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O papel do ministro ‘tampão’ e os possíveis impactos no novo Plano Safra

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André de Paula assumiu o Ministério da Agricultura no lugar de Carlos Fávaro. Foto: Reprodução/Facebook

A recente reforma ministerial, que atingiu quase metade das pastas do governo, traz um cenário de dualidade para o agronegócio brasileiro. Isso porque a estratégia do Palácio do Planalto é garantir a continuidade técnica, mas a troca de figuras políticas por gestores de carreira pode reduzir o poder de barganha do setor.

Quem avalia o cenário é o cientista político e diretor da Dominium Consultoria, Leandro Gabiati. “Colocar quem já está dentro do órgão facilita o processo, pois a pessoa já domina a pauta e o status de cada assunto. Isso possibilita reforçar o conceito de continuidade e evitar entraves”, afirma.

O especialista, no entanto, pondera que essa eficiência técnica tem um custo político. “Um ministro técnico não tem o peso e a autonomia de uma figura política com trajetória consolidada. Há uma perda de poder de decisão dentro de cada ministério”, explica.

A menos de três meses do novo Plano Safra, que começa a valer a partir de 1º de julho, a troca de gestão entra no radar do setor produtivo. Apesar disso, a avaliação é de que o desenvolvimento do plano não deve ser afetado.

O que é um ministro ‘tampão’?

No Brasil, a lei exige que ministros que queiram se candidatar a outros cargos no Legislativo saiam do governo seis meses antes da eleição. Com isso, o presidente da república precisa nomear alguém para seus respectivos lugares.

Com a saída de Carlos Fávaro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), quem assumiu foi André de Paula, que estava à frente do Ministério da Pesca e Aquicultura. No caso do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), foi a ex-secretária-executiva da pasta, Fernanda Machiaveli, que ficou no lugar de Paulo Teixeira.

Apesar de amplamente utilizado, o termo ‘ministro tampão’ é uma forma informal de denominar quem assume o comando de um ministério por um período curto, como é o caso deste ano, com as eleições de outubro. A expressão também pode ser vista como crítica, uma vez que o ‘tampão’ acaba apenas cumprindo ordens.

Foco no Plano Safra e no equilíbrio fiscal

Para o consultor jurídico e ex-secretário de Política Agrícola do Mapa, José Carlos Vaz, a mudança não deve gerar uma paralisia imediata nas políticas do setor, uma vez que as peças-chave que desenham o Plano Safra permanecem nos cargos.

“As equipes na Fazenda, no MDA e na Agricultura estão mantidas. O secretário de Política Agrícola continua, e os novos ministros vieram das secretarias executivas”, reforça Vaz.

O desafio, segundo ele, reside no equilíbrio que o governo precisará fazer entre o seu público prioritário, que é a agricultura familiar, e a necessidade de capturar apoio do agronegócio em um ano de eleições.

“O presidente terá que balancear as vantagens eleitorais com o agronegócio, que já possui candidatos fortes e uma base ligada à oposição, enquanto tenta manter o equilíbrio fiscal para não gerar resistência no mercado financeiro”, avalia o consultor.

O “relógio” das eleições

Outro ponto de convergência entre os analistas é o curto prazo de gestão. Com o primeiro turno em outubro, os novos ministros têm, na prática, pouco mais de seis meses de “janela” efetiva de trabalho.

“Todo mundo em política pensa com a eleição como referência”, diz Gabiati. Para ele, embora a troca de quase metade do ministério seja vista como um elemento negativo pela perda de articulação, a normalização desse ciclo é necessária.

“Faz parte do ciclo democrático. Se a continuidade técnica for mantida, o impacto negativo da perda política acaba sendo diminuído”, finaliza.

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CNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores

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(Foto: Aquicultura/Embrapa)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal a suspensão da exigência do Registro Geral da Atividade Pesqueira para aquicultores, prevista em nova portaria publicada nesta sexta-feira (10). A medida foi encaminhada aos ministérios da Pesca e Aquicultura e da Agricultura e Pecuária.

