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IBGE amplia visitas a comunidades em prova piloto do 12º Censo Agro em Viamão

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deu sequência, nesta terça-feira (12), à 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola em Viamão (RS). No segundo dia de trabalho de campo, a equipe ampliou o número de locais visitados e concentrou parte das atividades em comunidades e povos tradicionais. A etapa faz parte da preparação técnica do levantamento nacional.
Entre os locais visitados, o destaque foi o Quilombo da Anastácia, comunidade onde há produção de sabão e mel. Segundo o IBGE, a inclusão desses territórios na prova piloto busca avaliar, em campo, como os questionários, os procedimentos operacionais e a abordagem metodológica se comportam em diferentes realidades produtivas e sociais.
A pesquisadora Diane Ciriaco informou que o censo já passava por esses locais em operações anteriores, mas que, nesta edição, o tratamento está mais estruturado. “Esse é o segundo censo, mas é desta vez que o IBGE traz de forma mais estruturada, porque já visitávamos esses lugares, mas não existia um quesito específico para que essa comunidade se identificasse”, afirmou.
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Ela também destacou a recepção das equipes nas comunidades visitadas. “É um desafio, mas é muito gratificante. As comunidades nos recebem bem e possuem essa consciência que o IBGE traz essa visibilidade”, completou.
De acordo com o instituto, a prova piloto é uma etapa estratégica antes da realização do censo em escala nacional. O objetivo é verificar o funcionamento dos instrumentos de coleta, testar fluxos operacionais e ajustar procedimentos de campo antes da aplicação definitiva. O IBGE não informou, no material divulgado, o número de pesquisadores mobilizados nem a quantidade de propriedades ou comunidades visitadas nesta fase.
O resultado dos testes em Viamão deve subsidiar ajustes técnicos no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, especialmente em pontos ligados à identificação de perfis produtivos e de comunidades tradicionais no levantamento nacional.
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
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O que o encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar no agro brasileiro ? Entenda o que está em jogo

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta quarta-feira (13) pode alterar de forma significativa as relações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do planeta.
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O encontro com o líder chinês, Xi Jinping, acontece em meio às tentativas de reduzir tensões comerciais entre os dois países e pode mexer diretamente com mercados estratégicos para o agro do Brasil, como soja, milho e carne bovina.
Um dos principais objetivos da viagem é ampliar o espaço dos produtos agropecuários norte-americanos no mercado chinês. Trump já declarou publicamente que pretende “abrir o mercado chinês” para os exportadores dos Estados Unidos, especialmente para produtores rurais, que enfrentam dificuldades após anos de disputa tarifária entre Washington e Pequim.
Entre os setores considerados prioritários pelos norte-americanos estão soja, carne bovina, milho, trigo e carnes de aves. Analistas internacionais apontam que a Casa Branca busca um novo pacote de compras agrícolas chinesas como forma de fortalecer o setor rural dos EUA e impulsionar preços das commodities.
O movimento, porém, entra em rota de colisão com os interesses do agro brasileiro. Atualmente, a China é o principal destino das exportações agropecuárias do Brasil, especialmente de soja e carne bovina.
O país asiático responde por uma parcela significativa da demanda global desses produtos e se tornou ainda mais dependente do Brasil após a guerra comercial iniciada no primeiro mandato de Trump, quando Pequim reduziu compras de produtos agrícolas norte-americanos e ampliou a parceria com fornecedores brasileiros.
Nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de soja para os chineses. Dados do mercado internacional mostram que a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas da oleaginosa caiu fortemente desde 2016, enquanto o Brasil ganhou espaço com preços mais competitivos e aumento da produção.
Apesar disso, especialistas avaliam que uma retomada mais forte das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA pode reduzir parte da competitividade brasileira no curto prazo, especialmente em momentos de disputa por mercado e definição de preços internacionais. O impacto poderia ser sentido principalmente nas cotações da soja na Bolsa de Chicago e nos fluxos globais de exportação.
Ainda assim, analistas internacionais ponderam que a China dificilmente reduzirá de forma brusca sua dependência do agro brasileiro. Além da competitividade do Brasil, os chineses buscam diversificar fornecedores para garantir segurança alimentar e evitar concentração excessiva em um único parceiro comercial.
Outro ponto observado pelo mercado é que o encontro entre Trump e Xi Jinping vai muito além do agronegócio. As negociações também envolvem temas estratégicos, como tarifas, minerais raros, inteligência artificial, semicondutores, Taiwan e o conflito no Oriente Médio. Por isso, há dúvidas sobre até onde os dois países conseguirão avançar em acordos concretos para o setor agrícola.
*Com informações da agência Reuters
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Além da carne: lista de produtos brasileiros excluídos pela UE inclui aves, ovos e mel

