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7 de junho de 2026

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Governo de MT investe R$ 31 milhões em ações de dignidade para povos indígenas

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Iniciativas garantem dignidade e fortalecem comunidades indígenas em todo o Estado

Mais de 89 mil cestas de alimentos entregues, 15,5 mil famílias indígenas atendidas com transferência de renda, quase 900 filtros de água distribuídos e mais de R$ 31 milhões investidos. Esses são alguns dos números que mostram como o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), tem ampliado o cuidado com os povos indígenas em todo o Estado.

Ao longo dos últimos anos, programas como o SER Família Solidário, o SER Família Aconchego, o SER Família Indígena e o SER Família Capacita, têm feito diferença no dia a dia das famílias, garantindo alimento na mesa, apoio financeiro e melhores condições de vida, sempre considerando as especificidades de cada povo e território.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, ressaltou o compromisso contínuo com os povos indígenas e a importância de políticas públicas construídas com respeito e proximidade.

“Nosso trabalho é guiado pelo respeito à cultura, à história e às necessidades dos povos indígenas. Cada ação desenvolvida pela Setasc busca garantir dignidade, promover inclusão e fortalecer a autonomia dessas comunidades. Mais do que levar serviços, queremos estar presentes, ouvir e construir soluções junto com cada povo, reconhecendo a riqueza dos seus saberes e a importância deles para o nosso Estado. E neste domingo, 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, reafirmamos nosso compromisso de seguir avançando com políticas públicas que realmente façam a diferença na vida das pessoas”, ressaltou.

Esse apoio também promove ações de valorização e cuidado diretamente nas comunidades. No território Umutina, em Barra do Bugres, por exemplo, mulheres do povo Balatiponé participaram de uma roda de conversa e do “Dia de Beleza e Homenagem às Indígenas”.

A ação realizada em parceria com o município, levou serviços estéticos, brindes e uma palestra motivacional. A iniciativa promoveu autoestima, bem-estar e fortalecimento do papel das mulheres dentro de suas comunidades, respeitando suas identidades culturais.

A Setasc também integrou uma grande ação no Médio Xingu, em parceria com a Prefeitura de Feliz Natal e outros órgãos, dentro do projeto Prefeitura Participativa. A iniciativa levou serviços essenciais às comunidades indígenas, incluindo a entrega de cestas básicas, filtros de água e brinquedos, além da oferta de capacitações e apoio à agricultura familiar com assistência técnica.

Outro destaque foi o encaminhamento para implantação de poços artesianos, atendendo a uma demanda histórica por acesso à água de qualidade. A atuação da Setasc foi fundamental para fortalecer o atendimento social e garantir mais dignidade às famílias atendidas.

O cacique Tafareiup Panará, da aldeia Sôsérasã, destacou a importância da ação realizada na região e o impacto direto para a comunidade.

“Quero agradecer a chegada da equipe que veio até aqui, nessa ação realizada em parceria com a prefeitura. Para nós, isso é muito importante, porque mostra que estão olhando para a nossa comunidade, ouvindo nossas necessidades e trazendo melhorias. Esse tipo de presença faz diferença no nosso dia a dia e fortalece o cuidado com o nosso povo”, disse.

As ações também ajudam a abrir caminhos e dar visibilidade a histórias como a do arquiteto indígena Jucimar Ipaikire, da etnia Kurâ Bakairi, da Aldeia Pakuera. Com apoio da Setasc, ele participou da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, experiência que, segundo ele, levou o conhecimento tradicional de seu povo para o centro do debate sobre sustentabilidade.

“Participar da Bienal foi ótimo. Discutimos os desafios climáticos na construção civil e percebi o quanto a arquitetura indígena tem a contribuir, já que nossas casas são sustentáveis e respeitam a natureza”, contou.

Ele destaca que o apoio foi essencial para essa conquista. “A Setasc foi essencial, pois me deu a oportunidade de estar lá ao disponibilizar passagens. Sou muito grato, porque isso me permitiu conhecer outros profissionais e ampliar o diálogo sobre sustentabilidade”, afirmou.

