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Ciclone avança e frente fria se aproxima: Brasil terá semana de virada no tempo; confira

A previsão do tempo entre os dias 6 e 10 de abril indica uma virada nas condições do tempo em grande parte do Brasil. A atuação de áreas de baixa pressão, a formação de um ciclone extratropical no Sul e o avanço de uma frente fria pelo Sudeste devem espalhar chuvas e elevar o risco de temporais, ao mesmo tempo em que favorecem a umidade do solo em áreas produtoras.
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Sul
A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca no litoral do Rio Grande do Sul, sul de Santa Catarina e áreas do leste paulista. Ao longo do dia, a atuação de uma baixa pressão sobre o Paraguai, associada a um cavado em médios níveis, aumenta as instabilidades no Rio Grande do Sul.
A chuva varia de moderada a forte na metade sul do estado, com risco de temporais isolados. Entre Santa Catarina e Paraná, a precipitação ocorre de forma fraca a moderada, principalmente no litoral, enquanto no interior as pancadas são mais isoladas.
O calor ainda predomina, com temperaturas mais amenas no sul gaúcho. O mar segue mais agitado ao longo do litoral da região.
Na região, o principal ponto de atenção é a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir de terça-feira. O sistema deve provocar temporais nos três estados, com risco de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h até quarta-feira.
Apesar de prejudicar os trabalhos em campo, a chuva é considerada positiva para as áreas produtoras, com acumulados próximos de 70 mm em 48 horas, revertendo o déficit hídrico em lavouras em fase final de desenvolvimento. Após a passagem do sistema, o ar frio predomina, com mínimas entre 10°C e 14°C entre quinta e sexta-feira, sem risco de geadas.
O tempo no Sudeste
A manhã começa com tempo mais firme, com chuva fraca em áreas do leste de Minas Gerais, Espírito Santo e sul de São Paulo.
Ao longo do dia, a influência marítima mantém a instabilidade no Rio de Janeiro, Espírito Santo e litoral paulista, enquanto a umidade favorece pancadas em Minas Gerais e no interior de São Paulo, com chuva moderada a forte em alguns pontos.
O tempo segue firme em outras áreas, com predomínio de calor, embora as temperaturas sejam mais agradáveis nas áreas litorâneas e no sul de Minas. O mar também deve ficar mais agitado no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.
A semana será marcada pelo avanço de uma frente fria a partir de quarta-feira, espalhando chuva por toda a região. Os volumes devem ficar entre 30 mm e 40 mm, mantendo a boa umidade do solo sem prejudicar as operações no campo e reduzindo o calor, com máximas próximas de 25°C. A tendência é de diminuição das chuvas apenas na segunda semana de maio.
Pancadas de chuva no Centro-Oeste
Ao longo do dia, a presença de uma baixa pressão sobre o Paraguai, combinada com calor e umidade, aumenta as instabilidades em Mato Grosso e Goiás, com chuva de fraca a moderada intensidade e pontos mais intensos. Há previsão de pancadas de chuva desde cedo no leste de Mato Grosso e norte de Goiás.
Em Mato Grosso do Sul, a chuva ocorre de forma mais isolada. No restante da região, o tempo segue firme, com temperaturas elevadas.
Os volumes da semana devem ficar entre 30 mm e 40 mm, garantindo boa umidade do solo sem comprometer as operações em campo. As condições favorecem o desenvolvimento do milho segunda safra e a manutenção das pastagens. A tendência também indica redução das chuvas a partir da segunda semana de maio.
Tempo quente e seco no Nordeste
A Zona de Convergência Intertropical segue favorecendo instabilidades no litoral norte, enquanto a influência marítima mantém chuva no litoral leste.
Ao longo do dia, as pancadas aumentam em estados como Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais, especialmente no litoral baiano.
Boas chuvas devem predominar no oeste da Bahia e em estados como Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, com acumulados entre 40 mm e 50 mm, contribuindo para a manutenção da umidade do solo sem prejudicar os trabalhos no campo.
Por outro lado, Sergipe, Alagoas e o leste da Bahia devem enfrentar condições mais quentes e secas, com volumes entre 10 mm e 15 mm, elevando apenas a umidade relativa do ar. A partir da segunda quinzena de abril, as ondas de leste devem intensificar as chuvas nessas áreas. Para outras regiões, a tendência é de redução das precipitações no fim do mês.
