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Projeto Cacau 360° reúne 91 pesquisadores para ampliar produção sustentável de cacau

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Foto: Pixabay

Mesmo com participação inferior a 4% na produção nacional de cacau, São Paulo quer ganhar espaço no setor com apoio da ciência e da tecnologia. A estratégia está no Projeto Cacau 360, iniciativa que busca ampliar a produtividade e tornar toda a cadeia mais sustentável.

Desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio, o projeto reúne 91 pesquisadores de 11 instituições.

O cultivo do cacau no Brasil está concentrado principalmente nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para os estados do Pará e da Bahia. Em São Paulo, a participação ainda é pequena, e justamente por isso o projeto pretende explorar o potencial de regiões consideradas não convencionais para a cultura.

“Eu diria que o projeto ele vai impactar eh no no agricultor de uma forma transversal. Nós temos cinco plataformas. A plataforma que trabalha com a parte de cultivo do cacau em áreas não convencionais, São Paulo, que não é o sistema tradicional cabruca” destaca o pesquisador do Ital/Apta/SAA responsável pelo CCD cacau 360, Valdecir Luccas.

A proposta aposta em um modelo integrado de produção, com sistemas agroflorestais e também cultivo a pleno sol. Entre os objetivos está identificar clones mais produtivos, aperfeiçoar o manejo no campo e elevar a produtividade para até 2 mil quilos por hectare de amêndoas secas – volume que pode ser até cinco vezes superior ao observado em sistemas tradicionais.

Outro foco importante está no processo de fermentação, considerado hoje um dos principais gargalos da cadeia produtiva. A falta de padronização interfere diretamente na qualidade do cacau comercializado. Com protocolos mais eficientes, a expectativa é reduzir perdas e garantir matéria-prima com padrão mais uniforme para o mercado.

Aproveitamento integral do fruto

De acordo com Luccas, atualmente, cerca de 70% do peso do cacau corresponde à casca, subproduto ainda pouco valorizado. A pesquisa busca transformar esse material em fonte de compostos bioativos, além de incentivar o uso da polpa, do mel do cacau e de outras partes do fruto para agregar valor e criar novas fontes de renda ao produtor.

Esses ingredientes serão utilizados ainda no desenvolvimento de novos alimentos, com foco em saudabilidade, sabor e inovação para o consumidor.

Pesquisadores vão mapear áreas de cultivo para avaliar contaminantes químicos, presença de metais pesados e condições microbiológicas, garantindo matérias-primas mais seguras para a indústria.

Competitividade

Hoje o Brasil ainda enfrenta a baixa produção e dependência externa, mas a proposta é favorecer uma cadeia mais sustentável e competitiva.

“Hoje o Brasil importa cacau da África do Sul, muitas vezes da Bahia, do Pará, mas tendo cacau aqui no estado de São Paulo, a logística vai ser muito mais simples, os custos vão ser menores. É em São Paulo que concentram o grande número de indústria de chocolates e produtos derivados”, afirma Luccas.

Segundo o pesquisador com todas essas ações integradas, a expectativa é viabilizar e acelerar a transferência das inovações e tecnologias para o setor industrial, permitindo que esses avanços cheguem mais rapidamente ao consumidor.

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CNA solicita suspensão de exigência de RGP para aquicultores

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(Foto: Aquicultura/Embrapa)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal a suspensão da exigência do Registro Geral da Atividade Pesqueira para aquicultores, prevista em nova portaria publicada nesta sexta-feira (10). A medida foi encaminhada aos ministérios da Pesca e Aquicultura e da Agricultura e Pecuária.

A obrigatoriedade consta na Portaria Interministerial nº 54, que determina, entre outros pontos, a inclusão do registro nas notas fiscais de pescados comercializados. Para a entidade, a exigência representa um entrave burocrático e aumento de custos para o setor produtivo.

Segundo a CNA, o controle sanitário, a rastreabilidade e as informações sobre a produção aquícola já são monitorados por meio do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, o que tornaria a nova exigência redundante.

A entidade destaca ainda que os produtores já utilizam a Guia de Trânsito Animal acompanhada da nota fiscal para transporte e comercialização, mecanismo considerado suficiente para garantir a regularidade da atividade.

Diante disso, a CNA defende a suspensão da medida, com o objetivo de evitar duplicidade de exigências, reduzir burocracia e aumentar a eficiência regulatória no setor aquícola brasileiro.

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Forte demanda externa mantém preços do boi gordo em alta; confira as cotações do dia

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Foto: Fabiano Marques/Embrapa

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar alta nos preços ao longo da sexta-feira (10), em um cenário marcado mais por forte demanda do que por restrição de oferta. O movimento foi sustentado principalmente pela atuação dos frigoríficos exportadores, que seguem operando com baixa ociosidade para atender a demanda chinesa, enquanto ainda há disponibilidade da cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas definida na virada do ano.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado pode enfrentar forte volatilidade quando houver o esgotamento dessa cota, com possíveis picos de preços em momentos de exportação aquecida e quedas mais intensas na ausência da demanda chinesa.

No cenário interno, os preços do boi gordo ficaram da seguinte forma:

  • São Paulo (SP): R$ 370,42 por arroba (à prazo)
  • Goiás (GO): R$ 358,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 353,24 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 361,25 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 365,41 por arroba

Atacado

O mercado atacadista da carne bovina também apresentou alta nos preços nesta sexta-feira, com expectativa de novos reajustes no curto prazo. O movimento é influenciado pela entrada dos salários na economia, o que melhora a reposição entre atacado e varejo.

Por outro lado, o avanço mais forte das cotações ainda encontra limitação na concorrência com outras proteínas, mesmo com recuperação recente da carne de frango.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 20,10/kg (+R$ 0,10)

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,03%, cotado a R$ 5,0105 para venda e R$ 5,0085 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,0055 e R$ 5,0665, acumulando desvalorização semanal de 2,86%.

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O que faz uma fazenda dar lucro? Especialista aponta caminhos para aumentar ganhos

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Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Mais do que produzir, uma fazenda lucrativa hoje depende de gestão eficiente, planejamento e uso estratégico dos recursos. A avaliação é do consultor Rodrigo Gennari, que destaca o controle de indicadores como principal diferencial no resultado da atividade.

Segundo ele, propriedades rentáveis deixam de lado o “achismo” e passam a trabalhar com dados concretos, acompanhando de perto indicadores produtivos e financeiros.

“Uma fazenda rentável é uma fazenda que ela tem toda uma disciplina de anotar os seus números. Suas despesas, receitas, movimentações de gado, compra, venda, morte, nascimento e desmama”, destaca.

Com essas informações organizadas, o produtor consegue calcular o custo de produção, o valor de venda, o lucro por arroba e a rentabilidade por hectare, o que permite tomar decisões mais assertivas e traçar estratégias para melhorar os resultados.

“Uma fazenda rentável sabe o seu custo de produção, sabe quanto que vende, sabe quanto sobra, o lucro por arroba e a rentabilidade por hectare”, explica Gennari.

O uso de sistemas de gestão também tem sido um aliado nesse processo, automatizando dados e gerando indicadores que facilitam o acompanhamento da atividade.

Para o especialista, produtores que ainda não adotam esse controle acabam perdendo oportunidades de ganho.

“O pecuarista que ainda está no ‘achismo’, não anota nada, ele está deixando muito dinheiro em cima da mesa. Então, fazer gestão é uma característica de uma fazenda rentável”, completa Gennari.

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