Ao falar sobre sua atuação, Jucimar reforça o valor do conhecimento tradicional. “A âtâ (casa) Kurâ Bakairi carrega ancestralidade e tecnologia. Nossas construções respeitam o território, o tempo e até as fases da lua. É um conhecimento profundo que precisa ser valorizado”, disse.

Depois da experiência, novas oportunidades surgiram. “Os convites para palestras aumentaram, trazendo mais visibilidade ao nosso saber”, destacou.

Para ele, a presença indígena em diferentes espaços é essencial. “Devemos dialogar de forma inteligente e mostrar que podemos contribuir. Isso enriquece qualquer discussão”, afirmou.

E, ao falar sobre o Dia dos Povos Indígenas, deixou uma mensagem direta e potente: “O dia é logo ali quando se luta”.

Outro destaque é o Programa SER Família Capacita, que também atende a população indígena em Mato Grosso por meio da oferta de cursos de qualificação profissional. A iniciativa busca ampliar oportunidades de geração de renda e inclusão produtiva, respeitando as especificidades culturais de cada comunidade.

Com formações em diferentes áreas, o programa contribui para o fortalecimento da autonomia das famílias indígenas, incentivando o desenvolvimento local e criando caminhos para que esses cidadãos possam acessar o mercado de trabalho sem abrir mão de suas tradições e modos de vida.

Outro destaque foi a participação da Setasc no 1º Jogos Indígenas de Mato Grosso, realizado na aldeia Curva, na Terra Indígena Erikpatsa, no município de Brasnorte. O evento reuniu 43 etnias de diferentes regiões do Estado em um grande encontro de integração cultural, esportiva e social, considerado um marco histórico para os povos indígenas.

Durante a programação, a Secretaria esteve próxima das lideranças e comunidades, reafirmando o compromisso com a escuta ativa, a valorização das tradições e a promoção de políticas públicas voltadas aos povos indígenas. Para além das competições, os jogos se consolidaram como um importante espaço de união, visibilidade e reconhecimento da diversidade cultural indígena em Mato Grosso.
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Europa confirma veto à carne brasileira e medida pode impactar exportações de Mato Grosso

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A União Europeia oficializou a suspensão das importações de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil. A restrição passa a valer em 3 de setembro e foi confirmada em publicação no Diário Oficial do bloco europeu na última sexta-feira (5).

A decisão havia sido anunciada há cerca de um mês, pouco depois da entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Agora, o Brasil foi oficialmente retirado da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os mercados europeus.

Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro não apresentou garantias suficientes de que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias do bloco, especialmente em relação ao uso de medicamentos antimicrobianos para tratamento e prevenção de doenças em animais.

Embora o governo federal tenha proibido parte dessas substâncias em abril, os europeus entenderam que ainda são necessárias medidas adicionais de controle, rastreabilidade e certificação para comprovar o cumprimento integral das regras.

Vai atingir Mato Grosso?

A medida pode atingir diretamente estados exportadores como Mato Grosso, maior produtor de carne bovina do país e importante fornecedor para o mercado internacional. A União Europeia figura entre os principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal, especialmente em valor agregado.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que mantém o posicionamento divulgado anteriormente, destacando que o Brasil possui um dos sistemas de inspeção agropecuária mais robustos do mundo e atende às exigências sanitárias de mais de 170 países. A entidade também informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Agricultura na adaptação dos protocolos exigidos pelas autoridades europeias.

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Anota aí: veja quando o Brasil entra em campo na Copa do Mundo

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Brasil fará três jogos na fase de grupos, todos em estádios dos Estados Unidos

A contagem regressiva já começou. A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026 no dia 13 de junho, diante do Marrocos, em partida marcada para as 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Integrante do Grupo C, o Brasil ainda terá pela frente o Haiti e a Escócia na fase de grupos. A expectativa é de que a equipe comandada por Carlo Ancelotti avance às fases eliminatórias em busca de mais um título mundial.

