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29 de outubro de 2026

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El Niño pode reduzir safra brasileira de soja em até 12 milhões de toneladas, diz consultoria

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A safra brasileira de soja pode registrar perdas de até 12 milhões de toneladas sob efeito do El Niño, em um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015. A estimativa foi apresentada na quinta-feira (10) por Alexandre Mendonça de Barros, sócio de Agronegócio da EY, durante videocast promovido pelo BB Seguros e pelo Banco do Brasil (BB).

Segundo Mendonça de Barros, a projeção leva em conta os ganhos de produtividade acumulados desde 2015, combinados com a menor utilização de tecnologia e fertilizantes na atual temporada. O consultor destacou que o efeito do El Niño não é uniforme no país e tende a acentuar diferenças regionais.

A Região Sul e áreas de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul aparecem com menor risco de frustração de safra, embora o excesso de chuva possa atrapalhar os trabalhos no campo. Já Centro, Norte e Nordeste concentram risco climático elevado de perdas. Nesse caso, o quadro é agravado pela maior participação relativa dessas regiões na área plantada de soja em comparação com dez anos atrás.

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De acordo com o consultor, esse risco climático já começa a ser incorporado aos preços no mercado internacional. Ele afirmou que esse movimento ocorre em meio às perdas na safra de milho na Europa e às dúvidas sobre a produtividade nos Estados Unidos. Nesse ambiente, fundos de investimento voltaram a montar posições compradas em níveis recordes em soja, milho, trigo e algodão.

Na avaliação apresentada no videocast, compradores chineses também passaram a antecipar a demanda por soja para janeiro, elevando os prêmios de exportação no Brasil. “Minha impressão é que os chineses já viram que tem um risco de diminuir a oferta mesmo. Desde maio nós estamos vendo as posições aumentando”, disse Mendonça de Barros.

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Para a comercialização da safra, a orientação varia conforme a localização da propriedade e o risco produtivo de cada área.

Mendonça de Barros recomendou cautela aos produtores de regiões com maior risco climático para evitar sobrevend a da produção. “Produtores de regiões de maior risco climático devem tomar mais cuidado, não sobrevender. Vender e não colher é talvez o maior problema que você pode ter”, afirmou. Para áreas com tendência climática melhor e bom nível de tecnologia, ele avaliou que já há espaço para montar alguma posição de venda diante da melhora nos preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PF investiga movimentação de R$ 33 milhões entre TCE-MT e agências de publicidade

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Esquema, que teria facilitado desvio de dinheiro público, é suspeito de ter começado em 2025, com paralisação de pagamentos a fornecedores de serviços

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema milionário com indícios de desvio de dinheiro público no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O grupo classificado como organização criminosa teria movimentado ao menos R$ 33 milhões em apenas um ano. A informação é da GloboNews. 

Essa é a suspeita que levou o ministro Og Fernandes a autorizar a Operação Tomada de Contas nesta quinta-feira (29) que atingiu a cúpula do TCE-MT, com o presidente, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, preso, e outros três membros afastados – Guilherme Maluf, Alisson Alencar e Valter Albano, conselheiro aposentado membro da Comissão de Fiscalização. 

Os investigados suspenderiam contratos regulares com fornecedores para priorizar o pagamento a agências de publicidade. A suposta manobra facilitaria o desvio de dinheiro público. O esquema teria começado em 2025. 

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Os responsáveis pela execução orçamentária do TCE-MT teriam suspendido o pagamento a empresas de segurança e limpeza, por exemplo, para priorizar o pagamento a agências de publicidade.  

A suspeita é que os R$ 33 milhões investigados possam estar ligados a esse mecanismo. A Operação Tomada de Contas foi deflagrada para coletar documentos que sustentem a linha investigativa. A Polícia Federal identificou movimentações de saques, que chegariam R$ 500 mil. Um dos beneficiados teria sido o presidente Sérgio Ricardo. 

Além dos conselheiros, são alvos da operação o consultor jurídico geral do TCE, Ghegory Paiva Pires Moreira Maia; a secretária-executiva Roseli Alves; e os outros servidores Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva. 

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Com três membros atingidos por operação, Waldir Teis deve assumir comando do TCE-MT

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Conselheiro ocupa a função de vice-presidente e pode passar para o comando em decorrência de suspeita sobre o trabalho de três colegas de pleno

O vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Waldir Teis, deve assumir o comando do tribunal após a prisão do presidente, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida. 

O TCE teve três membros do pleno atingido pela Operação Tomada de Contas deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal. Além de Sérgio Ricardo, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou afastar Guilherme Maluf e Alisson Alencar. 

A decisão também atinge o conselheiro aposentado Valter Albano, que é membro da Comissão de Fiscalização. 

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A Polícia Federal apura indícios de irregularidades na gestão de contratos administrativos e no pagamento de servidores públicos. Além dos conselheiros, são alvos Ghregory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico geral do TCE; Roseli Loss, secretária-executiva; Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, e Gustavo Fernandes da Silva. 

A autorização da operação foi dada pelo ministro Og Fernandes. A investigação preliminar aponta para suposta manobra na suspensão de contratos administrativos para pressionar servidores do TCE-MT. Há suspeita também de favorecimento na liberação de dinheiro público. 

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Agro Mato Grosso

Justiça Federal inicia desocupação forçada da Terra Indígena Urubu Branco em MT

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A Justiça Federal determinou o início da desocupação da Terra Indígena Urubu Branco, localizada no nordeste de Mato Grosso, a partir desta quarta-feira (28). A operação prevê a retirada de ocupantes não indígenas que estão na área e poderá contar com o apoio de forças policiais, além da remoção de estruturas que impeçam o cumprimento da ordem judicial.

A decisão foi assinada pela juíza federal Danila Gonçalves de Almeida, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, no dia 22 de outubro. Segundo o despacho, o prazo concedido para a desocupação voluntária terminou e não havia nova decisão judicial suspendendo a medida.

De acordo com o planejamento apresentado à Justiça, a previsão é de participação de 40 integrantes da Força Nacional e cerca de 10 agentes da Polícia Federal, além de equipes de outros órgãos de segurança.

A decisão autoriza o uso de força policial em caso de resistência, assim como o arrombamento de portões e cadeados, quando necessário. Também permite a remoção e, em último caso, a demolição de cercas, construções e outras estruturas que impeçam a desocupação. Essas medidas devem ser avaliadas conforme a necessidade e a proporcionalidade.

Os ocupantes deverão retirar móveis, utensílios e pertences pessoais durante a operação. Caso isso não seja possível, os bens deverão ser identificados e, quando necessário, encaminhados para guarda provisória. A decisão também prevê procedimentos para a retirada de animais encontrados na área.

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A Prefeitura de Confresa foi acionada para disponibilizar caminhão e equipe de apoio para o transporte dos pertences dos ocupantes.

A ordem de desocupação deverá respeitar eventuais decisões judiciais individuais que autorizem pessoas específicas a permanecer na área.

A operação envolve a Justiça Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública e as polícias Militar e Civil.

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Agro MT