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28 de julho de 2026

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Acusados pela morte de Roberto Zampieri vão a julgamento em Cuiabá

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Sessão desta terça-feira decidirá o destino dos três denunciados pela execução do advogado em Cuiabá.

O Tribunal do Júri de Cuiabá realiza nesta terça-feira (28) o julgamento dos três homens acusados de participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, na Capital. A sessão está marcada para as 9h e será presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal – Justiça Militar e Tribunal do Júri.

Respondem ao processo o homem apontado como autor dos disparos, um militar do Exército acusado de intermediar a execução e fornecer a arma utilizada no crime, além de um coronel do Exército denunciado por custear o homicídio. Os três tiveram a prisão preventiva mantida pela Justiça, que entendeu haver indícios suficientes de participação no crime para levá-los a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A acusação será representada por promotores do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), enquanto a defesa será feita por uma equipe de advogados constituída pelos réus. Durante o julgamento, também devem prestar depoimento testemunhas de acusação e defesa, entre elas delegados, investigadores, policiais federais e analistas de inteligência que participaram das investigações.

Apesar do julgamento desta terça tratar da execução do advogado, a apuração sobre os possíveis mandantes do assassinato ainda não foi concluída. Esse inquérito segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

Relembre o caso

Roberto Zampieri foi morto no dia 5 de dezembro de 2023, aos 57 anos, quando entrava em seu carro em frente ao escritório de advocacia onde trabalhava, em Cuiabá. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o atirador se aproximou do veículo e efetuou diversos disparos antes de fugir.

Segundo a Polícia Civil, o executor permaneceu cerca de uma hora aguardando a saída da vítima e utilizou uma caixa revestida com plástico para esconder a arma e reduzir o barulho dos disparos. O advogado foi atingido por dez tiros e morreu ainda no local. As investigações também apontaram que Zampieri possuía um veículo blindado, mas a blindagem não estava sendo utilizada no momento do crime.

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Agro Mato Grosso

Justiça libera pagamento imediato a 279 trabalhadores da Santa Casa em Cuiabá

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A Justiça do Trabalho homologou os acordos que garantem o pagamento imediato dos créditos trabalhistas a 279 ex-funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Para antecipar o recebimento, os trabalhadores aceitaram reduzir em 30% os valores a que tinham direito. Os recursos utilizados para a quitação são oriundos da venda do complexo hospitalar ao Governo de Mato Grosso, negócio fechado por R$ 30 milhões.

De acordo com a Coordenadoria de Apoio à Efetividade da Execução (Caex), do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), os valores já estão depositados em conta judicial e os alvarás de pagamento começaram a ser encaminhados à instituição bancária responsável pela liberação dos recursos.

Trabalhadores ainda podem aderir ao acordo

Os credores que ainda não aderiram à proposta continuam com a possibilidade de receber os valores de forma antecipada. Para isso, é necessário concordar com a aplicação do deságio de 30% e formalizar o pedido por meio de petição no processo piloto, conforme orientação da Caex.

A venda da sede da Santa Casa foi homologada pela Justiça do Trabalho em junho deste ano, consolidando a destinação dos recursos para o pagamento das dívidas trabalhistas acumuladas pela instituição.

Estado terá posse definitiva do imóvel

Além da liberação dos pagamentos, a Justiça também expediu o auto e a carta de arrematação do imóvel. Em decisão, a juíza da Caex, Eliane Xavier, determinou a emissão do mandado de imissão na posse, garantindo ao Estado de Mato Grosso o acesso definitivo ao complexo da antiga Santa Casa.

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Com vagas para PCD e salários de até R$ 10 mil, feira reúne empresas e Sine em Cuiabá

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Oportunidades vão de operador de caixa a gerente comercial. Ação busca acelerar a inserção no mercado de trabalho e conta com a participação de grandes atacadistas

As vagas disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Empreendedorismo se somam às cerca de 1.500 oportunidades oferecidas durante o evento. O atendimento será por ordem de chegada, com encaminhamento para processos seletivos, entrevistas e recebimento de currículos.

No estande da Prefeitura, os candidatos terão acesso a vagas cadastradas por centenas de empregadores da capital, com oportunidades para diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais. Os salários variam de um salário mínimo a R$ 10 mil, conforme a função e a qualificação exigida.

Entre as oportunidades disponíveis estão cargos de auxiliar administrativo, assistente e consultor de vendas, atendente de loja, operador de caixa, recepcionista, motorista, técnico em segurança do trabalho, farmacêutico, analista de recursos humanos, gerente comercial, soldador, eletricista, mecânico, operador de empilhadeira, repositor e açougueiro, entre outros. Também haverá vagas exclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD).

A programação contará ainda com processos seletivos promovidos em parceria entre a Unic, o Sine Cuiabá e a Fundação CDL (FDL), além da participação de empresas como Grupo Pereira, com as bandeiras Comper, Fort Atacadista e Trudy’s, ALT Brasil, Agro Ferragens Luizão, Mônaco Diesel, Biológica Farmácia de Manipulação, Drogasil, RDanillo RH e Assaí Atacadista.

