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IBGE publica agenda da semana com reuniões sobre o Censo Agropecuário

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (20), às 9h, a Agenda IBGE com a programação da semana entre os dias 20 e 24 de julho. Entre os compromissos previstos estão reuniões da Presidência sobre o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, além da participação da Diretoria de Pesquisas em eventos voltados à sociologia e à economia rural.
A agenda semanal reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diferentes áreas do instituto, incluindo Presidência, diretorias, assessorias, superintendências estaduais e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).
Na terça-feira (21), às 16h, representantes da Presidência participam de reunião ordinária de cronograma do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Na quinta-feira (23), às 14h, está prevista reunião semanal de alinhamento técnico sobre o mesmo tema. Ainda na segunda-feira (20), às 10h, integrantes da Presidência participam de reunião gerencial da Coordenação-Geral de Operações Censitárias (CGOC), e na quarta-feira (22), às 9h30, a equipe acompanha reunião da área de Banco de Dados Operacionais (BDO).
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Na Diretoria de Pesquisas (DPE), a programação de segunda-feira (20) a quinta-feira (23) prevê participação, durante todo o dia, no 16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology.
Entre as superintendências estaduais, a agenda também inclui atividades de campo e acompanhamento de pesquisas. No Pará, há coleta e supervisão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAdC) em Santarém na segunda-feira (20). No Piauí, a terça-feira (21) tem coleta das pesquisas mensais PMC e PMS em Parnaíba. Em Minas Gerais, a quarta-feira (22) prevê fechamento da coleta das remessas do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC).
Desde 2024, a Agenda IBGE é divulgada às segundas-feiras, às 9h, com os compromissos previstos para os dias seguintes. A edição desta semana concentra atividades administrativas, operacionais e técnicas em diferentes áreas do instituto, incluindo a organização do Censo Agropecuário.
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
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Argus projeta safra de trigo da Ucrânia em 24,1 milhões de toneladas em 2026/27

A consultoria Argus atualizou as estimativas para a produção de trigo na Europa e na região do Mar Negro e projetou a safra da Ucrânia em 24,1 milhões de toneladas em 2026/27. O volume representa alta de 2% ante 2025, quando a colheita somou cerca de 23,6 milhões de toneladas. A revisão também traz novos números para França e Romênia, além de informações sobre produtividade, clima e qualidade do cereal.
Na Ucrânia, o rendimento médio nacional foi estimado em 4,73 toneladas por hectare, avanço de 6% sobre a média de cinco anos. No sul do país, em regiões como Odessa e Mykolaiv, a produtividade supera a média de 3,9 toneladas por hectare registrada no ano anterior.
No leste ucraniano, a produção de Kharkiv ficou projetada em patamar 11% acima da média de cinco anos, enquanto Dnipropetrovsk apresenta recuperação. Nas áreas central e oeste, os volumes permanecem próximos das máximas recentes, sustentados pelas chuvas e pela umidade do solo.
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Segundo a Argus, o frio no início de maio atrasou o desenvolvimento das lavouras e a aplicação de fertilizantes na Ucrânia. As chuvas de junho elevaram os riscos de acamamento e de doenças fúngicas. A redução do uso de nitrogênio no sul e no leste também afeta a qualidade do grão.
Na França, a consultoria estimou a safra de trigo em 32,3 milhões de toneladas. A projeção foi reduzida após uma onda de calor de oito dias consecutivos em meados de junho, que atingiu lavouras do norte do país durante a fase de enchimento de grãos. Nas áreas ao leste de Paris, o rendimento pode ficar abaixo da média de sete anos.
Na Romênia, a produção foi estimada em cerca de 13,9 milhões de toneladas, sustentada por chuvas em maio e pelo derretimento de neve. A maior produção é esperada no leste e sudeste, em áreas como Constanta, Ialomita e Calarasi. No sudoeste, em regiões como Teleorman, Dolj e Olt, o rendimento varia conforme a distribuição das chuvas. A colheita no país registra atraso de pelo menos duas semanas por causa de baixas temperaturas e umidade.
A revisão da Argus mostra um quadro de recuperação da safra ucraniana, redução na estimativa francesa e manutenção de volume elevado na Romênia. No caso romeno, a priorização do rendimento diante dos custos com insumos amplia a participação do trigo destinado à ração animal, enquanto a alta do diesel eleva os custos de transporte.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Exportadores correm o risco de assumir sozinhos a tarifa de 25% dos EUA, alerta advogada

