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Governo de MT lança operação de combate aos incêndios no Pantanal

A ação leva em consideração as condições climáticas, que apontam para estiagem severa nos próximos meses
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso iniciará, nesta terça-feira (24.6), a operação integrada de combate aos incêndios florestais no Pantanal mato-grossense. O lançamento da operação será feito no aeródromo do Sesc Pantanal, em Poconé, às 9h30.
A ação leva em consideração as condições climáticas, que apontam para estiagem nos próximos meses, conforme monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A operação será coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Serviço
Lançamento da Operação de Combate aos Incêndios no Pantanal 2025
Data e hora: terça-feira (24.06), às 9h30
Local: Aeródromo do Sesc Pantanal, Estrada Parque Porto Cercado, em Poconé
Agro Mato Grosso
Pulgão-dos-cereais apresenta novas mutações ligadas à resistência

Estudo detecta variantes M918L e L932F em Sitobion avenae coletado na Irlanda
Pesquisadores identificaram pela primeira vez as mutações M918L e L932F no canal de sódio dependente de voltagem do pulgão-dos-cereais Sitobion avenae. As alterações apareceram em amostras coletadas na Irlanda entre 2022 e 2023. Ambas já haviam sido associadas à menor sensibilidade a piretroides em outras espécies de insetos. O impacto sobre a resistência em campo de Sitobion avenae ainda permanece desconhecido (doi 10.1002/ps.71178).
Variante de resistência
A mutação M918L corresponde a uma variante de resistência conhecida como super-kdr. O estudo encontrou essa alteração em três indivíduos. Dois vieram de uma torre de sucção instalada em Carlow, em 2022. O terceiro veio de Dublin, em 2023. Todos apresentaram a mutação em condição heterozigota.
Os dois exemplares de Carlow carregavam uma alteração do códon ATG para CTG. O indivíduo de Dublin apresentou mudança de ATG para TTG. As duas alterações resultaram na substituição do aminoácido metionina por leucina na posição 918.
A mutação L932F apareceu em um único espécime coletado em Carlow, em 2022. O indivíduo também carregava a mutação L1014F, já associada à resistência do tipo kdr. A variante L932F promove a substituição de leucina por fenilalanina na posição 932.
Reação em cadeia
Os cientistas confirmaram as mutações M918L e L932F por reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa e sequenciamento de alta profundidade. A validação utilizou o RNA extraído dos quatro exemplares portadores das alterações.
O trabalho analisou regiões do gene do canal de sódio dependente de voltagem. Esse canal representa o sítio de ação dos piretroides. Os inseticidas desse grupo interferem na função nervosa dos insetos e provocam paralisia e morte.
Espécimes avaliados
A equipe examinou 539 espécimes na região associada à super-kdr. O sequenciamento identificou 24 haplótipos. Um deles predominou na população analisada. A mutação M918L apareceu em dois haplótipos distintos.
O estudo também avaliou a mutação L1014F. Os pesquisadores conseguiram determinar a presença ou ausência dessa alteração em 366 amostras. Sessenta e cinco indivíduos coletados entre 2022 e 2024 carregavam a variante. Os exemplares resistentes ocorreram em todas as regiões e anos avaliados.
As amostras vieram de torres de sucção instaladas em Carlow, Dublin e Castlemartyr, no condado de Cork. Os equipamentos coletaram pulgões em voo a uma altura de doze vírgula dois metros. Os insetos passaram por identificação taxonômica e conservação em etanol antes das análises moleculares.
Levantamentos anteriores
A frequência da substituição L1014F manteve valores compatíveis com levantamentos anteriores realizados na Irlanda e no Reino Unido. Os dados não mostraram evidência forte de aumento da frequência de kdr, mesmo após a maior dependência de piretroides no manejo de pulgões em cereais.
A maior parte dos indivíduos com L1014F integrou um mesmo agrupamento genético. Esse grupo também incluiu um exemplar da linhagem laboratorial SA3, considerada uma das principais linhagens resistentes presentes no Reino Unido e na Irlanda. Outros indivíduos com L1014F surgiram fora desse agrupamento.
