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3 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Mercado do milho busca equilíbrio após alta das commodities – MAIS SOJA

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Após expressiva pressão de alta, com a piora nos conflitos entre Israel e Irã, as commodities começaram a buscar equilíbrio no mercado com tendência de queda no mês. No caso do milho, o atual cenário é de cautela e volatilidade. Esta semana, a saca do cereal em Cascavel, no Paraná, é cotada a R$ 60,00 no indicador da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), com uma queda mensal acumulada de 9% na região, apesar da pressão de alta na última semana com o aumento nas tensões internacionais.

Outros estados produtores acompanham o recuo dos preços. Caso do Rio Grande do Sul, onde as cotações variam de R$ 68,50 a saca (Passo Fundo), a R$ 72,00 a saca (Júlio de Castilhos), com quedas de 4,86% e 0% no mês, respectivamente. Estados como Mato Grosso, onde a colheita está mais avançada e a logística de exportação é mais complexa, as desvalorizações são ainda mais expressivas, assim como em Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo registram desvalorizações ainda maiores, com negócios abaixo de R$ 40,00 a saca. CONFIRA O INDICADOR BBM

De acordo com o presidente da BBM, produtores, tradings e indústria acompanham atentamente aos movimentos de oferta e demanda, tanto no cenário doméstico quanto internacional, para traçar suas estratégias. “A principal razão é a colheita da ‘safrinha’. A entrada de um volume expressivo de grão no mercado, especialmente vindo das regiões centro-oeste, cria um cenário de maior oferta, impactando diretamente os preços”, detalha Christiano Erhart.

Além da oferta interna, outros fatores contribuem para essa pressão, segundo ele. Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para uma safra total de milho robusta em 2025, o que reforça a percepção de que a oferta interna será mais do que suficiente para atender à demanda. “A limitação na capacidade de armazenagem, especialmente nas regiões de maior produção, força os produtores a escoarem o cereal, aumentando a pressão vendedora no curto prazo”, complementa o dirigente.

A Bolsa de Chicago (CBOT), considerada o principal balizador dos preços globais, tem operado em patamares mais baixos em comparação com o início do ano, refletindo a expectativa de uma safra recorde nos Estados Unidos, outro grande produtor. “Embora haja a ressalva dos estoques globais mais apertados, a forte oferta americana tende a limitar altas expressivas”, explica o presidente da Bolsa. “A valorização do real frente ao dólar, embora favorável para a importação de insumos, também reduz a competitividade das exportações brasileiras de milho, desestimulando o fluxo para o mercado externo e direcionando mais volume para o consumo interno, que tem seu maior destino a produção de ração para setor avícola”, complementa.

Expectativas para 2ª Safra

As projeções da Conab indicam uma safra recorde com expectativa de colheita de mais de 100 milhões de toneladas, impulsionada pelo bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras, como o centro-oeste e partes do sudeste. Destaque para a região centro-oeste, responsável pela maior parte da safrinha, onde a expectativa, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), é de uma a colheita de 50,3 milhões de toneladas, ou seja, um acréscimo de 3,6% em relação à safra anterior. “Este aumento se deve às condições climáticas favoráveis durante o ciclo produtor, com chuvas no momento certo e menor incidência de pragas, resultando em altas produtividades. A colheita avança a passos largos região e a qualidade do grão tem sido satisfatória”, destaca o presidente da maior rede de corretoras de mercadorias do país.

E quanto aos estoques?

Os estoques de passagem de milho no Brasil, referentes à safra anterior, estavam em níveis mais apertados. No entanto, com a entrada da volumosa segunda safra, espera-se uma recomposição significativa dos volumes internos. “No curto prazo, a pressão de colheita e a necessidade de escoamento levam a um aumento dos volumes nos armazéns e pátios, situação recorrente ano após ano, isto também colabora para a pressão de baixa nos preços”, explica Erhart.

