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Polícia Civil prende em Nova Mutum foragido condenado por estupro de vulnerável no Pará

Homem de 35 anos tentava se ocultar trabalhando a mais de 1.500 km do local do crime; captura mobilizou inteligência de MT e apoio da Polícia Federa
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta quinta-feira (22.10), em Nova Mutum, um mandado de prisão preventiva contra um homem, de 35 anos, condenado pela Justiça do estado do Pará pelo crime de estupro de vulnerável.
A ordem judicial decorre de sentença penal condenatória expedida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Santarém (PA).
A prisão, realizada de forma integrada pelos Núcleos de Inteligência das Delegacias Regionais de Nova Mutum e de Vila Rica, com suporte operacional da Polícia Federal, faz parte da Operação Amón.
Após as investigações indicarem que o foragido estava residindo e trabalhando em Nova Mutum – a 1.530 km da cidade onde o crime foi cometido – as equipes policiais foram acionadas e efetuaram a sua captura nesta quinta-feira (22.10).
Após os procedimentos cartorários de praxe, o detido permanece à disposição do Poder Judiciário.
Operação Amón
O nome Operação Amón é uma referência à busca por aquele que se encontra oculto. O nome simboliza a atuação integrada das forças policiais para localizar condenados que fogem ao cumprimento da pena e reafirma o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso com o enfrentamento aos crimes contra a dignidade sexual e a proteção de crianças e adolescentes.
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Menino de 11 anos é sequestrado e abandonado amarrado em estrada de Santo Antônio de Leverger

Crônicas Policiais
Criança relatou que brincava perto de casa quando foi puxada para dentro de um carro branco; vítima foi encontrada exausta e com cipó nas mãos e boca
Uma criança de 11 anos foi vítima de sequestro e ameaças de morte na noite de última quarta-feira (21), na comunidade rural Miguel Velho, localizada no município de Santo Antônio de Leverger (34 km ao sul de Cuiabá). O menino foi encontrado por equipes da Polícia Militar horas após o desaparecimento, deitado às margens de uma estrada de chão, apresentando sinais de exaustão e com as mãos e a boca amarradas com cipó.
As diligências policiais tiveram início imediatamente após a corporação ser acionada sobre o sumiço do menino. Durante o patrulhamento e as buscas pela região, os militares localizaram a vítima chorando no solo.
Dinâmica do crime e resgate
De acordo com os relatos prestados pela criança aos policiais, o crime ocorreu quando ela brincava nas proximidades de sua residência. Um veículo branco aproximou-se do local, momento em que um homem sentado no banco traseiro abriu a porta, puxou o menino para o interior do carro e fugiu rapidamente.
No trajeto, o sequestrador utilizou cipó para imobilizar as mãos e vedar a boca da vítima, além de proferir ameaças explícitas de morte para garantir que o menino permanecesse em silêncio. Após o percurso, a criança foi retirada à força do automóvel e abandonada na estrada vicinal onde acabou sendo encontrada pela PM.
Imediatamente após o resgate, o menino foi encaminhado ao pronto-socorro municipal para passar por avaliações clínicas e receber suporte psicológico e médico. Os pais da criança e representantes do Conselho Tutelar foram acionados para acompanhar todos os trâmites de proteção.
O caso foi registrado como ocorrência policial e repassado à Polícia Civil, que assumiu as investigações para identificar a autoria do crime, esclarecer a motivação e localizar o veículo e o suspeito envolvido, que permanece foragido.
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Polícia Civil prende assaltante horas após roubo contra idosa em ponto de ônibus de Cuiabá

