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4 de novembro de 2026

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Sementes certificadas e proteção intelectual ganham destaque em debate sobre o futuro do agro

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A inovação tecnológica tem sido um dos principais motores da expansão da agricultura brasileira nas últimas décadas. O avanço da biotecnologia, do melhoramento genético e da pesquisa permitiu ganhos expressivos de produtividade e ajudou o país a consolidar sua posição entre os maiores produtores de alimentos do mundo.

Mas, ao mesmo tempo em que novas tecnologias chegam ao campo, cresce a preocupação com a comercialização irregular de sementes e insumos agrícolas. O tema esteve no centro das discussões de um workshop realizado em São Paulo, que reuniu representantes da indústria, produtores rurais e especialistas do setor.

O debate destacou a importância da pesquisa para o desenvolvimento de cultivares mais produtivas e adaptadas às diferentes regiões do país, além dos desafios para garantir que esses investimentos continuem chegando ao campo.

Para o líder do negócio de soja da Bayer, Fabiano Oliveira, o trabalho começa muitos anos antes de a semente chegar às propriedades rurais. “Tem muita pesquisa, muito tempo, tanto de laboratório quanto de campo para entender a performance de cada cultivar e de cada biotecnologia para gerar as melhores recomendações para que quando o agricultor vai plantar ele tenha sucesso”.

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Os resultados dessa evolução já aparecem na produtividade. Dados apresentados durante o evento mostram que produtores que utilizaram a tecnologia IPRO colheram, em média, 96 sacas por hectare, enquanto sistemas convencionais registraram 86 sacas, uma diferença de 12%.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Pesquisa e produtividade

Por trás de cada nova cultivar lançada no mercado existe um longo processo de pesquisa, testes e validações. O desenvolvimento de uma variedade pode levar mais de uma década até chegar ao campo, envolvendo avaliações em laboratório e em diferentes regiões produtoras.

Fabiano Oliveira destaca ao Canal Rural Mato Grosso que esse trabalho é realizado em conjunto com produtores, cooperativas, revendas e sementeiros para que as tecnologias cheguem ao mercado com recomendações adequadas às diferentes realidades agrícolas. Conforme ele, o objetivo é ampliar as chances de sucesso das lavouras e manter o Brasil na liderança da produção global de alimentos.

A qualidade das sementes também foi apontada como um fator decisivo para que o potencial produtivo seja alcançado. O CEO da Sementes Jotabasso, Tages Martinelli, afirmou que a empresa realizou mais de 92 mil análises nos últimos anos para garantir altos padrões de qualidade e vigor.

Para ele, a certificação oferece mais segurança ao produtor diante dos desafios enfrentados a cada safra. “Por isso a importância de uma semente certificada. É garantir que o produtor quando vai lançar essas sementes ao campo ela possa expressar todo o seu potencial e garantir assim que seus investimentos tenham valido a pena, mesmo nos desafios climáticos que a safras ano após ano vem apresentando para nós”.

A ampliação do número de cultivares disponíveis no mercado também aumentou a responsabilidade dos produtores na hora de escolher a tecnologia mais adequada para cada propriedade.

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Produtor rural em Chapadão do Sul, em Mato Grosso do Sul, Pompilio Rocha cultiva cerca de 1,5 mil hectares de soja e milho segunda safra e afirma que o processo de seleção das variedades se tornou cada vez mais complexo. “Você tinha 7, 8, 10 variedades no máximo e hoje já foram passadas para nós são 2,7 mil no Brasil”.

Para reduzir riscos, ele conta que realiza testes em pequenas áreas da fazenda antes de ampliar o uso dos materiais. “A gente planta áreas pequenas para ver quais têm as melhores performances, porque eu tenho que conhecer aquela variedade na minha realidade”, explica à reportagem.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Pirataria preocupa setor

Além dos avanços tecnológicos, o workshop trouxe um alerta sobre os impactos da comercialização irregular de sementes para toda a cadeia produtiva da soja.

Representantes do setor destacaram que a pirataria reduz a capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento, além de gerar prejuízos para empresas, produtores e demais elos envolvidos na produção agrícola.

