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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Agronegócio somou R$ 1,26 bilhão em contratações do BRDE no Paraná em 2025 – MAIS SOJA

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O agronegócio foi novamente o principal motor das contratações do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) no Paraná. Ao longo do último ano, a operação paranaense estabeleceu contratos no valor de R$ 1,26 bilhão destinados ao setor em 3.621 operações, números em linha com os registrados em 2024. Considerando o recorte do ano-safra, o desempenho avançou: foram R$ 850 milhões contratados somente no segundo semestre de 2025, o que representa crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano-safra anterior.

É neste contexto que o BRDE prepara uma presença reforçada no Show Rural Coopavel 2026, que ocorre em Cascavel entre 9 e 13 de fevereiro.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o resultado reflete o papel do banco como financiador de longo prazo para um setor que sustenta a produção e a competitividade do Paraná. “O agro tem uma dinâmica própria, que exige planejamento, previsibilidade e acesso a crédito com condições adequadas. O BRDE atua para viabilizar investimentos que se traduzem em produtividade, geração de renda e agregação de valor, fortalecendo cadeias que movimentam a economia real do Estado”, afirma.

Um recorte das contratações de 2025 ajuda a entender como o crédito do BRDE se distribui, na prática, entre as principais linhas voltadas ao produtor rural. O maior volume veio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com R$ 422,9 milhões e 3.259 contratos, direcionados sobretudo à agricultura familiar, em investimentos, por exemplo, na melhoria de estrutura produtiva e na aquisição de equipamentos.

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Na sequência aparece o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com 25 operações e R$ 277,6 milhões, voltado a um tema estratégico para o agro paranaense: armazenagem, redução de perdas e capacidade de estocar a produção com mais eficiência.

Outro destaque foi o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), com R$ 178,1 milhões divididos em 38 contratos, o que evidencia o peso do cooperativismo no Estado, ao apoiar projetos de modernização e ampliação da estrutura de cooperativas agroindustriais.

Também tiveram participação relevante as linhas associadas à modernização tecnológica e sustentabilidade, como o Programa de Incentivo à Modernização e à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com R$ 96,5 milhões, e o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com R$ 40,4 milhões.

BANCO DO AGRICULTOR

Outro eixo que reforça a presença do banco no campo é o Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Paraná instituído em 2021 e coordenado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) com apoio do BRDE. Em 2025, a instituição destinou R$ 133 milhões por meio do programa para 985 projetos – ou mais de 27% das operações da instituição destinadas ao meio rural. Desde a criação da iniciativa, em 2021, já foram aplicados R$ 414 milhões em 2.927 projetos no Paraná.

O desempenho do banco no agro é sustentado por operações voltadas tanto à produção rural quanto à agroindústria, com foco em modernização tecnológica, estruturação produtiva e eficiência. Esse movimento acompanha a evolução do perfil do setor na Região Sul, em que o crédito se consolida como ferramenta de transformação — do aumento de produtividade no campo à ampliação de capacidade industrial e logística, essenciais para reduzir custos e elevar competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

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Para o diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, o crescimento no agro se insere em uma estratégia de expansão com base técnica e foco em qualidade das operações. “O desempenho do banco no setor rural mostra como é possível crescer mantendo segurança, consistência e responsabilidade. O BRDE tem direcionado recursos para projetos que fazem sentido do ponto de vista econômico e regional, com atenção à capacidade de pagamento, ao impacto do investimento e à sustentabilidade no longo prazo”, afirma.

SHOW RURAL

O espaço do banco no Show Rural 2026 terá uma programação desenhada para aproximar a instituição de clientes e parceiros no setor agrícola. Além do atendimento técnico e institucional no estande, haverá mesa de podcast, para entrevistas com produtores, empresários, cooperativas, parceiros estratégicos e autoridades, em um formato voltado a apresentar experiências reais e discutir tendências do setor.

Segundo o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o Show Rural é uma vitrine importante para traduzir em conteúdo e relacionamento o impacto das operações do banco. “O BRDE tem no agro um eixo histórico de atuação, e o Paraná concentra projetos com alto nível de investimento e inovação. Estar no Show Rural é uma forma de fortalecer a proximidade com quem produz e com quem lidera as transformações do setor, apresentando soluções financeiras alinhadas às necessidades do campo e da agroindústria”, destaca.

PROGRAMAÇÃO

A programação prevista para a feira inclui ainda palestras técnicas, assinaturas de convênios e contratos, além da entrega de certificados para entidades da região Oeste do Paraná apoiadas pelo BRDE por meio de mecanismos de incentivo fiscal, reforçando a agenda de sustentabilidade e inclusão que o banco tem ampliado nos últimos anos.