O treinador já definiu os 26 jogadores convocados para a competição. Entre os nomes estão Alisson, Weverton e Ederson no gol; Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bremer e Danilo na defesa; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá no meio-campo; além de Vinicius Júnior, Raphinha, Endrick e Neymar no ataque.

Agora é separar a camisa amarela, ajustar os compromissos e reservar espaço na agenda para acompanhar os jogos da Seleção.

Confira os confrontos do Brasil na fase de grupos:

Brasil x Marrocos
13 de junho
19h (horário de Brasília)
MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)

Brasil x Haiti
19 de junho
21h30 (horário de Brasília)
📍 Lincoln Financial Field, Filadélfia (EUA)

Brasil x Escócia
24 de junho
⏰ 19h (horário de Brasília)
📍 Hard Rock Stadium, Miami (EUA)

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso já vive apagão de biomassa sustentável

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Usada em indústrias de diferentes setores, a biomassa é, ao lado da energia elétrica, um insumo vital para a economia de Mato Grosso. A demanda pelo insumo está em alta, fomentada principalmente por agroindústrias e usinas de etanol, cujas caldeiras consomem pequenos pedaços de eucalipto reflorestado. A preferência por essa madeira tem dois motivos: eficiência na queima e ciclo sustentável. Mas o mercado produtor está em alerta.

Hoje, a Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) calcula que o estado já enfrenta um déficit de biomassa de madeira reflorestada. “Se considerarmos somente o volume de produção de etanol de milho projetado para 2026, teríamos que ter 198 mil hectares (ha) de eucalipto plantado no estado. Porém, a área atual é de 165 mil ha, ou seja: 30 mil ha a menos”, explica o presidente da entidade, Fausto Takizawa.

A previsão para 2030 preocupa mais. Na ponta do lápis, os reflorestadores projetam 436 mil ha somente para atender a demanda das biorrefinarias de milho. “O problema é que a primeira colheita do eucalipto que plantarmos hoje será feita daqui a seis ou sete anos. Esse é o alerta”, contextualiza Takizawa, engenheiro florestal de formação.

A entidade tem conversado com órgãos públicos e o setor produtivo sobre o “apagão” da biomassa de florestas plantadas. Além da busca por fornecedores fora de Mato Grosso, números oficiais mostram um aumento no consumo de biomassa de florestas nativas, resultantes de desmatamento autorizado. Essa prática, no entanto, é vedada pelo Código Florestal Brasileiro para grandes consumidores – caso de indústrias.

“Estamos construindo um ambiente de fomento ao reflorestamento junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT). Por outro lado, é fundamental que os grandes consumidores executem seus Planos de Suprimento Sustentável (PSS), conforme prevê a legislação federal. Somente assim será possível reduzir a dependência da madeira nativa de desmates”, afirmou o presidente da Arefloresta.

Em 2025, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estimou que foram consumidos 14,16 milhões de metros cúbicos de biomassa no estado. Desse total, 47,5% vieram das florestas plantadas de eucalipto, e 52,5% tiveram outras origens (não identificadas). Em 2022, o eucalipto reflorestado respondeu por 59% da biomassa em Mato Grosso.

Proteção – As florestas plantadas de eucalipto em Mato Grosso exercem um papel ambiental estratégico na descarbonização da economia e na preservação dos ecossistemas. “Ao fornecer recursos de forma planejada, os plantios comerciais de árvores funcionam como um ‘escudo’ para a vegetação nativa. Se o mercado consumidor encontra biomassa de eucalipto, reduz-se a pressão por madeira nativa e, consequentemente, pelo desmatamento. Com isso, a biodiversidade local é protegida”, pontuou o pesquisador Maurel Behling, da Embrapa Agrossilvipastoril.

Arefloresta – Representando produtores que investem em plantios comerciais de árvores em Mato Grosso, a Arefloresta reúne cerca de 30 associados, que respondem por 74.334 hectares de florestas plantadas no estado.

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