Já para o médio prazo, segundo ele, as projeções indicam que, ao final do ciclo 2025/26, os estoques finais de milho no Brasil deverão estar em um patamar mais confortável em comparação com os anos anteriores, dada a expectativa de produção que supera a demanda interna e as exportações esperadas.

Enquanto isso, no cenário internacional, os estoques finais globais de milho, como apontado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), tendem a se apertar para os menores volumes em mais de uma década. Embora a produção global seja alta, o consumo crescente, especialmente da China e para a produção de etanol, está consumindo esse volume adicional, o que pode gerar volatilidade nos preços da CBOT no longo prazo, caso a oferta não acompanhe o ritmo da demanda, de acordo com o dirigente.

Preocupações do mercado

Para o presidente da BBM, a principal preocupação do mercado de milho neste momento é a capacidade de absorção e escoamento dessa grande oferta da safrinha e a rentabilidade do produtor rural. Com preços pressionados, especialmente nas regiões produtoras, a margem de lucro do agricultor é diretamente afetada, o que pode gerar descapitalização e impactar na intenção de plantio da próxima safra. “Em conversa com a Conab, alertamos que, no Mato Grosso, a expectativa demonstra uma pressão baixista tão forte que está ocasionando uma queda nos preços abaixo do preço mínimo, situação está que exige uma atuação da Companhia na garantia de renda ao produtor rural”, avalia.

Com uma janela de exportação em um curto período pode gerar gargalos logísticos, aumentando os custos de frete e afetando a competitividade do milho brasileiro, em um cenário de preços internacionais baixos e a forte competição com outros exportadores, limitam as oportunidades de exportação, principalmente pela valorização do real frente ao Dólar, desfavorecendo as exportações e aumentando a oferta para o mercado interno.

Expectativa para longo prazo

Erhart explica que para o longo prazo, as expectativas no mercado do milho brasileiro continuam a ser de crescimento e protagonismo global, mas com a necessidade de adaptação a um cenário de maior competitividade. “O Brasil tem potencial para continuar expandindo sua área de milho e aprimorando a produtividade, consolidando-se como um dos maiores produtores e exportadores mundiais. A tecnologia e a genética serão pilares desse crescimento”, declara. O dirigente ainda explica que a demanda por milho tende a aumentar globalmente, impulsionada pelo crescimento populacional, pelo avanço da produção de proteínas animais e pela expansão do uso de milho na produção de etanol.

Questões de sustentabilidade e rastreabilidade ganharão cada vez mais relevância, exigindo que o setor se adapte a novas exigências do mercado consumidor internacional. “Na BBM, fornecemos um serviço imprescindível para esse avanço do mercado brasileiro na comercialização do milho, o Sinag – Sistema de Registros de Negócios com Produtos de Origem Agrícola -, ferramenta moderna para o registro dos negócios de commodities agrícolas”, destaca o presidente.

Como o produtor pode se proteger da pressão nos preços?

É sabido que, em um cenário de pressão de preços, a proteção da rentabilidade torna-se ferramenta imprescindível. “O ponto inicial de atenção para o produtor é o gerenciamento dos custos através de um controle rigoroso, cada linha de custo deve ser revisada e controlada cada linha de custo, desde insumos até frete e mão de obra”, alerta.

Outra dica do especialista é buscar negociação com os fornecedores e eficiências operacionais, principalmente no que tange à comercialização. “Entre as estratégias mais importantes podemos citar o hedge (fixação antecipada), as vendas escalonadas e o barter (troca), onde o produtor tem a possibilidade de trocar grãos por insumos agrícolas”, exemplifica.

Atualmente, muitas cooperativas e tradings oferecem essa modalidade, que pode fixar um preço favorável para o milho no momento da compra dos insumos. “O produtor que conseguir aliar a alta produtividade com uma estratégia de comercialização inteligente será o que melhor navegará pelas atuais águas turbulentas do mercado de milho”, finaliza o presidente da BBM.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias



 

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Sustentabilidade

Preços da soja sobem aqui e em Chicago e comercialização melhora em julho – MAIS SOJA

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Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês. Em Cascavel (PR), o preço saltou de R$ 124,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) a cotação avançou de R$ 115,00 para R$ 127,00. No Porto de Paranaguá, a saca aumentou de R$ 135,00 para R$ 145,00.

