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18 de julho de 2026

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A ascensão das agritechs em MT: como a tecnologia está transformando o campo no coração do Brasil

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Mato Grosso há muito tempo é o celeiro do Brasil, produzindo volumes recordes de soja, milho e gado. Mas agora, outra “safra” está crescendo rapidamente na região: a tecnologia. Nos últimos anos, as agritechs (startups focadas em inovação agrícola) começaram a transformar a maneira como se faz agricultura no coração do país.

De drones que monitoram lavouras a decisões de plantio baseadas em dados e análises de solo com inteligência artificial, Mato Grosso vive uma revolução digital silenciosa, porém poderosa. No centro dessa transformação está Cuiabá, onde empreendedores locais, universidades e investidores estão ajudando a impulsionar a economia regional rumo ao futuro.

Um dos destaques dessa nova onda é a BovControl, uma startup que utiliza tecnologia blockchain para melhorar a rastreabilidade da cadeia produtiva, o controle de qualidade e a inteligência de mercado. Sua plataforma ajudou a aumentar a eficiência da pecuária em até 20%, oferecendo aos pecuaristas melhores ferramentas para gerenciar seus rebanhos e atender a padrões internacionais.

Ainda assim, apesar do tamanho do rebanho, Mato Grosso fica atrás de alguns concorrentes globais em produtividade. Um exemplo marcante vem do estado americano de Nebraska, que produz mais carne bovina que Mato Grosso com um rebanho quase seis vezes menor. Enquanto Nebraska abateu 6,9 milhões de cabeças em 2022,

Mato Grosso processou apenas 5,7 milhões, mesmo tendo um rebanho de 34 milhões de cabeças, contra 6,5 milhões em Nebraska. Isso destaca a necessidade urgente de inovação e de maior eficiência na pecuária brasileira.

A combinação única de vastas áreas agrícolas e o aumento do acesso à internet no estado está criando um terreno fértil para que essas soluções digitais floresçam.

Por que agora?

O avanço das agritechs não é apenas sobre inovação, é uma questão de sobrevivência e sustentabilidade. Nos últimos anos, os produtores mato-grossenses enfrentaram desafios crescentes: clima imprevisível, custos de produção em alta e pressão cada vez maior por responsabilidade ambiental.

A tecnologia oferece respostas concretas. Ferramentas como sensores de solo conectados à internet (IoT), mapeamento remoto por drones e sistemas de rastreabilidade baseados em blockchain estão ajudando os produtores a se tornarem mais eficientes e a reduzir desperdícios.

Mas o caminho à frente ainda tem obstáculos. O acesso à venture capital é limitado no interior do Brasil, e muitas propriedades familiares ainda enfrentam dificuldades com infraestrutura básica, como internet de qualidade e capacitação em ferramentas digitais.

Concorrência global: um sinal de alerta

À medida que os mercados se tornam mais competitivos, o Brasil já não concorre apenas consigo mesmo. Países como Estados Unidos, Austrália e até mesmo o Uruguai estão adotando agritechs em ritmo acelerado, tornando seus sistemas de produção mais enxutos, inteligentes e lucrativos. Sem investimentos semelhantes em inovação e eficiência, regiões como Mato Grosso correm o risco de perder espaço no comércio internacional, especialmente em mercados que exigem rastreabilidade, sustentabilidade e qualidade constante.

Essa pressão competitiva tornou-se hoje um dos principais impulsionadores da transformação digital no campo, envolvendo tanto o setor público quanto a iniciativa privada no Brasil.

O que vem pela frente?

Com o avanço contínuo das agritechs, Cuiabá está prestes a se tornar não apenas um portal de entrada para o Cerrado, mas um portal para o futuro da agricultura brasileira. Com o apoio certo de instituições públicas, investidores e centros de pesquisa, startups locais podem liderar o país rumo a um modelo agrícola mais sustentável e baseado em dados.

E para uma região que ajuda a alimentar milhões, isso é mais do que um bom negócio, é uma missão.