Serviço

Feira de Empregabilidade da Unic Beira Rio

Data: terça-feira, 28 de julho
Horário: das 9h às 15h
Local: Bloco B da Unic Beira Rio, Avenida Manoel José de Arruda, nº 3.100, Jardim Europa, Cuiabá.

Os interessados devem comparecer com documento oficial com foto, CPF, carteira de trabalho, física ou digital, e currículo atualizado para participar dos processos seletivos e do encaminhamento às vagas.

Informações: (65) 99255-3707.

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Agro Mato Grosso

TCE defende restaurante popular com refeição a R$ 2,00 nos 142 municípios do estado

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu que os 142 municípios do estado tenham ao menos um restaurante popular, com refeições a R$ 2. A proposta, que será incluída no Plano de Metas Mato Grosso 2050, foi apresentada durante visita ao Restaurante Popular de Cuiabá, nesta segunda-feira (27), onde ele almoçou entre os frequentadores da unidade.

A instalação do restaurante, primeiro do estado, é fruto de articulação de Sérgio Ricardo em 2006, ainda em seu mandato como deputado. Vinte anos depois, o presidente do TCE aponta que a experiência pode ser replicada nas demais cidades mato-grossenses.

“Hoje eu comi feijão e arroz, cozido de carne com mandioca, salada, guisado de abobrinha, sobremesa e suco. Tem pessoas em Mato Grosso que não têm isso para comer. Não tiveram ontem, não têm hoje e não terão amanhã”, afirmou, ao destacar que o estado tem 500 mil pessoas abaixo da linha da pobreza. “Então, vamos propor, dentro do Plano de Metas Mato Grosso 2050, Mato Grosso não passa fome”, salientou.

O presidente explicou que o número de unidades seria proporcional ao porte de cada cidade, sendo seis restaurantes para Cuiabá, quatro para Várzea Grande, três para Rondonópolis e quatro para Sinop e Nova Mutum, por exemplo.  “Apesar de serem cidades ricas, tem gente passando fome”, ressaltou.

Sérgio Ricardo também propôs que a agricultura familiar forneça alimentos aos restaurantes populares, nos mesmos moldes em que já abastece a merenda escolar. O custeio, na proposta, seria dividido entre Governo do Estado e prefeituras, com a maior parte a cargo do Executivo Estadual.

Frequentadora do restaurante, Tereza Cordeiro recorre à unidade quando não pode cozinhar em casa ou almoçar na casa dos filhos. “Eu nem entendo muito de dinheiro, mas a R$ 2 a gente quase não está dando para comprar um café. A gente tem que agradecer”, disse ela. Moradora do bairro Altos da Serra, ela reforçou o apelo por uma unidade na região. “Não esquece da região do CPA. eu tenho certeza de que para muitos vai ser ótimo.”

Na ocasião, a vereadora Baixinha Giraldelli sugeriu a ampliação do atendimento para o jantar. “Acho que é pouco só o almoço. Quantas pessoas, crianças, adultos, velhos, dormem sem comer”, afirmou.

Ela pediu ainda que o Governo crie incentivo fiscal para o comércio doar alimentos hoje descartados. “Quantas coisas o mercado joga fora, que o Governo do Estado poderia dar incentivo dando desconto nas notas fiscais no que é doado para entidades, prefeitura, não importa, para não ser jogado fora, reaproveitado e matar a fome da população”, acrescentou.

Já o vereador Dilemário Alencar cobrou compromisso dos gestores para o avanço da pauta. “É importante, nesse momento eleitoral, os candidatos a governador colocarem nos seus planos de governo o compromisso da criação de mais restaurantes populares, junto aos agricultores familiares, para que a produção da agricultura familiar possa ir direto para esses restaurantes, o que vai criar mais empregos na nossa cidade.”

Histórico da iniciativa

A defesa de uma rede de restaurantes populares teve origem em 2006, quando Sérgio Ricardo era deputado e percorreu Rio de Janeiro e São Paulo para conhecer os restaurantes populares em funcionamento nas duas capitais, onde a refeição custava R$ 1. De volta a Mato Grosso, passou a cobrar de governador e prefeito a instalação de uma unidade no estado, a primeira delas em Cuiabá, seguida pela de Várzea Grande.

O Restaurante Popular de Cuiabá funciona na rua Barão de Melgaço, próximo à Câmara de Vereadores, de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h, exceto feriados. Segundo a Prefeitura da Capital, são servidas em média 900 refeições por dia, a R$ 2, custeadas pelo próprio Executivo.

“E este aqui foi uma luta nossa. Foi o primeiro restaurante popular a ser instalado no estado de Mato Grosso. Depois veio o de Várzea Grande. Aqui estão pessoas que precisam. Eu encontrei gente que vem do CPA, do Pedra 90, de Várzea Grande. Governo que quer, mata a fome do povo. Pode fazer estrada, pode fazer ponte, mas governo tem que matar a fome do povo”, concluiu o presidente.

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