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24 de setembro de 2026

Sustentabilidade

El Niño forte aumenta risco para o agronegócio – MAIS SOJA

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O El Niño que está se consolidando na região equatorial do Oceano Pacífico pode se transformar em um dos principais fatores de risco climático para a agricultura brasileira na safra 2026/27. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê a intensificação do fenômeno nos próximos meses, com probabilidade próxima de 100% de que seus efeitos sejam sentidos até fevereiro de 2027. No Brasil, as consequências mais importantes não serão necessariamente uma queda generalizada da produção, mas uma combinação de excesso de chuva em algumas áreas, calor e irregularidade hídrica em outras, trazendo imprevisibilidade para as lavouras.

Foto: Victor Weber/IMED)260923_JOSÉ ROBERTO COLNAGHI_COLPAR BRASIL_EL_NINO

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em conjunto com outras instituições federais, estima em 90% as chances de o El Niño ser especialmente forte entre setembro e novembro, modificando a circulação atmosférica, bem como a distribuição das precipitações e das temperaturas no país. “Esta previsão é particularmente relevante para o agronegócio porque a mudança no regime de chuvas impacta diretamente a produção agrícola nacional”, diz José Roberto Colnaghi, presidente do Conselho de Administração da holding Colpar Brasil, que opera negócios em setores como agropecuária, indústria e urbanismo.

O Brasil é um grande player mundial na produção de alimentos e este super El Niño pode tanto aumentar quanto reduzir as exportações brasileiras. “Isso depende de qual produto e de como o clima afetar a produção”, destaca José Roberto Colnaghi. Hoje, o agronegócio é fundamental para o comércio exterior brasileiro – o setor registrou exportações de US$ 87 bilhões no primeiro semestre deste ano.

No Sul, o El Niño tradicionalmente aumenta a ocorrência de chuvas. Já no Norte e no Nordeste, tende a reduzi-las. No Centro-Oeste e no Sudeste, os efeitos são mais variáveis, mas a elevação das temperaturas e a irregularidade das precipitações podem aumentar o estresse hídrico das lavouras.

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O Sul está entre as regiões que exigem maior atenção. O excesso de umidade pode atrasar operações de plantio e colheita, além de aumentar a incidência de doenças. Ao mesmo tempo, a maior nebulosidade e as temperaturas mais elevadas podem reduzir o risco de geadas tardias, criando efeitos positivos para algumas culturas.

O trigo é um dos exemplos mais evidentes, pois depende de condições relativamente específicas durante seu ciclo e pode sofrer com excesso de chuva na colheita. Outras culturas de inverno podem ser beneficiadas pela maior disponibilidade de água, mas enfrentam o risco de doenças e problemas de qualidade caso a umidade seja excessiva. O resultado, portanto, dependerá do momento em que a chuva ocorrer.

No Centro-Oeste, o quadro é diferente. A previsão do painel oficial do El Niño indica que as condições de chuva podem favorecer, em determinadas áreas, a colheita do milho segunda safra, do algodão e da cana-de-açúcar. O problema aparece principalmente na combinação entre temperaturas elevadas e deficiência hídrica durante o período seco. Isso pode afetar pastagens, a disponibilidade de água para a pecuária e as condições para o início da próxima safra.

Para a soja, principal produto agrícola brasileiro e um dos destaques das exportações nacionais, o risco está menos em um impacto uniforme e mais na irregularidade. A cultura precisa de água em momentos específicos do ciclo, e períodos de estiagem ou calor excessivo podem reduzir o potencial produtivo. Excesso de chuva, no entando, pode dificultar o plantio e favorecer doenças. Por isso, a intensidade do El Niño, isoladamente, não permite afirmar que haverá uma quebra de safra nacional.

O café também merece atenção. No Sudeste, as condições previstas podem favorecer a colheita e as futuras floradas caso as chuvas retornem de maneira adequada depois do período seco. Temperaturas mais altas, no entanto, podem acelerar o ciclo das plantas e favorecer determinadas doenças.

