a necessidade urgente de inovação e de maior eficiência na pecuária brasileira.

A combinação única de vastas áreas agrícolas e o aumento do acesso à internet no estado está criando um terreno fértil para que essas soluções digitais floresçam.

Por que agora?

O avanço das agritechs não é apenas sobre inovação, é uma questão de sobrevivência e sustentabilidade. Nos últimos anos, os produtores mato-grossenses enfrentaram desafios crescentes: clima imprevisível, custos de produção em alta e pressão cada vez maior por responsabilidade ambiental.

A tecnologia oferece respostas concretas. Ferramentas como sensores de solo conectados à internet (IoT), mapeamento remoto por drones e sistemas de rastreabilidade baseados em blockchain estão ajudando os produtores a se tornarem mais eficientes e a reduzir desperdícios.

Mas o caminho à frente ainda tem obstáculos. O acesso à venture capital é limitado no interior do Brasil, e muitas propriedades familiares ainda enfrentam dificuldades com infraestrutura básica, como internet de qualidade e capacitação em ferramentas digitais.

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Concorrência global: um sinal de alerta

À medida que os mercados se tornam mais competitivos, o Brasil já não concorre apenas consigo mesmo. Países como Estados Unidos, Austrália e até mesmo o Uruguai estão adotando agritechs em ritmo acelerado, tornando seus sistemas de produção mais enxutos, inteligentes e lucrativos. Sem investimentos semelhantes em inovação e eficiência, regiões como Mato Grosso correm o risco de perder espaço no comércio internacional, especialmente em mercados que exigem rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade constante.

Essa pressão competitiva tornou-se hoje um dos principais impulsionadores da transformação digital no campo, envolvendo tanto o setor público quanto a iniciativa privada no Brasil.

O que vem pela frente?

Com o avanço contínuo das agritechs, Cuiabá está prestes a se tornar não apenas um portal de entrada para o Cerrado, mas um portal para o futuro da agricultura brasileira. Com o apoio certo de instituições públicas, investidores e centros de pesquisa, startups locais podem liderar o país rumo a um modelo agrícola mais sustentável e baseado em dados.

E para uma região que ajuda a alimentar milhões, isso é mais do que um bom negócio, é uma missão.

 

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CPI da Saúde aprova convocação de secretária adjunta e suspeito por fraudes em MT

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Depoimentos de Ivone Lúcia Rosset Rodrigues e Daoud Mohd Khamis Jaber ocorrem na próxima semana; relator deve receber documentação para votação em dezembro

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde aprovou, nesta quarta-feira (4), dois requerimentos de convocação para a oitiva da secretária adjunta de Finanças da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Ivone Lúcia Rosset Rodrigues, e de Daoud Mohd Khamis Jaber Abdallah, suspeito de cometer fraudes na abertura de empresa para obter contratos milionários em Mato Grosso. Os depoimentos devem ocorrer na próxima semana.

“Essa reunião de hoje foi relâmpago. Aprovamos a convocação dos dois últimos depoentes e espero que sejam os últimos, a não ser que surjam fatos relevantes. Logo, pretendemos entregar toda a documentação ao relator da comissão, o deputado estadual Beto Dois a Um (União), e espero que até o dia 15 de dezembro possamos encerrar a CPI com a aprovação do relatório”, explicou o presidente da CPI da Saúde, deputado estadual Wilson Santos (PSD).

O parlamentar justificou a convocação de Ivone Lúcia pelo fato de ela ser a responsável por toda a área de contratação da SES no período investigado entre 2019 a 2025. “É nesta Secretaria que aconteciam os empenhos, as liquidações, os pagamentos e o reconhecimento de dívidas. Então, nesses quase oito anos, ela foi a responsável por contratações e pagamentos na SES e o objeto principal da CPI é averiguar toda a movimentação financeira da pasta”, pontuou.

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Em relação a Daoud Mohd, Wilson Santos explicou que há um conjunto de denúncias anônimas contra ele. “Temos denúncias da atuação dele como sócio de alguns agentes públicos, inclusive de servidora considerada ‘laranja’. Isso será questionado aqui durante a CPI e será averiguado. Vamos dar a oportunidade para ele se explicar diante das denúncias que a CPI recebeu”, comentou o presidente.

