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Governador por alguns dias… – O Livre

Max Russi troca temporariamente a Assembleia Legislativa pelo Palácio Paiaguás enquanto Pivetta participa da COP31
O deputado estadual Max Russi (Podemos) terá uma mudança temporária de endereço político. A partir desta sexta-feira (6), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) assume interinamente o Governo do Estado.
A troca de comando ocorre porque o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) viajará à Turquia para participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), marcada para os dias 9 a 20 de novembro, em Antália.
Enquanto Pivetta cumpre agenda internacional, Max ficará responsável pelos atos administrativos do Executivo estadual. A passagem pelo Palácio Paiaguás será temporária, mas garantirá ao parlamentar alguns dias na cadeira de governador.
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Adilson de Oliveira Junior assume chefia da Embrapa Soja; cerimônia será em novembro

O pesquisador Adilson de Oliveira Junior é o novo chefe-geral da Embrapa Soja. A cerimônia de transmissão de cargo será realizada em 16 de novembro, das 13h30 às 17h, no auditório da unidade, em Londrina (PR), com a presença do diretor-executivo de Negócios e Inovação Tecnológica da Embrapa, Alexandre Alonso Alves.
Nomeado em 1º de setembro pela Diretoria-Executiva da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Oliveira Junior passou por um processo público de seleção, que incluiu análise de currículo, proposta de trabalho e audiência pública para apresentação do plano de gestão.
Com 18 anos de atuação na Embrapa, o pesquisador tem experiência em gestão de pesquisa e ocupou, nos últimos seis anos, a Chefia de Administração da Embrapa Soja, durante a gestão de Alexandre Nepomuceno. O mandato será de dois anos, com possibilidade de renovação por igual período.
A nova equipe terá Rogério de Sá Borges na Chefia-Adjunta de Administração; Roberta Carnevalli na Chefia-Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento; e Carina Rufino na Chefia-Adjunta de Transferência de Tecnologia.
Natural de Primeiro de Maio (PR), Oliveira Junior é formado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), com mestrado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e doutorado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
Entre os principais desafios da nova gestão está ampliar a integração das áreas de pesquisa e acelerar o desenvolvimento de soluções tecnológicas para as cadeias produtivas ligadas à soja.
Segundo o pesquisador, o custo de produção é uma das principais preocupações dos sojicultores. Entre os fatores que pressionam a atividade estão o manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, os eventos climáticos extremos e as questões geopolíticas.
A proposta é ampliar a oferta de tecnologias que contribuam para o retorno econômico e a manutenção da produtividade, mesmo em cenários climáticos e fitossanitários desfavoráveis.
Para isso, o plano de trabalho está estruturado em quatro eixos prioritários: Sustentabilidade e Métrica, com foco em Soja Baixo Carbono e ESG; Bioinsumos e Agricultura Regenerativa; Genética, Biotecnologia e Mercados de Valor Agregado; e Soluções Tecnológicas e Ferramentas Digitais.
O Brasil produziu cerca de 180 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, em 48,5 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.697 quilos por hectare, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A cultura tem peso expressivo na economia brasileira. De acordo com Oliveira Junior, a soja representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, movimenta mais de R$ 700 bilhões e gera mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos.
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Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia ao cargo após crise bancária e pressão por impeachment

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5). A decisão foi comunicada por meio de pronunciamento em vídeo, no qual o chefe de Estado pediu desculpas aos cidadãos atingidos pelos desdobramentos de uma grave crise bancária e justificou o desligamento como uma medida para “preservar a estabilidade, a paz social e as instituições democráticas” do país.
A renúncia antecipou a votação de um processo de impeachment iniciado na manhã do mesmo dia no Congresso Nacional, que contava com o apoio unânime da oposição e da base governista — incluindo ex-aliados de seu próprio partido, o Partido Colorado.
Origem da crise: o colapso do banco digital Ueno
A pressão política sobre a administração de Peña intensificou-se após o encerramento das operações do Ueno, instituição de bancarização digital pertencente ao Grupo Vázquez. A liquidação do banco foi decretada pelo Banco Central do Paraguai na última terça-feira (3), após ser identificada a incapacidade financeira da instituição em honrar obrigações com correntistas, decorrente da concessão de empréstimos irregulares a empresas ligadas ao próprio grupo empresarial.
O colapso financeiro deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso aos seus depósitos, afetando também recursos públicos. Estima-se que a instituição custodiava aproximadamente US$ 850 milhões em verbas estatais, incluindo montantes vinculados ao Instituto de Previdência Social.
A oposição atribuiu ao ex-presidente conflito de interesses, manipulação regulatória e omissão na fiscalização, destacando que Peña figurou como acionista do grupo controlador da instituição financeira até março de 2025.
Perda de sustentação política e trâmite no Congresso
A tramitação do pedido de destituição ganhou força decisiva na Câmara dos Deputados após o ex-presidente e atual líder do Partido Colorado, Horacio Cartes, além do presidente do Congresso, Basilio Núñez, retirarem o apoio político ao mandatário.
Diante da consolidação do processo por 35 parlamentares da oposição com o respaldo da bancada governista, as lideranças partidárias passaram a defender publicamente a renúncia de Peña antes do início formal dos debates.
Com a saída do titular, o vice-presidente Pedro Alliana assume o comando do governo paraguaio. Santiago Peña havia assumido a presidência em 2023, com mandato originalmente previsto até 2028.
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Empresário de MT é condenado pelo STJ por comprar decisões judiciais em esquema milionário

Nelson Vigolo, de Rondonópolis, recebeu pena de quatro anos de prisão; ex-desembargadora da Bahia e outras duas pessoas também foram condenadas
Um esquema de corrupção envolvendo a compra de decisões judiciais para favorecer disputas por terras na Bahia terminou com a condenação de quatro pessoas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre elas está o empresário de Rondonópolis Nelson José Vigolo, ligado à Bom Jesus Agropecuária.
A decisão foi tomada por unanimidade pela Corte Especial do STJ, na quarta-feira (4), durante o julgamento de um dos processos originados da Operação Faroeste, investigação que revelou negociações ilegais de decisões judiciais no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).
Além do empresário mato-grossense, foram condenados a ex-desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, seu filho, o advogado Vasco Rusciolelli, e Vanderlei Chilante, que também atuava como advogado de Vigolo.
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o esquema funcionou entre 2017 e 2020. Nesse período, quatro decisões judiciais teriam sido negociadas para atender aos interesses da Bom Jesus Agropecuária em processos relacionados à propriedade de terras no oeste baiano.
A acusação apontou que as negociações envolveram a promessa de R$ 4 milhões em propina. Desse montante, aproximadamente R$ 3,3 milhões teriam sido efetivamente pagos.
Dinheiro, influência e decisões judiciais
Segundo as investigações, Sandra utilizava a estrutura de seu gabinete para conduzir o esquema. O filho participava das tratativas e do recebimento dos valores, enquanto advogados atuavam na intermediação dos pagamentos e na elaboração de documentos.
A Polícia Federal chegou a monitorar o transporte de R$ 250 mil entre Rondonópolis e Salvador. O dinheiro foi apreendido na residência da magistrada e de seu filho, sendo considerado uma das provas da negociação de vantagens indevidas.
Para o relator do processo, ministro Og Fernandes, o conjunto de provas demonstrou que decisões judiciais foram utilizadas como moeda de troca, comprometendo a integridade da atividade jurisdicional.
Condenações
Nelson Vigolo foi condenado pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A pena ficou estabelecida em quatro anos, um mês e 20 dias de reclusão, em regime semiaberto domiciliar, após redução decorrente de sua colaboração premiada.
Seu advogado, Vanderlei Chilante, recebeu pena de quatro anos, 11 meses e 25 dias, em regime semiaberto, pelos mesmos crimes.
A punição mais elevada foi aplicada à ex-desembargadora Sandra Inês Rusciolelli: 14 anos e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O STJ também determinou a cassação de sua aposentadoria compulsória e dos respectivos proventos.
O filho dela, Vasco Rusciolelli, foi condenado a 13 anos e 11 meses de prisão, também em regime inicial fechado, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Outro envolvido, o advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira, recebeu perdão judicial por sua colaboração com as investigações.
A decisão integra os desdobramentos da Operação Faroeste, que investiga a atuação de magistrados, advogados e empresários em um esquema de corrupção envolvendo disputas fundiárias na Bahia.
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