Um estudo realizado pela CropLife Brasil em parceria com a consultoria Céleres apontou que 11% das sementes de soja utilizadas no país são de origem ilegal. De acordo com a diretora da entidade, Catharina Pires, o problema apresenta índices ainda maiores em alguns estados.

“Quando a gente olha para esse número, estado a estado, por exemplo, no caso do Rio Grande do Sul, nos deparamos com um percentual ainda maior. Quase 30% da semente de soja utilizada no estado do Rio Grande do Sul é de origem ilegal”, afirma.

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De acordo com ela, o uso de sementes sem certificação pode comprometer o desempenho das lavouras e trazer prejuízos ao produtor. “Isso coloca em risco em primeiro lugar o agricultor que está plantando algo sem saber o que vai colher”.

Ainda conforme o levantamento, a utilização de sementes ilegais representa um impacto econômico estimado em R$ 10 bilhões por ano para a cadeia da soja.

Para Tages Martinelli, a escolha de sementes de qualidade se torna ainda mais importante em períodos de incerteza climática e margens apertadas. “Em margens apertadas não podemos brincar com aquilo que é essencial. Se você não colocar uma semente de altíssima qualidade, o potencial não vai ser expressado”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Segurança jurídica e perspectivas

O fortalecimento da inovação também passa pela segurança jurídica. Durante o encontro, especialistas destacaram que as leis de propriedade intelectual e de proteção de cultivares foram fundamentais para atrair investimentos e ampliar a oferta de tecnologias no país.

Fabiano Oliveira pontua que os ganhos gerados pela biotecnologia podem ser observados diretamente nos resultados obtidos pelos produtores. “Quando o agricultor escolhe biotecnologias com patente válida a gente vê, através de dados robustos, incrementos da ordem de 10%, 11%, 12% a mais de produtividade em todas as regiões do Brasil”.

Conforme ele, o aumento da produtividade beneficia não apenas os agricultores, mas também cooperativas, revendas, multiplicadores de sementes e empresas ligadas ao desenvolvimento genético.

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As perspectivas para a soja e o milho também estiveram em pauta durante a programação. Entre os temas debatidos estiveram os desafios econômicos enfrentados pelos produtores e as oportunidades ligadas ao crescimento da demanda por biocombustíveis.

Para o fundador da Veeries, Fábio Meneghin, o setor deve viver um novo ciclo de investimentos impulsionado por políticas voltadas ao etanol, biodiesel, HVO e SAF. “Os biocombustíveis devem trazer essa nova onda de investimentos, algo similar ao que a gente viu nos últimos 20 anos pelas proteínas animais”.

Na avaliação de Pompilio Rocha, o momento exige maior eficiência dentro da porteira. Segundo ele, custos elevados de logística e armazenagem reforçam a necessidade de escolhas mais assertivas em relação às tecnologias utilizadas. “Nós temos que priorizar o solo, temos que priorizar a tecnologia na parte de defensivos e variedade de soja. A tecnologia está aí, temos que saber até quanto usar dela para manter a rentabilidade”.

O diretor comercial da Bayer, Fábio Passos, acredita que a inovação continuará ocupando papel central para a competitividade do agro brasileiro. “A produtividade e a inovação têm que ser centrais em um momento como esse, onde eu preciso ser mais efetivo, ter mais controle de custos e recursos para produzir mais”.

Para Passos, o futuro passa não apenas por novas biotecnologias, mas também por ferramentas digitais e práticas sustentáveis. “Tem inovação digital e sustentabilidade que vai vir aí e com certeza nos impulsiona muito para esse futuro”. O desafio, frisa, será produzir mais, com eficiência e sustentabilidade, aproveitando as oportunidades que surgirão para a soja e o milho nos próximos anos.

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IBGE inicia censo experimental do 12º CAFA com foco em geoplanejamento no Maranhão

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta terça-feira (3) o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola (CAFA). A etapa será realizada em São Paulo, Mato Grosso e Maranhão. No território maranhense, os trabalhos começaram em Cururupu e Mirinzal, com foco no geoplanejamento da coleta e na preparação das equipes para a operação em campo.

No Maranhão, a equipe da Superintendência Estadual do IBGE no Maranhão (SES/MA) atua nos municípios de Cururupu e Mirinzal, escolhidos para o teste geral da operação censitária. A proposta é simular, em escala real, todas as fases da pesquisa, desde a montagem dos postos censitários até a coleta de dados dos estabelecimentos agropecuários.

