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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Clima em 2026 pode trazer riscos agrícolas no Brasil e exige monitoramento, aponta StoneX

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Divulgação Aprosoja MT

O cenário climático iniciou 2026 em meio a um regime de transição que aumenta a variabilidade do tempo e reduz a previsibilidade, especialmente no Hemisfério Sul. O La Niña fraca, instalada em outubro de 2025, deve perder intensidade ao longo do verão, com retorno à neutralidade do El Niño–Oscilação Sul (Enso) previsto para março. Esse contexto intermediário contribui para a alternância entre extremos localizados e períodos secos, observada no fim do ano passado.

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Segundo Carolina Giraldo, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a ausência de um forçante climático dominante dificulta a leitura dos padrões atmosféricos. “Em anos de transição do ENSO, nenhum mecanismo de grande escala dita o comportamento do clima, o que aumenta a dependência de processos regionais e eventos pontuais”, explica.

A analista destaca que a Oscilação Madden–Julian (MJO) seguiu ativa na virada do ano, favorecendo volumes excepcionais de chuva no Sudeste Asiático e na Indonésia. No entanto, a configuração do sistema não estabeleceu teleconexões robustas com o sul da América do Sul em dezembro, deixando países como Argentina e Uruguai mais suscetíveis a sistemas sinóticos isolados.

No Brasil, a Amazônia registrou chuvas expressivas em novembro, permitindo uma recuperação hidrológica relevante após o déficit severo de 2024. “Isso evidencia a alta sensibilidade da bacia amazônica à distribuição intrassazonal das chuvas e seus reflexos diretos sobre logística e transporte”, afirmou Giraldo.

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As projeções multimodelo para o primeiro trimestre de 2026 apontam temperaturas acima da média em grande parte dos continentes. O aumento da evapotranspiração eleva a demanda hídrica das lavouras e exige atenção especial às temperaturas mínimas noturnas, que tendem a permanecer elevadas. Culturas como o café podem ter redução na eficiência do acúmulo de reservas, afetando as fases finais da frutificação.

Na América do Sul tropical e subtropical, o principal traço do período é a irregularidade das chuvas. Mesmo sem déficits expressivos nos acumulados trimestrais, a má distribuição temporal compromete o estabelecimento das lavouras de soja e milho, amplia a variabilidade de produtividade e reduz a assertividade das estimativas de oferta.

Dentro desse contexto, o Centro-Oeste brasileiro surge como a região de maior atenção. Há um sinal fraco, porém consistente, de maior probabilidade de precipitações abaixo da média no centro-norte de Mato Grosso, Goiás e Matopiba entre janeiro e março. O risco não é de uma seca instalada, mas de um regime irregular justamente no momento de encerramento da colheita da soja e início da implantação do milho safrinha.

Fevereiro

Fevereiro concentra o principal ponto de atenção. Déficits hídricos, mesmo temporários, podem comprometer a emergência e o desenvolvimento inicial do milho, enquanto temperaturas acima da média aumentam a exigência de água pelas plantas. Atrasos na semeadura elevam ainda o risco de a cultura avançar para o outono, período de menor radiação e disponibilidade térmica.

Apesar da ausência de sinais de um choque sistêmico de oferta, a analista avalia que o início de 2026 será marcado por riscos distribuídos. “A vantagem competitiva no agronegócio virá da capacidade de acompanhar de perto a distribuição das chuvas, ajustar manejos conforme os estágios fenológicos e ir além das médias históricas”, concluiu.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

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Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.

Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.

No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

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A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.

No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.

A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.

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Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.

No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.

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Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes

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As negociações seguiram pontuais nas principais regiões de produção e comercialização de milho do Brasil, na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto compradores priorizaram a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguiram atentos à colheita da safra verão, vendedores, limitaram a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima no período. Neste contexto, segundo pesquisadores do Cepea, os preços registraram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais.

Entre as praças paulistas, leves valorizações foram observadas, sustentadas pela restrição de vendedores. Já no Sul e no Centro-Oeste, as quedas prevaleceram. De acordo com o Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da safra de verão do cereal nos estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e também da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis.

Fonte: Cepea



 

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Agro MT