 

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Agro Mato Grosso

Duas pessoas morrem em acidente com carro de polícia, caminhão de lixo e outros dois veículos em MT; vídeos

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Um acidente envolvendo quatro veículos deixou duas pessoas mortas e duas feridas nesta , no km 400 da BR-174, em Nova Lacerda (MT), nesta sexta-feira (17). A colisão também envolveu uma viatura da Polícia Militar e provocou a interdição total da rodovia. As vítimas fatais e os feridos ainda não tiveram as identidades divulgadas.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a viatura da Polícia Militar estava entre os veículos envolvidos na batida. Segundo a PM, os policiais que ocupavam o veículo não sofreram ferimentos e passam bem. (video abaixo)

Ainda conforme a PRF, duas pessoas ficaram feridas, foram socorridas e encaminhadas ao hospital de Nova Lacerda. Outras duas vítimas morreram ainda no local do acidente.

Com o impacto da colisão, um incêndio atingiu os veículos envolvidos. O Corpo de Bombeiros e caminhões-pipa foram acionados para combater as chamas, enquanto equipes da PRF realizaram o isolamento da área e o controle do tráfego.

Acidente interdita BR-174 após deixar dois mortos. — Foto: Reprodução

A pista permanece totalmente interditada para os trabalhos de perícia e remoção dos veículos. A Polícia Judiciária Civil (PJC) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas para apurar as circunstâncias do acidente.

VIDEO:

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Alexandre de Moraes retira tornozeleira de dois mato-grossenses condenados pelo STF

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Decisão elimina tornozeleira e recolhimento domiciliar, mas mantém outras restrições

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o fim do uso de tornozeleira eletrônica e do recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana de dois moradores de Mato Grosso condenados por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. As decisões foram assinadas na última quarta-feira (15).

Os beneficiados são Vanderlei Gralak, morador de Sorriso, e Ceila Michelle Pilocelli, de Juara. Ambos haviam sido condenados pelo STF pelos crimes de associação criminosa e incitação ao crime, em razão da participação nos atos que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A pena de um ano de prisão aplicada aos dois foi convertida em medidas restritivas de direitos. Entre as determinações impostas estão a realização de 225 horas de serviços comunitários, participação obrigatória em curso sobre Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado, além do pagamento de 20 dias-multa.

Ao analisar os pedidos, Moraes ressaltou que os condenados cumpriram regularmente as determinações judiciais durante o período de monitoramento. Segundo o ministro, Vanderlei permaneceu sob as medidas desde março de 2023 sem registros de descumprimentos relevantes, enquanto Ceila também observou integralmente as obrigações impostas ao longo de aproximadamente três anos.

Embora tenha retirado a tornozeleira eletrônica e encerrado a obrigação de permanência em casa durante a noite e nos fins de semana, o ministro manteve o restante das restrições. Os dois continuam proibidos de usar redes sociais, deixar a comarca onde residem ou sair do país, permanecem com os passaportes suspensos e não podem manter contato com outros investigados relacionados ao caso.

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Operação Lei Seca prende oito pessoas e remove 44 veículos na Avenida Carmindo de Campos

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Fiscalização ocorreu entre a noite de quinta (16) e a madrugada desta sexta-feira (17) no bairro Grande Terceiro. Mais de 170 testes de bafômetro foram realizados

Lei Seca resulta na prisão de oito pessoas durante fiscalização em Cuiabá
Foram fiscalizados 171 veículos e realizados 176 testes de alcoolemia, que resultaram na emissão de 88 Autos de Infração de Trânsito

A Operação Lei Seca realizada entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira (16 e 17.7), em Cuiabá, resultou na prisão de oito pessoas e abordagem de 171 veículos. A fiscalização aconteceu na Avenida Carmindo de Campos, no bairro Grande Terceiro.

Do total de prisões, cinco ocorreram por embriaguez ao volante, uma por embriaguez ao volante associada à direção perigosa, uma por entregar veículo a pessoa não habilitada ou sem condições de dirigir e uma em cumprimento de mandado de prisão.

Conforme balanço do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), foram fiscalizados 171 veículos e realizados 176 testes de alcoolemia, que resultaram na emissão de 88 Autos de Infração de Trânsito (AITs).

Dos autos de infração confeccionados, 16 foram por conduzir veículo sob efeito de álcool, cinco por recusa ao teste de alcoolemia, 15 por conduzir veículo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), 27 por veículos sem registro ou licenciamento e 25 por infrações diversas.

Do total de veículos abordados, 63 foram autuados e 44 removidos, sendo 33 carros e 11 motocicletas.

A Operação Lei Seca é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), por meio do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e realizada em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e demais órgãos parceiros.

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