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Indústria do arroz se despede de Cezar Augusto Gazzaneo

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Cezar Augusto Gazzaneo

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) manifestou pesar pela morte de Cezar Augusto Gazzaneo, ex-diretor-executivo do Sindicato da Indústria do Arroz (Sindarroz), nesta sexta-feira (3).

Com atuação destacada e trânsito entre os diferentes elos da cadeia produtiva, Gazzaneo foi um dos nomes importantes na articulação que levou à criação da Abiarroz, em 2009, contribuindo para ampliar a representatividade da indústria do arroz no Brasil.

Ao longo de sua trajetória, participou de debates relevantes para o setor e esteve à frente de pautas voltadas ao fortalecimento das entidades representativas. Sua atuação foi marcada pelo diálogo, respeito institucional e postura ética.

A entidade também prestou solidariedade aos familiares e amigos, desejando força e conforto neste momento difícil.

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Pesquisa comprova eficácia de inseticida no controle do bicho-mineiro do café

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Capelinha_MG, 22 de Agosto de 2019

Sebrae e ICCM (Instituto do Cafe da Chapada de Minas) | Banco de Imagens do Cafe da Chapada de Minas

Na imagem, a Fazenda Matilde

Foto: Leo Drumond/Nitro/Sebrae

Um estudo conduzido pela Alessandra Vacari, pesquisadora, entomologista e pós doutora pela Universidade da Califórnia, apontou alta eficácia do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café (Leucoptera coffeella), considerada uma das pragas mais desafiadoras da cafeicultura brasileira.

A pesquisa também contribuiu para a recente extensão de bula do produto pelos órgãos reguladores, ampliando seu uso no manejo da praga. De acordo com a pesquisadora, o bicho-mineiro pode provocar perdas de até 70% na produção quando não controlado.

A praga se instala nas folhas do cafeeiro. As fêmeas depositam ovos na superfície e, após a eclosão, as larvas penetram no interior da folha para se alimentar, reduzindo a capacidade fotossintética da planta.

Esse comportamento dificulta o controle químico, já que as larvas ficam protegidas dentro do tecido foliar.

Produto atua na quebra do ciclo da praga

Os resultados do estudo indicam que o etofenproxi pode atingir até 100% de eficácia no controle do bicho-mineiro.

Segundo Vacari, o principal diferencial do inseticida está na atuação sobre os insetos adultos, interrompendo o ciclo da praga.

Após a aplicação, a longevidade dos adultos caiu de cerca de cinco dias para dois dias, em média, reduzindo a capacidade de reprodução.

Além disso, houve queda significativa na quantidade de ovos depositados nas folhas, o que impediu o surgimento de novas lagartas nas plantas avaliadas.

A pesquisa também identificou que a redução na postura de ovos se manteve entre sete e 21 dias após a aplicação do inseticida.

Com menos ovos viáveis, a pressão da praga diminui ao longo do tempo, contribuindo para maior eficiência no manejo.

Seletividade preserva controle biológico

Outro destaque do estudo é a seletividade do etofenproxi. O inseticida apresentou baixo impacto sobre inimigos naturais do bicho-mineiro, como o crisopídeo (Chrysoperla externa).

Esse inseto é considerado um dos principais agentes de controle biológico da praga em cafezais brasileiros.

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Prazo estendido! Vote no Prêmio Personagem Soja Brasil até o dia 30 de abril

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Imagem gerada por IA

Você sabia que a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 foi prorrogada e segue aberta até o dia 30 de abril? Aproveite para participar e votar no produtor e pesquisador que fazem a diferença na cadeia da soja no país. Acesse o link, preencha seus dados e escolha seu favorito (a).

Confira os indicados desta safra:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Desperdício global de alimentos pode atingir US$ 540 bilhões em 2026, mostra pesquisa

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Foto: Pixabay

O desperdício de alimentos continua corroendo margens e se consolida como um dos desafios mais caros da cadeia global de suprimentos do varejo. É o que conclui o relatório “Tornando o invisível visível: liberando o valor oculto do desperdício de alimentos para impulsionar crescimento e rentabilidade”, da Avery Dennison.

Projeções indicam que o custo desse desperdício ao longo da cadeia global de suprimentos pode alcançar US$ 540 bilhões em 2026, crescimento de 2,6% frente aos US$ 526 bilhões do ano anterior.

Além disso, os resultados do estudo mostram que, em média, no Brasil, os custos associados ao desperdício de alimentos equivalem a 32% da receita anual total na cadeia de suprimentos do varejo alimentício, desde a colheita até o ponto de venda.