Previsão para o Norte
A umidade elevada mantém pancadas de chuva desde cedo no Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins, enquanto a ZCIT continua atuando no Amapá e no litoral do Pará.
Ao longo do dia, as instabilidades aumentam, com chuva moderada a forte e risco de temporais isolados em grande parte da região. O tempo segue abafado.
As chuvas continuam garantindo boa umidade para as áreas produtoras e mantendo as pastagens.
Os maiores volumes devem se concentrar no Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará, com acumulados próximos de 100 mm, o que pode atrasar os trabalhos em campo.
Já no Acre, Rondônia, restante do Pará e Tocantins, os volumes entre 30 mm e 40 mm favorecem o desenvolvimento das lavouras sem grandes prejuízos às operações agrícolas.
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Pequenas em tamanho, joaninhas são grandes aliadas do produtor rural; entenda

Pequenas e comuns no campo, as joaninhas têm papel relevante no controle de pragas em diferentes culturas. Esses insetos predadores se alimentam de organismos que causam danos às lavouras, como pulgões, cochonilhas, ácaros e moscas-brancas.
De acordo com a engenheira agrônoma Erica Tomé, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de Araraquara, o impacto é direto. “Ela [joaninha] se alimenta de vários insetos presentes em várias culturas e pode consumir cerca de 50 pulgões por dia”, afirma.
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Atuação se estende por todo o ciclo
A ação das joaninhas ocorre desde a fase larval até a adulta, o que amplia a eficiência no controle biológico. Em alguns casos, também há consumo de fungos que afetam as plantas, como em culturas de quiabo.
Levantamentos conduzidos pelo Instituto Biológico (IB-Apta), em Ribeirão Preto (SP), analisam a diversidade de espécies, o comportamento e a capacidade de predação nas lavouras.
Segundo a pesquisadora Terezinha Monteiro, o hábito alimentar variado é um dos principais fatores. “As joaninhas controlam uma variedade de pragas em hortaliças, grãos, pomares de laranja e plantas ornamentais”, explica.
Presença varia conforme o sistema de produção
A ocorrência desses insetos depende do ambiente de cultivo. Em uma mesma área, é possível encontrar diferentes espécies, cada uma com preferência por determinado tipo de praga.
Nos citros, por exemplo, a atuação é recorrente no controle de cochonilhas, pulgões e ácaros. Em São Paulo, maior produtor de laranja do país, a presença das joaninhas contribui para o manejo dessas pragas.
Além disso, áreas com menor uso de defensivos tendem a concentrar mais indivíduos. Sistemas orgânicos e lavouras que adotam o Manejo Integrado de Pragas (MIP), especialmente na soja, favorecem a permanência desses insetos.
Ambiente favorece permanência nas áreas
A manutenção das joaninhas nas lavouras está ligada à oferta de alimento e abrigo. Plantas com pólen e néctar ajudam a atrair os insetos e garantem suporte alimentar em períodos de menor disponibilidade de presas.
Segundo a pesquisadora do IB-Apta, essas condições também favorecem a reprodução e aumentam a permanência das joaninhas nas áreas produtivas.
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Pesquisa da Unesp revela como melhorar a qualidade e o valor do chocolate amazônico

O chocolate produzido na Amazônia é reconhecido internacionalmente por seu sabor único. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que ele pode ganhar ainda mais valor. A análise indica que práticas de pós-colheita, como a fermentação das amêndoas da fruta, aliadas à escolha adequada do cultivar podem unir qualidade nutricional e sabor ao chocolate, ampliando o potencial de mercado do produto.
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“Diferente da soja, do milho e do trigo, que são pagos pela quantidade, o cacau é um dos poucos produtos agrícolas que é muito mais remunerado pela qualidade. Nesse estudo vimos que é possível que o cacau amazônico ganhe nessas duas vertentes. Por isso, no estudo, selecionamos o melhor cultivar e as melhores formas de pós-produção para obter qualidade nutricional e de sabor”, afirma Renato de Mello Prado, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, em Jaboticabal, que coordenou a pesquisa.
O estudo, apoiado pela Fapesp, foi realizado na Estação Experimental Frederico Afonso, pertencente à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em Rondônia, onde os pesquisadores avaliaram nove clones de cacau sob dois sistemas de pós-colheita: grãos fermentados, como no processo tradicional de chocolate, e grãos pré-secos, sem fermentação.