A obrigatoriedade consta na Portaria Interministerial nº 54, que determina, entre outros pontos, a inclusão do registro nas notas fiscais de pescados comercializados. Para a entidade, a exigência representa um entrave burocrático e aumento de custos para o setor produtivo.

Segundo a CNA, o controle sanitário, a rastreabilidade e as informações sobre a produção aquícola já são monitorados por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, o que tornaria a nova exigência redundante.

A entidade destaca ainda que os produtores já utilizam a Guia de Trânsito Animal acompanhada da nota fiscal para transporte e comercialização, mecanismo considerado suficiente para garantir a regularidade da atividade.

Diante disso, a CNA defende a suspensão da medida, com o objetivo de evitar duplicidade de exigências, reduzir burocracia e aumentar a eficiência regulatória no setor aquícola brasileiro.

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Forte demanda externa mantém preços do boi gordo em alta; confira as cotações do dia

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Foto: Fabiano Marques/Embrapa

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar alta nos preços ao longo da sexta-feira (10), em um cenário marcado mais por forte demanda do que por restrição de oferta. O movimento foi sustentado principalmente pela atuação dos frigoríficos exportadores, que seguem operando com baixa ociosidade para atender a demanda chinesa, enquanto ainda há disponibilidade da cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas definida na virada do ano.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado pode enfrentar forte volatilidade quando houver o esgotamento dessa cota, com possíveis picos de preços em momentos de exportação aquecida e quedas mais intensas na ausência da demanda chinesa.

No cenário interno, os preços do boi gordo ficaram da seguinte forma:

  • São Paulo (SP): R$ 370,42 por arroba (à prazo)
  • Goiás (GO): R$ 358,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 353,24 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 361,25 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 365,41 por arroba

Atacado

O mercado atacadista da carne bovina também apresentou alta nos preços nesta sexta-feira, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. O movimento é influenciado pela entrada dos salários na economia, o que melhora a reposição entre atacado e varejo.

Por outro lado, o avanço mais forte das cotações ainda encontra limitação na concorrência com outras proteínas, mesmo com recuperação recente da carne de frango.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 20,10/kg (+R$ 0,10)

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,0105 para venda e R$ 5,0085 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,0055 e R$ 5,0665, acumulando desvalorização semanal de 2,86%.

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O que faz uma fazenda dar lucro? Especialista aponta caminhos para aumentar ganhos

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Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Mais do que produzir, uma fazenda lucrativa hoje depende de gestão eficiente, planejamento e uso estratégico dos recursos. A avaliação é do consultor Rodrigo Gennari, que destaca o controle de indicadores como principal diferencial no resultado da atividade.

Segundo ele, propriedades rentáveis deixam de lado o “achismo” e passam a trabalhar com dados concretos, acompanhando de perto indicadores produtivos e financeiros.

“Uma fazenda rentável é uma fazenda que ela tem toda uma disciplina de anotar os seus números. Suas despesas, receitas, movimentações de gado, compra, venda, morte, nascimento e desmama”, destaca.

Com essas informações organizadas, o produtor consegue calcular o custo de produção, o valor de venda, o lucro por arroba e a rentabilidade por hectare, o que permite tomar decisões mais assertivas e traçar estratégias para melhorar os resultados.

“Uma fazenda rentável sabe o seu custo de produção, sabe quanto que vende, sabe quanto sobra, o lucro por arroba e a rentabilidade por hectare”, explica Gennari.

O uso de sistemas de gestão também tem sido um aliado nesse processo, automatizando dados e gerando indicadores que facilitam o acompanhamento da atividade.

Para o especialista, produtores que ainda não adotam esse controle acabam perdendo oportunidades de ganho.

“O pecuarista que ainda está no ‘achismo’, não anota nada, ele está deixando muito dinheiro em cima da mesa. Então, fazer gestão é uma característica de uma fazenda rentável”, completa Gennari.

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