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.

Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima. Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.

Plantio

A intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.

Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada. “Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica.

Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo. “Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, ressalta Silveira.

Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma. Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.

Assim Safras & Mercado projeta um avanço de aproximadamente 1,2% na área plantada, impulsionado principalmente pelos estados do Centro-Oeste, devendo chegar a 49,107 milhões de hectares. A região Sudeste também deve registrar expansão de área, contribuindo para uma expectativa de produção de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2025/26.

A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, equivalente a 61,43 sacas por hectare, praticamente estável em relação à safra anterior, que registrou 3.692 quilos por hectare, ou 61,54 sacas por hectare.

Estados Unidos

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 85,4 milhões de acres, conforme o relatório de área plantada Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 5% acima do total cultivado no ano passado, de 81,215 milhões de acres.

O número ficou dentro da expectativa do mercado, que era de 85,4 milhões de acres. O número veio acima da área indicada no relatório de intenção de plantio, divulgado em março, que era de 84,7 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterada em 23 dos 29 estados produtores.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Agência Safras

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Sustentabilidade

Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

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As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.

Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.

O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.

Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.

E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.

Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.

Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.

Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.

Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

 

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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Sustentabilidade

Ceema: compradores estão priorizando o consumo dos estoques de milho ao invés de realizarem novas compras – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após atingir a US$ 4,64/bushel no final da semana anterior, fechou a quinta-feira (30) em US$ 4,45.

Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de milho pioraram um pouco, sendo que no dia 26/07 haviam 12% das mesmas em situação entre ruim a muito ruim. Outras 25% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas. E no Brasil, os preços permanecem firmes, porém, sem grandes modificações. A média gaúcha fechou a semana em R$ 58,94/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco no balcão.

Dito isso, a colheita do cereal no Mato Grosso, safra 2025/26, atingiu a 91% no dia 24/07. A média é de 92,7% para esta data (cf. Imea). Já no Centro-Sul brasileiro a colheita da sarinha atingia a 60% no dia 23/07 (cf. AgRural), enquanto a colheita da safrinha em todo o Brasil atingia 58,3% da área também até o dia 24/07. Os estados mais adiantados com a colheita eram Tocantins (93%), Maranhão (90%), Mato Grosso (87,9%), Piauí (72%), Goiás (35%), Minas Gerais (27%), Paraná (29%), Mato Grosso do Sul (20%) e São Paulo (10%) (cf. Conab).

De forma geral, os compradores estão priorizando o consumo dos estoques ao invés de realizarem novas compras, pois acreditam que os preços possam voltar a recuar assim que a colheita da safrinha se aproximar do final já que os produtores têm limitações de estocagem e necessidade de caixa (cf. Cepea). De fato, a expectativa era de que o aumento da oferta já tivesse provocado uma queda nos preços do milho, mas por enquanto isso ainda não ocorreu.

Por outro lado, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 18 dias úteis de julho, atingiram a 1,35 milhão de toneladas, com recuo de 29,2% abaixo da média diária de todo o mês de julho do ano passado.

E são as exportações que assumem, agora, um papel importante para a definição dos preços. No momento sabe que havia demanda externa para embarcar um pouco mais de 3 milhões de toneladas, porém, não havia esse milho colhido. Espera-se que em agosto essas vendas se realizem. Aliás, agosto já inicia com cerca de 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. E já há indicativos de que as exportações começam a disputar milho com o mercado interno brasileiro. Vale destacar que a Espanha surge, neste ano, como um grande comprador do milho nacional. Além disso, no mercado interno a demanda das usinas de etanol tende a fazer a diferença.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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