Com as convocações aprovadas, o colegiado negociará as datas exatas dos depoimentos para a próxima semana (11) ou para os próximos 14 dias. Assim que houver confirmação, a agenda será divulgada à imprensa e aos interessados.

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Polícia Civil cumpre mandado contra jovem de 23 anos suspeita de roubo de videogames em Cuiabá

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Nova fase da Derf investiga quadrilha que usava falsas negociações no Facebook e falsa identidade policial para atrair vítimas

A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quarta-feira (4.11), um mandado de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Armadilha, conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá para investigar a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em roubos majorados na Capital.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias tendo como alvo uma jovem, de 23 anos, investigada pela participação no roubo.

A investigação da Derf Cuiabá busca identificar os envolvidos em roubos praticados por meio de falsas negociações comerciais, utilizadas para atrair as vítimas. Segundo a apuração, os crimes eram cometidos com emprego de armas de fogo, grave ameaça e participação de mais de uma pessoa.

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A ordem judicial foi cumprida em um condomínio residencial localizado no bairro Chácara dos Pinheiros, na Capital. Durante as diligências, os policiais civis apreenderam um veículo automotor utilizado pela investigada, além de aparelhos eletrônicos que poderão contribuir para o avanço das investigações.

A nova fase da operação tem como objetivo aprofundar a apuração sobre a participação dos investigados, identificar possíveis conexões entre os crimes e reunir novos elementos probatórios. O veículo e os aparelhos eletrônicos apreendidos serão submetidos às análises pertinentes, visando ao esclarecimento da dinâmica criminosa e à eventual identificação de outros participantes.

Roubo

O crime ocorreu no dia 6 de agosto de 2026, quando a vítima anunciou a venda de um videogame PlayStation 4 na plataforma Facebook e foi contatada por um suposto comprador interessado na aquisição do equipamento.

Após a negociação, foi combinada a entrega do produto na residência da vítima. Entretanto, dois suspeitos chegaram ao endereço em um veículo Toyota Etios, de cor branca, ocasião em que um dos envolvidos, portando uma arma de fogo, anunciou o roubo.

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Durante a ação, a vítima foi obrigada a entrar na residência, de onde os criminosos subtraíram dois videogames. Os suspeitos também levaram o aparelho celular da vítima, posteriormente recuperado após ter sido arremessado sobre o telhado do imóvel durante a fuga. Um dos criminosos teria se identificado falsamente como policial e agido mediante grave ameaça, afirmando que atiraria na cabeça da vítima.

As diligências investigativas apontaram indícios da possível participação da mulher investigada na ação criminosa, circunstância que fundamentou o pedido de busca e apreensão domiciliar, posteriormente autorizado pelo Poder Judiciário.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Romildo Nogueira, a conduta demonstra a elevada violência empregada na execução do roubo, com utilização da falsa condição de agente de segurança pública para intimidar a vítima e impedir qualquer reação. “O suspeito estava acompanhado de uma mulher que utilizava capuz, responsável pela condução do veículo”, disse o delegado.

Operação Armadilha

Deflagrada em 19 de outubro, a Operação Armadilha apura uma série de roubos envolvendo falsas negociações de compra de mercadorias, principalmente aparelhos eletrônicos, celulares e produtos comercializados por empresas.

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O grupo entrava em contato com vendedores ou representantes comerciais, demonstrava interesse na aquisição dos produtos e combinava locais para a entrega. No encontro, as vítimas eram surpreendidas, geralmente sob ameaça de armas de fogo e pela atuação conjunta dos envolvidos. Em seguida, os suspeitos levavam as mercadorias e fugiam em veículos utilizados nos crimes.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou ocorrências com características semelhantes em diferentes regiões de Cuiabá, o que indicou a possível participação dos mesmos integrantes nos roubos.

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Seciteci inicia cursos de qualificação para 116 detentos na Penitenciária Central e presídio feminino em Cuiabá

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Ações do PEQ Prisional oferecem formação de 160 horas em costura e construção civil, com meta de capacitar 1.800 pessoas no Estado

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) iniciou, nesta quarta-feira (4.11), cinco cursos de qualificação profissional destinados a pessoas privadas de liberdade na Penitenciária Central do Estado (PCE) e na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A iniciativa é realizada em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) e a Fundação Nova Chance (Funac), por meio do Programa Estadual de Qualificação Profissional (PEQ).