Com a entrada em vigor nesta quarta-feira (22) da sobretaxa adicional de 25% imposta pelo governo de Donald Trump, empresas brasileiras do agronegócio com contratos de exportação, fornecimento, armazenagem, transporte e financiamento atrelados aos EUA estão sem prazo para revisar cláusulas contratuais de preço, prazo de entrega e força maior.
O alerta é da advogada e coordenadora da área de Agronegócios do CSA Advogados, Ieda Queiroz. Segundo ela, os exportadores estão correndo o risco de assumir sozinhas o custo extra da medida.
“As tarifas exigem atenção redobrada na gestão dos contratos. A adequada alocação de riscos passa a ser determinante para preservar a viabilidade das operações em um ambiente internacional mais volátil”, afirma.
De acordo com a especialista, o setor precisa agir rapidamente em cinco frentes contratuais:
- Cláusulas de preço, para incorporar o custo adicional da tarifa sem inviabilizar a operação;
- Volumes e prazos de entrega, especialmente em contratos já fechados antes de 22/07;
- Mecanismos de recomposição do equilíbrio econômico, para redistribuir o impacto entre as partes;
- Dispositivos de hardship e força maior, testando se cobrem um aumento tarifário desta natureza; e
- Cláusulas de alteração superveniente das circunstâncias, que podem justificar renegociação mesmo em contratos já assinados.
Segundo Ieda, a urgência é maior para cadeias diretamente atingidas, como carne bovina, algodão e celulose. Mesmo com a exclusão de itens estratégicos (carne bovina in natura, café, petróleo bruto, celulose e aeronaves civis), a advogada avalia que os efeitos sobre o setor são amplos, com tendência de redirecionamento de fluxos comerciais, aumento da oferta em outros mercados e maior volatilidade na formação de preços das commodities.
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“Mais do que um impacto pontual sobre as exportações, as tarifas norte-americanas reforçam a necessidade de uma gestão integrada dos riscos comerciais, regulatórios e jurídicos”, diz.
Para ela, diversificação de mercados, revisão da matriz contratual e monitoramento constante das medidas geopolíticas são essenciais para preservar a competitividade do agronegócio brasileiro nos próximos meses.
‘Medida juridicamente frágil’
A tarifa de 25% aos produtos brasileiros foi formalizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) em 15 de julho após determinação do presidente norte-americano Donald Trump.
Para o sócio da área de Agronegócios do Santos Neto Advogados e advogado especialista em contratos internacionais, Frederico Favacho, o processo carece de base fática consistente. Segundo ele, mesmo no tema ambiental — um dos pilares da investigação — a acusação de que o Brasil não aplicaria suas próprias leis “não resiste ao exame da realidade”, já que o país possui uma das legislações florestais mais exigentes do mundo.
Para Favacho, a lista de produtos isentos da tarifa reforça a fragilidade jurídica da medida: ao excluir insumos dos quais os EUA não podem prescindir, a lista deixa claro que o objetivo é “criar alavancagem”, e não corrigir as práticas que a investigação alegou combater.
Na avaliação do advogado, a ação viola pilares da ordem jurídica multilateral do comércio, como o princípio da nação mais favorecida e as consolidações tarifárias assumidas pelos Estados Unidos no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT, na sigla em inglês).
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Colheita da safrinha de milho avança para 49% no Centro-Sul, diz AgRural

A colheita da safrinha de milho de 2026 no Centro-Sul do Brasil alcançou 49% da área cultivada até quinta-feira (16), informou a AgRural. O índice representa avanço sobre os 40% registrados uma semana antes. O ritmo dos trabalhos acelerou pela segunda semana consecutiva, depois de um início mais lento em razão do excesso de umidade, mesmo com chuvas isoladas ainda presentes em algumas áreas.
Segundo a AgRural, o avanço da colheita ocorreu de forma mais consistente e simultânea nos diversos Estados da região. Na comparação anual, o ritmo ainda está abaixo do observado no mesmo período da safrinha de 2025, quando 55% da área já havia sido colhida.
Mato Grosso segue na liderança dos trabalhos. De acordo com a consultoria, a colheita já está finalizada ou muito próxima disso em áreas do Médio-Norte do Estado.
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Na sequência aparecem Paraná e Goiás, embora ainda com distância relevante em relação ao ritmo registrado em Mato Grosso. Os demais Estados também apresentaram evolução na semana passada.
O destaque foi Mato Grosso do Sul, onde a colheita ainda não havia ganhado tração na primeira quinzena de julho por causa da demora na perda de umidade dos grãos. Com a melhora das condições, os trabalhos avançaram junto com os demais Estados do Centro-Sul.
O levantamento reforça a mudança de ritmo da safrinha após um começo arrastado, marcado pelas dificuldades operacionais associadas à umidade excessiva nas áreas produtoras.
Até quinta-feira (16), a colheita da safrinha de milho de 2026 no Centro-Sul chegou a 49% da área, acima dos 40% da semana anterior e abaixo dos 55% de igual período do ano passado, com Mato Grosso na dianteira dos trabalhos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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