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5 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT destaca importância da prorrogação do diferimento do ICMS para fertilizantes em Mato Grosso – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) avaliou nesta terça-feira (06.01) como positiva e estratégica a prorrogação do diferimento do ICMS nas operações internas com adubos e fertilizantes no estado. A medida foi oficializada pelo Governo de Mato Grosso por meio do Decreto nº 1.804/2025, que estende o regime até 31 de dezembro de 2026, atendendo às demandas da entidade e do Sistema OCB/MT.

O diferimento é um mecanismo tributário que transfere o recolhimento do imposto para uma etapa posterior da cadeia produtiva, evitando a tributação repetida do mesmo produto. Caso o regime não fosse prorrogado, a partir de 2026 passaria a incidir uma carga efetiva de cerca de 4% em cada elo da cadeia, o que resultaria em aumento direto no custo dos fertilizantes adquiridos pelo produtor rural.

Além da prorrogação do prazo, o decreto promove ajustes relevantes nas regras de aproveitamento dos créditos de ICMS, como a retirada da obrigatoriedade de estorno de parte do imposto pago na importação de matérias-primas utilizadas na produção de fertilizantes. Essa exigência vinha provocando tributação em cascata ao longo da cadeia produtiva, elevando os custos do insumo.

Segundo o diretor administrativo da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Política Agrícola, Diego Bertuol, a prorrogação do diferimento do ICMS representa uma decisão técnica, responsável e alinhada à realidade do campo.

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“A prorrogação do diferimento do ICMS é uma decisão técnica, responsável e alinhada à realidade do campo. Sabemos da dificuldade e necessidade de uma grande adubação dos solos da região centro-oeste do Brasil em especial do nosso estado, devido a estrutura física dos nossos solos, para se obter uma boa produção em culturas altamente exigentes e técnicas”, disse o produtor.

Para garantir o aproveitamento dos créditos fiscais, o novo decreto estabelece condições cumulativas, entre elas a comprovação do recolhimento do ICMS na importação para o Estado de Mato Grosso, a destinação das mercadorias a estabelecimentos localizados no estado para uso produtivo ou comercialização exclusivamente interna, a limitação do crédito mantido a 4% do valor das entradas de fertilizantes e insumos, além da vedação à restituição ou compensação de valores já recolhidos.

Diego Bertuol ressalta ainda que a prorrogação ocorre em um cenário desafiador para o setor, marcado por crédito mais caro, volatilidade cambial e instabilidade climática. “Para a Aprosoja MT, a medida contribui para manter o equilíbrio econômico da cadeia do agronegócio, preservar a competitividade do Estado e evitar repasse de custos adicionais ao produtor rural, que já enfrenta desafios como crédito mais caro, volatilidade cambial e instabilidade climática. Nós seguiremos atuando de forma institucional, técnica e propositiva, dialogando com os poderes Executivo e Legislativo para garantir segurança jurídica, previsibilidade tributária e condições justas de produção ao agricultor mato-grossense”, completou.

A Aprosoja MT reforça que continuará acompanhando os desdobramentos da política tributária estadual e atuando de forma técnica para evitar aumento de custos e assegurar condições mais equilibradas para a cadeia produtiva da soja e do milho em Mato Grosso.

Fonte: Aprosoja/MT

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Sustentabilidade

Algodão fecha em alta em NY com queda do dólar frente a outras moedas – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

A desvalorização do dólar contra o real e outras moedas foi aspecto altista para a pluma. Os investidores se posicionaram para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, às 10h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 78,11 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,07 centavo, ou de 1,4%. Março/2027 fechou a 81,96 centavos, ganho de 1,06 centavo, ou de 1,3%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Milho tiguera exige monitoramento e controle para evitar perdas na soja e reduzir riscos para a segunda safra – MAIS SOJA

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O controle do milho tiguera é uma medida importante para proteger o potencial produtivo da soja e reduzir os riscos fitossanitários para a segunda safra de milho. Em Mato Grosso do Sul, onde o sistema de produção combina soja no verão e milho na sequência, as plantas voluntárias que emergem após a colheita podem representar um problema que exige atenção desde o início do ciclo da oleaginosa.

Conhecido também como milho guacho ou voluntário, o milho tiguera nasce de grãos e fragmentos de espigas que permanecem na área após a colheita. Quando emerge na lavoura de soja, passa a competir por recursos essenciais ao desenvolvimento da cultura, como água, nutrientes e radiação solar.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, o manejo durante o desenvolvimento inicial da soja é fundamental para evitar essa competição e também contribuir para a quebra do ciclo da cigarrinha-do-milho.