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“O El Niño precisa ser analisado regionalmente e também de acordo com cada atividade” diz José Roberto Colnaghi. Para quem produz alimentos, cria gado ou trabalha com florestas, mudanças no regime de chuvas e nas temperaturas podem alterar o planejamento, a disponibilidade de água, as pastagens, a produtividade e até a logística. Por isso, mais do que falar em perdas ou ganhos generalizados, é preciso olhar para os diferentes cenários e se preparar para eles”, destaca Colnaghi

O cenário exige atenção ainda no Norte e no Nordeste. O padrão típico do El Niño aumenta o risco de seca nessas regiões. Isso pode afetar culturas dependentes de chuva, pastagens e disponibilidade de água para a pecuária. No caso do Matopiba — área que reúne Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e que se tornou uma das principais fronteiras agrícolas do país — temperaturas elevadas combinadas com chuvas irregulares podem aumentar o risco climático justamente em uma região de forte expansão da produção de grãos.

Diante deste quadro, especialistas avaliam o impacto econômico, pois os preços de alimentos, os custos de produção, as exportações e a renda dos produtores podem ser afetados. Vale ressaltar que, como os efeitos podem ser distintos nas diferentes regiões do país, a consequência mais provável é o aumento da volatilidade, e não necessariamente uma alta generalizada dos alimentos.

Ou seja, o maior efeito do fenômeno climático sobre o agronegócio brasileiro pode acabar sendo a imprevisibilidade: uma mesma ocorrência que beneficia uma cultura pode prejudicar outra. Em um país de dimensões continentais, o desafio da safra 2026/27 será menos enfrentar um único El Niño e mais administrar vários efeitos simultâneos.

A agricultura brasileira entra, assim, em um período em que a capacidade de administrar o risco climático ganha importância. “Zoneamento agrícola, escalonamento do plantio, conservação de água e solo e acompanhamento das previsões meteorológicas podem reduzir a exposição das lavouras aos extremos”, finaliza José Roberto Colnaghi.

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Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Algodão fecha em leve alta em NY com suporte do petróleo e pressão do dólar – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços ligeiramente mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma foram sustentadas no dia pela valorização do petróleo, que torna as fibras sintéticas mais caras na concorrência com o algodão. Mas, a alta do dólar contra outras moedas foi aspecto de pressão e limitou os avanços, irrisórios nos contratos mais próximos e mais negociados no fechamento.

Os investidores se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgada nesta quinta-feira, dia 24, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 82,89 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,02 centavo, ou de 0,02%. Março/2027 fechou a 85,65 centavos, avanço de 0,08 centavo, ou de 0,1%.

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Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Trabalho no campo: manutenção preventiva de máquinas agrícolas evita prejuízos na safra – MAIS SOJA

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O ritmo do trabalho no campo varia ao longo do ano, e os períodos de menor atividade entre uma safra e outra, também conhecidos como entressafra, costumam ser os mais esquecidos quando o assunto é manutenção de máquinas agrícolas. Aproveitar essa pausa para revisar tratores e implementos é o que separa uma operação preparada de uma quebra inesperada no meio da colheita.

Segundo Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, empresa especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, deixar essa janela de pouca atividade passar em branco é um erro comum entre produtores. “Muitos produtores só param para cuidar da máquina quando ela já apresenta um problema. Mas o período de entressafra é justamente a oportunidade de fazer uma manutenção completa, sem a pressão do trabalho em andamento”, explica.

Além do tempo livre da pressão operacional, a entressafra também facilita a logística da manutenção. É o período em que peças, filtros e serviços especializados podem ser providenciados com antecedência, sem a urgência de uma máquina parada no meio do plantio ou da colheita, o que costuma encarecer o reparo e ainda impor prazos apertados para a entrega de peças.