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na noite de quarta-feira (21.10), um homem de 24 anos suspeito de assaltar uma mulher de 60 anos em um ponto de ônibus no bairro Coxipó da Ponte, na Capital. A prisão ocorreu poucas horas depois do crime, com base na análise de imagens e no trabalho de investigação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf).
O caso foi registrado no período da tarde, quando a vítima, empregada doméstica, esperava o ônibus sozinha no ponto. O suspeito aproximou-se em uma motocicleta, anunciou o assalto e, simulando estar armado ao levar a mão à cintura, proferiu ameaças de disparos. Temendo por sua vida, a vítima entregou a bolsa, que continha documentos pessoais, cartões bancários, chaves, medicamentos e seu aparelho celular.
Logo após o registro da ocorrência, os policiais iniciaram diligências investigativas na região. A equipe recorreu ao sistema de monitoramento inteligente, integrado com câmeras de leitura de placas (OCR) e a plataforma Vigia Mais, o que possibilitou a rápida identificação da motocicleta utilizada pelo suspeito.
O rastreamento da motocicleta levou a equipe até o homem que havia emprestado o veículo ao suspeito. Em depoimento, ele relatou que o jovem confessou o roubo ao retornar à residência e informou onde havia deixado o objeto levado da vítima.
No bairro Altos da Serra, os policiais localizaram o suspeito, que confessou o crime e indicou onde havia descartado o cartão de crédito da vítima. O cartão foi recuperado, assim como o celular da mulher, a roupa usada no assalto e a motocicleta utilizada pelo suspeito. Os pertences foram devolvidos à vítima.
Na delegacia, a vítima reconheceu o suspeito durante procedimento de reconhecimento pessoal realizado ao lado de outros três indivíduos, além de identificar os objetos apreendidos. Em seu interrogatório, o suspeito ratificou a confissão e foi autuado por roubo majorado.
A autoridade policial representou junto ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O pedido foi feito com base na gravidade concreta do delito, evidenciada pela escolha deliberada de uma vítima em situação de vulnerabilidade, idosa e desacompanhada, o planejamento prévio da ação criminosa e o risco de reiteração delitiva.
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Colônia Penal em Santo Antônio de Leverger implanta cultivo de café Robusta Amazônico

Projeto prevê viveiro de mudas de mil metros quadrados e cafezal irrigado de cinco hectares para qualificar pessoas privadas de liberdade
A Colônia Penal Agrícola de Palmeiras, em Santo Antônio de Leverger, está estruturando uma nova frente de produção rural com o cultivo do café Robusta Amazônico. A iniciativa inclui a implantação de um viveiro de mudas de mil metros quadrados e de um cafezal irrigado de cinco hectares, com o objetivo de ampliar as atividades agrícolas, oferecer qualificação profissional às pessoas privadas de liberdade e fortalecer a reintegração social por meio do trabalho no campo. A proposta integra as ações do programa ‘Semeando um Novo Futuro – Reintegração no Campo’.
O projeto, discutido inicialmente em reunião com o desembargador Orlando Perri, avançou com a visita da secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, à unidade. Também participaram o secretário adjunto da Seaf, Bruno Casavechia, e representantes da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT).
A secretária Andreia Fujioka, destacou a importância das atividades produtivas para formação de novas oportunidades. “É muito bom ver as pessoas privadas de liberdade envolvidas em atividades produtivas. O trabalho e o aprendizado podem abrir novas perspectivas para o futuro”, afirmou.
Da parte técnica a Empaer vai orientar o projeto e a escolha dos clones de café mais adequados às condições de solo. A seleção levará em conta fatores como produtividade, qualidade de bebida e adaptação ao clima e ao solo da região. O planejamento técnico também inclui avaliação da disponibilidade e qualidade água, das condições da área e da estrutura necessária para irrigação.
A capacidade de produção do viveiro e a destinação das mudas serão definidas a partir das avaliações. Para o engenheiro agrônomo e pesquisador da Empaer, Wininton Mendes, o acompanhamento técnico é primordial para garantir a qualidade das mudas e orientar a escolha dos materiais mais indicados para o cultivo.
“Vamos dar todo o apoio à implantação e indicar os materiais mais adequados com base nas pesquisas que consolidamos no estado, para que os produtores tenham acesso a mudas de qualidade”, explicou.
Com o projeto do viveiro de cafezal, a expectativa é ampliar as possibilidades de aprendizado e fortalecer o papel do trabalho agrícola no processo de reintegração social. “Na unidade, o trabalho agrícola valoriza as habilidades e oferece oportunidades de aprendizado. Esse projeto vai ampliar as atividades e contribuir para a qualificação e a reintegração social”, ressaltou o diretor da Colônia Penal, Jorge Fontes.
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