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22 de outubro de 2026

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Bombeiros salvam bebê de 24 dias engasgado após pais pedirem socorro em quartel de Comodoro

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Militares utilizaram a Manobra de Heimlich para desobstruir as vias aéreas do recém-nascido, que voltou a respirar normalmente em poucos instantes

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) salvou a vida de um bebê de 24 dias, na noite desta quarta-feira (21.10), após um episódio de engasgo, em Comodoro (a 639 km de Cuiabá).

A ação foi conduzida pela equipe do 5º Núcleo Bombeiro Militar (5º NBM) após os pais pedirem socorro na unidade operacional pela  situação de emergência do recém-nascido, um menino de 24 dias.

Os bombeiros agiram de forma imediata, utilizando a Manobra de Heimlich para desobstrução das vias aéreas.

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Logo após os procedimentos, o bebê voltou a respirar normalmente e foi devolvido aos pais que foram orientados a levar a criança para a uma unidade hospitalar para avaliação médica.

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Fim de semana em Cuiabá terá dança, gastronomia, arte e novidades no cinema

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Programação reúne aula de Fit Dance, circuito gastronômico para crianças, exposição de telas produzidas por idosos e estreias nas telonas entre os dias 22 e 25 de outubro

O Pantanal Shopping reúne opções de lazer, cultura e entretenimento para diferentes públicos neste fim de semana, com atividades que vão do bem-estar à gastronomia, passando pela arte e pelo cinema. A programação inclui o Aulão do Pan, o Circuito Jr. MasterChef, a exposição “Memórias em Tela” e novidades na programação do Cine Araújo Multiplex Pantanal.

No sábado (24.10), às 8h, a Rua do Pan recebe mais uma edição do Aulão do Pan, com aula de Fit Dance conduzida pelo professor Jhonattan Coimbra. A atividade é aberta a crianças e adultos e busca incentivar a prática de exercícios físicos de forma descontraída. O espaço contará ainda com uma mesa de hidratação, com água e frutas. Para participar, é necessário resgatar o cupom no App do Pan.

Ainda no sábado (24.10), das 10h às 18h, o público poderá visitar a exposição “Memórias em Tela”, que apresenta pinturas produzidas por idosos da Fundação Abrigo Bom Jesus, por meio do projeto “Pinceladas da Vida”, desenvolvido com a professora Huxilaine Martins. A iniciativa valoriza a expressão artística na terceira idade e promove a arte como ferramenta de inclusão e transformação social.

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As telas estarão disponíveis para venda, e os próprios artistas idosos estarão presentes para apresentar e comercializar suas obras. A exposição é aberta ao público, sem necessidade de inscrição ou pagamento para visitação, oferecendo aos visitantes a oportunidade de conhecer e valorizar o trabalho dos participantes.

Até o dia 25.10, crianças e famílias também podem participar do Circuito Jr. MasterChef, uma experiência interativa inspirada no universo do MasterChef Junior. A atração funciona diariamente, das 12h às 20h30, com última sessão iniciando às 20h, e reúne atividades sensoriais, painéis interativos, descoberta de ingredientes e espaços temáticos relacionados à gastronomia.

Ao final do percurso, os pequenos podem colocar a mão na massa na Cozinha MasterChef, preparando mini receitas e canapés. Os pais também participam da experiência, com a possibilidade de degustar as preparações feitas pelas crianças. A entrada é gratuita, mediante resgate de cupom no App do Pan. Aos sábados, das 16h às 18h, o mascote Pandog também marca presença na atração.

Novidades nas telonas

O Cine Araújo Multiplex Pantanal apresenta novidades na programação entre os dias 22.10 e 28.10, com destaque para Cara-de-Barro e Daniel e a Fornalha Ardente. Os filmes se juntam a outros títulos que seguem em cartaz, como Street Fighter, Dentro da Baleia, Verity, Se Eu Fosse Você 3 e Galinha Pintadinha – O Filme.

A programação também conta com sessões especiais para os fãs de música. No sábado (24.10), às 18h45, e no domingo (25.10), às 17h45, será exibido BTS World Tour ‘Arirang’ in Buenos Aires: Live Viewing. Já nos dias 28.10 e 29.10, às 20h30, o público poderá conferir Ozzy & Black Sabbath: Back to The Beginning.

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Os horários e a programação completa podem ser consultados no site do Cine Araújo. As sessões estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

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Obras da estação do BRT em frente ao Shopping Pantanal entram na reta final em Cuiabá

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Estrutura “Centro Político” integra pacote de R$ 120,8 milhões do Governo do Estado; projeto prevê 23 pontos climatizados na região metropolitana

A construção da estação do Sistema BRT em frente ao Shopping Pantanal, em Cuiabá, está na fase final. A estrutura faz parte do conjunto de 23 locais de embarque e desembarque previstos para o novo sistema de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. As obras já começaram em 18 desses pontos, em diferentes etapas de execução.

O Governo de Mato Grosso investe R$ 120,8 milhões na construção das estações. Desse total, 24% já foram executados.

A estação em frente ao Shopping Pantanal, chamada Centro Político, é uma das estruturas que vão atender os passageiros no corredor que liga o CPA a Várzea Grande. Sua implantação representa mais uma etapa da preparação do sistema, que depende não apenas dos corredores exclusivos para os ônibus, mas também de locais adequados para o embarque e desembarque dos usuários.

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As estações estão sendo construídas ao longo das avenidas da FEB, em Várzea Grande, e XV de Novembro, Tenente-Coronel Duarte (Prainha) e do CPA, em Cuiabá. A distribuição dos pontos busca atender os passageiros do transporte coletivo.

