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Bombeiros extinguem incêndio em Chapada e mantêm combate às chamas em Guiratinga

Incêndio na APA Chapada dos Guimarães foi controlado com apoio aéreo; equipes seguem atuando em fazenda no município de Guiratinga durante o período de estiagem
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu um incêndio florestal registrado na Área de Proteção Ambiental (APA) Chapada dos Guimarães e segue no combate a outro no município de Guiratinga nesta sexta-feira (31.7).
O incêndio de Chapada dos Guimarães foi controlado e extinto após uma operação de combate iniciada na quarta-feira (29.7). A ação contou com o apoio de viaturas, helicóptero e aeronaves, em uma atuação integrada entre equipes em solo e suporte aéreo.
Durante a operação, o apoio aéreo realizou o lançamento de aproximadamente 117 mil litros de água para auxiliar no combate às chamas. As chuvas registradas recentemente na região também contribuíram para o controle do fogo e favoreceram o trabalho das equipes responsáveis pela extinção do incêndio.
As ações contaram com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil do Estado e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), que atuaram de forma conjunta.
Já em Guiratinga, as equipes seguem no combate ao incêndio florestal que atinge uma fazenda. O combate conta com equipes atuando diretamente no campo, de forma contínua, com controle dos focos e proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados três focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Todos os focos registrados estão no bioma Amazônia e nenhum deles atinge terras indígenas ou áreas de conservação.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo, que estão sendo fiscalizados no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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Gripe já matou 21 pessoas em Cuiabá e supera avanço da Covid em 2026

Boletim da Secretaria Municipal de Saúde mostra crescimento de 74,95% nos casos de influenza e queda de 88,39% da Covid-19
A gripe se tornou a principal preocupação entre as doenças respiratórias em Cuiabá. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que, enquanto os casos de Covid-19 caíram 88,39% nas primeiras 29 semanas de 2026, as infecções por influenza (gripe) cresceram 74,95% e já provocaram 21 mortes na Capital.
O balanço, que considera o período entre 4 de janeiro e 25 de julho, aponta uma mudança no cenário epidemiológico da cidade. A Covid-19 registrou 121 casos confirmados e cinco óbitos, sendo dois de moradores de Cuiabá e três de pacientes de outros municípios. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 1.043 casos da doença.
Em contrapartida, a influenza passou de 1.062 notificações em 2025 para 2.386 registros neste ano. Desse total, 1.858 casos foram confirmados em moradores da Capital e outros 528 em pacientes do interior atendidos na rede municipal. Ao todo, a gripe já causou 21 mortes, sendo 16 entre residentes de Cuiabá.
Segundo a Secretaria de Saúde, o avanço da influenza está relacionado à maior circulação do vírus durante o período, à baixa cobertura vacinal e ao aumento da realização de testes, especialmente na rede privada.
O boletim também revela que as crianças são as mais afetadas pela doença. A faixa etária de até 6 anos concentra 966 casos, seguida por pessoas entre 15 e 59 anos, com 673 registros, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572, e idosos acima de 60 anos, com 175 casos.
Apesar de apresentarem menos infecções, os idosos seguem como o grupo mais vulnerável às complicações da gripe e concentram a maior parte das mortes registradas.
As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também acenderam um alerta. Entre janeiro e o fim de julho, Cuiabá contabilizou 1.463 hospitalizações relacionadas a vírus respiratórios, das quais 1.043 envolveram moradores da cidade. No período, foram registradas 970 altas hospitalares, 373 casos seguem em investigação e houve 120 mortes por SRAG. Somente a influenza respondeu por 332 internações graves e 21 desses óbitos.
Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários. As doses estão disponíveis nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) para idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores.
Além da imunização, a orientação é manter a higiene frequente das mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes ou sinais de agravamento, como febre alta e falta de ar.
Agro Mato Grosso
Lucas do Rio Verde é a campeã entre as médias no Centro-Oeste I MT

