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17 de outubro de 2026

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Análises confirmam fungo em lavouras de milho e orientam manejo em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Análises laboratoriais de amostras coletadas em lavouras de milho de Mato Grosso confirmaram a presença do fungo Stenocarpella maydis, conhecido pelos produtores como Diplodia. A identificação esclarece a origem da podridão branca observada nas espigas durante a colheita da segunda safra e direciona as próximas etapas de manejo da doença.

O resultado é fruto da investigação iniciada após produtores de diferentes regiões relatarem aumento de grãos avariados e sintomas nas espigas em uma safra marcada pelas chuvas fora de época. As amostras foram coletadas em áreas afetadas para identificar o agente responsável pelos danos observados no campo.

A confirmação permite concentrar as pesquisas nas condições que favoreceram a ocorrência da doença e nas estratégias mais adequadas para reduzir seus impactos nas próximas safras.

O pesquisador de Passo Fundo (RS), Erlei Melo Reis, especialista em doenças de plantas responsável pelas análises, afirma que todas as amostras avaliadas apresentaram o mesmo resultado. “Recebemos várias amostras de Mato Grosso e com microscópio visualizamos os esporos. Esses esporos foram medidos e confirmados através da literatura por serem relativamente pequenos e pertencerem à espécie Stenocarpella maydis, uma doença bem conhecida registrada no estado e que nós já havíamos diagnosticado também aqui na safra anterior”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Confirmação esclarece origem da doença

As análises foram realizadas durante visitas técnicas a propriedades de diferentes regiões produtoras de Mato Grosso. O trabalho buscou esclarecer dúvidas surgidas durante a colheita, quando produtores passaram a relatar o aumento de espigas com sintomas de podridão e surgiram especulações sobre uma possível nova doença.

De acordo com Erlei Melo Reis, os resultados descartam essa hipótese e mostram que o fungo identificado já era conhecido pela pesquisa e havia sido registrado anteriormente no estado.

“Ficamos surpresos quando disseram que havia uma nova podridão-salmão do milho em Mato Grosso. Em todas as amostras que nós recebemos de Mato Grosso, nesta jornada, nós confirmamos que encontramos somente Stenocarpella maydis”, diz o pesquisador à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

A identificação, segundo o especialista, permite direcionar as próximas etapas dos estudos e discutir medidas de manejo baseadas em evidências técnicas, evitando decisões tomadas apenas por suposições.

milho fungo branco Stenocarpella maydis foto Pedro Silvestre Canal Rural Mato Grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Chuvas mudaram o cenário da safra

As chuvas fora de época alteraram o ritmo da colheita do milho segunda safra em Mato Grosso e criaram uma situação incomum para os produtores. Além de dificultarem a entrada das máquinas nas lavouras, as precipitações comprometeram o transporte da produção, aumentaram a umidade dos grãos e elevaram os índices de avarias.

O gerente de produção Edivandro Milani conta que o excesso de chuva pegou o setor de surpresa e acabou comprometendo toda a logística das propriedades, desde a colheita até o armazenamento da produção. “Ninguém esperava essa chuva nessa época, no armazém o suporte é pequeno, então precisa ir colhendo e tirando, e aí acontece muitas vezes que não tem esse fluxo, a estrada fica ruim, caminhão não vem, o processo de colheita enrola”.

Segundo Milani, o milho que permanece mais tempo no campo fica mais suscetível aos danos provocados pela umidade, refletindo diretamente na qualidade dos grãos entregues.

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“Começa entrar chuva pela ponteira se ela não fecha direito e começa a acumular embaixo. Já tem danos nos primeiros plantados, tem carga que não dá nada e tem carga que sai com 5%, 8%, 10% de avariado”.

Em Diamantino, o produtor rural Flávio Kroling afirma que os relatos de municípios vizinhos mostram que os efeitos das chuvas vão além do aumento de grãos avariados e já incluem perdas provocadas pelo acamamento das plantas.

“Tenho relatos de produtores colhendo 25%, 30% de grãos avariados. Não é normal chover em junho e esse ano já foram várias chuvas agora no mês de junho. Essas chuvas, além de causar o problema dos grãos avariados, também são responsáveis pelo acamamento, ou seja, estão derrubando o milho”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Manejo passa por prevenção e pesquisa

Para o agricultor Enéas Glaucio Batistela, a confirmação do fungo representa um passo importante para que os produtores tenham informações técnicas e possam tomar decisões com mais segurança nas próximas safras.

Ele defende que o diagnóstico seja baseado em análises laboratoriais, evitando conclusões precipitadas sobre a origem dos danos observados nas lavouras.

“O que tem muito por aí é achismo. Acho que é isso, acho que é aquilo, mas o produtor tem que ser cada vez mais profissional. Mandar as plantas para os laboratórios para ver o que que é realmente o problema”.

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Conforme Erlei Melo Reis, a Stenocarpella maydis pode ser introduzida por sementes infectadas e também sobreviver na palhada de áreas cultivadas continuamente com milho. Por isso, práticas como a rotação de culturas e o manejo dos resíduos da lavoura são apontadas como estratégias importantes para reduzir a presença do fungo no campo.

O pesquisador explica que ainda não existem comprovações científicas de que aplicações de fungicidas durante o ciclo da cultura sejam eficazes para controlar a podridão das espigas.