Um dos pontos centrais é o óleo lubrificante, responsável por manter a proteção de motores submetidos a esforço constante. “Máquinas agrícolas trabalham em condições severas, com poeira, variação de temperatura e esforço frequente. O óleo lubrificante precisa reduzir o atrito entre as peças, ajudar na limpeza interna do motor e manter a proteção mesmo em ciclos longos de operação. Respeitar os intervalos de troca recomendados pelo fabricante é essencial para preservar o desempenho”, destaca Arley.

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Outro cuidado importante envolve o sistema de alimentação de combustível. Assim como acontece em veículos de passeio, o acúmulo de resíduos nos injetores pode prejudicar a pulverização do combustível e comprometer a eficiência da queima, o que resulta em perda de potência e maior consumo. A limpeza periódica do sistema, combinada ao uso de aditivos específicos, contribui para manter o motor operando dentro das condições previstas pelo fabricante.

Filtros de ar e de combustível, sistema de arrefecimento, bateria e fluido hidráulico também merecem atenção redobrada nas máquinas agrícolas, já que atuam diretamente na resposta e na segurança dos equipamentos durante a operação. Verificar vazamentos, desgastes em mangueiras e correias, além do estado dos pneus ou esteiras, completa a rotina de inspeção recomendada para esse período.

Para Arley, encarar a manutenção como parte do planejamento e não como um gasto eventual é o que diferencia operações mais eficientes. “Uma máquina fora de operação durante a safra representa prejuízo direto, seja pelo atraso no trabalho, seja pelo custo de um reparo emergencial. Pequenas manutenções feitas no momento certo custam muito menos do que uma quebra não planejada em plena colheita. É um investimento que se paga com segurança e produtividade”, finaliza.

SOBRE A PROMAX BARDAHL 

Com mais de 70 anos de história no Brasil, a Promax Bardahl é uma indústria química referência no desenvolvimento de aditivos, lubrificantes e soluções químicas para os setores automotivo, agrícola, industrial e de especialidades. Fabricante e distribuidora exclusiva dos produtos Bardahl no país, a empresa une tradição, inovação e tecnologia para oferecer soluções que protegem, potencializam e prolongam a vida útil de motores, equipamentos e componentes.

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Fonte: Assessoria de imprensa.



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Sustentabilidade

Região do Brasil recebe chuva irregular e deve ser castigada com calor extremo em período decisivo; saiba qual

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O Nordeste do Brasil deve enfrentar um período de calor intenso e chuvas irregulares nos próximos meses. A combinação preocupa principalmente em um momento decisivo para as atividades com a soja, com possibilidade de redução da umidade do solo em áreas da região.

Na Bahia, o cenário também exige atenção dos produtores. Uma nova previsão para Brumado indica temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas ao longo dos próximos meses. O fenômeno El Niño está em andamento e deve influenciar as condições climáticas na região.

Calor pode chegar a 37 ºC

Nos próximos 30 dias, as temperaturas em Brumado podem chegar a 37 ºC. Um alívio maior no calor é esperado apenas em novembro, quando as máximas podem recuar para aproximadamente 30 ºC. Em dezembro, os termômetros devem permanecer próximos desse patamar.

Chuva ainda será insuficiente

A situação das chuvas também chama atenção. Na primeira quinzena de outubro, a previsão indica acumulados entre 10 e 15 milímetros em Brumado. O volume deve ser insuficiente para recuperar de forma significativa a umidade do solo.

Em novembro, as chuvas devem continuar irregulares, com acumulados entre 20 e 30 milímetros ao longo de 30 dias. Para dezembro, a expectativa é de volumes um pouco maiores, entre 20 e 50 milímetros, mas ainda abaixo da média histórica.

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Risco de estiagem aumenta no Nordeste

Com a influência do El Niño, áreas do Nordeste podem enfrentar condições de estiagem nos próximos meses. O cenário de calor elevado combinado com chuvas irregulares exige atenção dos produtores, principalmente no manejo das lavouras e das pastagens.

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