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8 de outubro de 2026

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Encontro nacional reúne mulheres para discutir liderança e oportunidades no agro

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Foto: Freepik

De acordo com publicação realizada pelo Jornal da USP, o Grupo de Estudos Luiz de Queiroz (GELQ), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, está com inscrições abertas para o VI Encontro Nacional de Mulheres no Agronegócio. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até 21 de agosto, quando acontecerá o evento.

Na oportunidade, especialistas, profissionais e estudantes irão discutir tendências, desafios e oportunidades para as mulheres no agronegócio. O objetivo é fortalecer a atuação feminina no setor por meio da troca de experiências, da disseminação de conhecimento e da criação de oportunidades de conexão entre profissionais, estudantes e lideranças do agro.

No encontro, ao longo do dia, serão abordados temas como formação acadêmica e liderança, empreendedorismo feminino, cenários econômicos para o agro, início de carreira, representatividade, sucessão familiar, comunicação e posicionamento profissional, além de estratégias para ampliar a presença das mulheres em cargos de liderança.

A programação também contará com momentos dedicados ao networking e à aproximação entre participantes, empresas e instituições do setor.

O encontro é voltado a estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, profissionais e demais interessados no tema, com interesse na construção de um agronegócio mais diverso, inovador e colaborativo, incentivando o protagonismo feminino.

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Serviço

Data: 21 de agosto de 2026
Horário: das 7h30 às 18 horas
Local: Pecege – Rua Cezira Giovanoni Moretti, 580, Santa Rosa, Piracicaba/SP

Inscrições: até 21 de agosto de 2026, pelo site da Fealq

Fonte: Jornal da USP

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Chuva irregular escalona início do plantio da soja em Gaúcha do Norte

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O plantio da soja começou de forma lenta e escalonada em Gaúcha do Norte, em Mato Grosso, diante da distribuição irregular das chuvas. Enquanto algumas propriedades já colocaram as máquinas em campo, outras ainda aguardam umidade suficiente para iniciar a semeadura.

A expectativa do Sindicato Rural é que a oleaginosa ocupe aproximadamente 230 mil hectares no município na safra 2026/27. Até agora, porém, a estimativa é de que apenas 5% dessa área tenha sido plantada.

O atraso ocorre em um cenário de solo seco e temperaturas elevadas. Em uma das propriedades, foram registrados até 65°C na superfície do solo, enquanto o acumulado desde o início de setembro chegou a cerca de 80 milímetros.

Na fazenda do produtor rural Adalberto Grando, o plantio começou pelas áreas irrigadas. Dos 2,1 mil hectares que serão cultivados com soja nesta safra, 600 hectares contam com irrigação e já foram semeados. “A chuva está muito escalonada ainda”, resume.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Janelas de umidade definem avanço

Nas áreas de sequeiro, a decisão de semear depende da ocorrência de chuvas capazes de garantir umidade suficiente para a emergência das plantas. Parte desses talhões chegou a receber sementes na tentativa de aproveitar os primeiros volumes registrados, mas o estabelecimento das plantas ainda é acompanhado.

“A gente tinha plantado até algumas alcinhas fora da área irrigada para aproveitar, não estava nascendo, vamos ver como vai ficar o estande, como vai ficar a qualidade do plantio”, relata Grando ao Patrulheiro Agro.

A propriedade tem 25% da área destinada à soja sob irrigação. Mesmo com a tecnologia disponível e a proteção da palhada, o produtor afirma que a condição climática interfere no início da lavoura.

“Falar que não tem impacto isso é não entender a sistemática, porque por mais que a gente tenha uma proteção de palhada, por mais que a gente tenha uma estrutura melhor, o impacto ainda existe”, pontua.

Em outras propriedades do município, a semeadura ainda não começou. O avanço, portanto, ocorre conforme as oportunidades de umidade, enquanto os produtores avaliam o risco de comprometer a formação inicial da lavoura.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Custo elevado aumenta cautela

Além da condição climática, o custo da safra pesa na decisão. Grando calcula que a implantação da soja ultrapasse R$ 5 mil por hectare, reduzindo a margem para erros em uma temporada de despesas elevadas.

