Connect with us
4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Chuvas intensas exigem atenção redobrada do produtor rural para evitar erosão do solo – MAIS SOJA

Published

on


O período chuvoso no Brasil, especialmente comum em grande parte do território nacional, traz desafios importantes para a produção agrícola. Entre eles, um dos mais preocupantes é a erosão do solo — processo silencioso, mas capaz de causar prejuízos econômicos e ambientais de longo prazo. Segundo especialistas, práticas inadequadas de manejo podem fazer com que anos, ou até séculos, de formação do solo sejam literalmente levados embora com as primeiras chuvas mais intensas.

Para o pesquisador Alexandre Ortega, da Embrapa Solos e Meio Ambiente, a atenção ao solo deve ser permanente, independentemente de o país enfrentar, ao mesmo tempo, episódios de estiagem e de chuvas extremas. “Pode parecer contraditório falar de conservação do solo em um momento de crise hídrica, como a que vivemos em parte do Sudeste, mas justamente após períodos prolongados de seca o risco de erosão aumenta muito”, explica.

De acordo com Ortega, solos que passaram por longos períodos secos ficam mais vulneráveis quando as chuvas retornam. “Se esse solo não estiver bem protegido, sem práticas adequadas de conservação de água e solo, ele simplesmente vai embora com as primeiras chuvas mais fortes”, alerta.

Exemplos recentes reforçam o alerta

Eventos extremos registrados nos últimos anos ajudam a dimensionar o problema. Enchentes e deslizamentos ocorridos no Rio de Janeiro, na região serrana, e mais recentemente no Rio Grande do Sul, evidenciaram como grandes volumes de chuva podem provocar perdas severas de solo, nutrientes e matéria orgânica.

“Não é só a terra que se perde. Vai embora também a biodiversidade do solo, a vida microbiana, os nutrientes e toda uma estrutura que levou centenas ou milhares de anos para se formar”, afirma o pesquisador. Segundo ele, recuperar essas áreas degradadas é um processo lento, caro e que exige grande investimento de recursos e energia, com impactos que recaem sobre toda a sociedade.

Práticas simples ajudam a proteger o solo

Entre as principais medidas preventivas recomendadas estão o plantio em curva de nível, que reduz a velocidade da água da chuva, e a eliminação do chamado “plantio morro abaixo”, prática considerada altamente erosiva. “Em uma chuva mais intensa, o plantio morro abaixo funciona como um canal, acelerando a água e destruindo completamente o solo”, explica Ortega.

Outra estratégia essencial é a manutenção da cobertura vegetal, seja por meio de restos culturais, palhada ou plantas de cobertura. O pesquisador destaca que o sistema de plantio direto só é eficaz quando adotado corretamente. “Não adianta falar em plantio direto se ele se resume apenas à sucessão de culturas como milho e soja. É preciso manter restos culturais, minimizar ao máximo o revolvimento do solo e usar espécies que realmente protejam a superfície”, ressalta.

Em áreas com solos mais frágeis, o cuidado deve ser ainda maior. “Cada solo tem um limite de uso. Não podemos explorá-lo acima da capacidade que ele suporta”, afirma. Nesses casos, o uso de alguns tipos de gramíneas e outras espécies com bom sistema radicular ajuda a manter a estrutura do solo e reduzir significativamente as perdas causadas pela chuva.

Prevenir é mais barato do que recuperar

O pesquisador enfatiza que os custos da prevenção são muito menores do que os da recuperação de áreas degradadas. “Depois que o solo é perdido, recuperar aquilo que foi levado — nutrientes, matéria orgânica e vida biológica — demora muito tempo e custa caro”, diz.

Além do impacto direto na produção agrícola, a degradação do solo afeta ecossistemas inteiros. “Não é só a vida humana que sente. Toda a fauna e a flora são impactadas. O solo é praticamente um organismo vivo, que passa por processos complexos e não se forma da noite para o dia”, reforça.

Desafios climáticos devem se intensificar

Diante de um cenário de mudanças climáticas, com alternância entre secas severas e chuvas intensas, Ortega acredita que os desafios para os produtores rurais tendem a aumentar. “O clima sempre foi um fator determinante na agricultura brasileira e continuará sendo”, afirma.
Embora existam tecnologias como a agricultura irrigada, a maior parte das áreas agrícolas do país ainda depende diretamente das chuvas. “Todo o planejamento agrícola é feito com base em históricos e prognósticos climáticos, mas eventos extremos fogem cada vez mais do padrão”, observa.

Para o pesquisador, a mensagem principal é clara: cuidar do solo é uma estratégia de sobrevivência da produção agrícola. “É muito difícil para o produtor ver tudo o que ele plantou e investiu ser levado pela água. Por isso, fazer tudo da melhor forma possível antes é fundamental. Prevenir sempre será melhor — e mais barato — do que recuperar depois”, conclui.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Cristina Tordin (MTB 28499/SP) Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

Continue Reading

Sustentabilidade

Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.

Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

Continue Reading

Sustentabilidade

Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

Published

on


A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.

A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.

Matopiba

Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Sumitomo Chemical apresenta tecnologias para o manejo de plantas daninhas em diferentes sistemas de produção – MAIS SOJA

Published

on


A Sumitomo Chemical marca participação no 34o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD) com as suas principais soluções de proteção de lavouras e pastagens. Maior encontro do setor no país, o evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A companhia apresentará seu portfólio focado no manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas para o agro.

Entre os principais destaques do evento está o Rapidicil®, nova geração de herbicida da Sumitomo Chemical para agricultores que buscam controle rápido, seguro e flexível de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, e que confere maior velocidade de dessecação do mercado. Pertencente ao grupo dos inibidores da enzima PPO (Protoporfirinogênio Oxidase), o novo herbicida é voltado para as culturas de soja, milho e algodão, posicionando-se como uma ferramenta estratégica contra espécies de difícil controle. O produto, em fase de registro, não está disponível para comercialização.

A empresa, que é patrocinadora Diamante do evento, também leva ao congresso o ZethaMaxx® Evo, herbicida pré-emergente que combina três mecanismos de ação distintos para ampliar a eficiência do manejo, garantindo mais flexibilidade, controle residual prolongado e facilidade operacional ao produtor. No segmento de pastagens, o destaque será Tempest® E, que chega com um posicionamento ainda mais completo: além da eficiência em plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle, passa a contemplar também os segmentos de fácil e médio controle, contribuindo para pastagens mais produtivas e maior rentabilidade na pecuária.

De acordo com Luciano Teixeira, gerente de Herbicidas da Sumitomo Chemical, o CBCPD é um ambiente fundamental para a inovação no campo. “O congresso é uma plataforma essencial para trocarmos conhecimentos e apresentarmos tecnologias que combinam inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no manejo de plantas daninhas”, destaca. “A Sumitomo Chemical está à disposição do produtor para proteger o potencial produtivo das áreas e auxiliar no aumento da rentabilidade no campo”.

Além do estande, alguns trabalhos foram selecionados para apresentação oral pela comissão do congresso e a Sumitomo Chemical preparou um ambiente exclusivo para a disseminação de conhecimento técnico. Nos dias 4 e 5 de agosto, das 15h às 17h, uma sala será dedicada para receber pesquisadores e profissionais do setor para a apresentação de trabalhos científicos e resultados de pesquisas de campo conduzidas pela companhia.

Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro

Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Em 2025, a companhia completou 50 anos de história no Brasil como precursora e referência em produtos para aumentar a produtividade e controlar doenças e pragas da agropecuária nacional.

A Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade.

Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT