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4 de novembro de 2026

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PM retira indígenas de fazendas invadidas em Sidrolândia (MS)

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Foto: Polícia Militar do Mato Grosso do Sul

A Polícia Militar retirou, no último domingo (14), indígenas que invadiram duas propriedades rurais em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, segundo informações da TV Morena.

A ação ocorreu nas fazendas Água Clara e São Sebastião e de acordo com a Polícia Militar, durante a invasão foram registrados incêndios em residências, furto de insumos agrícolas e danos a máquinas e estruturas das propriedades.

Imagens divulgadas pela corporação mostram casas destruídas pelo fogo na Fazenda São Sebastião. Ainda conforme a PM, maquinários agrícolas foram danificados e árvores foram derrubadas para a montagem de barricadas, com o objetivo de dificultar o acesso das equipes policiais.

Em nota, lideranças da Terra Indígena Buriti afirmaram que nem integrantes da comunidade nem outras lideranças da aldeia tinham conhecimento da invasão das áreas.

Após a retirada dos indígenas, policiais permaneceram na região para evitar uma possível retomada das fazendas. Equipes da perícia técnica também foram mobilizadas para avaliar os danos materiais, apurar o furto de insumos e dimensionar os prejuízos causados aos maquinários e às estruturas das propriedades. O caso está sobre investigação da Polícia Civil.

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Famasul repudia invasão

Em nota a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) disse que repudia as ações ocorridas nas fazendas.

“A propriedade rural, adquirida de maneira legítima pelo proprietário, foi invadida e depredada por um grupo criminoso formado por indígenas.

Os invasores atearam fogo, roubaram maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado. A sede e toda a estrutura da propriedade rural foram queimadas, causando prejuízos incalculáveis e impedindo o legítimo exercício da atividade produtiva. Árvores foram derrubadas e transformadas em barricadas na tentativa de impedir que a polícia chegasse aos criminosos.

A fazenda é alvo de processo que se arrasta há anos na justiça e ainda está em fase demarcatória.

A Federação reforça que o direito de propriedade privada é previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos sem responsabilização dos criminosos e sem qualquer ressarcimento pelas perdas que são resultado da impunidade. É urgente a adoção de medidas firmes e efetivas que assegurem o cumprimento da lei e a segurança jurídica no campo.

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É preciso que a Justiça e as autoridades competentes ajam com firmeza, investigando, identificando e responsabilizando os autores do ataque na fazenda São Sebastião. É inadmissível que qualquer pessoa, independentemente da etnia, atente contra a propriedade privada, contra a segurança jurídica e permaneça impune.

A Famasul continuará atuando de forma incansável pela paz no campo, pelo respeito ao Estado de Direito e pela segurança jurídica que garantem a produção, o desenvolvimento e a harmonia social em Mato Grosso do Sul”, diz a nota

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Alta do dólar impulsiona preços do arroz, que atingem maior média desde fevereiro de 2025

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A valorização do dólar na última semana de outubro voltou a estimular as expectativas de exportação de arroz brasileiro, contribuindo para uma leve recuperação dos preços no mercado do Rio Grande do Sul. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média do Indicador Cepea/Irga-RS em outubro foi a maior, em termos nominais, desde fevereiro de 2025.

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De acordo com pesquisadores do Cepea, a possibilidade de retomada da demanda internacional levou parte dos vendedores a adiar negociações, na expectativa de melhores oportunidades comerciais.

Por outro lado, as indústrias permaneceram cautelosas nas compras, diante das vendas enfraquecidas de arroz beneficiado no mercado interno e das dificuldades para repassar os custos da matéria-prima.

Com os produtores também concentrados nas atividades de semeadura da nova safra, o ritmo de comercialização permaneceu limitado. Mesmo com negócios pontuais, os preços apresentaram leve reação no encerramento de outubro.

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Plantio de arroz avança no Rio Grande do Sul

Enquanto o mercado acompanha as perspectivas de exportação, os produtores gaúchos avançam na implantação da safra 2026/27.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), até 29 de outubro, a semeadura havia alcançado 533,18 mil hectares no Rio Grande do Sul, o equivalente a 61,86% da área prevista para o ciclo.

Apesar do avanço dos trabalhos, o excesso de umidade no solo continua dificultando as operações em determinadas regiões produtoras.

