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CAR Digital 2.0 válida mais de 23 mil cadastros em seis meses em Mato Grosso

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Mais de 23 mil cadastros de imóveis rurais foram validados em apenas seis meses em Mato Grosso após o lançamento do CAR Digital 2.0, em junho de 2025. Com isso, o número total de Cadastros Ambientais Rurais (CAR) aprovados no estado chegou a 37.861, alterando de forma significativa o ritmo da regularização ambiental.

A nova versão do sistema passou a utilizar bases temáticas de referência por município, o que permitiu a análise automatizada de cadastros que estavam pendentes. A mudança de lógica substitui o modelo anterior, baseado em validações individuais, e amplia a capacidade de resposta do órgão ambiental.

O CAR Digital 2.0 integra um pacote de novas ferramentas implementadas pelo Governo de Mato Grosso ao longo de 2025 para acelerar os processos de regularização ambiental em pequenas, médias e grandes propriedades rurais em Mato Grosso. Além dele, foram lançados os módulos Simcar Assentamento e Simcar Compensação.

As três iniciativas fazem parte de uma reformulação na forma de análise ambiental no estado. Segundo a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, as soluções foram desenvolvidas de maneira coletiva e representam avanços diante da complexidade do tema. “Mais uma vez Mato Grosso saiu à frente na implementação de soluções criativas e diferenciadas em torno de questões complexas”, afirma.

Validação automatizada

De acordo com a secretária, o salto no número de validações está diretamente ligado à mudança de óptica trazida pelo CAR Digital 2.0. “Na versão anterior, os cadastros eram validados de forma individual. Agora, estamos construindo as bases temáticas dos municípios e utilizamos a tecnologia para validação dos cadastros que estavam pendentes”, explica.

Até o momento, 72 municípios já possuem bases temáticas elaboradas e homologadas no sistema. A expectativa é de que, até o final do primeiro semestre de 2026, os 142 municípios de Mato Grosso estejam contemplados.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Essas bases reúnem informações como hidrografia, remanescentes de vegetação nativa, áreas de preservação permanente, reserva legal e outros dados essenciais para a análise ambiental dos imóveis rurais.

Antes do lançamento do CAR Digital 2.0, Mato Grosso contava com cerca de 14 mil imóveis regularizados, o que representava aproximadamente 20% da área passível de cadastro ambiental. Com a análise automatizada, a expectativa é ampliar esse índice para cerca de 70%.

Ajustes técnicos e novos módulos

Um dos pontos aprimorados na nova versão está relacionado às divergências nas Áreas de Uso Antropizado do Solo (AUAS), que incluem áreas degradadas ou alteradas, com ou sem autorização ambiental.

“Com a nova modelagem do CAR Digital, foi estabelecida tolerância de 30 metros nas áreas de uso antropizado do solo que terá como limite cinco hectares para cada polígono. Isso eliminará boa parte dos problemas”, assegura a secretária.

Além do CAR Digital 2.0, o módulo Simcar Assentamento foi lançado em novembro com foco na regularização ambiental de pequenas propriedades localizadas em assentamentos rurais. O sistema permite que profissionais credenciados façam o cadastramento do projeto de assentamento, com posterior individualização dos lotes e beneficiários da Reforma Agrária.

Após a análise ambiental do assentamento como um todo, a emissão do CAR do lote individual ocorre de forma automática pelo sistema.

Já o Simcar Compensação possibilita que produtores com déficit de reserva legal anterior a 2008 realizem a compensação ambiental em outro imóvel. A alternativa inclui a aquisição de áreas em unidades de conservação pendentes de regularização fundiária em Mato Grosso, com doação ao Estado, ou a compra de áreas de terceiros para fins de compensação por meio de servidão ambiental.


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Banco do Brasil estima R$ 2 bilhões em propostas no Show Rural Coopavel 2026

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Foto: Banco do Brasil

O Banco do Brasil estima acolher R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural para agricultores familiares, médios e grandes produtores durante o Show Rural Coopavel, entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná.

As taxas oferecidas pela instituição são a partir de 2,5% ao ano, com recursos do Plano Safra para todas as linhas de crédito.

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, destaca que a preparação para a feira começou ainda em janeiro, com a realização de 95 reuniões prévias com produtores rurais e suas cooperativas para apresentação das condições que o banco oferecerá durante os cinco dias de evento.

“Participar do Show Rural Coopavel ao longo de todos esses anos reforça o compromisso histórico do Banco do Brasil com o agro do Paraná. Estaremos mais uma vez reafirmando a nossa proximidade com quem produz e seguiremos financiando os investimentos necessários para o fortalecimento e desenvolvimento dos agricultores familiares, dos médios e dos grandes produtores, bem como das cooperativas agropecuárias, sempre de acordo com a realidade de cada perfil”, afirma Bittencourt.

