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16 de julho de 2026

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Tecnologia, manejo e precisão: a receita por trás de uma soja campeã

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Reprodução Soja Brasil

Itapetininga, no interior de São Paulo, consolidou-se como uma das principais produtoras de soja do estado. Na safra 2025/26, o município produziu cerca de 119,7 mil toneladas do grão, segundo o Sindicato Rural de Itapetininga. A Expedição Soja Brasil visitou uma fazenda premiada da região que se tornou referência em produtividade e manejo. Neste ciclo, a propriedade alcançou quase 96 sacas por hectare.

Além da importância para o agronegócio, Itapetininga também se destaca na economia paulista. De acordo com o último levantamento do IBGE, referente a 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) do município se aproxima de R$ 8 bilhões.

Segundo o diretor do Sindicato Rural de Itapetininga, Marcos Müller, a soja ganhou força na região ao longo da última década. “A área de plantio, a quantidade colhida em milhares de toneladas e também o rendimento por área vêm crescendo. Esse avanço chega a superar 100% nos últimos anos”, diz.

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Um dos responsáveis por esses resultados é o produtor rural Hiroyuki Oi Kekok, da Fazenda Estância Célia. A propriedade conquistou o Prêmio Desafio de Máxima Produtividade de Soja da safra 2024/25 na região Sudeste, com rendimento de 119,25 sacas por hectare.

Segundo o produtor, o resultado foi consequência da combinação entre planejamento, escolha da melhor janela de plantio, clima favorável e um manejo realizado dentro do cronograma.

“Nessa área que ganhou o prêmio conseguimos fazer o plantio na melhor janela. O clima também foi extremamente favorável ao desenvolvimento da cultura e seguimos toda a programação de manejo, com aplicações de inseticidas, herbicidas, fertilizantes foliares e nutrientes. Foi uma área em que conseguimos cumprir todo o cronograma no momento certo”, comenta.

A alta produtividade, porém, é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de décadas. Hiroyuki explica que os investimentos em agricultura de precisão transformaram a eficiência da fazenda.

“Faz mais de 20 anos que comecei a investir em agricultura de precisão. Percebemos a necessidade de melhorar a qualidade operacional da fazenda. Hoje ela nos ajuda a medir o desempenho das operações, quantificar a produção e avaliar parâmetros como qualidade do plantio, pulverização, colheita e perdas. Tudo isso faz parte de um grande pacote de gestão que contribui para alcançar altas produtividades”, conclui.

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Pesquisadora do Inpa recebe prêmio internacional por estudo com samburá de abelha amazônica

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Foto: divulgação/
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

A pesquisadora Kemilla Sarmento Rebelo, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), foi a vencedora do prêmio MZ Mustafa for Young Researcher in Meliponitherapy, concedido pela International Bee Research Association (Ibra).

O reconhecimento veio pela publicação do artigo “Suplementação com o samburá reduz a glicose de jejum e modula a microbiota intestinal em modelo animal de obesidade induzida” e pela avaliação da sua produção científica por uma comissão composta por um pesquisador representante de cada continente.

A cerimônia ocorreu no dia 18 de junho, durante o encerramento do ISSB IBRA 2026 – International Symposium on Stingless Bees, realizado online, na Grécia. O prêmio é concedido a jovens cientistas que se destacam pela excelência científica no estudo dos produtos das abelhas sem ferrão.

Sobre o estudo

O estudo pré-clínico é o primeiro a demonstrar que o samburá (o pólen das abelhas sem ferrão) produzido por uma espécie de abelha amazônica reduz a glicemia de jejum e modula bactérias específicas do intestino em modelo animal de obesidade.

“A modificação da microbiota intestinal foi associada à melhoria do metabolismo sistêmico da glicose, indicando grande potencial do samburá para uso por pessoas com diabetes”, explica Kemilla Sarmento.

Para a pesquisadora, o prêmio é um incentivo para ampliar os estudos sobre produtos de abelhas sem ferrão, ainda pouco explorados no Brasil e no mundo.

“Não tem muitas pesquisas sobre o samburá, embora a gente tenha mais de 500 espécies de abelhas sem ferrão no mundo todo. O potencial é enorme aqui na Amazônia. O Amazonas é o estado com a maior diversidade de abelhas sem ferrão, então ainda há muito a conhecer sobre o samburá de cada espécie. Me sinto muito feliz e honrada em receber esse prêmio”, comemorou.

O Inpa mantém uma coleção viva de abelhas sem ferrão e uma linha de pesquisa sobre produtos de abelhas nativas, com foco em nutrição, saúde e bioeconomia.

Trajetória

A pesquisadora Kemilla Rebelo ingressou no Inpa há cerca de um ano, trazendo uma carreira acadêmica consolidada como docente da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

A pesquisa que resultou em sua premiação é fruto de sua trajetória e foi desenvolvida ao longo de sua formação doutoral na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), período em que realizou parte dos estudos na Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

Sua trajetória contou com o apoio de reconhecidas instituições de ciência e tecnologia, incluindo a concessão de bolsa pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

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Suco de laranja brasileiro fica fora da sobretaxa de 25% imposta pelos EUA

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Foto: Pixabay

Os Estados Unidos excluíram os principais produtos exportados pela cadeia brasileira do suco de laranja da lista de itens que serão atingidos pela sobretaxa de 25%, anunciada na madrugada desta quinta-feira (16).

A medida é resultado de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e isenta da sobretaxa o suco de laranja concentrado congelado, concentrado não congelado, o suco não concentrado, além da polpa e dos óleos essenciais de laranja.

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação de interdependência no mercado de suco de laranja. O produto brasileiro é fundamental para complementar a oferta norte-americana e garantir o abastecimento do mercado, especialmente diante da forte redução na produção da Flórida.

“Os Estados Unidos são um mercado estratégico para o setor brasileiro. Essa relação beneficia produtores, indústrias e consumidores dos dois países”, afirma o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto. 

Na safra 25/26, os Estados Unidos se consolidaram como o principal destino do suco de laranja brasileiro, com participação de 48% nas exportações. No período, o país importou 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, que geraram receita de US$ 1,08 bilhão.

“Vale lembrar que o Brasil já paga uma tarifa de US$ 415 por tonelada para acessar o mercado norte-americano. A exclusão desses produtos evita, neste momento, a incidência da tarifa adicional sobre importantes itens da pauta de exportações da cadeia citrícola brasileira”, pondera Netto. 

Para o executivo, o diálogo, a cooperação e o respeito às regras do comércio internacional são os melhores caminhos para preservar a previsibilidade e a estabilidade das relações comerciais.

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Colheita de soja 2025/26 na Argentina atinge 99,9% da área cultivada

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Imagem gerada por IA

A colheita da soja da safra 2025/26 na Argentina alcançou 99,9% da área cultivada, de acordo com levantamento semanal divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca.

Na semana anterior, os trabalhos estavam em 99,8% da área estimada em 16,224 milhões de hectares, o que representa um avanço de 0,1 ponto percentual no período.

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No mesmo intervalo do ano passado, a colheita já havia sido concluída, alcançando 100% dos 17,994 milhões de hectares cultivados na safra 2024/25.

Com o avanço registrado nesta semana, os trabalhos de campo estão praticamente finalizados na Argentina, um dos principais produtores e exportadores mundiais de soja.

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