Neste primeiro dia, os trabalhos se concentraram na listagem dos setores a serem percorridos e no planejamento da coleta. A equipe também se reuniu com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Secretaria da Agricultura de Cururupu para obter contatos de lideranças locais nos territórios onde haverá levantamento.

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A operação no estado inclui dois territórios de povos e comunidades tradicionais: a Reserva Extrativista Cururupu, em Cururupu, e o Território Quilombola Santa Tereza, em Mirinzal. Segundo o agente operacional regional de Cururupu, Bruno de Oliveira Serrão, a articulação prévia com essas lideranças é parte central da estratégia de campo. “É importante que a gente respeite essas comunidades, que a gente não vá até lá sem pedir autorização. Nós precisamos obter o apoio dessas lideranças para que tenhamos a resposta dos questionários de forma adequada. Ter o respeito por essas tradicionalidades é primordial para que a gente obtenha sucesso na operação”, afirmou.

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Além da preparação territorial, o Censo Experimental servirá para testar tecnologias previstas para o 12º CAFA em 2027. Entre os itens em avaliação estão os aplicativos de coleta, o fluxo de questionários, os métodos de pagamento para recenseadores e um módulo geoespacial. De acordo com Bruno, essa ferramenta foi desenvolvida para identificar talhões, perímetro e benfeitorias nas propriedades.

A etapa experimental funciona como ensaio da operação nacional prevista para 2027. Segundo a gerente de planejamento e orçamento da coordenação geral de operações censitárias, Cynthia Damasceno, o objetivo é ajustar procedimentos, sistemas, treinamento e coleta antes da execução do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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BNDES e Petrobras destinam R$ 10 milhões à agricultura familiar no semiárido da Bahia

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras vão destinar cerca de R$ 10 milhões em recursos não reembolsáveis para fortalecer a agricultura familiar no semiárido da Bahia. A iniciativa atenderá diretamente 720 agricultores familiares ligados a 27 cooperativas e associações em 26 municípios. O projeto será executado pela União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes Bahia), com prazo de 36 meses.

A ação integra o Sertão + Produtivo, iniciativa conjunta do BNDES e da Petrobras voltada ao fortalecimento de empreendimentos coletivos da agricultura familiar no Semiárido brasileiro. Na Bahia, o projeto prevê apoio à produção, assistência técnica, capacitação, beneficiamento e comercialização.

Entre as ações programadas estão a implantação de 240 sistemas produtivos agroecológicos, a estruturação ou melhoria de 11 unidades de beneficiamento e a criação de 12 feiras agroecológicas e orgânicas. Também estão previstas 180 oficinas de capacitação, 7.200 visitas e 900 reuniões de assistência técnica e extensão rural.

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Os 240 sistemas produtivos incluem 40 quintais produtivos com canteiros econômicos e galinheiros, 40 sistemas de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), 40 quintais com tecnologias de armazenamento de água e 120 sistemas agroecológicos para produção de ovos caipiras. O projeto também prevê três minicentrais de abastecimento, quatro fábricas de ração e quatro entrepostos de ovos. Somadas a uma minicentral já existente, serão 12 unidades disponíveis aos 27 empreendimentos coletivos e aos 720 agricultores familiares.

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Segundo o BNDES, a iniciativa estabelece como referência uma elevação de 50% da renda média mensal por pessoa beneficiada e prevê a geração de 103 postos de trabalho durante a implantação, dos quais 47 deverão ser mantidos após a conclusão. O projeto também contempla acesso a mercados institucionais, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além do mercado privado.

Dos 720 agricultores atendidos, 504 são mulheres, 504 são jovens e 45 são quilombolas. A iniciativa também prevê a formalização de quatro novos empreendimentos coletivos.

