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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Chuvas intensas exigem atenção redobrada do produtor rural para evitar erosão do solo – MAIS SOJA

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O período chuvoso no Brasil, especialmente comum em grande parte do território nacional, traz desafios importantes para a produção agrícola. Entre eles, um dos mais preocupantes é a erosão do solo — processo silencioso, mas capaz de causar prejuízos econômicos e ambientais de longo prazo. Segundo especialistas, práticas inadequadas de manejo podem fazer com que anos, ou até séculos, de formação do solo sejam literalmente levados embora com as primeiras chuvas mais intensas.

Para o pesquisador Alexandre Ortega, da Embrapa Solos e Meio Ambiente, a atenção ao solo deve ser permanente, independentemente de o país enfrentar, ao mesmo tempo, episódios de estiagem e de chuvas extremas. “Pode parecer contraditório falar de conservação do solo em um momento de crise hídrica, como a que vivemos em parte do Sudeste, mas justamente após períodos prolongados de seca o risco de erosão aumenta muito”, explica.

De acordo com Ortega, solos que passaram por longos períodos secos ficam mais vulneráveis quando as chuvas retornam. “Se esse solo não estiver bem protegido, sem práticas adequadas de conservação de água e solo, ele simplesmente vai embora com as primeiras chuvas mais fortes”, alerta.

Exemplos recentes reforçam o alerta

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Eventos extremos registrados nos últimos anos ajudam a dimensionar o problema. Enchentes e deslizamentos ocorridos no Rio de Janeiro, na região serrana, e mais recentemente no Rio Grande do Sul, evidenciaram como grandes volumes de chuva podem provocar perdas severas de solo, nutrientes e matéria orgânica.

“Não é só a terra que se perde. Vai embora também a biodiversidade do solo, a vida microbiana, os nutrientes e toda uma estrutura que levou centenas ou milhares de anos para se formar”, afirma o pesquisador. Segundo ele, recuperar essas áreas degradadas é um processo lento, caro e que exige grande investimento de recursos e energia, com impactos que recaem sobre toda a sociedade.

Práticas simples ajudam a proteger o solo

Entre as principais medidas preventivas recomendadas estão o plantio em curva de nível, que reduz a velocidade da água da chuva, e a eliminação do chamado “plantio morro abaixo”, prática considerada altamente erosiva. “Em uma chuva mais intensa, o plantio morro abaixo funciona como um canal, acelerando a água e destruindo completamente o solo”, explica Ortega.

Outra estratégia essencial é a manutenção da cobertura vegetal, seja por meio de restos culturais, palhada ou plantas de cobertura. O pesquisador destaca que o sistema de plantio direto só é eficaz quando adotado corretamente. “Não adianta falar em plantio direto se ele se resume apenas à sucessão de culturas como milho e soja. É preciso manter restos culturais, minimizar ao máximo o revolvimento do solo e usar espécies que realmente protejam a superfície”, ressalta.

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Em áreas com solos mais frágeis, o cuidado deve ser ainda maior. “Cada solo tem um limite de uso. Não podemos explorá-lo acima da capacidade que ele suporta”, afirma. Nesses casos, o uso de alguns tipos de gramíneas e outras espécies com bom sistema radicular ajuda a manter a estrutura do solo e reduzir significativamente as perdas causadas pela chuva.

Prevenir é mais barato do que recuperar

O pesquisador enfatiza que os custos da prevenção são muito menores do que os da recuperação de áreas degradadas. “Depois que o solo é perdido, recuperar aquilo que foi levado — nutrientes, matéria orgânica e vida biológica — demora muito tempo e custa caro”, diz.

Além do impacto direto na produção agrícola, a degradação do solo afeta ecossistemas inteiros. “Não é só a vida humana que sente. Toda a fauna e a flora são impactadas. O solo é praticamente um organismo vivo, que passa por processos complexos e não se forma da noite para o dia”, reforça.

Desafios climáticos devem se intensificar

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Diante de um cenário de mudanças climáticas, com alternância entre secas severas e chuvas intensas, Ortega acredita que os desafios para os produtores rurais tendem a aumentar. “O clima sempre foi um fator determinante na agricultura brasileira e continuará sendo”, afirma.
Embora existam tecnologias como a agricultura irrigada, a maior parte das áreas agrícolas do país ainda depende diretamente das chuvas. “Todo o planejamento agrícola é feito com base em históricos e prognósticos climáticos, mas eventos extremos fogem cada vez mais do padrão”, observa.

Para o pesquisador, a mensagem principal é clara: cuidar do solo é uma estratégia de sobrevivência da produção agrícola. “É muito difícil para o produtor ver tudo o que ele plantou e investiu ser levado pela água. Por isso, fazer tudo da melhor forma possível antes é fundamental. Prevenir sempre será melhor — e mais barato — do que recuperar depois”, conclui.

Fonte: Embrapa



 

FONTE
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Autor:Cristina Tordin (MTB 28499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme – MAIS SOJA

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Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.

Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.

No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

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A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.

No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.

A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.

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Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.

No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.

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Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes – MAIS SOJA

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As negociações seguiram pontuais nas principais regiões de produção e comercialização de milho do Brasil, na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto compradores priorizaram a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguiram atentos à colheita da safra verão, vendedores, limitaram a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima no período. Neste contexto, segundo pesquisadores do Cepea, os preços registraram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais.

Entre as praças paulistas, leves valorizações foram observadas, sustentadas pela restrição de vendedores. Já no Sul e no Centro-Oeste, as quedas prevaleceram. De acordo com o Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da safra de verão do cereal nos estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e também da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis.

Fonte: Cepea



FONTE
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Autor:Cepea

Site: Cepea

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