Em um movimento que surpreendeu o setor exportador, a Comissão Europeia oficializou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países terceiros autorizados a enviar animais vivos e produtos de origem animal para o bloco.
O motivo é o não cumprimento integral do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece critérios rigorosos sobre o uso de antimicrobianos (antibióticos) na produção pecuária. A nova determinação entrará em vigor no dia 3 de setembro de 2026 e abrange a exportação de bovinos, equinos, aves, ovos, mel e envoltórios.
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A Fala da Comissão Europeia
Ao portal europeu Euractiv, a porta-voz da Comissão Europeia para as áreas de Saúde e Segurança Alimentar, Eva Hrncirova, explicou a posição do bloco. Segundo ela, a medida não é um fechamento definitivo de portas, mas uma exigência de adequação técnica que o Brasil ainda não comprovou.
“A União Europeia mantém um diálogo construtivo e contínuo com as autoridades brasileiras. No entanto, a inclusão nesta lista exige garantias robustas de que os padrões sanitários relativos ao uso de antimicrobianos sejam equivalentes aos nossos. A autorização poderá ser restabelecida assim que o Brasil apresentar as evidências de conformidade exigidas pelos nossos sistemas de auditoria”, afirmou Hrncirova.
O que a União Europeia proíbe?
As regras da UE, que já valem para produtores europeus desde 2022, passam agora a ser exigidas de forma mandante para os parceiros comerciais. O bloco veta:
- Uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou para aumentar o rendimento produtivo.
- Uso de substâncias reservadas exclusivamente para a medicina humana em animais destinados ao consumo.
A grande barreira para o Brasil reside na rastreabilidade. A Comissão Europeia exige garantias de conformidade que cubram toda a vida do animal, e não apenas testes laboratoriais no produto final.
Quais produtos foram barrados?
Embora a carne bovina seja o item de maior valor comercial, a lista de exclusão do Brasil abrange uma vasta gama de commodities:
- Carnes e derivados: Bovinos, aves e equinos;
- Produtos apícolas: Mel e derivados;
- Aquicultura: Peixes e frutos do mar de cativeiro;
- Outros: Ovos e tripas.
Repercussão e o “fator Mercosul”
A decisão ocorre menos de duas semanas após o início da aplicação provisória do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, em 1º de maio. Outros membros do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — foram mantidos na lista de países autorizados, o que isola o Brasil e aumenta a pressão sobre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Vale destacar, porém, que o ministério publicou no fim de abril uma portaria que proíbe a importação, a fabricação, a comercialização e o uso de aditivos melhoradores de desempenho com antimicrobianos considerados relevantes para a saúde humana e animal.
Ministério da Agricultura se diz surpreso com medida
Segundo nota enviada à imprensa, o Ministério da Agricultura e Pecuária recebeu com surpresa a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026.
O órgão esclarece que a decisão decorre do resultado da votação realizada nesta terça-feira (12) no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Ainda de acordo com a pasta, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.
O comunicado ainda diz que o governo brasileiro tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos.
De acordo com a nota, o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia irá se reunir na quarta-feira (13) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.
A nota finaliza dizendo que o sistema sanitário brasileiro é robusto e de qualidade internacional reconhecida, ressaltando que o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.
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Agro Mato Grosso
Sorriso vai sediar edição do GAFFFF, festival global do agronegócio I MT

Após edições realizadas em São Paulo, o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) terá uma edição em Sorriso (MT), entre os dias 23 e 26 de julho de 2026. O município é considerado um dos principais polos do agronegócio brasileiro e lidera a produção agrícola nacional em diferentes culturas.
A realização do evento em Mato Grosso marca a expansão do festival para regiões diretamente ligadas à produção agropecuária. A proposta é aproximar debates, negócios e experiências da realidade do campo.
Criado pela Datagro, o festival reúne produtores, empresas, especialistas e representantes do setor em uma programação voltada ao agronegócio.
Segundo a organização, os dias 23 e 24 de julho serão dedicados ao Global Agribusiness Forum (GAF), espaço voltado a debates sobre tendências, desafios e oportunidades do setor. Já entre os dias 23 e 26 ocorrerão a feira de negócios e a área gastronômica do evento.
A programação também contará com atrações musicais e o “Palco Sementes”, espaço que reunirá apresentações culturais locais e conteúdos produzidos por marcas e parceiros.
De acordo com Luiz Felipe Nastari, diretor de comunicação, eventos e educação da Datagro, a realização do evento em Sorriso amplia a conexão do festival com regiões estratégicas para a produção agrícola brasileira.
Segundo a empresa, o GAFFFF já reuniu mais de 50 mil participantes nas edições realizadas em São Paulo. O evento busca integrar debates sobre produção de alimentos, inovação, mercado e cultura ligada ao agronegócio.
Global Agribusiness Festival (GAFFFF)
Sorriso
23 a 26 de julho de 2026
Programação:
- Fórum: 23 e 24 de julho
- Feira de negócios e área gastronômica: 23 a 26 de julho
Mais informações: GAFFFF Sorriso
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