Connect with us
21 de julho de 2026

Business

Nova plataforma acelera pesquisa e impulsiona o desenvolvimento de trigo mais produtivo

Published

on


Foto: Paulo Kurtz

O preparo de amostras de DNA de trigo passa a ser automatizado graças a uma nova plataforma de genotipagem da Embrapa Trigo. A tecnologia reduz um processo que era feito em dias para apenas cerca de 12 horas, diminuindo os custos da pesquisa e acelerando a identificação de marcadores genéticos ligados à produtividade e à resistência a doenças na cultura.

Esse avanço foi possível graças à evolução do processo de genotipagem — técnica que
permite identificar variações no DNA de um indivíduo. “Em duas décadas, o protocolo foi
modernizado, com a substituição das análises manuais em gel por sistemas de eletroforese —
que usam campo elétrico para separar moléculas — e, mais recentemente, pelo sequenciamento, que permite a genotipagem em larga escala e com alta precisão”, conta o laboratorista Jordalan Muniz.

O sequenciamento de segunda geração foi incorporado à rotina do Laboratório de Biotecnologia da Embrapa Trigo com a chegada de dois novos equipamentos: o ION Chef, responsável pelo preparo das amostras, e o ION GeneStudio S5 Plus, que realiza o sequenciamento.

“Podemos dizer que o trabalho de um ano agora pode ser realizado em apenas uma semana. É um ganho de eficiência que reduz custos e acelera a obtenção de dados moleculares em apoio ao programa de melhoramento genético do trigo na Embrapa”, detalha o pesquisador Luciano Consoli.

Potencial de uso da plataforma

nova plataforma trigo

O genoma do trigo é cinco vezes maior do que o genoma humano. Com o sequenciamento do genoma dessa espécie em 2018, a partir de um consórcio internacional de instituições de pesquisa, foi possível avançar em novas ferramentas de apoio ao trabalho da biotecnologia.

Atualmente, a equipe de Genética Molecular da Embrapa Trigo dispõe de informações de 5 mil marcadores moleculares para o trigo e de 3.500 marcadores para cevada compatíveis com essa plataforma.

Segundo a laboratorista Tatiane Crespi, a identificação de marcadores moleculares, associados a genes de interesse, contribui para a seleção de linhagens com características agronômicas desejáveis.

Esse conhecimento resultou no desenvolvimento de um painel de marcadores para serem utilizados na cultura do trigo. Com o uso da plataforma de sequenciamento de segunda geração, é possível fazer a análise simultânea de 384 amostras com 202 marcadores, gerando aproximadamente 80 mil data points.

Além disso, a plataforma de genotipagem possibilita avaliar regiões específicas nas sequências de DNA. “O primeiro resultado do uso dessa tecnologia para a geração de dados moleculares de genotipagem é o aumento da eficiência do processo de geração de novas cultivares e na identificação de alelos ou partes de genes de interesse para os programas de melhoramento. Se antes tínhamos uma representação cartográfica, agora temos algo mais detalhado, com ruas e placas de sinalização”, afirma Consoli.

Avanços para o melhoramento genético

As cultivares ou linhagens de trigo analisadas, que possuem os marcadores moleculares de interesse, poderão ser utilizadas nos blocos de cruzamentos dos programas de melhoramento.

No caso do trigo, essas análises já vêm sendo conduzidas, como no trabalho para ampliar a base da resistência genética às doenças, a exemplo da brusone, uma das frentes de trabalho consolidadas com o uso de análises moleculares e seleção assistida na Embrapa Trigo.

“Identificada, numa determinada cultivar, a presença de um marcador molecular associado à resistência, como por exemplo à brusone, suas plantas podem ser incorporadas ao programa de melhoramento para a realização de cruzamentos”, pontua a pesquisadora Gisele Torres.

Porém, ela lembra que, no decorrer das avaliações a campo, é fundamental analisar a reação
das plantas em condições de exposição ao fungo causador da doença.