O andamento da semeadura e a possibilidade de maior demanda externa permanecem entre os fatores acompanhados pelo setor, em um cenário de negociações restritas e recuperação moderada dos preços.

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Benefícios fiscais para máquinas agrícolas e irrigação são prorrogados até 2028

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O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) estendeu até dezembro de 2028 a validade de dois convênios que reduzem ou eliminam a cobrança de ICMS sobre equipamentos utilizados na produção rural. A decisão assegura a continuidade dos incentivos fiscais para a compra de máquinas e implementos agrícolas e de equipamentos de irrigação, que venceriam no fim de 2026.

A prorrogação dos Convênios ICMS 52/1991 e 54/2021 mantém condições tributárias que ajudam a reduzir os custos de aquisição de equipamentos utilizados na atividade rural. Sem a renovação, os incentivos deixariam de valer a partir de janeiro de 2027, o que poderia elevar o valor pago pelos produtores.

Um exemplo da diferença está na compra de tratores. Em operações internas, a alíquota nominal do ICMS é de 17%, mas, com a redução da base de cálculo prevista no convênio, o percentual efetivamente pago corresponde a 5,6% do valor da operação.

“É uma redução significativa no custo tributário da aquisição, que continuará valendo até dezembro de 2028”, destaca o assessor técnico tributário da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), José Cristovão.

A prorrogação atende a uma solicitação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que encaminhou ofício ao Confaz em 23 de outubro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (29).

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O Convênio ICMS 52/1991 contempla tratores, plantadeiras, semeadoras, colheitadeiras, pulverizadores e distribuidores de fertilizantes. Para esses produtos, permanece a redução da base de cálculo do imposto.

Já o Convênio ICMS 54/2021 garante isenção total do ICMS na venda de equipamentos de irrigação destinados à agricultura e à horticultura.


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IBGE inicia censo experimental do 12º CAFA com foco em geoplanejamento no Maranhão

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta terça-feira (3) o Censo Experimental do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola (CAFA). A etapa será realizada em São Paulo, Mato Grosso e Maranhão. No território maranhense, os trabalhos começaram em Cururupu e Mirinzal, com foco no geoplanejamento da coleta e na preparação das equipes para a operação em campo.

No Maranhão, a equipe da Superintendência Estadual do IBGE no Maranhão (SES/MA) atua nos municípios de Cururupu e Mirinzal, escolhidos para o teste geral da operação censitária. A proposta é simular, em escala real, todas as fases da pesquisa, desde a montagem dos postos censitários até a coleta de dados dos estabelecimentos agropecuários.

Neste primeiro dia, os trabalhos se concentraram na listagem dos setores a serem percorridos e no planejamento da coleta. A equipe também se reuniu com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Social e da Secretaria da Agricultura de Cururupu para obter contatos de lideranças locais nos territórios onde haverá levantamento.

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A operação no estado inclui dois territórios de povos e comunidades tradicionais: a Reserva Extrativista Cururupu, em Cururupu, e o Território Quilombola Santa Tereza, em Mirinzal. Segundo o agente operacional regional de Cururupu, Bruno de Oliveira Serrão, a articulação prévia com essas lideranças é parte central da estratégia de campo. “É importante que a gente respeite essas comunidades, que a gente não vá até lá sem pedir autorização. Nós precisamos obter o apoio dessas lideranças para que tenhamos a resposta dos questionários de forma adequada. Ter o respeito por essas tradicionalidades é primordial para que a gente obtenha sucesso na operação”, afirmou.

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Além da preparação territorial, o Censo Experimental servirá para testar tecnologias previstas para o 12º CAFA em 2027. Entre os itens em avaliação estão os aplicativos de coleta, o fluxo de questionários, os métodos de pagamento para recenseadores e um módulo geoespacial. De acordo com Bruno, essa ferramenta foi desenvolvida para identificar talhões, perímetro e benfeitorias nas propriedades.

A etapa experimental funciona como ensaio da operação nacional prevista para 2027. Segundo a gerente de planejamento e orçamento da coordenação geral de operações censitárias, Cynthia Damasceno, o objetivo é ajustar procedimentos, sistemas, treinamento e coleta antes da execução do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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