Entre as ações confirmadas, o banco também prepara o lançamento da próxima etapa do BRDE Labs, iniciativa voltada à inovação e à aproximação com ecossistemas empreendedores e soluções aplicadas ao desenvolvimento regional. O estande receberá, ainda, um café da manhã com clientes, voltado ao relacionamento institucional e à troca de experiências sobre investimento, planejamento e novos ciclos de crescimento no campo.

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65 ANOS – A presença no Show Rural também terá um componente simbólico: a programação foi pensada como parte das celebrações dos 65 anos do BRDE, que serão completados em 2026. Criado com a vocação de planejar e financiar o desenvolvimento de longo prazo, o banco atravessou seis décadas e meia acompanhando mudanças no perfil produtivo da Região Sul, apoiando ciclos de industrialização, a modernização do agronegócio e a expansão da infraestrutura — e, mais recentemente, direcionando sua atuação à inovação, à sustentabilidade e à inclusão social como eixos estratégicos, sem perder de vista o compromisso com um desenvolvimento regional equilibrado e duradouro.

DESEMPENHO OPERACIONAL

Em 2025, o BRDE registrou 5.707 novas operações e alcançou R$ 2,244 bilhões em contratações no Paraná, resultado que representou crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior. Na Agência Curitiba, a abertura de crédito avançou 48%, passando de R$ 3 bilhões em 2024 para R$ 4,44 bilhões no ano passado, com mais da metade destinada a produtores rurais e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), enquanto a carteira de crédito ativa superou R$ 8,5 bilhões no Estado.

Para conhecer as linhas e acessar os detalhes, basta visitar o site do BRDE ou procurar as agências da instituição.

Fonte: Agência Estadual de Notícias – Paraná



 

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FONTE

Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná

Site: AEN-PR

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Sustentabilidade

Exportações de grãos acumuladas no primeiro trimestre de 2026 superam ano anterior e fretes acompanham crescimento – MAIS SOJA

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As exportações de soja avançaram no último mês nas principais rotas de escoamento brasileiras. Com aproximadamente 88,1% da área colhida para a oleaginosa, os volumes embarcados no acumulado do primeiro trimestre de 2026 já superam em cerca de 5,92% o valor apurado entre janeiro e março de 2025. O cenário é semelhante para o milho, que registrou um acumulado em torno de 15,25% acima do verificado para as exportações no mesmo período do ano anterior. Para a primeira safra do cereal, a colheita já ultrapassou metade da área plantada, como mostra o Boletim Logístico de abril, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (29).

O balanço também aponta que as regiões Centro-Oeste e Sul foram as que mais enviaram grãos para o mercado externo, com predomínio do estado de Mato Grosso. Para a oleaginosa, os embarques pelo Arco Norte chegaram a 39% no trimestre, seguido pelo porto de Santos (SP), com 36,2%, e pelo porto de Paranaguá (PR), com 18,3%. Já para o cereal, o escoamento pelo Arco Norte também predominou, correspondendo a 34,9% do acumulado trimestral. Na sequência, o porto de Santos abarcou 29,1% das vendas para o exterior, seguido pelo porto de Rio Grande (RS), com 16%.

O movimento das safras foi acompanhado pelo aumento no preço dos fretes nas principais rotas monitoradas pela Companhia. No Centro-Oeste, os valores mais altos foram identificados em Goiás, que registrou fretes até 35% mais caros em comparação ao mês anterior nas rotas saindo de Cristalina, no leste do estado. “Apesar das oscilações nos preços dos combustíveis, é preciso considerar o bom desempenho produtivo da soja e o volume de carga no contexto da pressão logística”, avalia o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth.

Em Mato Grosso, o avanço da colheita da soja no Vale do Araguaia manteve a alta do transporte, que ficou até 10% mais caro, taxa máxima também apurada no vizinho Mato Grosso do Sul. Já no Distrito Federal, as variações positivas chegaram a 12%, acompanhando a movimentação sazonal com a colheita da soja na maior região produtora do país.

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Os custos dos combustíveis e gargalos operacionais também impactaram os fretes no Paraná, com incremento de até 11% na região de Ponta Grossa. Nas praças do Sudeste, São Paulo registrou os maiores valores, com fretes até 30% mais elevados em referência ao mês de março. Minas Gerais acompanhou a tendência crescente, mas os valores não ultrapassaram 10% na avaliação mensal. No caso específico do café, os fretes voltaram a ficar aquecidos para as rotas com destino ao sul do estado.