Na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, foram abertas duas turmas de Costura e uma de Costureiro Industrial, com 76 mulheres privadas de liberdade. Já na Penitenciária Central do Estado (PCE), 40 alunos participarão dos cursos de Costureiro Industrial e Operador de Betoneira e Argamassadeira. As formações oferecem conhecimentos técnicos e práticos para facilitar o acesso dos participantes ao mercado de trabalho após o cumprimento da pena.

Os cursos têm carga horária de 160 horas, distribuídas entre aulas práticas e teóricas, no final do curso todos recerão certificados de conclusão. Na PCE, dois internos atuarão como instrutores, compartilhando conhecimentos e contribuindo para a capacitação dos demais participantes.

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O diretor da Penitenciária Central do Estado, Lucivaldo Arruda, destacou a importância da iniciativa para o processo de ressocialização e para a valorização das habilidades dos próprios internos.

“Estamos inaugurando dois cursos importantes para a nossa unidade, com a participação de pessoas privadas de liberdade que também atuarão como instrutores, capacitando outros internos. Essa é uma oportunidade de ampliar horizontes e oferecer uma nova direção para que possam retornar à sociedade e construir uma vida mais digna”, afirmou.

Já a diretora da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, Keily Marques, destacou a adesão voluntária das participantes e o protagonismo das próprias custodiadas na transmissão dos conhecimentos.

“Hoje celebramos o início de um novo ciclo na vida de 76 mulheres custodiadas pelo Estado, que se voluntariaram para participar dos cursos de capacitação e qualificação profissional em corte e costura. Teremos como multiplicadoras de conhecimento as próprias mulheres privadas de liberdade da nossa unidade”, destacou.

O reeducando R.*, que participa da organização das atividades de costura e atuará na formação dos demais internos, destacou que a iniciativa representa uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento profissional, tanto para ele quanto para os demais participantes.

“Eu não tinha experiência nenhuma e tive essa oportunidade anteriormente e aprendi muita coisa. Estou abraçando esse projeto e espero contribuir para que ele cresça dentro da unidade e ofereça oportunidades a outros reeducandos. Temos espaço, equipamentos e pessoas para desenvolver esse trabalho. Queremos atender às demandas internas e, futuramente, também produzir para empresas”, relatou.

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Expectativa de 1.800 novos profissionais qualificados

O PEQ Prisional prevê a qualificação de 1.800 pessoas privadas de liberdade em Mato Grosso, por meio de cursos ofertados em diferentes unidades do sistema penitenciário estadual. A iniciativa contempla áreas como costura industrial, marcenaria, mecânica, metalurgia, administração e contabilidade, entre outras, considerando diferentes possibilidades de atuação profissional.

De acordo com o coordenador-geral do PEQ, professor Xisto Rodrigues, a iniciativa representa uma oportunidade de transformar a realidade das pessoas atendidas por meio da educação e da profissionalização.

“A qualificação profissional faz parte do processo de reinserção social. Nosso objetivo é que essas pessoas possam retornar à sociedade com melhores oportunidades de trabalho, condições de construir uma trajetória profissional e perspectivas de vida que contribuam para reduzir a reincidência criminal”, destacou.

Além das unidades de Cuiabá, o PEQ Prisional contempla estabelecimentos penitenciários de outros municípios. Algumas turmas já iniciaram suas atividades em Barra do Garças e Rondonópolis, enquanto novas formações estão previstas para começar em outras unidades do estado.

Para o presidente da Fundação Nova Chance (Funac), Winkler de Freitas, a parceria entre Seciteci, Sejus e Fundação Nova Chance reforça a importância da atuação integrada entre as instituições públicas para a promoção de políticas de ressocialização. “A iniciativa reconhece a educação e o trabalho como instrumentos fundamentais para a reconstrução de trajetórias e para a ampliação das possibilidades de autonomia econômica”, ressaltou.

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Com a execução do PEQ Prisional, o Governo de Mato Grosso busca fortalecer a política de qualificação profissional no sistema penitenciário, contribuindo para que o período de cumprimento da pena também represente uma oportunidade de aprendizagem, desenvolvimento de habilidades e preparação para o retorno ao convívio social.

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