Aumento de resistência
Em Sitobion avenae, a mutação L1014F em condição heterozigota já foi relacionada a aumento próximo de quarenta vezes na resistência à lambda-cialotrina. Os pesquisadores destacam, porém, a ausência de indivíduos homozigotos detectados em campo. Essa limitação impede a avaliação direta da sensibilidade desses genótipos aos piretroides.
Em outras espécies de afídeos, a M918L apresenta relação com resistência elevada a piretroides dos tipos um e dois. Estudos com Rhopalosiphum padi associaram a alteração a resistência de 194,7 vezes à lambda-cialotrina. Os mesmos trabalhos apontaram custos biológicos, com redução de longevidade e fecundidade na ausência de pressão de seleção.
A ocorrência em amostras arquivadas impede a determinação imediata da resposta desses indivíduos aos inseticidas. O estudo recomenda novas coletas nas áreas próximas às torres de Carlow e Dublin. Os cientistas também indicam bioensaios de sensibilidade e avaliações de custo adaptativo.
O monitoramento regular pode revelar a incidência e a disseminação de linhagens resistentes. As torres de sucção oferecem vigilância independente das práticas de manejo e permitem a detecção antecipada de mecanismos de resistência. Esse acompanhamento ganha importância diante do número limitado de modos de ação disponíveis para o controle de pulgões em cereais.
Agro Mato Grosso
Soja sobe 10% em MT, a saca passou de R$ 115 para R$ 127 I MT

Julho trouxe um alívio para os produtores de soja. Depois de meses marcados por margens apertadas e cautela nos negócios, os preços reagiram nas principais regiões produtoras do país, impulsionados pela valorização da commodity na Bolsa de Chicago e pela firmeza dos prêmios de exportação.
Em Mato Grosso, principal produtor nacional da oleaginosa, a valorização foi expressiva. Em Rondonópolis, uma das principais referências de comercialização do estado, a saca passou de R$ 115 para R$ 127 ao longo do mês, alta superior a 10%.
O movimento acompanhou a recuperação observada em outras regiões do país. Em Passo Fundo (RS), os preços avançaram de R$ 129 para R$ 140 por saca. Em Cascavel (PR), a cotação passou de R$ 124 para R$ 134. Já no Porto de Paranaguá, importante referência para exportação, a saca alcançou R$ 145.
Apesar do cenário positivo no mercado atual, produtores e consultorias já direcionam a atenção para os desafios que poderão marcar a safra 2026/27.
Mercado internacional impulsionou as cotações
Grande parte da valorização observada em julho teve origem no mercado externo.
Na Bolsa de Chicago, os contratos mais negociados registraram alta de 4,26% no acumulado do mês, encerrando julho próximos de US$ 11,92 por bushel. Em alguns momentos, as cotações chegaram a superar US$ 12,50, alcançando os melhores níveis em mais de dois anos.
A recuperação foi sustentada por três fatores principais: a valorização do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio, o aumento da demanda chinesa pela soja norte-americana e as preocupações com o clima nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos.
O mercado agora acompanha com atenção o mês de agosto, considerado decisivo para a definição do potencial produtivo da safra norte-americana. Qualquer mudança climática relevante pode provocar novas oscilações nos preços internacionais.
Mato Grosso deve ampliar área plantada
Mesmo diante das incertezas, a expectativa é que Mato Grosso continue expandindo sua área de cultivo.
As projeções indicam crescimento próximo de 1,5% na área destinada à soja na próxima temporada. O avanço reflete a força do agronegócio mato-grossense e os bons resultados produtivos obtidos nas últimas safras.
A elevada produtividade registrada recentemente ajudou muitos produtores a equilibrar custos e receitas, permitindo a continuidade dos investimentos, embora com rentabilidade mais apertada do que em anos anteriores.
Clima preocupa produtores
Se os preços trouxeram boas notícias em julho, o clima aparece como a principal preocupação para os próximos meses.
A possibilidade de formação de um evento El Niño mais intenso coloca o mercado em alerta. O fenômeno pode afetar justamente os períodos mais importantes para o desenvolvimento da soja no Brasil, influenciando diretamente a produtividade das lavouras.