A partir do Terminal de Várzea Grande, as estações previstas são: Aeroporto, Couto Magalhães, Manga, FEB, Cristo Rei, Abelardo Azevedo e Júlio Müller, em Várzea Grande; Dom Aquino, Senador Metelo, Major Gama, XV de Novembro, Dom Bosco, Bispo Dom José, Morro da Luz, Mato Grosso, Parque Cidade Verde, Miguel Sutil, Bosque da Saúde, Terra Nova, Centro Político, Praça das Bandeiras, Rubens de Mendonça e HCAN, em Cuiabá.

Estrutura para os passageiros

O Sistema BRT foi planejado para oferecer viagens mais rápidas e regulares, com ônibus circulando em corredores exclusivos. Mais do que simples pontos de ônibus, as estações são parte fundamental do sistema, pois organizam o acesso dos passageiros e permitem um embarque e desembarque mais eficientes. O projeto prevê estruturas acessíveis e climatizadas, com plataformas em nível para facilitar a entrada e a saída dos veículos. O sistema também contará com tecnologias de informação aos passageiros, bilhetagem e controle da operação.

Além das estações, a implantação do BRT inclui terminais, corredores exclusivos, melhorias na infraestrutura viária e sistemas tecnológicos para dar mais previsibilidade às viagens.

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Neurociência cognitiva e pobreza na infância

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Muitos grupos de pesquisa estão estudando a relação entre o status socioeconômico e o desenvolvimento infantil sobre a perspectiva da neurociência. Algumas pesquisas têm mostrado diferenças estruturais e funcionais de cérebros de crianças de diferentes status socioeconômico.

Diferenças no volume do hipocampo de crianças pobres tem sido atribuída ao estresse e comportamento materno, o que sustentaria a hipótese de que o desenvolvimento cerebral seja vulnerável aos efeitos da pobreza, embora a neurociência defenda que o cérebro possa se modificar em resposta aos ambientes em qualquer idade.

Toda pesquisa tem sua motivação. A atividade científica não começa com a coleta de dados. O cientista, como todos os indivíduos, é guiado por suas crenças. A observação, a coleta de dados, e as experiências são feitas de acordo com determinados interesses e, conforme certas expectativas ou ideias preconcebidas. Não existem, portanto, observações puras, sem ideias preconcebidas.

É fácil identificar a intenção original dos pesquisadores de mapear os impactos da pobreza no cérebro infantil como uma estratégia para justificar investimentos e políticas públicas. O que, do ponto de vista de desenho da pesquisa e sua validade, não constitui um problema. Mas, alguns críticos apontam para riscoséticos, conceituais e metodológicos que devem ser levados em consideração (Veja DeJoseph, Meriah et al, 2024).

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Ao focar excessivamente em imagens cerebrais que mostram menor volume cortical ou menor atividade no córtex pré-frontal de crianças de baixa renda, cria-se a narrativa de que o cérebro do pobre é “defeituoso”, “danificado” ou “biologicamente inferior”, o que geraria uma patologização da pobreza. Se existe mobilidade social, como alguns indivíduos conseguem sair dessa condição se seus cérebros têm problemas?

Um impacto social da formulação de neurocientistas é que esse determinismo biológico pode reforçar estereótipos racistas e de classe, levando educadores e a sociedade a acreditarem que essas crianças têm uma limitação intrínseca e irreversível na capacidade de aprender.

Além disso, a neurociência pode desviar a atenção das causas sociológicas, macroeconômicas e políticas da desigualdade, transferindo a responsabilidade exclusivamente para o indivíduo.

Vários cientistas da educação argumentam que esses estudos trazem de volta a antiga teoria do “déficit cultural” sob uma nova roupagem biológica. Essa teoria defendeque o fracasso escolar e social de grupos de baixa renda ou minorias ocorre porque suas culturas de origem possuem deficiências, lacunas de estímulos ou falta de valores educacionais adequados, em comparação com a cultura dominante.

O déficit cultural atribui o baixo desempenho dos alunos a supostos ambientes familiares pobres em estímulos verbais, afeto ou interesse pela escola. Ou seja, transforma uma desigualdade estrutural e socioeconômica em um suposto “defeito” ou incapacidade intrínseca do aluno e de sua família.

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Durante a década de 1970, a teoria do déficit cultural teve forte influência no Brasil. A infância das classes populares passou a ser vista sob a ótica da carência (nutricional, afetiva, cultural e linguística). Isso moldou o formato das creches e pré-escolas da época.

E ajudou a criar e difundir o estereótipo do “aluno carente”: consolidou-se no imaginário docente a ideia de que o aluno da escola pública era alguém “sem cultura”, “sem limites” e com famílias “desestruturadas”. Sabemos que esta ideia não se sustenta enquanto generalização.

A pobreza não é um fator isolado. Embora ela se manifeste junto com violência no bairro, instabilidade familiar e poluição, sua manifestação social não coincide com sua expressão econômica. Isolar o que é “efeito da pobreza” no cérebro em modelos estatísticos é extremamente complexo, e muitos estudos falham ao tentar simplificar essa teia causal.

Dizer que, em média, o grupo de menor renda tem menor volume em certas áreas cerebrais não significa que toda pessoa pobre tenha essa alteração. Há uma enorme sobreposição de dados entre indivíduos ricos e pobres, mas o discurso público costuma ignorar essa variação individual.

O interesse dos neurocientistas que estudam a relação entre desenvolvimento do cérebro e pobreza tem motivações nobres, mas, na ciência, isso não é suficiente para se chegar a resultados falsificáveis e reconhecidos pela comunidade científica.

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André L. Ribeiro-Lacerda é psicólogo social, ecologista do comportamento e professor de ciência, tecnologia e sociedade na UFMT, campus Várzea Grande.

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