“Na safra de soja 2026/2027, a incidência de milho tiguera nas lavouras de Mato Grosso do Sul varia de baixa a média em todo o Estado. Apesar desse cenário, o monitoramento e o controle das plantas voluntárias são fundamentais para evitar a competição com a soja e reduzir a permanência da cigarrinha-do-milho entre as safras.As populações da cigarrinha utilizam as plantas de milho tiguera como abrigo, fonte de alimento e local de oviposição. Se houver um inseto infectado se movimentando entre as plantas voluntárias de um mesmo grupo, os patógenos podem ser transmitidos a todas elas. As cigarrinhas sadias que se alimentam e fazem postura nessas plantas adquirem os patógenos, assim como as ninfas, o que gera, posteriormente, uma população adulta infectante”.

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Em plantas de milho infectadas, as perdas de produção podem ultrapassar 70%, especialmente quando a infecção acontece nos estádios iniciais de desenvolvimento.

Como essa praga completa seu ciclo exclusivamente em plantas de milho, a eliminação das plantas voluntárias presentes nas lavouras de soja torna-se uma medida crucial para reduzir a população da cigarrinha-do-milho, diminuindo o potencial de perdas e a necessidade de aplicações de inseticida para o manejo da praga.

Manejo da segunda safra começa agora

O controle do milho tiguera deve ser pensado de maneira integrada, desde a colheita do milho até o estabelecimento da soja. A regulagem e a manutenção das colhedoras são importantes para reduzir a perda de grãos e espigas que podem originar novas plantas voluntárias.

Na sequência, o monitoramento frequente permite identificar os diferentes fluxos de emergência e realizar o controle enquanto as plantas ainda estão pequenas.

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No manejo químico, é necessário considerar a tecnologia utilizada no híbrido de milho cultivado anteriormente, já que algumas biotecnologias conferem tolerância a herbicidas como glifosato e glufosinato de amônio.

 “A orientação técnica é que o produtor não espere a implantação da segunda safra para começar a se preocupar com o problema. As decisões tomadas agora, durante o desenvolvimento inicial da soja, ajudam a reduzir a competição na lavoura atual e a pressão da cigarrinha para o próximo cultivo de milho”, finaliza Lucas.

Acesse o boletim completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE
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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Farsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA

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A Farsul intensificou a mobilização política em Brasília e junto ao Congresso Nacional para alertar sobre a urgência na votação e na ampliação da abrangência da Medida Provisória nº 1.376/2026, cujo prazo final de deliberação encerra-se no próximo dia 11 de novembro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e ofícios encaminhados às principais lideranças legislativas, incluindo o relator da matéria, deputado federal Paulo Pimenta, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, além dos senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina, a entidade reforçou que o tempo urge para evitar a perda de vigência da norma.

De acordo com dados do Banco Central destacados pela federação, a dimensão do endividamento no campo é alarmante. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo problemático do crédito rural no Brasil, que engloba operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, disparou 47,7%, saltando de R$ 139,08 bilhões para R$ 205,46 bilhões. No Rio Grande do Sul, o volume cresceu 26,4% no mesmo período, passando de R$ 34,94 bilhões para R$ 44,18 bilhões, o que representa impressionantes 39,2% de toda a carteira de crédito rural do Estado.

Em contrapartida, os registros oficiais do Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (SICOR) apontam que, até 30 de setembro de 2026, as operações de composição de dívidas vinculadas à MP alcançaram renegociações de R$ 5,55 bilhões a nível nacional e R$ 4,58 bilhões no território gaúcho. Para a Farsul, embora os recortes estatísticos possuam especificidades e não contemplem, por exemplo, as renegociações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), os montantes evidenciam um abismo entre a escala do endividamento problemático real e o volume efetivamente absorvido pelo mecanismo atual.

Diante do relatório apresentado pelo deputado Paulo Pimenta e da perspectiva de apresentação de voto em separado pela FPA, a direção da Farsul defende a construção de um entendimento consensual. O objetivo é assegurar um texto alternativo ou ajustes no relatório que removam entraves burocráticos de acesso, ampliem o alcance do enquadramento e garantam prazo hábil para requerimento, análise e contratação por parte dos produtores.

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A federação alerta que, caso a MP caduque sem as devidas alterações estruturais, cerca de 80% dos produtores rurais poderão ficar alijados da possibilidade de alongamento de suas obrigações financeiras, gerando reflexos severos na liquidez do setor e na estabilidade das próximas safras de culturas altamente mecanizadas.

Fonte: Farsul



 

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