Com o direcionamento dos transportadores para o Centro-Oeste, o Nordeste também apresentou aquecimento logístico, com destaque para a região produtora de soja no oeste baiano, onde os valores aumentaram até 19%. O Maranhão foi o estado com maior variação percentual positiva, alcançando tarifas até 23% mais elevadas, com ênfase no escoamento da soja no sul do estado. No Piauí, as cotações tenderam a uma maior estabilidade, com máxima de 8%.

Adubos e fertilizantes

As importações de fertilizantes cresceram no primeiro trimestre de 2026, chegando a 8,61 milhões de toneladas. O valor é cerca de 9,13% superior ao acumulado no mesmo período do ano passado, o que assegura estabilidade para os próximos plantios.

A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento do país, abrangendo dez estados. Os dados estão disponíveis no Boletim Logístico – Abril/2026.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Manejo da resistência de fungos a fungicidas – MAIS SOJA

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O manejo da resistência de patógenos, especialmente de origem fúngica, é um dos principais desafios relacionados ao controle de doenças em culturas como a soja. Embora medidas integradas possam ser empregadas para manejo das doenças em soja, os fungicidas químicos continuam sendo as ferramentas mais utilizadas para o controle de doenças em escala comercial.

Nesse contexto, estratégias de manejo necessitam ser adotadas visando “frear” a evolução dos casos de resistência das doenças aos fungicidas. Considerando a dificuldade em desenvolver e registrar novas moléculas, assegurar a manutenção da eficácia dos fungicidas atuais é crucial para a sustentabilidade do sistema de produção.

Uma das grandes preocupações relacionadas a isso é o desenvolvimento das resistências cruzadas. De acordo com o Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, a resistência cruzada é o fenômeno em que uma população de patógenos que se torna resistente a um fungicida também passa a apresentar resistência a outros produtos que possuem o mesmo modo de ação ou compartilham o mesmo sítio-alvo bioquímico (figura 1).

Figura 1. Representação gráfica de como ocorre a resistência cruzada a fungicidas.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Isso ocorre porque, mesmo sendo moléculas diferentes, esses fungicidas atuam sobre o mesmo processo metabólico, de modo que uma única mutação gênica pode conferir resistência a vários compostos simultaneamente. Esse risco é maior em fungicidas de sítio específico, que atuam em um único alvo, enquanto fungicidas multissítio apresentam menor probabilidade de seleção de resistência, tornando fundamental o conhecimento do modo de ação para estratégias eficazes de manejo (FRAC-BR, 2026).

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Estratégias de manejo

De forma prática, o uso dos fungicidas multissítios associada a rotação de modos de ação, é a estratégia mais eficaz de prevenção da resistência aos fungicidas, no entanto, algumas estratégias associadas podem contribuir de forma significativa para reduzir a pressão de seleção sobre indivíduos, bem evolução dos casos de resistência.

 Dentre essas estratégias, o FRAC-BR destaca para a cultura da soja, a rotação de moléculas de fungicidas dentro do mesmo grupo químico; a adoção de boas práticas agronômicas como evitar semeaduras tardias, dar preferências por variedades de ciclo precoce, respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas voluntárias, evitando a exposição desnecessária dos produtos a altas populações dos patógenos.

Não menos importante, deve-se evitar programas de manejo que priorizem a aplicações curativas, uma vez que favorecem a pressão de seleção contínua e aceleram o desenvolvimento de populações menos sensíveis do patógeno. Além das estratégias supracitadas, a utilização de produtos biológicos também contribui para o manejo da resistência das doenças a fungicidas, considerando que esses compostos apresentam múltiplos modos de ação. No entanto, para maior performance, recomenda-se que os produtos biológicos sejam utilizados preferencialmente de forma associada a fungicidas sítios específicos e multissítios (FRAC-BR, s. d.).

Vale ressaltar que o manejo da resistência de doenças a fungicidas vai além das perdas quantitativas de produtividade, impactando diretamente a viabilidade econômica e a longevidade do sistema produtivo. Diante da elevada complexidade, do custo e do tempo necessários para o desenvolvimento de novas moléculas, preservar a eficácia dos fungicidas disponíveis torna-se uma estratégia indispensável para garantir a sustentabilidade da cultura da soja a médio e longo prazo.

Clique aqui e confira as novas recomendações para o manejo de doenças em soja.

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Referências:

FRAC. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. FRAC-Brasil, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 06/05/2026.

FRAC. O QUE É RESISTÊNCIA CRUZADA? Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas: FRAC-Brasil, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/o-que-e-resistencia-cruzada >, acesso em: 06/05/2026.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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