Embora ainda não haja previsão de quebra de safra, especialistas avaliam que os rendimentos da temporada 2026/27 podem ficar abaixo dos níveis excepcionais registrados recentemente.
Fertilizantes continuam pressionando custos
Outro desafio está nos custos de produção.
Os fertilizantes acumularam altas importantes ao longo do primeiro semestre, elevando o custo de implantação da nova safra. Em algumas regiões, produtores já reavaliam estratégias de investimento para reduzir despesas e preservar margens.
A preocupação é que cortes em tecnologia, manejo ou adubação possam limitar o potencial produtivo das lavouras.
Mercado segue atento aos próximos meses
O cenário para a soja combina fatores positivos e riscos relevantes. De um lado, preços mais altos e demanda internacional aquecida sustentam o otimismo. De outro, clima incerto e custos elevados exigem cautela dos produtores.
Para Mato Grosso, que lidera a produção nacional, os próximos meses serão decisivos para definir se a próxima safra repetirá os recordes recentes ou enfrentará um ambiente mais desafiador para a rentabilidade do campo.
Agro Mato Grosso
Fazenda em MT usa tecnologia para integrar máquinas, clima na Gestão Agrícola

O agronegócio mato-grossense avança rumo a uma nova era de eficiência produtiva. Em uma propriedade rural localizada em Pedra Preta MT), pertencente à Polato Sementes, um ecossistema tecnológico integrado passou a monitorar mais de 50 máquinas agrícolas em tempo real, combinando dados meteorológicos, telemetria e plataformas digitais para otimizar operações, reduzir desperdícios expressivos de insumos e preparar o campo para a adoção definitiva de inteligência artificial.
Toda a movimentação do maquinário — que abrange desde a localização exata no talhão e a velocidade de deslocamento até o consumo instantâneo de combustível, ocorrências mecânicas e o histórico detalhado da safra — é centralizada em um moderno centro de operações. Segundo o Head de Operações Agrícolas, Fabio Andre Schmidt, o rigor tecnológico é determinante principalmente para a rastreabilidade dos campos de sementes, permitindo o acompanhamento minucioso desde o plantio até a colheita para preservar o padrão final do produto.
A transição do modelo tradicional para a chamada “agricultura de decisão” permitiu à empresa transformar um enorme volume de dados brutos em inteligência gerencial. Por meio de painéis de Business Intelligence (BI), a equipe técnica consegue cruzar variáveis climáticas, produtividade histórica e desempenho operacional para embasar escolhas logísticas e agronômicas com rapidez.
Um exemplo prático dessa guinada analítica ocorreu na reestruturação do parque de maquinários. Após cotejar o rendimento operacional de duas plantadeiras de portes diferentes, a equipe constatou que o modelo maior, de 48 linhas, sofria paralisações constantes devido ao acúmulo de palhada, entregando um volume de trabalho equivalente ao de uma máquina de 35 linhas, porém com maior desgaste mecânico e consumo elevado de combustível. Com base nessa constatação empírica baseada em dados, a frota foi padronizada com o modelo menor para maximizar a eficiência.
Os ganhos também se refletem na precisão de aplicação de defensivos e na economia de insumos. Sensores embarcados automatizam o desligamento de linhas para evitar superposições de sementes, enquanto pulverizadores direcionados aplicam produtos químicos estritamente onde há presença de plantas daninhas, alcançando reduções que chegam a impressionantes 90% em determinadas operações localizadas.
Conectividade própria e inovação desenvolvida internamente
Para garantir que o fluxo de informações ocorra sem interrupções em áreas extensas, a empresa investiu na instalação de torres exclusivas de comunicação nas fazendas. Essa infraestrutura de rede robusta sustenta não apenas o monitoramento de telemetria, mas também soluções de software criadas internamente.
A equipe de programação da empresa desenvolveu um sistema proprietário que dispara alertas instantâneos via WhatsApp para os responsáveis operacionais assim que identifica anomalias, como paradas imprevistas de maquinário, falhas mecânicas ou necessidades de manutenção preventiva. Com essa agilidade na resposta, evitam-se prejuízos financeiros e quedas no rendimento da lavoura, consolidando o uso de dados integrados como base para o futuro sustentável da produção no estado.
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