“É um dilema em alguns momentos. Simplesmente a gente olha e pede a Deus, porque é risco de plantar e plantar mal a soja. Nós estamos falando de um custo de mais de R$ 5 mil por hectare”, afirma.

O produtor também chama atenção para o impacto que um atraso na soja pode provocar sobre o milho segunda safra. “Não plantar o milho na janela certa, nós estamos falando em ter uma produtividade que não paga nem a conta”, acrescenta.

A combinação de despesas elevadas e risco climático aumenta a preocupação com a tomada de decisão. “As margens na agricultura estão tão apertadas. Qualquer erro, qualquer problema que der a gente não consegue mais recuperar”, frisa Grando ao Canal Rural Mato Grosso.

Apesar da apreensão, ele considera que o cenário atual não deve necessariamente repetir o observado em 2015/16. Naquele período, segundo o produtor, a propriedade teve produtividade de 37 sacas de soja por hectare e perdeu a safrinha de milho.

“Todo mundo está jogando para cima dessa questão do super El Niño, comparando com 2015/16. Nós aqui em 2015/16 nós produzimos 37 sacas de soja de produtividade por hectare e perdemos 100% da safrinha de milho”, relembra.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Município aguarda regularização

Em outra propriedade em Gaúcha do Norte, o agricultor Josenei Zemolin ainda não iniciou a semeadura dos 1.080 hectares previstos com soja. A falta de umidade e as temperaturas elevadas mantêm as máquinas paradas.

“Nada, e as chuvas estão bem escassas, o solo está seco, o clima, temperatura muito quente e não tem condição de dar andamento no plantio”, relata à reportagem.

Para ele, a decisão também precisa considerar o custo da temporada. “Esse ano para nós é um custo bastante puxado, praticamente é uma das safras mais caras que Mato Grosso já plantou”, afirma.

A estratégia, neste momento, é aproveitar rapidamente os períodos de chuva para colocar as máquinas em operação. “Na hora que aparecer a chuva você vai aproveitar essa umidade que tem, talvez vai ter que tocar 24 horas para aproveitar a umidade”, explica Zemolin.

O presidente do Sindicato Rural de Gaúcha do Norte, Valdomiro Schulz, estima que apenas cerca de 5% da área do município tenha sido plantada até agora.

“Gaúcha do Norte o que tem plantado é muito pouco. Poucas fazendas plantaram. Eu mesmo não plantei nada porque na nossa área não teve umidade suficiente ainda”, comenta.

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A expectativa entre os produtores é que a chuva se regularize e permita acelerar os trabalhos. Schulz salienta que a retomada depende diretamente de uma melhora nas condições climáticas.

“Acredito que Deus vai mandar chuva o suficiente para que possamos fazer o plantio e acreditamos que daqui para frente a chuva normaliza e os plantios vão se normalizar e logo logo nós vamos estar com uma área plantada dentro do nosso município”, conclui.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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SLC Agrícola projeta ampliar em 2,2% a área plantada na safra 2026/27

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A SLC Agrícola projetou área plantada de 854,4 mil hectares na safra 2026/27, crescimento de 2,2% sobre os 836,1 mil hectares orçados para 2025/26. A estimativa foi divulgada em fato relevante nesta quarta-feira (7) e considera expansão liderada pelo algodão de segunda safra, principalmente com ampliação da área irrigada. A companhia também informou que fatores climáticos poderão afetar a projeção.

Segundo a SLC Agrícola, a redistribuição do mix de culturas busca maior rentabilidade, em linha com a rotação de culturas e com as práticas adotadas pela empresa no modelo de produção.

Na soja, incluindo grão comercial e sementes, a área deve passar de 429,7 mil hectares para 442,1 mil hectares, avanço de 2,9%. No algodão em pluma, a área total projetada é de 200,4 mil hectares, alta de 0,3%. Dentro desse total, o algodão de primeira safra deve recuar 10,8%, para 92,2 mil hectares, enquanto o algodão de segunda safra deve crescer 12,2%, para 108,2 mil hectares. Já o milho de segunda safra tem previsão de 154,6 mil hectares, queda de 2,3%.

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A companhia também estima aumento de produtividade. Para a soja, a previsão é de 4.080 quilos por hectare, alta de 1,1% ante o orçamento de 2025/26. No milho de segunda safra, a produtividade esperada é de 7.957 quilos por hectare, avanço de 2,8%. No algodão em pluma, a projeção é de 2.075 quilos por hectare na primeira safra e de 2.000 quilos por hectare na segunda, altas de 0,4% e 0,9%, respectivamente.

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O custo médio de produção por hectare está estimado em R$ 7.217, alta de 2,2%. A empresa atribuiu a variação principalmente à alta dos fertilizantes em dólar e à inflação projetada de 4%, com compensação parcial pela queda dos defensivos em dólar e pela valorização do real. A SLC informou ainda que 57% do custo de produção está indexado ao dólar e 43% está denominado em reais.

Na posição de hedge da safra 2026/27, a SLC Agrícola informou ter 52,9% da soja com preço travado a US$ 12,36 por bushel e 23,8% com câmbio protegido a R$ 5,3916 por dólar. No algodão, 62,2% da produção está travada a 79,14 centavos de dólar por libra-peso, e 23% tem câmbio protegido a R$ 5,7642 por dólar. Para 2027, a empresa estima ainda venda de 112,5 mil cabeças de gado e produção de 86.280 big bags de sementes.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fórum em Pelotas debate investimento e expansão da irrigação no sul do RS

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O 1º Fórum de Irrigação da Metade Sul do Rio Grande do Sul reuniu nesta quarta-feira (7/10), em Pelotas, representantes do governo, produtores e especialistas para discutir a importância da irrigação para a produção rural. O encontro ocorreu durante a 100ª Expofeira, no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes, com foco em experiências práticas e perspectivas para o desenvolvimento da região.

O subsecretário de Irrigação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Davi Teixeira, participou do debate como mediador. Segundo ele, o Rio Grande do Sul já projetou o investimento necessário para ampliar a área irrigada de sequeiro.

Teixeira afirmou que são necessários aproximadamente R$ 25 bilhões em investimento privado por parte dos produtores, com recursos próprios ou financiados. Pela política de incentivo Irriga+ RS, o Estado precisaria de R$ 3,6 bilhões para subvenção de até 20%.

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De acordo com o subsecretário, estudos da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) indicam que esse recurso pode vir da arrecadação adicional de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerada pelo incremento de produtividade proporcionado pela irrigação. Ele também disse que está em estruturação um mapeamento completo da infraestrutura hídrica disponível e das ações necessárias para uma expansão planejada.

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Durante o fórum, o produtor rural Gabriel Fernandes, administrador da Estância Santa Maria, afirmou que a pecuária apresenta maior segurança de condução em aspectos como venda, tratos e clima, em comparação com a soja. Segundo ele, a expansão da pecuária intensiva ocorre de forma mais gradual por causa da alta demanda de capital de investimento.

Fernandes defendeu o aumento dos indicadores por hectare e por unidade animal, com ganhos em etapas como desmame, recria e engorda. Na avaliação dele, planejamento, alto rendimento e irrigação estão entre os fatores centrais desse processo.

O engenheiro agrônomo Eduardo Burck, gestor da Estância Capororoca, afirmou que é preciso reduzir entraves governamentais e ambientais em articulação com as entidades. Já o presidente da Farsul, Domingos Velho, defendeu maior atuação na imagem do setor, independentemente da cadeia produtiva e do porte do produtor.

Realizado dentro da 100ª Expofeira de Pelotas, o fórum concentrou o debate sobre ampliação da área irrigada, necessidade de investimento, planejamento da infraestrutura hídrica e uso da irrigação como ferramenta de suporte à produção rural na Metade Sul do Estado.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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