A pesquisa, que ouviu 3.500 varejistas de alimentos e líderes da cadeia de suprimentos em todo o mundo, revela que, apesar do aumento da conscientização, 61% das empresas afirmam ainda não ter visibilidade total sobre onde ocorre o desperdício em suas operações.

Assim, a limitada capacidade de influenciar os pontos da cadeia com maiores níveis de perda é um desafio recorrente, o que reforça a necessidade urgente de inovação direcionada e colaboração entre os diferentes elos da cadeia.

Alimentos mais desperdiçados

Os dados mostram que os líderes enfrentam desafios constantes em diferentes pontos da cadeia, especialmente no segmento de produtos perecíveis. Quando questionados sobre as três categorias mais difíceis de gerenciar em termos de desperdício, o resultado foi o seguinte:

  • 50% apontaram as carnes;
  • 45% frutas e verduras; e
  • 28% produtos de panificação.

Mais da metade (51%) dos líderes empresariais indicou que a gestão de estoque e o excesso de inventário contribuem significativamente para o desperdício dentro de suas operações.

O transporte surge como um fator comum entre as diferentes categorias de perecíveis:

  • 56% das empresas afirmam não ter uma compreensão clara de quanto desperdício ocorre durante o deslocamento dos produtos.

De acordo com o estudo da Avery Dennison, enfrentar esse desafio exige uma combinação de soluções que inclui visibilidade de inventário em nível de item, previsão de demanda e gestão de vida útil em tempo real.

Custo estimado até 2030

Se as tendências atuais se mantiverem, o custo acumulado do desperdício de alimentos entre 2025 e 2030 pode atingir US$ 3,4 trilhões, coincidindo com o prazo de 2030 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.3 da ONU, que busca reduzir pela metade o desperdício global de alimentos. Apesar desse objetivo, o relatório revela que 27% dos líderes acreditam que não conseguirão atingir a meta dentro do prazo estabelecido.

Para o diretor de Marketing, Vendas e Comunicação para a América Latina da Avery Dennison, Flavio Marqués, o desperdício de alimentos já não deveria ser tratado como um custo inevitável do varejo.

Segundo ele, a combinação entre falta de visibilidade ao longo da cadeia de suprimentos e baixa adoção de inovações tem contribuído para perdas significativas — muitas vezes invisíveis — que impactam diretamente as margens das empresas.

“Para conseguir superar um desafio, especialmente tão impactante como esse, o primeiro passo é ter compreensão do problema. E essa se mostra a primeira dificuldade, uma vez que 61% dos líderes do varejo sequer têm conhecimento das adversidades, o que os impede de trabalhar para superá-las”, comenta.

Marqués aponta que no Brasil, o custo do desperdício de alimentos ao longo da cadeia de suprimentos impacta, em média, 32% da receita total das empresas no país, o que demonstra uma possibilidade relevante de crescimento de receita.

O desafio da carne

As entrevistas com os varejistas chegou à conclusão que as carnes se destacam como uma das categorias mais difíceis de gerenciar. No Brasil, cerca de 72% dos líderes da cadeia de suprimentos apontam essa categoria como o principal desafio.

Projeções econômicas independentes indicam que o desperdício de carnes pode representar US$ 94 bilhões em perdas na cadeia global em 2026, quase um quinto do impacto econômico total do ano, seguido por frutas, verduras e hortaliças, com US$ 88 bilhões.

Para os varejistas, a volatilidade econômica, a dificuldade de adaptação ágil às mudanças de mercado e o desafio de acompanhar as oscilações no comportamento do consumidor intensificam os problemas relacionados ao desperdício de alimentos.

Nesse cenário, 74% dos entrevistados afirmam que a inflação tornou mais difícil prever a demanda por carnes, enquanto 73% apontam um aumento na procura por porções menores ou alternativas à proteína animal.

Em outras palavras, o contexto atual vem redesenhando o perfil de consumo: os consumidores passaram a optar por quantidades reduzidas e/ou por fontes de proteína mais acessíveis ao orçamento familiar, movimento que impacta diretamente tanto a rentabilidade quanto os níveis de desperdício no varejo.

“Durante muito tempo, o desperdício de alimentos foi tratado quase exclusivamente como uma questão ambiental e social. Ele também envolve negócios e representa uma grande oportunidade, tanto globalmente como no Brasil. Os US$ 540 bilhões em valor perdido devem servir como um claro chamado à ação para que a cadeia de suprimentos do varejo alimentício reduza perdas e aumente a eficiência”, destaca Marqués.

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