A cidade se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país
O projeto de transformar produção agrícola em riqueza industrial deu certo em Lucas do Rio Verde. Em pouco mais de quatro décadas, a cidade mato-grossense se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país. Não por acaso, conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte da Região Centro-Oeste no ranking de VEJA NEGÓCIOS.
A classificação leva em conta indicadores como emprego, renda, educação, saúde e gestão pública e confirma que planejamento de longo prazo, continuidade administrativa e vocação produtiva podem se traduzir em qualidade de vida e prosperidade. Desde a emancipação, em 1988, a população do município saltou de pouco mais de 5 000 habitantes para mais de 80 000.
O PIB per capita já supera os 100 000 reais anuais, cerca do dobro da média brasileira. Em ruas largas, arborizadas e planejadas, o desenvolvimento não ocorreu por acaso.
Desde os anos 2000, lideranças do agronegócio e sucessivas administrações municipais passaram a seguir um plano voltado à atração de investimentos e à industrialização da produção agrícola do entorno da cidade. O resultado foi um modelo de crescimento raro no Brasil.
Nas últimas duas décadas, Lucas do Rio Verde atraiu alguns dos maiores grupos do agronegócio nacional. A FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país, comprou neste ano toda a safra próximo de 1 milhão de toneladas do grão.
A beneficiadora de soja Amaggi e a processadora de proteína animal BRF mantêm no município, há mais de uma década, algumas de suas principais unidades industriais.
A localização estratégica às margens da BR-163, corredor logístico que liga o Centro-Oeste aos portos das regiões Norte e Sul, e a perspectiva de se tornar um importante entroncamento ferroviário de cargas nos próximos anos reforçam o potencial de expansão da economia local.
“O desenvolvimento de Lucas superou todas as melhores expectativas”, afirma o catarinense Osvaldo Martinello, que chegou à cidade há 37 anos e fundou a rede varejista que leva o sobrenome da família. A primeira loja, de apenas 150 metros quadrados, deu origem a um grupo com 113 pontos de venda distribuídos por 75 municípios mato-grossenses. “Chegamos com uma malinha nas costas e hoje somos uma empresa com 3 500 colaboradores. Essa trajetória só foi possível graças ao dinamismo econômico de Lucas do Rio Verde”, diz Martinello.
A força da agroindústria impulsionou também um amplo ecossistema de serviços.
“Ao longo do tempo, construímos um ciclo de crescimento acelerado, mas com equilíbrio social”, afirma o prefeito Miguel Vaz. O avanço da atividade econômica se refletiu no dinâmico mercado de trabalho local.
“Vivemos em pleno emprego desde o período pós-pandemia”, afirma o secretário municipal de Planejamento, Danilo Messias. Em 2025, considerando os municípios enquadrados na mesma faixa populacional dos critérios do Fundo de Participação dos Municípios, Lucas do Rio Verde liderou a geração de empregos no país. A boa gestão das contas públicas completa a equação. A arrecadação anual, próximo de 800 milhões de reais, supera despesas e investimentos, que giram em torno de 700 milhões.
Mais da metade do orçamento é destinada à saúde e à educação. O próximo desafio já está definido: ampliar a qualificação da mão de obra em inovação e tecnologia para atender às demandas de uma agroindústria cada vez mais sofisticada e preservar o ciclo de prosperidade que transformou Lucas do Rio Verde em uma referência nacional de desenvolvimento.
Agro Mato Grosso
TCE mantém suspenso pregão de R$ 1,4 milhão de Prefeitura para compra de mobiliário escolar

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve a suspensão do pregão eletrônico de quase R$ 1,4 milhão lançado pela Prefeitura de Sapezal para a aquisição de mobiliário escolar. A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, foi homologada durante sessão ordinária desta terça-feira (28).
A medida cautelar foi solicitada em representação de natureza externa, na qual o requerente apontou possíveis restrições à competitividade do certame. Conforme a denúncia, o edital exigia uma marca específica para os conjuntos escolares, autorizava a solicitação de amostras e laudos de todos os participantes em qualquer fase da licitação e impunha a comprovação de regularidade fiscal perante o município por todos os licitantes, inclusive aqueles sediados em outras cidades.
Na análise preliminar do processo, o conselheiro verificou que a prefeitura justificou a exigência da marca com o argumento de manter a padronização estética do mobiliário e do ambiente escolar, que já conta com móveis do fabricante indicado no edital. Para o relator, contudo, a justificativa é insuficiente e carece de fundamentação técnica.
“Em uma análise preliminar, as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podem garantir a harmonia visual necessária, sem necessidade de especificação de marca”, sustentou.
Em relação à exigência de regularidade fiscal perante o município, Alisson Alencar entendeu que a cláusula afronta o disposto no artigo 68 da Lei nº 14.133/2021, ao impor requisito incompatível com a legislação para empresas sediadas em outros municípios.
O conselheiro também apontou irregularidade na previsão que autoriza a administração a exigir amostras e laudos de todos os proponentes, por considerar que a medida contraria a sistemática prevista no artigo 41 da Lei de Licitações e impõe ônus desnecessário aos participantes do certame.
Ao votar pela manutenção da tutela provisória, o relator ressaltou ainda que a continuidade da licitação poderia resultar na adjudicação de um procedimento conduzido com regras potencialmente ilegais, causando prejuízos ao interesse público e ao erário.
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