A investigação envolveu a colaboração de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa de Porto Velho), Universidade Federal de Rondônia (Unir, campus Rolim de Moura) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam, campus Humaitá).
“A fermentação é um processo importante na produção do chocolate. Sem ela, a amêndoa não desenvolve a cor e o aroma que conhecemos, mas há um custo nutricional importante nesse processo”, conta Edilaine Istéfani Franklin Traspadini, bolsista de pós-doutorado da Fapesp.
“Por isso, sugerimos a criação de blends que combinem grãos fermentados e não fermentados, como uma estratégia para equilibrar o sabor e o valor nutricional. Essa estratégia pode aumentar o valor do cacau amazônico no mercado de chocolates, seguindo uma abordagem bem parecida com o que tem sido feito no setor de café”, diz.
Os resultados mostraram que a fermentação das amêndoas de cacau reduz mais de 95% dos açúcares e quase 50% dos taninos (responsáveis pelo sabor adstringente), além de diminuir compostos fenólicos e antocianinas (antioxidantes naturais), enquanto aumenta aminoácidos, atividade de enzimas antioxidantes e minerais como potássio e magnésio. Já o cacau não fermentado retém níveis significativamente maiores de minerais como o fósforo e o cálcio, elementos fundamentais para a saúde óssea e cardiovascular.
“Por isso defendemos a necessidade de uma combinação entre uma base fermentada para dar a cor marrom e a textura aveludada, enquanto uma porcentagem de amêndoas não fermentadas entraria como uma injeção de antioxidantes e minerais, criando o equilíbrio entre sabor e saúde”, conta.
Pela primeira vez, foi identificada a presença de glicina betaína e prolina nas amêndoas. Essas moléculas têm o papel de defender a planta contra o estresse oxidativo no campo e servem como um antioxidante poderoso para o corpo humano. “Elas funcionam como verdadeiros protetores celulares, o que pode transformar o cacau amazônico em um superalimento”, destaca Mello.
A análise também mostrou variação entre os cultivares estudados. O clone CCN 51 apresentou um perfil equilibrado, independente se fermentado ou não fermentado. Já o clone EEOP 63 se destacou pela maior produtividade, e o EEOP 96 manteve altos teores de fenólicos e antocianinas quando os grãos não eram fermentados, sugerindo maior vocação para produtos alternativos ao chocolate tradicional, como nibs, ingredientes de bebidas e snacks saudáveis.
“Não é que exista um único clone ideal que deve ser difundido na região. Pelo contrário, o interesse está em combinar diferentes blends para cada finalidade. Por isso a importância desse estudo sobre seleção genética e manejo pós-colheita entre produtores amazônidas de cacau”, diz Traspadini.
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Produção de ração cresce em 2025 e deve atingir 97 milhões de ton em 2026, segundo levantamento

A produção nacional de ração e suplementos cresceu em 2025 e deve continuar em expansão em 2026. Dados do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) indicam que o volume atingiu cerca de 94 milhões de toneladas no ano passado, acima das 91 milhões de toneladas registradas em 2024, o que representa um avanço de 3%.
Para 2026, a projeção é de 97 milhões de toneladas, acompanhando o aumento da produção pecuária e da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior. “Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente”, declarou o CEO do Sindirações, Ariovaldo Zani.
Crescimento em diferentes segmentos
Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025. Para 2026, a previsão é de 39,1 milhões de toneladas. O avanço acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% em 2025, segundo dados preliminares do IBGE.
A produção de ovos também ampliou a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras passou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, com crescimento de 3,5%. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.
Suinocultura e bovinocultura em alta
Na suinocultura, o consumo de ração passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas. Na bovinocultura de corte, o avanço está ligado ao aumento do confinamento, com a produção de ração passando de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, alta de 7,5%.
Dados do Censo do Confinamento, do Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados passou de 7,76 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças. “O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal”, informou Zani.
Aquicultura e mercado pet
Na pecuária leiteira, o consumo de ração passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, com aumento de 8% na aquisição formal de leite no período, segundo dados preliminares do IBGE. O mercado de alimentos para cães e gatos também registrou crescimento, com a produção passando de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026.
“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado”, pontuou Zani, referindo-se à maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos. A aquicultura também ampliou o consumo de ração, com o volume passando de 1,79 milhões de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025.
Por fim, Zani concluiu que “o triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal”.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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