Condições do banco na feira

O banco prevê que mais de 50 municípios paranaenses contarão com as condições preparadas para o Show Rural Coopavel: 10% de desconto na contratação dos Seguros Agrícolas Área Financiada e Área Não Financiada, e 10% de desconto na contratação do Seguro Patrimônio Rural.

A instituição também promete oferecer 30% de descibti aos clientes na compra dos grupos de veículos pesados e imobiliário do Consórcio Agro.

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Moagem de cana atinge 605 mil toneladas na 1ª quinzena de janeiro, diz Unica

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Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

As unidades produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 605,09 mil toneladas na primeira quinzena de janeiro, referente à safra 2025/26, que vai de abril a março do ano seguinte. O volume é 100,99% maior em comparação com o registrado em igual período da safra 2024/25, quando a moagem atingiu 301,10 mil toneladas.

As informações constam do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta sexta-feira (6).

Queda no açúcar e alta no etanol

A produção de açúcar nos primeiros 15 dias de janeiro totalizou 7,32 mil toneladas, queda de 32,12% na comparação com o volume registrado em igual período na safra 2024/2025.

Na primeira quinzena de janeiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 427,42 milhões de litros, aumento de 16,06% ante igual período da safra anterior. Desse total, 244,93 milhões de litros são de etanol hidratado (+5,66%) e 182,49 milhões de litros de etanol anidro (+33,77%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de janeiro, 89,96% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 384,49 milhões de litros neste ano, ante 354,38 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025, um aumento de 8,50%.

Mais unidades processando cana

Na primeira metade de janeiro, operavam 27 unidades produtoras na região Centro-Sul, das quais nove unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No igual período da safra anterior, 24 unidades produtoras estavam em operação. Ao fim da quinzena, cinco unidades encerraram a moagem.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), registrado na primeira quinzena de janeiro, atingiu 132,95 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, em comparação com 118,32 kg por tonelada na safra 2024/2025, variação positiva de 12,36%. O destino da cana para etanol foi de 90,45% na primeira quinzena de janeiro.

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Cinco anos após acordo, ações de reparação em Brumadinho já somam mais de R$ 20 bi

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Foto: Agência de Minas Gerais

Cinco anos após a assinatura do acordo judicial de reparação pela tragédia de Brumadinho, o governo de Minas Gerais e instituições de Justiça reforçam as ações para compensar os danos socioeconômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem da Vale, em 2019, que deixou 272 vítimas.

Segundo levantamento apresentado pelo estado, dos R$ 37,6 bilhões previstos para execução ao longo de dez anos, mais de R$ 20 bilhões já foram aplicados em iniciativas de reparação socioeconômica e ambiental.

Ao todo, são 421 projetos, priorizando municípios diretamente atingidos. Segundo o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias, as ações estão divididas em dois eixos principais, reparação socioambiental e socioeconômica.

“O eixo de reparação socioambiental, cuja responsabilidade de reparação do dano causado no meio ambiente é da Vale, a empresa que deu causa. E do outro lado, temos a reparação socioeconômica, que somam algo próximos a 37,2 bilhões”, destaca o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias.

Das mais de 400 iniciativas, 309 já estão em execução, com investimentos que abrangem áreas estratégicas como infraestrutura, saúde, saneamento, meio ambiente e agricultura. Entre as ações já realizadas estão a recuperação de cerca de 13 quilômetros de estradas, ampliação de unidades de saúde e hospitais regionais, além de apoio direto à produção rural, feiras livres e ações de abastecimento.

Na frente ambiental, segue a retirada de rejeitos do rio Paraopeba, especialmente na chamada “zona quente”, área mais impactada pelo rompimento. A expectativa é de que a execução completa do acordo ocorra dentro do prazo de dez anos.

“Temos definido um montante de R$ 37 bilhões, mas da reparação ambiental, esse recurso não tem limite, não tem teto. Esses trabalhos já começaram, principalmente na zona quente com a remoção do rejeito e eles tendem avançar. A expectativa de execução do acordo é de 10 anos para os projetos”, afirma Matias.

O governo estadual afirma que as medidas buscam reconstruir as regiões afetadas e reduzir riscos futuros, com descomissionamento de barragens e mudanças na gestão de segurança. “Nós estamos deixando um estado melhor para aqueles que sobreviveram”, declara o governo de Minas Gerais, Romeu Zema.

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