O projeto será desenvolvido nos Territórios de Identidade Bacia do Jacuípe, Piemonte do Paraguaçu, Portal do Sertão, Sertão Produtivo e Sudoeste Baiano. O Sertão + Produtivo prevê até R$ 100 milhões em recursos não reembolsáveis, divididos igualmente entre BNDES e Petrobras, e a operação da Unicafes Bahia é a sexta aprovada no programa.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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produtores de Campo Novo do Parecis enfrentam os efeitos da chuva irregular

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A irregularidade das chuvas em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, tem dificultado o avanço do plantio da soja e provocado prejuízos aos produtores. Em algumas propriedades, a semeadura está interrompida à espera de condições adequadas, enquanto em outras foi necessário replantar áreas já cultivadas. O cenário de incertezas no campo se soma às dificuldades econômicas do setor e também levou ao cancelamento da 18ª edição da Parecis SuperAgro, tradicional feira de negócios da região.

Em uma das propriedades, o acumulado de chuva desde o fim de setembro é de aproximadamente 50 milímetros. A semeadura está parada, e ainda falta plantar 25% da área prevista.

O agricultor Marciano Martelli explica que a decisão de interromper os trabalhos é uma medida de segurança, já que a umidade disponível no solo não é suficiente para garantir a germinação das sementes.

“Devido às conjunturas temos que plantar na segurança e plantar nas condições que estão agora não vai nem germinar”, afirma.

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A preocupação também envolve a soja que já está no campo. Com a falta de novas precipitações, o desenvolvimento das plantas pode ser comprometido, com reflexos na produtividade. “Estamos preocupados porque também a partir de agora já começa ter queda de produções”, relata Martelli.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Replantio aumenta os custos e ameaça a rentabilidade

Em outra propriedade no município, o plantio foi concluído, mas a falta de chuva comprometeu a germinação em um talhão de 40 hectares. A área precisou ser replantada duas vezes, mesmo depois de o produtor adotar cuidados para aproveitar a umidade do solo e reduzir os riscos da operação.

Além dos gastos com sementes, produtos e manejo, o replantio pode provocar diferenças no desenvolvimento das plantas. Com a emergência em momentos distintos, a lavoura perde uniformidade, o que também pode afetar o enchimento dos grãos.

O agricultor Maurício Gilioli estima que os custos adicionais representam de 15 a 20 sacas por hectare. “A gente planta com o sentimento que vai germinar, vai nascer tudo, nascer parelho, mas não foi isso aqui que a gente encontrou aqui”, conta ao Canal Rural Mato Grosso.

Segundo ele, mesmo com o planejamento para realizar a semeadura nas melhores condições de umidade, a falta de chuva comprometeu o resultado. “A última coisa que a gente espera é isso aí, é ter que replantar. Foi plantado com segurança, nas melhores condições, com umidade, feito um plantio acelerado para poder aproveitar a umidade propícia do solo. Então procuramos não correr risco aqui, e infelizmente toda a precaução que tivemos não foi suficiente, a chuva não veio”.

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Agora, o objetivo é reduzir as perdas e tentar recuperar parte do investimento. “O lucro está aqui, agora é trabalhar para empatar. É uma decisão difícil, é tentar salvar um pouco para tentar diminuir os prejuízos no final”, afirma Gilioli.

Parecis SuperAgro é cancelada

As dificuldades enfrentadas pelo agronegócio também atingiram o calendário de eventos de Campo Novo do Parecis. A 18ª edição da Parecis SuperAgro foi cancelada pelo Sindicato Rural, após avaliações sobre a viabilidade financeira da feira e conversas com produtores e expositores.

O presidente do Sindicato Rural, Antônio Brólio, aponta os juros elevados, o cenário político e as condições do mercado entre os fatores que pesaram na decisão. De acordo com ele, embora os expositores mantivessem a parceria com a entidade, muitos não consideravam interessante participar da próxima edição diante do atual momento econômico.

“Dá uma dor no coração ter que cancelar uma feira, mas quando não é rentável para quem está lá expondo… O investimento do Sindicato Rural também é alto”, afirma.

Brólio explica que a entidade optou por suspender o evento e repensar alternativas para os próximos anos. A intenção é buscar um novo formato que permita manter uma programação voltada ao agronegócio na região, mas que também seja viável para os participantes.

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O cancelamento, entretanto, deve ter reflexos sobre a economia do município. A feira movimentava diferentes segmentos comerciais e era considerada o maior evento da região.

“A sociedade vai sentir, infelizmente isso vai ocorrer. A feira fazia um giro para o município, era o maior evento da região, isso aí o pequeno e o médio vão sentir bastante”, avalia Brólio.


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