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Simulador do Desenrola traz segurança, mas bancos darão a palavra final na negociação

Calculadora estima condições de pagamento, mas aprovação depende da instituição financeira; saiba como funciona
O Ministério da Fazenda lançou nesta sexta-feira (15) uma calculadora online para simular renegociações de dívidas pelo programa Novo Desenrola Brasil – Famílias. A ferramenta permite que pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, consultem previamente condições estimadas de pagamento antes de procurar uma instituição financeira.![]()
O simulador já está disponível no site oficial do ministério e foi desenvolvido para ampliar o acesso à informação e facilitar a organização financeira dos consumidores endividados.
Como funciona
A calculadora apresenta estimativas com base nas regras do programa, considerando critérios como:
• tempo de atraso das dívidas;
• descontos mínimos previstos;
• valor aproximado das parcelas;
• possibilidade de quitação ou renegociação.
O sistema também permite simular o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renegociação.
Uso do FGTS
Pelas regras do Novo Desenrola, o trabalhador poderá utilizar:
• até 20% do saldo disponível do FGTS;
• ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.
O Ministério da Fazenda informou que a confirmação sobre a possibilidade de uso do fundo deverá ser feita diretamente com a instituição financeira participante do programa.
Objetivo da medida
De acordo com o governo federal, a ferramenta foi criada para oferecer mais transparência e segurança ao cidadão antes da contratação da renegociação.
As condições definitivas, no entanto, dependerão da análise e aprovação dos bancos habilitados no programa.
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Hospital em Sinop passa a ofertar radioterapia pelo SUS para 90 municípios de MT

Habilitação do Hospital Santo Antônio descentraliza tratamento oncológico e atende 1,7 milhão de moradores das regiões Norte, Leste e Centro-Noroeste
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) habilitou o Hospital Santo Antônio, em Sinop, para a oferta de serviços de alta complexidade em radioterapia e braquiterapia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A implantação foi firmada entre a SES-MT e a Fundação de Saúde Comunitária de Sinop, responsável pela unidade.
A habilitação amplia e descentraliza a assistência oncológica no Estado, que historicamente esteve concentrada nos polos das regiões de saúde Baixada Cuiabana e Sul, nos municípios de Cuiabá e Rondonópolis. Com o novo serviço, o Hospital Santo Antônio passa a atuar como referência para as Macrorregiões Norte, Leste e Centro-Noroeste, abrangendo 90 municípios e uma população estimada em 1.723.927 habitantes, conforme o Censo 2022 do IBGE.
Com a mudança, a unidade avança do perfil de Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON) simples para UNACON com Serviço de Radioterapia e Braquiterapia. A estrutura permitirá ampliar a continuidade do cuidado, reunindo, no mesmo ponto de atenção regional, etapas como diagnóstico, estadiamento, cirurgia, quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e acompanhamento dos pacientes.
A medida também contribui para reduzir os deslocamentos de pacientes que precisam realizar sessões de radioterapia fora da região de residência. A referência regional reduz o deslocamento de centenas de quilômetros até a Capital para a realização do tratamento.
Acesso ao tratamento
O novo contrato estabelece uma meta relacionada ao início oportuno do tratamento oncológico. O Plano de Metas prevê que o hospital deve comprovar que pelo menos 80% dos pacientes do SUS iniciaram a radioterapia ou tratamento específico em até 60 dias após a emissão do laudo anatomopatológico, em cumprimento à Lei Federal nº 12.732/2012.
A capacidade assistencial foi planejada a partir do histórico de atendimentos regulados de 2025. Considerando uma margem de 30% para absorção da demanda reprimida e a expansão do serviço após a regionalização, a meta estabelecida para a operação plena é de 624 atendimentos por ano.
A implantação ocorrerá de forma gradual. Nos três primeiros meses, a meta será de 16 atendimentos mensais; do quarto ao sexto mês, de 31 atendimentos; e, a partir do sétimo mês, será alcançada a capacidade plena de 52 atendimentos por mês.
No momento, o Estado já trabalha nos trâmites para início da operação.
Qualidade e segurança
O serviço também contará com retaguarda de urgência e emergência 24 horas por dia, sete dias por semana, para oferecer suporte aos pacientes em casos de intercorrências, reações ou complicações relacionadas às terapias radioterápicas e braquiterápicas.
A implantação do serviço fortalece a política de regionalização da assistência do SUS em Mato Grosso e amplia o acesso da população a tratamentos oncológicos de alta complexidade.
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Gisela será a primeira vice-governadora de MT em duas décadas