“A pesquisa não tem dados que essa doença, a podridão das espigas do milho, possa ser minimizada com a aplicação de fungicidas, não temos essa informação ainda”, enfatiza.


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Brasil se aproxima dos EUA nas exportações do agro; ASSISTA

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O Brasil está próximo de ultrapassar os Estados Unidos em receita com exportações agrícolas, mas a disputa pela liderança mundial ocorre em meio a desafios comerciais e geopolíticos. Como o próximo governo brasileiro vai lidar com essa relação?

O assunto foi destaque no Radar Rural, videocast do Canal Rural.

Dados apresentados no programa mostram que a diferença entre os dois países diminuiu nos últimos anos. Em 2025, os Estados Unidos registraram US$ 171,5 bilhões em receita com exportações agrícolas, ante US$ 169,2 bilhões do Brasil. A diferença foi de US$ 2,3 bilhões, enquanto, em 2021, a vantagem americana era de US$ 56 bilhões.

Soja e tecnologia impulsionam o agro brasileiro

O avanço brasileiro tem entre seus destaques a produção de soja. Na safra 2019/20, o Brasil superou os Estados Unidos, com 126 milhões de toneladas, contra cerca de 114 milhões de toneladas dos americanos. Para a safra 2026/27, a projeção apresentada no episódio é de 181 milhões de toneladas no Brasil.

Além da soja, o país ampliou sua participação em mercados como algodão e carne bovina. O desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições tropicais, com contribuição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também ajudou a elevar a produtividade e consolidar a posição brasileira no comércio internacional.

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Alinhamento político garante vantagens comerciais?

No episódio, os jornalistas também discutem como as eleições de 2026 podem influenciar a relação com os Estados Unidos. A aproximação diplomática, porém, não significa necessariamente ganhos econômicos.

Segundo José Pimenta, da BMJ Consultores Associados, um eventual alinhamento ideológico entre o próximo presidente brasileiro e Donald Trump pode facilitar o diálogo, mas não garante vantagens comerciais ao Brasil.

O programa também aborda os efeitos do tarifaço americano e a disputa entre Estados Unidos e China, que coloca o Brasil diante do desafio de preservar suas relações comerciais com as duas potências.

Para entender o que está por trás do avanço brasileiro nas exportações agrícolas e os desafios para o próximo governo, assista ao episódio completo do Radar Rural:

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Sistema Seagri promove ação com foco em alimentação e agricultura familiar no Paraná

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O Sistema Seagri promoveu, nesta sexta-feira (16), uma ação no Paraná em alusão ao Dia Mundial da Alimentação e à campanha Outubro Rosa. A programação reuniu servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Ceasa-PR. As atividades integraram temas como alimentação, bem-estar, sustentabilidade e valorização da agricultura familiar.

A abertura do evento contou com um café da manhã preparado com produtos da agroindústria familiar paranaense. Durante a programação, os servidores também foram incentivados a visitar a feira da agricultura familiar realizada na estrutura do IDR-Paraná.

A diretora técnica da Seab, Terezinha Busanello Freire, afirmou que a alimentação de qualidade e a valorização da produção local têm relação direta com o bem-estar. Segundo ela, o consumo de produtos da agroindústria familiar contribui para a saúde e também para a sustentação do trabalho de famílias produtoras no estado.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Outro destaque foi o lançamento de um projeto integrativo voltado à arrecadação de materiais recicláveis entre as equipes e ao compartilhamento de receitas culinárias ligadas à trajetória de vida dos colaboradores. A proposta prevê a organização desse conteúdo em uma publicação institucional de receitas.

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O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, disse que o engajamento dos servidores é parte do fortalecimento das políticas públicas do setor. Segundo ele, as ações buscam valorizar o produtor rural e ampliar a oferta de alimentos de qualidade.

A programação do Outubro Rosa segue ao longo do mês com encontros, palestras e dinâmicas voltadas à saúde preventiva e ao bem-estar dos colaboradores, dentro de uma agenda conjunta da Seab e do IDR-Paraná.

A ação reuniu saúde, alimentação, sustentabilidade e valorização da agroindústria familiar em uma programação coordenada por órgãos do setor agrícola paranaense nesta sexta-feira (16).

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Geada pode atingir 18 municípios do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

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A previsão da Climatempo indica risco de geada em 18 municípios de três estados: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). Em Urubici (SC), a temperatura mínima deve chegar a 0 °C na segunda-feira (19).

Em Santa Catarina, Caçador (SC) tem temperatura mínima prevista de 2 °C na segunda-feira (19). Para Água Doce (SC), Abelardo Luz (SC), Campos Novos (SC) e Joaçaba (SC), a Climatempo prevê mínimas de 4 °C na mesma data.

No Paraná, as temperaturas mínimas devem ficar em 4 °C em Guarapuava (PR), Pinhão (PR) e Prudentópolis (PR), também na segunda-feira (19).

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No Rio Grande do Sul, Muitos Capões (RS) e Vacaria (RS) têm mínimas previstas de 3 °C para segunda-feira (19). Os dois municípios estão na área com risco de geada durante o período.

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Para o setor agropecuário, a geada está associada ao risco de danos a lavouras sensíveis ao frio e de perda de qualidade em pastagens.

Em Curitibanos (SC), a temperatura mínima prevista para segunda-feira (19) é de 3 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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