“A simples presença de um determinado marcador, mesmo quando fragmentos do DNA são conhecidos por conferirem resistência, não é suficiente para que as plantas que o possuem sejam resistentes. O trabalho da biotecnologia é complementar ao trabalho do melhoramento. Assim, para verificar a efetividade de um determinado marcador molecular, é essencial que os melhoristas avaliem a reação das plantas frente ao patógeno a campo”, complementa Torres.

Outras potencialidades de uso prático da plataforma de sequenciamento de segunda geração estão sendo exploradas pela equipe. Em solos, por exemplo, é possível fazer a extração do DNA de uma amostra para identificar os microrganismos que podem beneficiar o cultivo do trigo numa determinada região.

Em outras palavras, identifica-se um perfil molecular daquele solo, o qual será, então, correlacionado com fatores de produção. No desafio de desenvolver trigos para celíacos, é possível caracterizar marcadores moleculares associados a genes codificadores de proteínas relacionadas à resposta imunológica ao glúten.

Os pesquisadores pretendem, ainda, explorar outras possibilidades de análises em expressão gênica por RNAseq, em sequenciamento de pequenos genomas (microrganismos), entre outras.

Consoli destaca o entusiasmo com o potencial de uso da ferramenta: “Antigamente utilizávamos uma lupa, passávamos para o microscópio e evoluímos para ver o que está dentro das plantas. Agora, conseguimos identificar todo tipo de variação presente nos fragmentos de DNA da planta que estão associados à defesa e ao uso de recursos do ambiente.”

O post Nova plataforma acelera pesquisa e impulsiona o desenvolvimento de trigo mais produtivo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Colheita do milho de segunda safra chega a 49,8% no Brasil, diz Conab

Published

on


A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 49,8% da área até o último sábado (18), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra divulgado nesta terça-feira (21). O avanço foi de 10,9 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos seguem 6,6 pontos porcentuais atrás do registrado no mesmo período da safra passada.

Segundo a Conab, no mesmo período do ciclo anterior a colheita do milho de segunda safra alcançava 55,5% da área. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 56,7%, o ritmo também está atrasado.

Entre os principais Estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da colheita, com 79,8% da área já colhida. Em Goiás, os trabalhos atingem 28%. No Mato Grosso do Sul, o índice está em 17%, enquanto o Paraná registra 16%.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

No milho verão 2025/26, a colheita chegou a 97,9% da área até o sábado (18), avanço de 0,8 ponto porcentual na semana. O desempenho também permanece abaixo do observado em igual período da safra passada, quando 98,4% da área havia sido colhida, e da média dos últimos cinco anos, de 98,3%. Maranhão tinha 85% da área colhida, Piauí 94% e Bahia 99%.

A colheita do algodão 2025/26 alcançou 12,8% da área, com avanço semanal de 4,7 pontos porcentuais. O percentual fica abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, com diferença de 3,9 pontos porcentuais, e também da média de cinco anos, de 14,2%. Mato Grosso havia colhido 8,7% da área, Goiás 27% e Bahia 21%.

No trigo 2026, a colheita chegou a 1,3% da área, avanço de 0,2 ponto porcentual em uma semana. Em relação ao mesmo momento da safra passada, quando o índice era de 2,4%, há atraso de 1,1 ponto porcentual. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 2,5%, o ritmo também está abaixo. Minas Gerais tinha 5% da área colhida e Goiás, 40%.

Já a semeadura do trigo 2026 alcançou 97,4% da área prevista, avanço de 2,7 pontos porcentuais na semana. O índice supera o de igual período da safra passada, de 96,9%, e a média de cinco anos, de 95,5%. Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul já concluíram o plantio. No Rio Grande do Sul, a semeadura estava em 97%; no Paraná, em 99%; e em Santa Catarina, em 77,4%.