A vitória da chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) neste domingo (4) também marcou o retorno de uma mulher à Vice-Governadoria de Mato Grosso. Gisela Simona (União Brasil) assumirá o cargo em janeiro de 2027, duas décadas depois do fim do mandato de Iraci França, última mulher a ocupar o posto.
Após o resultado, Gisela afirmou que sua eleição traz uma responsabilidade de representação das mulheres, da população negra e dos mato-grossenses em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, essa preocupação deverá orientar sua atuação ao lado de Pivetta.
“Eu quero muito, ao lado de Pivetta, como mulher, usando essa minha sensibilidade, poder cuidar das pessoas”, declarou a vice-governadora eleita.
Gisela também avaliou que a organização da administração estadual permite ampliar o atendimento à população. Na entrevista, defendeu que essa estrutura seja usada para melhorar as condições de vida, principalmente de quem mais precisa do poder público.
A última passagem de uma mulher pela Vice-Governadoria ocorreu entre 2003 e 2006, quando Iraci França integrou a gestão de Blairo Maggi. Depois dela, o cargo foi ocupado por Silval Barbosa, Chico Daltro, Carlos Fávaro e Otaviano Pivetta.
Pivetta chegou ao comando do Executivo em março deste ano, após Mauro Mendes deixar o governo para disputar o Senado. Com o resultado de domingo, permanecerá à frente do estado e terá Gisela como vice no próximo mandato.
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Renan Santos nega apoio no 2º turno e PSD libera diretórios na disputa entre Flávio e Lula

Quarto e quinto colocados somam 5,2 milhões de votos, volume que supera com folga a margem de 2,2 milhões de votos entre os dois finalistas
O quarto colocado na eleição presidencial deste domingo (4), o candidato Renan Santos (Missão), afirmou que não vai apoiar nenhum dos candidatos que chegaram ao 2º turno.
Por sua vez, o partido do quinto colocado, Ronald Caiado, o PSD, informou que vai liberar os diretórios estaduais para que definam o apoio no 2º turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no próximo dia 25 de outubro.
Os dois candidatos somaram 5,2 milhões de votos, sendo Renan com 2,67 milhões, o que representou 2,24% dos votos válidos, e Caiado com 2,60 milhões, ou 2,18% dos votos.
A soma de votos em cada um desses candidatos supera a diferença de votos entre os candidatos que chegaram ao 2º turno. Flávio Bolsonaro (47,03%) e Lula (45,16%) tiveram uma diferença de 2,22 milhões de votos.
Após a consolidação do primeiro turno, o candidato do Missão Renan Santos fez uma transmissão ao vivo para comentar o resultado. Ele considerou que Flávio Bolsonaro “já ganhou” e sugeriu que seus eleitores votem em quem quiserem.
“O Flávio Bolsonaro já ganhou. E antes de alguém perguntar em quem eu vou apoiar no segundo turno. Faz diferença? Façam o que quiserem. Eu já avisei que eu não voto em bandido. Não recomendo a ninguém que vote em bandido. Flávio é bandido. Lula é bandido. Mas não faz diferença alguma, façam o que vocês quiserem aí”, declarou Renan.
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado deu uma declaração à imprensa após os resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terem indicado o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O ex-governador de Goiás destacou que não venceu a eleição, mas que caiu “de pé”.
“Eu, neste momento, vocês sabem, vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, afirmou Caiado a jornalistas.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, em nota publicada na noite de domingo, informou que a legenda vai liberar os diretórios estaduais para que, cada liderança local, defina quem deve apoiar no 2º turno da eleição presidencial.
“Diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz neste segundo turno. Assim, cada diretório estadual, parlamentar, liderança partidária, filiados e militantes terão liberdade para definir seu apoio na eleição presidencial e em eventual disputa estadual”, escreveu Kassab.
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