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7 de agosto de 2026

Business

Feijões comerciais encerram mais uma semana em queda

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Por mais uma semana, os preços dos feijões de melhor qualidade seguiram firmes, enquanto os dos comerciais recuaram. É isso que mostram os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, a movimentação ocorreu com maior intensidade nas regiões em que o volume ofertado aumentou diante do avanço da colheita da segunda safra. Os pesquisadores do Cepea explicam que a disponibilidade de lotes de feijão com bom padrão segue limitada no mercado nacional. Ao mesmo tempo, os grãos comerciais registram acúmulo de oferta das safras anteriores e avanço da colheita atual. 

No campo, quase 90% da área do Paraná estava colhida até o dia 16 de junho, segundo o Deral/Seab. Em Santa Catarina, a Epagri/Cepa indicou que a colheita atingiu 94% da area. No Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar a estima que muitas regiões estejam finalizando a colheita, mas as atividades foram interrompidas e impactadas pelas chuvas constantes. 

A Conab apontou que produtores de Minas Gerais iniciaram a colheita da segunda safra e que as lavouras da Bahia apresentam bom desenvolvimento. Já a terceira safra também segue em desenvolvimento, com semeadura avançada em Minas Gerais e Bahia, e início da colheita nas áreas mais precoces de Goiás.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Business

Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul

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As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.

De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.

O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.

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Na região de Santa Rosa, 6% das lavouras de trigo ingressaram na fase de floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou o acamamento das plantas. Ainda assim, a Emater registra expectativa de recuperação da maior parte do potencial produtivo.

O cenário da semana no Rio Grande do Sul combina bom desenvolvimento das lavouras de trigo com limitações operacionais provocadas pelas chuvas, enquanto parte das áreas mais avançadas já inicia fases reprodutivas e de floração.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

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Safra recorde reduz preço do etanol em Mato Grosso para R$ 3,74 nos postos. Confira os dados de produção e o impacto da nova mistura E32.

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Agro Mato Grosso

Milho bate recorde em MT e soja segue sob influência do clima

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Imea projeta produção histórica de milho e acompanha impactos das altas temperaturas sobre a safra dos EUA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou novos relatórios de mercado para soja e milho, destacando o avanço da demanda doméstica pelo cereal em Mato Grosso e a atenção do mercado internacional às condições climáticas nos Estados Unidos, fator que segue influenciando as perspectivas para a soja.

No caso da soja, o Imea ressalta que as altas temperaturas registradas nas últimas semanas nos Estados Unidos anteciparam a floração das lavouras na região do Corn Belt, reduzindo a classificação das áreas consideradas em boas ou excelentes condições. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), esse índice passou de 70,25% no mesmo período de 2025 para 64,25% neste ano.

Apesar da deterioração das condições das lavouras, as projeções permanecem positivas. O relatório WASDE mantém a expectativa de uma safra recorde de 131,6 milhões de toneladas, 1,2 milhão de toneladas acima da estimativa divulgada no mês anterior. Ainda assim, agosto é considerado um período decisivo para a definição do potencial produtivo da soja norte-americana, mantendo o clima no centro das atenções do mercado.

Em Mato Grosso, a saca de soja encerrou a semana cotada, em média, a R$ 122,88, valorização de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. Em sentido oposto, os contratos da oleaginosa na Bolsa de Chicago recuaram 3,51%, pressionados pela queda das cotações do petróleo Brent. Já o óleo de soja registrou valorização semanal de 0,91%, alcançando média de R$ 5.964,49 por tonelada, impulsionado pela demanda externa.

Margem de esmagamento diminui

O Imea também aponta que a alta no preço da soja reduziu a rentabilidade da indústria de esmagamento em julho. A cotação média da saca atingiu R$ 116,74, maior valor registrado em 2026 até o momento, com alta de 9,49% frente a junho e de 3,91% na comparação anual.

Como consequência, a margem bruta de esmagamento caiu 20,52% em relação ao mês anterior, encerrando julho em R$ 435,43 por tonelada. Embora os preços do farelo e do óleo tenham avançado 4,46% e 0,22%, respectivamente, os reajustes não foram suficientes para compensar o aumento do custo da matéria-prima.

Segundo o Instituto, a menor disponibilidade de soja durante a entressafra deve manter os preços elevados no estado. Caso os coprodutos não acompanhem esse movimento, a tendência é de continuidade da pressão sobre as margens da indústria.

Demanda por milho cresce com expansão do etanol

No mercado de milho, o Imea revisou para cima a demanda pela safra 2024/25 em Mato Grosso, estimada agora em 54,98 milhões de toneladas, avanço mensal de 0,85%. O principal fator foi o aumento do consumo pelas usinas de etanol de milho, o que reduziu a projeção dos estoques finais para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação à estimativa anterior.

Para a safra 2025/26, o Instituto projeta continuidade da expansão do consumo interno. A demanda doméstica foi estimada em 22,10 milhões de toneladas, crescimento de 9,12% sobre o ciclo anterior, também impulsionada pela ampliação da capacidade industrial das usinas de etanol.

Além disso, a menor oferta em outros estados deve elevar o consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, aumento de 6,18%. Em contrapartida, as exportações foram projetadas em 24,10 milhões de toneladas, redução anual de 1,09%, refletindo a maior absorção da produção pelo mercado interno.

No mercado, os contratos do milho na CME Group recuaram 2,04% na semana, encerrando cotados a US$ 4,49 por bushel, diante das expectativas de ampla oferta global favorecida pelas boas condições das lavouras norte-americanas. Na B3, o cereal fechou a R$ 69,71 por saca, baixa semanal de 0,41%, acompanhando o avanço da colheita no Brasil.

Produção recorde em Mato Grosso

O Imea consolidou a área cultivada de milho da safra 2025/26 em Mato Grosso em 7,43 milhões de hectares, aumento de 2,41% sobre a temporada anterior e 7,53% acima da média dos últimos cinco anos. O volume representa a segunda maior área da série histórica do Instituto, atrás apenas da safra 2022/23.

A produtividade foi estimada em 128,67 sacas por hectare, praticamente estável em relação ao levantamento anterior. Segundo o Instituto, as boas condições climáticas ao longo do ciclo, especialmente a distribuição favorável das chuvas, sustentaram o elevado potencial produtivo.

Com isso, a produção estadual foi projetada em 57,39 milhões de toneladas, alta de 3,53% frente à safra passada e 23,85% acima da média dos últimos cinco anos, estabelecendo um novo recorde para a série histórica do Imea.

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