Os dados da Conab mostram avanço semanal nos trabalhos de campo para milho, algodão e trigo, com a colheita do milho de segunda safra próxima da metade da área no país e a semeadura do trigo perto da conclusão.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Colheita do milho de segunda safra chega a 49,8% no Brasil, diz Conab apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Trigo tem leves ajustes; safra pode ser a menor desde 2020, diz Cepea

Published

on


Foto: Débora Fabrício/Canal Rural

Os preços do trigo registraram leves ajustes no mercado brasileiro, sustentadas principalmente pela retração de vendedores e pelas novas estimativas oficiais, que apontam redução da produção nacional neste ano para o menor volume desde 2020.

Segundo pesquisadores do Cepea, no Rio Grande do Sul, a baixa liquidez, a demanda reduzida da indústria e o abastecimento relativamente confortável dos moinhos mantêm a pressão sobre os preços. Já no Paraná, a menor disponibilidade de trigo sustentou as cotações no mercado de lotes.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu em 4,5% a estimativa da safra brasileira de trigo de 2026 em relação ao levantamento anterior, passando de 6,30 milhões para 6,03 milhões de toneladas. Se a projeção se confirmar, a produção será a menor desde 2020, ficando 23,5% abaixo da registrada na safra passada.

Segundo o Cepea, a revisão reflete principalmente a redução da área cultivada no Sul do país e a menor produtividade em parte do Centro-Oeste.

No fechamento de segunda-feira (20), o preço médio do trigo Cepea/Esalq no Paraná foi de R$ 1.395,99 por tonelada, com recuo de 0,28% no dia e alta de 2% no acumulado de julho. No Rio Grande do Sul, o indicador encerrou o dia em R$ 1.304,61 por tonelada, queda de 0,22% em relação à sessão anterior e baixa de 1,87% no mês.

O post Trigo tem leves ajustes; safra pode ser a menor desde 2020, diz Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Demanda por etanol anidro deve crescer 2,8% com E32 em 2026 e impulsionar investimentos

Published

on


Foto: Canal Rural Mato Grosso

O consumo nacional de etanol anidro deve entre agosto e dezembro de 2026 deve crescer 2,8% no Brasil com a ampliação do percentual da mistura do biocombustível na gasolina de 30% para 32%. Já no comparativo entre a safra 2025/26 e a estimativa para 2026/27 o volume demandado deve saltar de 14,03 bilhões para 15,16 bilhões de litros, cerca de 1,13 bilhão de litros, aproximadamente 8%.

Mato Grosso é o segundo maior produtor de etanol do país. Na avaliação do Sistema Fiemt e do Bioind MT, o aumento da mistura do etanol anidro de 30% para 32% na gasolina, o chamado E32, anunciado no dia 14 de julho pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), deve impulsionar novos investimentos no setor no estado.

Análise do Observatório de Mato Grosso, divulgada pelo Sistema Fiemt e do Bioind MT, prevê que entre agosto, quando a medida será implementada, e dezembro de 2026 a demanda por etanol anidro no Brasil aumente em cerca de 411,6 milhões de litros, o que deve elevar o consumo para 14,87 bilhões, aumento de 2,8% no comparativo com as perspectivas com a mistura na gasolina em 30%.

“É uma medida importante para o desenvolvimento do setor, para novos investimentos, para o meio ambiente e para a geração de empregos. Mais etanol na gasolina significa um ambiente mais limpo e menos importação de gasolina”, pontua o presidente do Sistema Fiemt e do Bioind MT, Silvio Rangel.

Atualmente Mato Grosso conta com 27 indústrias em operação produzindo etanol tanto a partir da cana de açúcar quanto do milho. Juntas geram 10,7 mil empregos formais. Somente em 2025, R$ 3,05 bilhões em arrecadação de ICMS em 2025, aproximadamente 12% de todo o imposto arrecadado no Estado.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Demanda por etanol anidro deve crescer 2,8% com E32 em 2026 e impulsionar investimentos apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT