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16 de setembro de 2026

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‘Renegociação de dívidas rurais não é automática’, alerta ex-presidente do Banco do Brasil

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Foto: Canal Rural

O anúncio do governo federal sobre a renegociação das dívidas rurais pode aliviar a situação financeira de milhares de produtores, mas a adesão ao programa dependerá do cumprimento de critérios específicos. O alerta é de Fausto Ribeiro, ex-presidente do Banco do Brasil e sócio da BX2 Capital.

Segundo o especialista em crédito rural, a renegociação “não é automática” e quem não organizar a documentação antecipadamente pode ficar de fora. “O produtor que não estiver com a documentação em ordem vai ter dificuldade mesmo com a medida aprovada”, afirma.

Ribeiro explica que o programa será dividido em duas modalidades. A primeira contempla os casos considerados mais graves, envolvendo produtores que registraram três ou mais perdas decorrentes de eventos climáticos.

“Nesses casos, o prazo chega a 10 anos, com dois anos de carência e sem necessidade de entrada”, diz. Os juros variam de 5% ao ano para agricultores enquadrados no Pronaf e podem chegar a 11% para produtores de maior porte.

Já a segunda modalidade atende agricultores que comprovarem perda de pelo menos 30% em duas safras consecutivas, seja por fatores climáticos ou pela queda dos preços agrícolas.

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“Aqui o prazo é de oito anos, também com dois anos de carência e sem entrada”, explica. As taxas vão de 6% ao ano para beneficiários do Pronaf até 12% para os demais produtores.

Documentação será decisiva

Apesar de alguns bancos já estarem preparados para iniciar as renegociações, Ribeiro ressalta que a formalização do programa ainda depende da publicação de uma medida provisória.

Enquanto isso, ele recomenda que os produtores antecipem a organização dos documentos exigidos pelas instituições financeiras.

“O produtor vai precisar comprovar as perdas. Laudo técnico de frustração de safra, boletim de vistoria do Proagro ou documento equivalente reconhecido pelo banco”, destaca.

Além disso, será necessário identificar quais contratos poderão ser renegociados, reunir os saldos devedores atualizados e manter a documentação da propriedade regularizada.

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“Está com CAR regularizado, certidões livres de impedimentos ambientais, tudo isso o banco vai exigir antes de formalizar qualquer acordo.”

Na avaliação do especialista, quem se antecipar poderá sair na frente quando a medida entrar em vigor.

“Quem se organizar primeiro negocia com melhores condições antes que a fila se forme.”

Alívio financeiro, mas sem eliminar riscos

Para Ribeiro, a renegociação representa um importante alívio para o caixa das propriedades, mas não resolve todos os desafios enfrentados pelo setor.

“O que ela resolve? O custo do carregamento da dívida. Tira a pressão sobre o seu caixa e ajuda a preservar o relacionamento de crédito com seu banco.”

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Por outro lado, ele lembra que permanecem problemas como o elevado custo de produção, a volatilidade dos preços das commodities e os riscos climáticos previstos para a próxima safra.

“O custo de produção continua alto, o risco de preço da soja e do milho continua existindo e o risco climático para a próxima safra está na mesa.”

Diante desse cenário, o especialista recomenda que o produtor aproveite o período proporcionado pela renegociação para fortalecer a gestão da propriedade.

“A renegociação compra tempo. O que define se esse tempo foi bem usado é o que o produtor faz com ele.”

Entre as medidas sugeridas estão estruturar mecanismos de proteção de preços antes do plantio, contratar seguro rural antecipadamente e revisar a estrutura financeira da operação com profissionais especializados em crédito rural.

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Segundo Ribeiro, a inadimplência rural passou de 4,6% para 12,7% no último ano. Para ele, isso reforça que a renegociação ajuda a resolver dívidas antigas, mas não substitui o planejamento financeiro.

“A renegociação resolve o passado. O risco futuro exige planejamento”, conclui.

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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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MDA

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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