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Gallo diz que IA impactará serviços no setor público, mas ainda é algo para o futuro

Ex-secretário de Fazenda afirmou que o governo de Mato Grosso tem acompanhado o desenvolvimento de tecnologias e precisará se adaptar ao cenário
O ex-secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, disse que a inteligência artificial (IA) irá impactar os empregos no setor público, assim como há previsão de que algumas funções no setor privado sejam extintas.
Ele afirmou que o governo tem acompanhado o desenvolvimento das funções das IAs e aguarda um estudo do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento para ter uma melhor noção do impacto a ser gerado.
Gallo foi nomeado pelo governador reeleito Otaviano Pivetta para analisar a estruturação da gestão para o novo mandato a partir de 2027. Por enquanto, segundo Gallo, o uso de IA ainda é “agenda para o futuro”, mas o Estado precisará se adaptar ao avanço tecnológico.
“Dias atrás eu estava lendo uma reportagem de que existem algumas profissões que, nos próximos cinco anos, praticamente vão desaparecer e outras vão ser criadas. Haverá uma substituição. Não há ainda uma resposta cabal para a pergunta da extensão do impacto”, disse.
Reportagem publicada na semana passada pela Exame indica que o uso da inteligência artificial é um caminho sem volta. Em três anos, 53% da população passou a usar os aplicativos de inteligência artificial gerativa.
A velocidade da popularização superou a do computador e a da internet nas suas fases iniciais de uso geral. Mas a expansão não significa até o momento que as IAs estejam integradas ao sistema de trabalho.
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A seis dias da eleição, Flávio continua na frente nas intenções de voto e Lula pode não ser reeleito

Senador aparece com 49,8% das intenções de voto, diante de 47,6% registrados pelo presidente
O senador Flávio Bolsonaro (PL) segue à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto, mas a distância entre os dois candidatos diminuiu. É o que mostra a pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (19), a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais.
De acordo com o levantamento, Flávio concentra 49,8% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 47,6%. A diferença é de 2,2 pontos percentuais. Outros 2,6% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou ainda não escolheram um candidato.
Na comparação com a pesquisa publicada em 9 de outubro, o senador recuou 1,3 ponto percentual, passando de 51,1% para 49,8%. Já Lula avançou 1,9 ponto, saindo de 45,7% para 47,6%. Com isso, a vantagem do candidato do PL, que anteriormente era de 5,4 pontos, caiu para 2,2 pontos percentuais.
Considerando apenas os votos válidos, quando são excluídos brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro registra 51,1%, contra 48,9% de Lula. Na rodada anterior, os percentuais eram de 52,8% e 47,2%, respectivamente.
A pesquisa ouviu 4.998 eleitores entre os dias 13 e 18 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro informada é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02418/2026.
Lula está na frente ao menos na rejeição…
Além das intenções de voto, a Atlas/Bloomberg mediu a percepção dos brasileiros sobre o atual governo. Segundo os resultados, 52,3% desaprovam o desempenho do presidente Lula, enquanto 46,2% aprovam sua atuação. Outros 1,5% não souberam responder.
Apesar de a desaprovação continuar superior à aprovação, houve melhora nos indicadores em relação à pesquisa anterior. O percentual de entrevistados que desaprovam Lula caiu de 53,4% para 52,3%, enquanto a aprovação subiu de 44,7% para 46,2%.
Na avaliação geral da administração federal, 50,6% classificam o governo como ruim ou péssimo. Outros 40,7% consideram a gestão ótima ou boa, enquanto 8,6% avaliam o desempenho como regular.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para domingo, 25 de outubro, quando os eleitores decidirão entre a continuidade de Lula no Planalto e a eleição de Flávio Bolsonaro.
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Safra recorde de soja pressiona preços, mas El Niño limita quedas no mercado brasileiro

As expectativas de uma produção recorde de soja na safra 2026/27 continuam pressionando os preços da oleaginosa nos mercados brasileiro e internacional. O avanço da colheita no Hemisfério Norte e o ritmo intenso da semeadura no Brasil reforçam as projeções de aumento da oferta global.
Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada nesta segunda-feira (19), as preocupações com os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño, no entanto, têm levado parte dos produtores brasileiros a reduzir a participação nas negociações do mercado spot (à vista), movimento que ajuda a limitar as quedas nas cotações.
De acordo com o Cepea, uma das principais preocupações está relacionada ao excesso de chuvas previsto para a Região Sul do Brasil, que pode comprometer o andamento das atividades agrícolas.
Esse cenário tem alimentado especulações sobre uma possível migração de parte da área inicialmente destinada ao cultivo de soja para o milho, dependendo das condições climáticas ao longo da temporada.
Diante dessas incertezas, parte dos sojicultores prefere aguardar uma definição mais clara sobre o comportamento do clima antes de ampliar a comercialização da produção.
Brasil deve impulsionar produção mundial recorde
Apesar dos riscos associados ao El Niño, as projeções continuam apontando para uma safra global recorde de soja em 2026/27.
O Brasil deve ser o principal responsável pelo aumento da oferta mundial. Segundo o Cepea, o país responde por mais de 40% da produção global da oleaginosa.
A perspectiva de maior disponibilidade do grão mantém a pressão sobre os preços, enquanto as incertezas climáticas e a retração dos vendedores no mercado brasileiro atuam como fatores de sustentação das cotações.
Agro Mato Grosso
Avó, mãe e netas morrem após acidente de carro na BR-364 em MT

Acidente ocorreu na BR-364, em Diamantino, na tarde de sábado (17). Duas vítimas morreram no local, e outras duas faleceram após serem socorridas.
Quatro pessoas da mesma família morreram após uma batida entre dois carros na BR-364, na entrada da comunidade Córrego Grande, em Diamantino, a 209 km de Cuiabá, na tarde de sábado (17). As vítimas são Luciana Pinheiro de Souza, de 46 anos, a filha dela, Kamilli Vitória Souza da Silva, de 24 anos, e as netas Sophia Vitória Souza de Matos, de 9 anos, e Manuella Vitória Souza de Matos, de 1 ano.
Segundo a Polícia Civil, os dois carros saíram da pista após a batida, e um deles tombou.
Kamilli dirigia um dos carros e morreu no local, assim como a filha dela, Sophia. Luciana morreu depois de ser levada ao Hospital Municipal de Diamantino. Já a bebê Manuella morreu durante o transporte de ambulância para uma unidade de saúde com estrutura de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os procedimentos periciais. A ocorrência também foi atendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e por investigadores da Polícia Civil.
Em nota, a Prefeitura de Diamantino lamentou a morte de Luciana, que trabalhava como técnica de enfermagem no Grupo Viver Legal, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania. O município também manifestou pesar pela morte da filha dela, Kamilli, e das netas Sophia e Manuella.
“A Administração Municipal manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho, desejando força e conforto para enfrentar essa irreparável perda”, diz trecho da nota.
As circunstâncias do acidente serão apuradas.
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Quatro pessoas da mesma família morreram após uma batida entre dois carros na BR-364, na entrada da comunidade Córrego Grande, em Diamantino. — Foto: Reprodução- Polícia Militar
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